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sexta-feira, 24 de maio de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

#Filmes - Maria, Rainha dos Escoceses


#Filmes - Maria, Rainha dos Escoceses

Sinopse

Com apenas 16 anos de idade, Maria Stuart, filha legítima de Jaime V, rei da Escócia, casou-se com Francisco II, herdeiro directo de Henrique II, rei de França. Após a morte acidental de Henrique, Francisco, então com 15 anos, ascendeu ao trono fazendo de Maria sua consorte. Quando o jovem rei morre, 17 meses depois, Maria recusa-se a voltar a casar e é obrigada a abdicar. Assim, regressa à sua Escócia natal, onde pretende reclamar o trono que é seu por direito de sucessão. No entanto, Isabel I de Inglaterra, receando que a influência dos franceses coloquem em causa a sua própria soberania, dá origem a um jogo político para desacreditar Maria, sua prima, por muitos considerada a herdeira legítima do reino de Inglaterra. 

Opinião

Já não é segredo para ninguém que sou fascinada pela época dos Tudor, muito graças às lendas em torno de Henrique VIII e, sobretudo, devido aos livros de Philippa Gregory. Graças a esta autora fiquei ainda a conhecer o que aconteceu nos reinados anteriores aos Tudor e os acontecimentos que levaram a que esta família chegasse ao trono inglês. Inclusivamente, esta autora já escreveu sobre a Rainha dos Escoceses no livro A Outra Rainha, onde retrata o que aconteceu a Maria desde que ficou prisioneira de Isabel. 

Logo, quando vi que este filme ia estrear, fiquei a morrer de curiosidade para o ver. Mais ainda porque percebi que era baseado num livro com o mesmo nome - Maria, Rainha dos Escoceses -, escrito por historiador após uma pesquisa exaustiva que pretendia trazer para a luz aspectos menos conhecidos sobre esta rainha que tudo fez para ocupar o lugar que lhe pertencia por direito. E após ter visto o filme, fiquei ainda mais curiosa para ler o livro. 

O filme começa com a chegada de Maria à Escócia para ocupar o seu trono, sendo recebida pelos nobres e pelo seu meio-irmão que ocupava o seu lugar na sua ausência. As paisagens escocesas são de uma beleza ímpar, mas a recepção à rainha não se revela das mais acolhedoras. Os escoceses desconfiavam desta mulher que tinha sido criada pelos franceses e não lidavam muito bem com o facto de terem de obedecer a uma mulher e por ela serem governados. 

A sua intransigência não terá ajudado e conquistou alguns inimigos poderosos que hostilizou, no seu regresso, na sua tentativa de ser obedecida e ver reconhecido o seu direito e o seu poder real. Vamos assistindo à luta que fazem contra o seu reinado, ao mesmo tempo que a jovem rainha, viúva do rei francês, se apaixona por um belo escocês, também de sangue real com direitos legítimos aos tronos da Escócia e da Escócia. 

O seu belo e ambicioso marido revelou-se uma decepção, muito embora tenha servido para fornecer um legítimo herdeiro e de sangue real por ambos pai e mãe para o trono escocês e com pretensões a ser também herdeiro do trono de Isabel I, como efectivamente acabou por acontecer. No entanto, Maria pretendia ser reconhecida como a herdeira da prima, coisa que Isabel não estava disposta a fazer, especialmente depois de Maria ter sido obrigada a fugir do seu país para sobreviver. 

Apesar da protagonista ser a rainha escocesa, Isabel e a sua corte também surgem ao longo deste filme, retratada numa fase já decadente mas ainda apaixonada por Robert, embora sem coragem para assumir esse amor e correr o risco de ver o homem que ama lhe roubar a coroa e o poder, como viu acontecer a outras rainhas, como a própria Maria Stuart. O braço de ferro entre as duas também é um factor de tensão em ambos os lados da fronteira, sem que nenhuma se queira submeter ao poder da outra. 

Até que Maria fica à mercê de Isabel, necessitando da sua protecção para sobreviver e do seu apoio para voltar à Escócia e recuperar o seu trono. Confiante de que, sendo ambas mulheres e sabedoras das dificuldades da sua condição, a prima se sentiria compelida a ajudá-la, constatou que a protecção se transformou numa prisão e terminou de forma trágica como a História nos contou. 

Gostei bastante deste retrato de uma jovem rainha que teve poucas oportunidades de reinar mas que, ainda assim, nunca desistiu de lutar pelos seus direitos. As protagonistas deste filme estiveram muitíssimo bem, embora destaque a dificuldade que terá sido para a actriz que representou o papel de Isabel I. Pela minha parte, é impossível pensar nesta rainha inglesa sem me lembrar da interpretação feita por Cate Blanchett de forma brilhante e sem mácula. 

Esta foi uma excelente experiência cinematográfica e, agora, só quero confirmar o quanto um livro pode ser ainda melhor e mais interessante. Já viste este filme? Também queres ler o livro? Qual achaste melhor? 

terça-feira, 21 de maio de 2019

#Livros - Carlota Joaquina e Leopoldina de Habsburgo


#Livros - Carlota Joaquina e Leopoldina de Habsburgo

Sinopse

Em 1807, perante a invasão de Portugal pelas tropas napoleónicas, a corte transferiu-se para o Brasil. D. Carlota Joaquina, mulher do príncipe regente, o futuro D. João VI, tornar-se-ia rainha de Portugal já no Novo Mundo, destino que seria partilhado com a sua futura nora, D. Leopoldina de Habsburgo, mulher de D. Pedro IV, imperatriz do Brasil e rainha de Portugal. 

Carlota Joaquina (1775-1830) é talvez a mais controversa rainha de Portugal. A imagem negativa que dela ficou construiu-se em torno do seu aspecto físico, longe da harmonia e da beleza desejáveis numa princesa, e das suas características morais, sendo acusada de ambição política desmedida, de dissimulação e de traição. Carlota Joaquina manobrou habilmente nos meandros políticos peninsulares e americanos, sempre descontente com a sua situação de consorte. Acompanhou a corte na deslocação para o Brasil, onde foi motivo de embaraços diplomáticos, e, de regresso a Lisboa em 1821, assumiu posições polémicas ao rejeitar a Constituição, convertendo-se num polo aglutinador das forças antiliberais. 

