expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Subscreve a Newsletter

terça-feira, 12 de maio de 2026

#Livros - O Assassinato de Margaret Thatcher, de Hilary Mantel

 

Imagem da capa do livro "O assassinato de Margaret Tatcher", de Hilary Mantel, publicado pela Jacarandá. O fundo é preto, com uma rosa dourada no centro, transmitindo uma estética elegante e misteriosa.

Sinopse

O Assassinato de Margaret Thatcher é uma coletânea de contos brilhante e bastante transgressora de uma das escritoras mais aclamadas internacionalmente. 

Nestes onze contos subversivos a autora invoca os dramas tantas vezes escondidos atrás das fachadas do quotidiano. No conto Vírgula, a crueldade da infância vive-se por trás dos arbustos; em Harley Street enfermeiras confrontam-se sobre algo mais do que simples problemas profissionais; e no conto O Assassinato de Margaret Thatcher, ficar em casa a aguardar a chegada do canalizador transforma-se numa espera ambígua e potencialmente mortal. 

Quer situadas num apartamento claustrofóbico na Arábia Saudita ou numa perigosa estrada de montanha na Grécia, estas histórias lançam um olhar sobre os recantos mais sombrios do espírito humano. Hilary Mantel - já distinguida duas vezes com o Man Booker Prize com as obras Wolf Hall e Livro Negro - revela-se uma grande escritora no auge do seu talento, com um estilo e perspicácia inconfundíveis. 


Buy Me a Coffee

Opinião 

Publicado em 2004, O Assassinato de Margaret Thatcher é uma coletânea de contos extraordinários, que revelam bem o tamanho do seu talento. Conhecida mundialmente pela sua habilidade narrativa e pela sua profundidade de análise histórica, Mantel é uma famosa escritora britânica, vencedora de dois prémios Man Booker, por dois dos três volumes da série Thomas Cromwell, série essa que me deu a conhecer esta autora e que me deixou fascinada. Os seus textos demonstram o seu talento para dissecar personagens e eventos com uma perspectiva única. Deste modo, estamos perante uma autora com uma voz influente na literatura contemporânea, capaz de oferecer reflexões provocativas sobre temas actuais e passados. 


Estes contos exploram temas de identidade, poder, memória e a complexidade das relações humanas, o grande motor de todas as narrativas. Situada em contextos variados, a narrativa combina elementos do real e do imaginário, com um tom, muitas vezes, irónico e satírico para as questões sociais e políticas. Como uma coletânea de contos, o livro insere-se no género da literatura de narrativa curta, caracterizando-se pela sua capacidade de provocar reflexões profundas em espaços reduzidos, revelando as nuances e contradições da experiência humana através de histórias breves e impactantes. Com uma escrita afiada e uma narrativa que mistura o quotidiano com o surreal, cada história é uma janela para mundos internos e externos, construídos com maestria e sensibilidade, em que oferece uma visão provocativa e instigante do mundo contemporâneo. 


Podes ler também a minha opinião sobre Wolf Hall 


A autora constrói uma narrativa fragmentada, composta por uma série de contos que misturam factos históricos e ficção, refletindo sobre as complexidades da identidade, do legado político e das emoções humanas diante de eventos marcantes. Mantel utiliza uma linguagem precisa e irónica para aprofundar as motivações dos personagens, criando uma atmosfera que provoca o leitor a refletir sobre a relação entre História, narrativa e a construção da memória coletiva. O estilo da autora é marcado pela ironia, muitas vezes mordaz, que combina com humor negro e uma profunda sensibilidade para os detalhes psicológicos dos seus personagens. Mantel possui uma habilidade singular para criar diálogos cortantes e cenas carregadas de significado, revelando as complexidades humanas e as contradições que permeiam as suas histórias. 


"A educação para as mulheres era considerada um luxo, um ornamento, um meio para o marido se vangloriar da sua tolerância." 


Os pontos fortes de O Assassinato de Margaret Thatcher incluem a subtileza com que transmite o humor e a tensão da narrativa. Mantel utiliza um ritmo envolvente, que alterna entre momentos de introspecção e diálogos dinâmicos, o que nos mantém interessados do princípio ao fim. Além disso, as personagens são ricamente construídas, com complexidades e contradições, o que contribui para que esta se torne numa leitura divertida e provocativa. A sua abordagem é duma criatividade que desafia as expectativas convencionais do género de contos. A autora também demonstra um olhar crítico e irónico, o que enriquece o texto e proporciona uma leitura instigante. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre O Livro Negro 


Percebe-se que cada personagem é cuidadosamente elaborado, onde são revelados as suas motivações, conflitos internos e relações ambíguas com o mundo ao seu redor. Desde figuras em busca de redenção até indivíduos que carregam ressentimentos profundos, Mantel constrói um elenco que desafia as percepções convencionais, convidando-nos a refletir sobre as múltiplas facetas da identidade e do poder. Esta riqueza de perfis contribui para a atmosfera densa do livro, tornando cada história uma exploração única das emoções e dilemas humanos. O livro serve bem a leitores que apreciam literatura contemporânea, especialmente para os apaixonados por contos com uma narrativa sofisticada e instigante. Mas também pode ser indicado para quem aprecia uma escrita elegante, repleta de camadas de significado, ou para os que querem descobrir esta autora antes de se aventurarem nos seus romances.