Leopoldina de Habsburgo nasceu em Viena, em 1797. Aos 20 anos atravessou o oceano para viver no Brasil, então sede do Reino Unido luso-brasileiro, consciente da missão que lhe cabia ao casar com o príncipe herdeiro do trono português, D. Pedro, seguindo a estratégia traçada pelas casas de Bragança e de Habsburgo, com vista à consolidação do governo monárquico absolutista na América e o seu consequente revigoramento na Europa. Cultivadora das artes e do conhecimento científico, mulher erudita e apaixonada, agente expoente na criação do Império do Brasil, faleceu ainda jovem, aos 29 anos, deixando cinco filho pequenos, entre eles: a rainha de Portugal, D. Maria II, e o segundo imperador do Brasil, D. Pedro II. 

Opinião

Depois de me ter iniciado nos registos biográficos com as Memórias de Giuseppe Garibaldi, não consegui ficar indiferente ao lançamento, em Portugal, de uma biografia que pretendia contar-nos da vida de duas rainhas de Portugal que marcaram a passagem da corte pelo Brasil, a transição do Absolutismo para o Liberalismo e que nos deram Reis para Portugal e para o Brasil.

Trata-se de um livro gentilmente cedido pela Temas e Debates, a meu pedido, o que, como já sabes, não irá impedir que a minha opinião seja o mais transparente que seja capaz. Como todos estamos cansados de saber, a História está sempre com os holofotes virados para os homens, deixando que as mulheres fiquem na sombra sem que se conheça o seu real papel nos acontecimentos e nas decisões que afectam todos ao seu redor.

É por esse motivo que gosto tanto de romances históricos, especialmente os que são escritos por mulheres e que colocam mulheres como protagonistas. Logo, tratando-se de um registo biográfico, mais curiosa fiquei por se focarem nas rainhas, em vez de nos reis, como vinha sendo hábito. No entanto, as diferenças entre as duas biografias sobre as quais iremos falar hoje são mais que muitas e notam-se até pela diferença de género dos autores.

Mas vamos começar pelo princípio, que é como quem diz, pela Rainha Carlota Joaquina. A sua má fama está absolutamente enraizada na tradição popular e todos já ouvimos falar desta senhora e dificilmente pelas melhores razões. Desde o seu aspecto físico, passando pelas alegadas infidelidades, sem esquecer a sua compulsão para conspirar contra o marido e almejar um lugar de poder para si própria, fosse em Portugal, em Espanha ou no Brasil.

Existem muitos relatos, pouco isentos, das duas primeiras, mas as conspirações podem ser comprovadas pela sua correspondência particular, onde procurava o que achava que era seu por direito. Sendo uma Infanta de Espanha, acreditava ser capaz de governar melhor do que o marido, embora nem sempre tenha colocado os interesses portugueses à frente dos seus.

O marido e os que o rodeavam não confiavam nesta rainha que parecia ir contra a ordem natural das coisas e que não se limitava à vida doméstica e que desejava mais do que ser esposa e mãe de reis. Terá tido uma vida um tanto ou quanto frustrante por se ver, repetidamente, afastada do poder e sem que as suas opiniões fossem ouvidas e tidas em conta.

Talvez por esta rainha ser um tanto ou quanto desagradável, a primeira parte deste livro, escrita por António Ventura, foi de difícil leitura. Na minha opinião, o enquadramento histórico teve mais protagonismo do que a própria Carlota Joaquina ao longo das páginas, o que, mesmo para mim que gosto de História, se revelou um pouco aborrecido.

As partes mais interessantes foram as cartas que a própria escreveu e as ilustrações que acompanham e embelezam este livro. O bom gosto impera em todas as páginas desta obra, mas confesso que a biografia de Carlota Joaquina não ganhou o meu coração e me deixou apreensiva quanto ao que se iria seguir com a próxima rainha.

"Para os absolutistas, Carlota Joaquina encarnava a coragem e a determinação de quem recusa violar a sua própria consciência em nome de princípios revolucionários que visavam destruir a tradição. Para eles, a rainha era um símbolo vivo de resistência. Em seu redor se agrupariam os elementos antiliberais, absolutistas e, de um modo geral, todos os que estavam em desacordo com a nova situação e preparavam o regresso ao passado."

"Se nunca conseguiu, ao longo da sua vida, ter acesso ao poder que tanto ambicionava, em Portugal, na América, em Espanha, podia ao menos ver que as suas ideias políticas se materializavam na realeza do filho feito rei absoluto."

Sobre Leopoldina de Habsburgo, confesso, sabia muito pouco. Tirando que foi esposa de D. Pedro IV, não tinha conhecimentos sobre esta princesa que atravessou o Atlântico para ocupar o seu lugar na História, aceitando os riscos inerentes com o simples propósito de fazer a vontade a seu pai e estabelecer a aliança entre os dois países.

Esta foi uma biografia destacadamente mais interessante que a anterior. Sobretudo, por estar documentada por inúmeras cartas trocadas pela futura rainha e a sua família, onde contava muito do que lhe ia na mente e no coração. Revela-se uma menina ingénua, sonhadora e pronta para ser feliz a todo o custo. Apaixona-se pelo futuro marido ainda antes de o ver pela primeira vez e, inevitavelmente, acaba por se desiludir com as infidelidades e com o seu jeito pouco polido.

No entanto, a sua educação foi a de uma princesa que sabe ocupar o seu lugar e conhece o modo como se deve comportar para não transparecer a sua mágoa aos que a rodeiam. Não perde a face em público, ainda que os seus sonhos tenham sido gorados e a sua paixão tenha esmorecido. A maternidade ocupa um lugar importante na sua vida e penso que terá sido o consolo que precisava para aguentar os comportamentos do marido.

A autora apresenta-nos os factos sobre a vida desta princesa austríaca de uma forma muito agradável e que nos prende do início ao fim, tornando a leitura célere e sem qualquer sombra de sacrifício para continuar. Pelo contrário, sacrifício é ter de parar para dormir e adiar a leitura para o dia seguinte. Ainda que existam sempre períodos mais e menos interessantes em qualquer vida, ao longo deste relato não o sentimos de forma explícita.

Volto a reforçar o bom gosto desta edição e a relevância das personalidades tanto em Portugal como no Brasil, pelo papel que estas mulheres desempenharam na sua época. Fiquei muito agradada com estas biografias e conto continuar a dedicar-me a este género com mais frequência. Quanto a ti, também gostas de Biografias? Já leste esta edição? E que outras me sugeres para as minhas próximas leituras? 

"O destino que lhe fora traçado parecia bastante venturoso e talvez tenha sido também por ela encarado como libertador da triste sina comum às princesas, frequentemente destinadas a homens bem mais velhos. Ela era a primeira princesa europeia que, para casar, teria que enfrentar a arriscada travessia do oceano e conviver com o forte calor tropical."

Podes encomendar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A Banda Sonora da Semana #49


A Banda Sonora da Semana #49 com um livro de Balzac e música dos Trovante

Só para avisar que estou de férias e ainda tenho toda uma semana pela frente para desfrutar do prazer de não fazer nada ou de fazer apenas o que me apetece e dá prazer. É um privilégio que dura sempre pouco tempo, por isso convém aproveitar ao máximo. Algumas coisas e encontros já estão planeados, mas existe muito espaço para o improviso, que o melhor acontece quando menos se espera. Entretanto, fica com as sugestões de inspiração para esta semana. 

Efemérides de 20 de Maio


Dia da Independência de Timor-Leste. 
325 - Realiza-se o Primeiro Concílio de Niceia. 
1799 - Nasceu Honoré de Balzac, escritor francês. 
1277 - Morreu Papa João XXI.
1506 - Morreu Cristóvão Colombo, navegador genovês. 

A Banda Sonora da Semana #49 com um livro de Balzac e música dos Trovante

Tendo em conta que o autor que se encontra nas efemérides de hoje, Honoré de Balzac, consta em todas as listas de autores que tens de ler antes de morrer e, como tal, parece-me uma excelente oportunidade para aqui deixar registada a minha vontade de começar a ler qualquer coisa deste francês. E nem de propósito a Relógio d'Água lançou, em Março deste ano, A Mulher de Trinta Anos, que faz parte d'A Comédia Humana, e que me parece uma boa porta de entrada para este erudito. Já leste Balzac? O que me aconselhas para começar? 


Não quero deixar passar em branco a Independência de Timor, que tanto movimentou em Portugal as massas e muitos políticos que lutaram por esta causa na Europa. Aqui fica a música que tanto emocionou e que pretendia consciencializar as pessoas para o que se vivia do outro lado do mundo. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Uma noite com... #160


Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Uma noite com... #160  com Carlo Porto

Carlo Porto

Mais um brasileiro que vem espalhar o seu charme em Portugal, desta vez, na SIC.

Podes ver os gatos das semanas anteriores aqui.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

#Filmes - Os Crimes de Grindelwald


#Filmes - Os Crimes de Grindelwald

Sinopse

Depois das aventuras vividas em Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, o excêntrico magizoologista Newt Scamander é recrutado por Albus Dumbledore, seu antigo professor em Hogwarts, para enfrentar o terrível Gellert Grindelwald, considerado um dos mais poderosos feiticeiros de todos os tempos, que recentemente escapou da prisão. Como prometido quando foi capturado pelo Congresso Mágico dos Estados Unidos da América, Grindelwald pretende reunir feiticeiros dos quatro cantos do mundo e assim dominar toda a população não-mágica. A ajudá-lo a impedir tal calamidade, Newt terá a seu lado Tina Goldstein e Jacob Kowalski, os únicos em quem pode confiar. 

Opinião

Finalmente ganhei coragem para me dedicar a ver o segundo filme da saga Monstros Fantásticos. Acabei por não ir ver ao Cinema e tenho adiado este momento porque, como já disse anteriormente, não tenho coração para andar anos à espera para saber o que se vai passar a seguir. Esta é uma capacidade que parece estar reservada para a talentosa J. K. Rowling, no que a mim diz respeito.

A única consolação é que, tendo em conta que falamos de acontecimentos anteriores à saga Harry Potter, já se sabe como terminam alguns dos principais personagens. O que não invalida que a curiosidade seja enorme para saber como vai a autora fazer a ligação com esses mesmos finais que conhecemos e sem falhas que os fãs de Harry Potter são conhecidos pela sua exigência e rigor.

Sobre o primeiro filme já falei aqui, e se na altura a simples menção de um nome familiar, como Dumbledore ou Hogwarts, era suficiente para nos deixar aos saltos nas cadeiras, imaginem quando vemos no ecrã o próprio castelo mais famoso de Harry Potter! A sensação é arrebatadora e só por essa oportunidade já vale a pena que estes filmes existam para matarmos as saudades.

O nosso Newt continua a ser um personagem incrível e peculiar, dando um colorido a uma saga que promete ficar cada vez mais sombria. Fiquei fã do brilhante Jude Law, como Albus Dumbledore, e não podia estar mais satisfeita com a escolha deste actor. Mas tenho de admitir que, como seria de prever, Johnny Depp roubou a cena e esteve inacreditavelmente bem como o vilão Grindelwald.

Quanto ao enredo, na verdade sofre do problema de se tratar de um filme de transição e que pretende abrir muitas portas para o que será explorado no futuro da saga. Dou como exemplo o caso da Nagini, tão aguardada depois da revelação do trailer, mostrou ficar muito aquém das expectativas. A sua aparição foi muito reduzida e muitas respostas ficaram por dar, embora acredite que esta seja uma personagem de suma importância nos futuros filmes.

Spoiler Alert! 
Se ainda não viste o filme é melhor não continuares a ler

A passagem abrupta de Leta Lestrange pela história também se revelou estranha e pouco coerente. A sua morte no final do filme parece eliminar uma personagem que parecia ainda ter um papel a desempenhar na família Scamander e na guerra que se avizinha.

Por fim, esta história do Credence ser irmã de Dumbledore foi a grande bomba que foi lançada no final do filme e tem dado origem a todo o tipo de teorias, coisa que já não via acontecer com esta intensidade desde que aguardávamos pelo lançamento de um novo livro de Harry Potter. Embora a minha opinião cause desilusão na maioria dos fãs, eu não acredito que isso seja verdade. Penso que Grindelwald conta isso ao Credence para o forçar a lutar contra o seu inimigo, pela impossibilidade que os próprios têm de se atacar.

De momento e enquanto espero pelo próximo, quero ver se ponho as mãos no roteiro escrito de Os Crimes de Grindelwald, até porque é parte integrante da colecção de qualquer fã que se preze. Além de serem livros lindos de morrer e com alguns pormenores interessantes e reveladores.

Quanto a ti, já viste este filme? O que achaste deste segundo episódio da saga Animais Fantásticos? E, já agora, comenta o que achaste da última revelação e que teoria achas que será verdadeira!  

terça-feira, 14 de maio de 2019

#Livros - A Maldição do Rei, de Philippa Gregory


#Livros - A Maldição do Rei, de Philippa Gregory

Sinopse

Como herdeira dos Plantageneta, Margarida é vista pela mãe do rei, a Rainha Vermelha, como uma rival para a reivindicação dos Tudor ao trono. Margarida está relegada num casamento insignificante com Richard Pole, um leal apoiante dos Tudor, governador de Gales e guardião de Artur, o jovem príncipe de Gales, e da sua bela noiva, Catarina de Aragão. 