"Que coisa boa, o que o tempo faz por nós. Salpica-nos com misericórdias, como se fosse pó mágico das fadas." 


Ao concluir esta leitura, fica evidente a maestria da autora para explorar os limites entre a realidade a ficção. A impressão final é a de que estamos perante uma obra que desafia o leitor a refletir sobre o poder, a memória e a natureza do desejo, tudo contado com uma escrita afiada e repleta de ironia. Foi uma experiência de leitura intensa, marcada pelo estilo preciso de Mantel, com uma profundidade psicológica, que conquista o leitor a cada nova história. No fundo, é uma narrativa densa, com personagens multifacetados e um estilo literário que estimula o pensamento crítico, que só aumentou a minha vontade de continuar a ler mais obras de Hilary Mantel, ainda que não existam tantas assim traduzidas para português. 


Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já conhecias este livro de contos de Hilary Mantel? Gostas do trabalho desta autora? Qual o teu conto favorito? Conta-me tudo nos comentários! 


Encomenda o teu exemplar através dos links abaixo, sem custos adicionais para ti, e contribui para as próximas leituras deste blog 


Wook | Bertrand 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

#Viagens - Castelo de Elvas

 

Mulher com chapéu, de cabeça fora do carro, admirando o pôr do sol na paisagem ao redor do Castelo de Elvas.

Hoje, regressamos à exploração do meu Roteiro entre Vila Viçosa e Elvas, centrado na minha visita ao impressionante Castelo de Elvas, uma das maiores e mais bem preservadas fortificações militares portuguesas. Situado estrategicamente próximo à fronteira com Espanha, o castelo desempenhou um papel fundamental na defesa do território português contra invasões e ameaças externas. Reconhecido pela sua robusta estrutura militar, incluindo muralhas, baluartes e uma ampla rede de fortificações, o Castelo de Elvas é considerado um dos exemplos mais bem preservados das fortificações do período clássico nacional e faz parte do Património Mundial da UNESCO desde 2012. 


Buy Me a Coffee

O Castelo de Elvas remonta ao século IX, tendo as suas origens ligadas às invasões muçulmanas na Península Ibérica. Foi reconstruída durante a ocupação cristã, especialmente nos séculos XIII e XIV, quando passou por importantes reformas e reforços para consolidar a defesa da região, sendo que só somente no século XVI tomou o aspecto actual. Além disso, a sua estrutura robusta e as suas fortificações representam avanços na engenharia militar da época, tornando-o um ponto-chave na História militar do país. A sua relevância estratégica, ocupando o ponto mais alto da cidade, foi fundamental para assegurar a integridade territorial de Portugal ao longo dos séculos, consolidando-se como um símbolo de resistência e proteção nacional. 


Montagem de fotos do Castelo de Elvas, destacando suas impressionantes muralhas, a fortificação histórica e a vista panorâmica da região ao redor, incluindo o horizonte e áreas de defesa.

Para lá chegar, fiz o percurso pela Cerca muralhada no extremo da cidade até chegar junto da sua muralha, um cenário duma beleza singular, com as suas fortificações bem preservadas e a vista panorâmica da cidade e das paisagens circundantes. A atmosfera naquele momento era de expectativa e admiração, enquanto caminhava pelas entradas antigas, ansiosa por explorar os segredos e a História que aquele monumento tão significativo tem para contar. A fortificação transmite uma sensação de força e protecção, refletindo a sua importância histórica como ponto de defesa fronteiriço. A combinação de elementos militares e a beleza do ambiente natural logo me conquistaram, criando uma expectativa duma visita cheia de descobertas e fascínio. 


Podes ler também sobre a Igreja Nossa Senhora da Assunção 


Durante a minha visita ao Castelo de Elvas, fiquei impressionada com os detalhes arquitectónicos e estruturais que evidenciam a sua importância histórica e militar. A fortificação apresenta uma impressionante combinação de elementos defensivos, que revelam técnicas de construção medieval e renascentista. A sua estrutura sólida e bem preservada revela a complexidade e a grandiosidade duma fortificação que desempenhou um papel crucial na História da região. Mas importa entender que o edifício perdeu qualquer função militar na segunda metade do século XIX, que levou à degradação e ao abandono. Até que um grupo de habitantes de Elvas decidiram promover o seu restauro, dando início a um processo que fez do Castelo de Elvas, em 1906, o primeiro Monumento Nacional português


Montagem de fotos do Castelo de Elvas, destacando suas impressionantes muralhas, a fortificação histórica e a vista panorâmica da região ao redor, incluindo o horizonte e áreas de defesa.