Mas o destino de Margarida, como prima da Princesa Branca, é não viver uma vida nas sombras. A tragédia lança-a na pobreza, mas uma morte real restitui-a a ocupar o seu lugar na corte do jovem Henrique VIII, onde se torna dama de companhia da rainha Catarina. Na corte, observa a influência da rainha espanhola sobre o marido e assiste ao seu trágico declínio. 

No centro da rápida deterioração da corte dos Tudor, Margarida terá de decidir se a sua lealdade é para com o cada vez mais tirânico Henrique VIII ou para a sua amada rainha. Aprisionada na corte, Margarida terá de escolher o seu caminho, e esconder a todo o custo o seu conhecimento de uma antiga maldição sobre os Tudor, que lentamente se torna realidade...

Opinião

Este foi um livro bem difícil de adicionar à minha colecção, tanto é o tempo em que se encontrava na minha lista de desejos literários. As promoções nunca eram nada apelativas e foi verdadeira missão impossível encontrar um exemplar usado que não custasse tanto quanto as ditas promoções. Mas por fim, numa das campanhas da Wook, consegui encomendar o livro que tanto desejava e que era o último da Guerra dos Primos.

Aqui, ficamos a conhecer uma personagem com a qual já nos cruzamos, desde tenra idade, nos livros anteriores desta saga. Margarida Pole tem estado presente em vários dos reinados anteriores aos Tudor, não fosse ela uma Plantageneta. Nascida em berço de ouro, criada como sobrinha amada de Reis da casa de York, a sua queda começou quando os Tudor alcançam o trono e declaram, na surdina, todos os membros da sua família como inimigos.

O seu estatuto de mulher permite-lhe esconder-se atrás da sombra pouco importante do marido, passando a usar o seu humilde nome na tentativa de que se esqueçam quem realmente é por nascimento. Relegado para Gales, dedica-se a cuidar do príncipe herdeiro dos Tudor, filho da sua prima Isabel, cujo destino também foi alterado pela vitória da nova casa reinante.

Depois de perder o irmão, a prima e o próprio marido, a Roda da Fortuna coloca-a numa posição descendente e a sua queda é abrupta. Sem qualquer fonte de rendimento que lhe permita manter o estilo de vida nem sustentar devidamente os filhos ainda pequenos, vê-se obrigada a separar a família e procurar abrigo numa casa religiosa. Este é o se fundo do poço e a partir daqui, após a morte de Henrique VII, a sua vida sofre nova reviravolta.

O jovem Henrique VIII é um raio de sol que faz com que todos os que viviam escondidos voltem a reaparecer na corte e que procura ter toda a família junto de si, mesmo os inúmeros Plantageneta, como é o caso de Margarida. Ocupa o lugar que é seu por direito na corte e nos aposentos da Rainha Catarina, assistindo à sua ascensão e queda devido à incapacidade de produzir um herdeiro masculino para os Tudor.

As minhas expectativas para este livro estavam muito altas e não foram nada defraudadas. Esta personagem, pouco abordada pela História, revelou-se uma mulher forte, decidida e pronta para ascender ou para se esconder, conforme ditava a necessidade de sobreviver. O mais inacreditável é como alguém com tanto potencial para reclamar o trono, para si e para os seus, conseguiu escapar da morte até tão proveta idade.

Só posso dizer que esta foi mais uma leitura deliciosa e que teria lido de uma assentada se pudesse adiar a hora de dormir. Philippa Gregory tem um talento especial para destacar as mulheres nos acontecimentos reais que a História nos conta, tornando-as nas protagonistas que poderão ter sido na sua época. Até agora, tem sido uma viagem deliciosa de fazer pela Inglaterra dos Lencaster, dos Iorque e dos Tudor. Tendo terminado o livro de que hoje te falo, já mal posso esperar para agarrar no volume que se segue, Três Irmãs, Três Rainhas, que já mora cá em casa e está prestes a sair da pilha de livros por ler.

Já te rendeste aos livros desta autora incrível? Qual o teu livro favorito? Preferes a Guerra dos Primos ou os Tudor? 

"Pareço ter sobrevivido aos perigosos vinte e quatro anos do primeiro reinado Tudor. O meu irmão morreu no cadafalso do rei Henrique, o meu esposo ao seu serviço, a minha prima a tentar dar-lhe mais um herdeiro; mas eu sobrevivi. Fui arruinada, destroçada, separada de todos os meus filhos com excepção de dois e vivi escondida com eles, mas agora posso emergir, meio cega, para a luz do Verão do jovem príncipe."

"Nunca esqueço que este é um rei cujo pai não tinha nada, que veio para Inglaterra com pouco mais do que as roupas que trazia no pobre corpo. Sempre que vê um proprietário como vós ou como eu, cujos direitos remontam aos tempos do duque da Normandia, ou mesmo antes, sente uma pequena pontada de inveja, um pequeno frémito de medo de não ter o suficiente, de não ser o suficiente. Não foi criado como nós, numa família que sabia que o seu lugar era o mais alto em Inglaterra. Não como nós, nascidos nobres, criados como príncipes, seguros nos mais magníficos edifícios de Inglaterra, a contemplar os campos mais vastos. Henrique nasceu filho de um pretendente, que sempre se sentirá inseguro num trono tão recente."

"Quando completa trinta anos, o seu olhar torna-se mais duro, o coração torna-se mais duro, como se a maldição dos Tudor não tivesse a ver com herdeiros e sim com uma escuridão que pouco a pouco o vai submergindo."

Podes encomendar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto em cartão e portes grátis, ou a versão em inglês na Book Depository, com portes grátis para todo o mundo. 


Outros livros de Philippa Gregory com opinião publicada no blog:


A Senhora dos Rios
A Rainha Branca
A Rainha Vermelha
A Filha do Conspirador
A Princesa Branca

Catarina de Aragão
Duas Irmãs, Um Rei
A Herança Bolena
O Amante da Rainha
A Outra Rainha

segunda-feira, 13 de maio de 2019

A Banda Sonora da Semana #48


A Banda Sonora da Semana #48 com a biografia que estou a ler neste momento e um funk brasileiro

Vamos ignorar o tempo de ausência e vamos focar-nos nas coisas boas desta vida. Como é o caso de faltarem apenas três dias de trabalho para começarem as minhas primeiras férias de 2019. Como é o casamento que irei no próximo Sábado e que promete ser um verdadeiro dia de festa. Enfim, só razões para estar feliz e cheia de força e para não perder o fôlego e regressar às publicações mais frequentes por estas paragens. Será desta? 

Efemérides de 13 de Maio


1888 - É sancionada a Lei Áurea, abolindo a escravatura no Brasil. 
1917 - Três crianças declaram ter visto uma aparição da Virgem Maria sobre uma azinheira, na Cova da Iria, perto de Fátima. 
1767 - Nasceu D. João VI de Portugal.
1881 - Nasceu Lima Barreto, escritor brasileiro. 
1988 - Morreu Chet Baker, músico norte-americano. 

A Banda Sonora da Semana #48 com a biografia que estou a ler neste momento e um funk brasileiro

Bem a propósito de se comemorar o aniversário de nascimento de D. João VI, acabei recentemente de ler a biografia da sua esposa, Carlota Joaquina, sendo que neste momento já estou a ler a segunda parte, onde nos é apresentada a biografia da sua nora. O livro Carlota Joaquina e Leopoldina de Habsburgo tem sido uma experiência de leitura muito interessante e conto partilhar por aqui a opinião sobre ele na próxima semana. 


O Funk brasileiro chegou para ficar e é ouvido por todos os adolescentes e em todos os bares e discotecas do momento e, como tal, decidi dar uma oportunidade e dedicar-me a ouvir a mais recente música do Kevinho. És fã deste género musical? Que outros artistas me recomendas?

domingo, 28 de abril de 2019

#Livros - Giuseppe Garibaldi, Memórias Autobiográficas


#Livro - Giuseppe Garibaldi, Memórias Autobiográficas

Sinopse

Giuseppe Garibaldi nasceu em Nice, em 1807, numa família ligada à actividade marítima. Impulsionado pelas suas ideias políticas e sociais avançadas e imbuído de um fervoroso patriotismo, desde cedo se envolve na política, ligando-se ao movimento a favor de uma Itália unida. Comprometido em conspirações, acaba exilado na América do Sul onde conhece Ana Maria Ribeiro da Silva, Anita Garibaldi, que se torna sua companheira de armas e de vida. No Brasil e no Uruguai, no mar e em terra, combate ao lado de movimentos de inspiração republicana e liberal, ganhando uma excepcional experiência de liderança e militar. No regresso a Itália, em 1848, somando êxitos decisivos, empenha-se directamente, sempre com tropas de voluntários, nas guerras que conduzem à unificação italiana. Morre em 1882 na ilha de Caprera, onde reviu as suas memórias autobiográficas.

A excepcional vida de Garibaldi e os seus feitos foram de tal monta que ganhou não só uma enorme admiração dos seus compatriotas, como também o seu nome retumbou por muitas partes do mundo. As presentes memórias autobiográficas, escritas na primeira pessoa, são uma oportunidade única de ler o relato de uma vida rara, plena de aventuras caracterizadas por uma coragem sobre-humana, dedicada a uma luta sem tréguas em nome da liberdade e que fizeram do seu autor uma das figuras chave do ressurgimento e unificação italiana.

Opinião

Depois de ter lido o romance sobre a vida de Anita Garibaldi, descobri que a Autobiografia do próprio Garibaldi seria lançada novamente em Portugal e tinha de a ter na minha estante. Aliás, fiz questão de deixar como sugestão numa Banda Sonora da Semana este mesmo livro de que hoje te venho falar, tal era o meu entusiasmo pelo dito.

Gentilmente, as Edições Sílabo enviaram-me este livro para que o lesse e partilhasse a minha opinião sincera, coisa que sempre faço com todo o gosto e respeito por quem me lê. Este é um livro longo, com imensos pormenores técnicos, militares e políticos. No entanto, também nos é apresentado o lado humano do homem, da sua infância e da sua juventude, e dos ideais que com ele foram crescendo desde tenra idade.

Ficamos a conhecer o início de vida em Nice e os acontecimentos que o levaram para a América onde se destacou na luta pela sua amada liberdade no Brasil e no Uruguai. Além de ter aprendido novas formas de combater, conhecer grandes figuras do seu tempo e de se admirar com a coragem dos sul americanos, ainda teve tempo para se apaixonar e reconhecer em Anita a companheira feita à sua imagem e semelhança.

É tal a sua importância na vida de Garibaldi que é a única mulher que menciona nas suas memórias, apesar de ter deixado corações partidos por todos os portos por onde passou. Em Anita encontra uma mulher feita à sua medida, capaz de o acompanhar nas duras batalhas, combater ao seu lado e apaixonada pelas mesmas causas que ele. A tristeza pela perda da mulher da sua vida e a culpa que sente percebem-se sempre que escreve sobre ela.

No entanto, o grande foco destas memórias são as batalhas e os cenários políticos que impedem a sua Itália de se unificar e se tornar no país livre dos seus sonhos. É esse o seu grande objectivo e pelo qual combate até ao fim. Tudo o que aprendeu nos países onde viveu, é utilizado em prol da sua pátria. Com todos os seus feitos heróicos, com toda a experiência que acumulou nos longos anos a comandar voluntários, a sua humildade é inacreditável e é o que mais me surpreendeu.

Ao longo do seu texto, desdobra-se em agradecimentos e a prestar homenagens aos companheiros, nunca ficando com os méritos dos feitos alcançados, mas partilhando com todos os que fizeram parte da sua jornada. Os vivos e sobretudo os mortos não são esquecidos, ainda que os seus nomes se tenham desvanecido e Garibaldi guarde apenas uma memória vaga dos seus rostos.

Para quem tenha conhecimentos ou interesse por estratégia militar, este é certamente um relato fascinante e repleto de pormenores, escrito na primeira pessoa, por um homem que esteve presente e assistiu e participou nas batalhas nos mais diversos lugares, com as condições mais adversas, sem nunca perder o foco na vitória. Para os leigos, como eu, por vezes, os relatos tornam-se demasiado exaustivos, muito embora as notas de rodapé, sejam as escritas pelo tradutor como as escritas pelo próprio autor, forneçam uma grande ajuda na compreensão dos aspectos mais técnicos.

Todo o fascínio que tem crescido em mim em torno deste herói italiano, fruto de romances históricos e séries televisivas, não sofreu qualquer dano depois da leitura das suas memórias, pois o próprio revela-se tão fascinante e apaixonado quanto tem sido retratado na ficção. Provavelmente, porque todos foram beber às suas palavras para criar o retrato do homem por trás do herói.

Assim, além da minha opinião que é a melhor sobre este livro, este deverá ser mais um motivo para dares uma oportunidade a este género literário e abraçares as memórias autobiográficas do herói italiano, Giuseppe Garibaldi. Parece-te uma boa ideia? Costumas ler biografias? 

"A minha Anita era o meu tesouro, não menos entusiasta do que eu pela sacrossanta causa dos povos e por uma vida aventurosa. Encarava as batalhas como uma espécie de jogo e os incómodos da vida como um passatempo. Consequentemente, qualquer que fosse a situação, o futuro sorria-nos em tons de felicidade, e, quanto mais selvagens se apresentavam os vastos desertos americanos, mais deliciosos e belos nos pareciam."

Podes encomendar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

terça-feira, 23 de abril de 2019

Primeiras Impressões no Tinder


Primeiras Impressões no Tinder

O mundo anda de cabeça para baixo e o mundo das relações está um caos digno de qualquer génio capaz de encontrar uma solução que facilite este processo. As televisões estão a tentar ganhar com esta trapalhada, tal como a Internet fez antes dela. Muito embora acredite que a segunda tem muitas mais vantagens, o deslumbramento que a fama traz faz com que, por estes dias, a televisão dê tanto que falar. 

A verdade é que, a cada dia que passa, fica mais difícil conhecer pessoas e a missão torna-se mais complicada se pedirmos por pessoas interessantes e que acrescentem algo positivo às nossas vidas. O mercado tem muito pouco por onde escolher ou então a malta anda muito pouco sociável, pelo menos quando se trata de aproximações directas e cara a cara.

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É por isso que decidi dar uma oportunidade à mais famosa aplicação deste género, o Tinder. Afinal, o mundo inteiro fala dela e do que por lá se passa. Logo, pessoa curiosa que sou, tinha de descobrir por mim própria o motivo de tanto sucesso. E, deste modo, descobri todo um novo mundo para explorar. Percebi o potencial desta aplicação, algumas das razões para o seu sucesso e bastantes problemas em alguns dos perfis apresentados. 

O potencial reside no eterno problema que pessoas adultas encontram em determinado ponto das suas vidas que é: onde se conhecem pessoas novas? Esta lacuna é muito bem preenchida por uma aplicação como o Tinder, que nos coloca em contacto com pessoas mais ou menos próximas geograficamente, conforme preferirmos engates perto ou longe de casa.

Primeiras Impressões no Tinder

Claro que o grande factor de sucesso e que a diferencia das outras é a forma intuitiva com que funciona, permitindo apenas o contacto quando as duas pessoas estão interessadas, de forma simples e descomplicada. Podemos decidir com base apenas nas fotos ou explorar um pouco mais o perfil dos utilizadores antes de tomar uma decisão.

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O grande problema surge quando se passa demasiado tempo na aplicação e se começa a analisar com mais atenção os perfis de algumas almas que por lá andam. Gostava tanto de perceber o que acham que andam a fazer e que resultados pensam obter com uma estratégia patética e infantil que me causa estranheza que sejam capazes de persuadir uma única mulher a deslizar para a direita.

No entanto, penso que esta divagação pelos erros mais encontrados em perfis no Tinder deverá ter lugar num post próprio e onde poderei argumentar mais e melhor, pois não é coisa para se comentar logo nas primeiras impressões, não te parece? Quem gostaria de ler um post com os erros mais encontrados nos perfis do Tinder ponha o dedo no ar, que é como quem diz, deixe o seu comentário, sim? 

Posto isto e voltando às minhas primeiras impressões sobre o Tinder, devo dizer que fiquei com uma excelente opinião sobre esta aplicação e compreendi porque se tornou líder a nível mundial. Gostei tanto que pretendo continuar a utilizar, não só para ser capaz de elencar todos os erros nos perfis, mas pelo puro prazer de encontrar gente interessante nas redondezas.

Agora conta-me tudo, também já te rendeste aos encantos do Tinder? Que opinião tens sobre este tipo de aplicação para encontros? 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

A Banda Sonora da Semana #47


A Banda Sonora da Semana #47 com uma biografia acabada de lançar em Abril e uma grande música interpretada por duas das melhores vozes portuguesas da sua geração

Ainda estou viva, gente! A vida continua a interpor-se, sem aviso prévio, e fica difícil conciliar as obrigações às quais não podemos fugir com os imprevistos agradáveis que têm surgido. A somar a isto tudo ainda tivemos a Páscoa para complicar ainda mais a vida da malta. No entanto, serviu para tentar acertar o calendário e voltar às publicações de forma um pouco mais regular. Será que serei capaz? 

Efemérides de 22 de Abril


Dia da Terra
1500 - O navegador português Pedro Álvares Cabral torna-se oficialmente o primeiro europeu a chegar ao Brasil. 
1451 - Nasceu Isabel I de Castela. 
1724 - Nasceu Immanuel Kant, filósofo alemão. 
1994 - Morreu Richard Nixon, 37.º presidente dos Estados Unidos. 

A Banda Sonora da Semana #47 com uma biografia acabada de lançar em Abril e uma grande música interpretada por duas das melhores vozes portuguesas da sua geração

Está visto que ando mesmo muito voltada para as biografias, género literário que tem ganho novo vigor com tantas edições recentes sobre figuras tão fantásticas de todas as áreas, que chegam para interessar seja qual for o teu gosto ou preferência. Este mês, foi lançada a biografia de Friedrich Nietzsche, Eu sou Dinamite!, que foi directamente para a minha lista de desejos e que espero agarrar em breve. 


Não me canso de elogiar a incrível Marisa Liz e esta versão com a Raquel Tavares é simplesmente espectacular. Já era fã destas duas e esta música só me veio confirmar o seu talento e sensibilidade. A prova de que é possível criar bons momentos nos programas de TV no day time. Que me dizes desta versão? 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

A Banda Sonora da Semana #46


A Banda Sonora da Semana #46 com um livro solidário e música dos Imagine Dragons

Começo por pedir desculpa por esta ausência mais prolongada e inesperada que me fez ficar afastada destas paragens por demasiado tempo. Era suposto ter sido só uma semana, mas a vida acontece e acabou por se transformar em duas semanas. E é com esforço que não permito que se prolongue por mais tempo ainda. Esforço que existe pelo meu desejo de manter este espaço vivo e aqui debitar o que tenho para dizer ao mundo e a ti em particular. 

Independentemente de 2019 se estar a transformar num ano agitado e com tudo a acontecer ao mesmo tempo, não quero deixar de lado este projecto que tantos dias felizes me deu, pessoas interessantes trouxe para a minha vida e me relembra o que verdadeiramente gosto de fazer que é escrever. Assim, vamos lá iniciar mais uma semana com as sugestões possíveis que pretendem inspirar. Vens comigo?

Efemérides de 8 de Abril 


Dia Mundial da Luta contra o Cancro
1513 - O explorador Ponce de León declara a Florida um território de Espanha. 
1320 - Nasceu D. Pedro I de Portugal. 
1938 - Nasceu Kofi Annan, político ganês. 
1973 - Morreu Pablo Picasso, pintor espanhol. 

A Banda Sonora da Semana #46 com um livro solidário e música dos Imagine Dragons

Depois da tragédia que se abateu em Moçambique, a Porto Editora e a Fundação José Saramago irão lançar, no dia 12 de Abril, este livro do grande José Saramago, cuja receita reverte para ajudar o povo moçambicano nesta hora tão difícil. Trata-se de O Conto da Ilha Desconhecida e já se encontra em pré-venda, portanto não existem desculpas para não ajudares, certo?


E para música da semana temos um hit que não sai dos primeiros lugares em todas as tabelas e que me agrada de verdade. Também és fã dos Imagine Dragons? 

terça-feira, 19 de março de 2019

Vamos falar sobre a Catalunha?


Vamos falar sobre a Catalunha?

Já estás careca de saber que sou pessoa que gosta de pensar e debitar opiniões sobre Política e não poderia deixar passar em branco o que anda a acontecer nos últimos tempos aqui ao lado, em Espanha. Refiro-me ao movimento independentista da Catalunha que quer-se ver livre dos grilhões espanhóis e tornar-se dono do seu nariz. 

Apesar das condicionantes pelos tempos que vivemos, inseridos na União Europeia e com uma moeda única, não posso deixar de sentir uma certa simpatia por este desejo. Afinal, houve uma época em que Portugal também se sentia com ímpetos de independência e com pouca vontade de se ficar por mais uma província de Espanha. Obstáculos também foram colocados e levou muito tempo, batalhas e sangue derramado para que este país fosse reconhecido como tal. 

Podes ler também És de Esquerda ou de Direita?

Por outro lado, se pensarmos na possibilidade do Algarve, por exemplo, começar a clamar por ser independente, percebemos o desagrado de quem manda em Espanha. Dividir só enfraquece, enquanto que a união deveria ser um factor de força acrescida. O problema é que aconteceu a todas as regiões que formam a Espanha serem absorvidas pela cultura e pelo poder de Castela, perdendo importância e, de certo modo, muito da sua identidade própria. Em suma, o que temíamos que acontecesse com Portugal quando perdemos a nossa independência em 1580 aconteceu às restantes coroas. 

Percebendo ambos os lados da barricada, o que não consigo aceitar é que se prendam pessoas apenas por que desejam a independência. Está para lá do meu entendimento que se compactue com isto, quando estamos em pleno século XXI e nos dizemos tão civilizados e somos tão críticos, sempre prontos a julgar actos que aconteceram noutras épocas com consciências bem diferentes da que hoje temos. As hipocrisias do ser humano não deixam de me surpreender e os interesses de cada um são mais importantes na hora da tomada de posição. 


Não entendo porque se tem de proibir um referendo, dando-lhe uma importância e uma visibilidade desnecessária. Não compreendo porque se prendem políticos que defendem as opiniões de quem os elege. Percebo porque nenhum país pode apoiar estes movimentos, mas não era necessário fecharem totalmente os olhos às injustiças que parecem acontecer com os nossos vizinhos. 

Estou longe de ser a maior entendida em assuntos desta gravidade e não sou propriamente muito interessada pelo que acontece em Espanha, mas apetecia-me muito divagar um pouco sobre este assunto tão polémico e dividir contigo as minhas interrogações sobre este caso que nos faz duvidar se ainda existem presos políticos na civilizada e moralizadora Europa. 

Conta-me, o que pensas sobre este assunto? Estás contra ou a favor da independência da Catalunha? Até que ponto isso pode afectar o que se passa em redor? 

segunda-feira, 18 de março de 2019

A Banda Sonora Semana #45


A Banda Sonora Semana #45 com referências ao Dia do Pai e uma música de Chris Isaak

Esta vai ser uma visita rápida, para cumprir calendário e não permitir que fiques sem novo conteúdo por mais de uma semana. A vida sucede e ocupa o pouco tempo livre que me resta, obrigando a que a ginástica que faço para alimentar este blog esteja a um nível acima da média. Mas nada que me impeça de continuar por cá, com a mesma paixão e determinação de sempre. 

Efemérides de 18 de Março


1865 - Paraguai declara guerra à Argentina. 
1965 - O astronauta soviético Aleksei Leonov torna-se o primeiro homem a caminhar no espaço. 
1858 - Nasceu Rudolf Diesel, engenheiro alemão. 
1314 - Morreu Tiago de Molay, último grão-mestre dos Templários. 

A Banda Sonora Semana #45 com referências ao Dia do Pai e uma música de Chris Isaak

Como disso, não me irei alongar hoje, mas amanhã é Dia do Pai e não poderia deixar a passar a data sem voltar a referir o homem maravilhoso que tive a sorte de ter como pai. Para não me repetir, remeto para o que escrevi no dia do seu aniversário. 


E para música da semana temos o tema mais famoso de Chris Isaak, Wicked Game, apenas e só porque me apetece ficar a ouvi-la em loop pelos próximos dias! Conheces esta música? Preferes esta versão ou algum dos covers (infinitos) que já foram feitos? 

segunda-feira, 11 de março de 2019

A Banda Sonora da Semana #44


A Banda Sonora da Semana #44 com uma Autobiografia de Garibaldi e uma música de Eros Ramazzotti e Tina Turner

Não sei quanto a vocês, mas pela parte que me toca já podia muito bem ser fim do mês e, ainda assim, já iria chegar tarde. É o que dá colocar tudo a acontecer ao mesmo tempo. São muitas festas a acontecer ao mesmo tempo e é fácil perder a conta e entrar por caminhos apertados. Portanto, agora que as celebrações do Dia da Mulher chegaram ao fim, nada como apertar o cinto para chegar ao final do mês sem entrar no vermelho. Estamos juntos?

Efemérides de 11 de Março


Dia da Restauração da Independência da Lituânia
1985 - Mikhail Gorbachev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética. 
2004 - Série de ataques terroristas cometidos em Madrid provoca 191 mortes. 
1544 - Nasceu Torquato Tasso, poeta italiano. 
1963 - Nasceu Marcos Pontes, astronauta brasileiro. 
1955 - Morreu Alexander Fleming, cientista britânico.

A Banda Sonora da Semana #44 com uma Autobiografia de Garibaldi e uma música de Eros Ramazzotti e Tina Turner

A vida acontece e confesso que não tive muito tempo para procurar mais e melhores inspirações, por isso vou-te deixar com um livro que se encontra na minha mesa de cabeceira e cuja leitura está em andamento e que muito prazer me tem dado. Depois de ter lido um romance sobre os heróis Giuseppe e Anita Garibaldi, não resisti e tive de pôr as mãos nas Memórias Autobiográficas do lendário italiano. Parece-te uma boa escolha? 


Só para nos mantermos em Itália, partilho uma música que faz parte das memórias da minha infância. Duas vozes inconfundíveis e uma música fantástica. Também gostas? 

sexta-feira, 8 de março de 2019

Uma noite com... #159


Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Uma noite com... #159 com Rui Unas

Rui Unas
Também conhecido como o Lord e proprietário do melhor canal de Youtube português.

Podes ver os gatos das semanas anteriores aqui.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Livros para ler no Dia da Mulher (e não só)


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só)

Numa altura em que tanto se fala das desigualdades entre homens e mulheres e dos abusos físicos e psicológicos que estas sofrem, tanto nas relações profissionais como nas pessoais, quer-me parecer que é ainda mais pertinente celebrar o Dia da Mulher e reflectir sobre o caminho que ainda falta percorrer e as lutas que ainda são necessárias travar. 

Porque para além da futilidade dos jantares e das sessões de striptease masculino, existe uma mensagem muito importante e essencial para o futuro que queremos enquanto sociedade civilizada. É por isso que defendo que a existência de um Dia da Mulher ainda faz sentido, hoje mais do que nunca. Partilhas da minha opinião sobre este dia? 

Só que hoje é de livros que quero falar contigo. Nada como reunir alguns livros que fazem todo o sentido para este Dia da Mulher e com eles pensar no papel da mulher. Seleccionei alguns clássicos, mas também livros mais recentes para criar esta lista de leituras que quero fazer nos próximos tempos. 

1. Vox, de Christina Dalcher


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só) - Vox, de Christina Dalcher

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dr.ª Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»

Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque eléctrico, cortesia de uma pulseira obrigatória. 

E isto é apenas o início. 

2. O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só) - O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir

Mais de 50 anos volvidos sobre a sua primeira publicação, os temas que Simone de Beauvoir discute neste célebre tratado sobre a condição da mulher continuam a ser pertinentes e a manter aceso um debate clássico. Entretecendo argumentos da Biologia, da Antropologia, da Psicanálise e Filosofia, e outras áreas do saber, O Segundo Sexo revela os desequilíbrios de poder entre os sexos e a posição do «Outro» que as mulheres ocupam no mundo. 

O Segundo Sexo é uma obra essencial do feminismo, e as suas considerações acerca dos condicionamentos sociais que levam à construção de categorias como «mulher» ou «feminino» - e que estão na base da opressão das mulheres - são hoje amplamente aceites.

3. A História de Uma Serva, de Margaret Atwood


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só) - A História de Uma Serva, de Margaret Atwood

Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de Uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. 

Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 

Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor.

4. Mrs Dalloway, de Virginia Woolf


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só) - Mrs Dalloway, de Virginia Woolf

Numa clara manhã de primavera, Clarissa Dalloway resolve sair para comprar flores para a festa que acolherá naquela mesma noite, em sua casa. Enquanto passeia pelas ruas de Londres, são recolhidas imagens, sensações e ideias, entrelaçadas com as personagens que habitam o seu mundo - do marido, Richard Dalloway, à filha, Elizabeth, e a Peter Walsh, amigo de juventude acabado de voltar da Índia - e que com ela se cruzam - como Septimus Warren Smith, veterano da Primeira Guerra Mundial assombrado pela doença mental. 

Romance que revelou em pleno o talento de Virginia Woolf, a sua perspicácia, a sensibilidade transparente e, sobretudo, a arte suprema de descrever os segredos das almas - não os actos mas as sensações que eles despertam - fazem de Mrs Dalloway uma obra-prima indiscutível da literatura universal.

5. A Cor Púrpura, de Alice Walker


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só) - A Cor Púrpura, de Alice Walker

Vencedor do prémio Pulitzer e o National Book Award, A Cor Púrpura foi adaptado ao cinema em 1985 por Steven Spielberg e nomeado para 11 Óscares. 

A Cor Púrpura aborda temas como a violência doméstica a que estavam sujeitas as mulheres negras no início do século XX, a relação dos negros com o seu passado de escravatura, e a busca do espiritual num mundo cruel e sem sentido.

Um livro extremamente actual e que nos faz reflectir sobre as relações de amor, ódio e poder, numa sociedade ainda marcada pelas desigualdades de géneros, etnias e classes sociais.

6. Mulheres, de Carol Rossetti


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só) - Mulheres, de Carol Rossetti

Existem mulheres negras, brancas, morenas, latinas, asiáticas, indianas, indígenas. Existem engenheiras, donas de casa, prostitutas, ministras, artistas, executivas, actrizes. Há mulheres cegas, surdas, mudas. Mulheres bipolares, deprimidas, ansiosas. Existem heterossexuais, lésbicas, bissexuais, arromânticas, pansexuais, assexuais. Mulheres cristãs, ateias, budistas, muçulmanas. Há mulheres que não são activistas, que nunca ouviram falar em feminismo, que nunca discutiram racismo. Mulheres que lutam de formas diferentes, a partir de ideias que não conhecemos.

Existem mulheres que têm vergonha de partilhar as suas escolhas por medo de serem julgadas. E existem mulheres que discordam de tudo o que eu disse até aqui. Cada Mulher tem a sua própria história, e acredito que todas merecem ser ouvidas e representadas. A minha abordagem será abrangente, convidando todos os que partilhem comigo essa ideia de liberdade a celebrar a diversidade do ser humano. 

7. Clube de Combate Feminista, de Jessica Bennett


Livros para ler no Dia da Mulher (e não só) - Clube de Combate Feminista, de Jessica Bennett

Parte manual, parte manifesto, O Clube de Combate Feminista é um guia humorístico - mas incisivo sobre como lidar com o sexismo subtil no mundo do trabalho - que oferece conselhos de carreira para a vida real e reforço de humor para todas as mulheres. 

Jessica Bennett providencia um novo vocabulário para os arquétipos sexistas que as mulheres enfrentam no mundo do trabalho - como o interruptor, o homem que fala por cima das colegas durante as reuniões, ou o imitador, que está sempre a copiar ideias - e fornece conselhos práticos para que as mulheres possam movimentar-se no campo minado do mundo laboral. 

Certeiro e divertido, O Clube de Combate Feminista mistura histórias pessoais com investigações, estatísticas, infográficos e conselhos de peritos, sem merdas. Com uma investigação histórica fascinante e um conjunto de dicas para a leitora criar o próprio clube de combate, este livro aborda os comportamentos externos (sexistas) e internos (auto-sabotagem) que assolam as mulheres hoje em dia.

Já conheces os livros que te sugeri? Qual o que queres ler em primeiro lugar?