A vista panorâmica que se descortina do alto das muralhas proporciona uma sensação de liberdade e tranquilidade, enquanto o silêncio reverente do local reforça a importância histórica daquele espaço. Afinal estamos no local onde se encontrava o alcaide de Elvas e no palco de tratados de paz, trocas de princesas e banquetes de casamentos reais. A combinação de elementos históricos juntamente com a preservação exemplar do conjunto, transmitiram uma sensação de História viva e resistência. Estes aspectos evidenciam a relevância do castelo não só como um símbolo de proteção, mas também como uma peça fundamental do património cultural de Elvas. 


Podes ler ainda sobre a Igreja Dominicas + Pelourinho + Porta do Tempre 


O melhor horário para visitar o Castelo de Elvas é durante as manhãs, especialmente logo após a sua abertura, pois o movimento é menor e permite uma experiência mais tranquilo e apreciativa. Além disso, visitar pela manhã oferece a oportunidade de aproveitar a luz natural para apreciar melhor as vistas panorâmicas da cidade e das fortificações. A entrada no castelo é gratuita mas tem de se pagar para subir e percorrer as muralhas, pelo que é importante verificar sempre os horários de abertura e encerramento antes de planear a visita. Os bilhetes podem ser comprados na bilheteira do próprio castelo e aconselho-te a levares calçado confortável e água, especialmente nos dias mais quentes, para aproveitar ao máximo a experiência. Para quem não quer pagar bilhete, fica a dica de que existe no exterior, sobre o lado direito, um miradouro, com uma vista fantástica, perfeita para apreciar o nascer ou o pôr do sol. 


Montagem de fotos do Castelo de Elvas, destacando suas impressionantes muralhas, a fortificação histórica e a vista panorâmica da região ao redor, incluindo o horizonte e áreas de defesa.

Se procuras uma experiência única que combine História, arquitectura impressionante e vistas deslumbrantes, o Castelo de Elvas é uma visita obrigatória. Não percas a oportunidade de explorar este património que encanta visitantes há tantos séculos, descobrindo as suas histórias e desfrutando das vistas panorâmicas que certamente ficarão na memória. No que me diz respeito, posso partilhar que esta visita foi uma experiência enriquecedora, que aprofundou o meu entendimento sobre a História militar de Portugal e reforçou a beleza e a importância cultural deste monumento. Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já conhecias este Castelo alentejano? O que achaste da História e da arquitectura do castelo? Há algum detalhe ou curiosidade que chamou a tua atenção? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

terça-feira, 5 de maio de 2026

#Livros - A Divina Comédia, de Dante Alighieri

 

Ilustração da capa do livro "A Divina Comédia", publicado pela Quetzal, exibindo um quadro que apresenta Dante Alighieri vestido com uma túnica vermelha, destacando-se contra um fundo artístico que remete às cenas do poema.

Sinopse

Longo poema épico e teológico, A Divina Comédia divide-se em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Não há uma datação exacta da obra, mas presume-se que tenha sido escrita em 1304 e 1321, ano da morte de Dante. 

A Divina Comédia foi escrita em língua toscana - muito próxima do que hoje se designa por italiano - num registo vulgar, portanto, por oposição ao uso generalizado do latim na escrita erudita. Assim se tornou a obra fundadora da língua italiana moderna. 

Em Portugal, A Divina Comédia chegou a um universo de leitores alargado através da inexcedível tradução de Vasco Graça Moura. Com mais de seis edições desde a sua primeira publicação, A Divina Comédia conheceu em Portugal um sucesso e uma popularidade extraordinários. 


Buy Me a Coffee

Opinião 

A Divina Comédia, de Dante Alighieri, é uma obra fundamental que marca um divisor de águas na literatura mundial. Apresentada como uma viagem alegórica pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, ela reflete a visão de Dante sobre a condição humana, a justiça divina e a moralidade, além de incorporar elementos da cultura, filosofia e História da sua época. A sua importância reside não só na sua estrutura inovadora e na riqueza de símbolos e referências, mas também na sua influência duradoura na Literatura, na linguagem e na arte ao longo dos séculos. Para começar, posso adiantar que destronou completamente o Grande Serão: Veredas e passou a ser o livro mais difícil que li na vida e, com toda a certeza, não apreendi nem metade do que está escrito nas suas páginas. Ainda assim, foi uma viagem extraordinária. 


Dante viveu no contexto da Idade Média, um período marcado por profundas transformações religiosas, políticas e culturais na Europa. Nascido em 1265 em Florença, o autor testemunhou as disputas entre guelfos e gibelinos, grupos políticos que influenciaram intensamente a vida na sua cidade natal e no continente. A sua época foi também marcada pelo fortalecimento da Igreja Católica, que exercia grande poder político e espiritual, além do crescimento do feudalismo e das Cruzadas. Culturalmente, foi um período do transição entre a tradição medieval e o surgimento do Humanismo, que mais tarde impulsionaria a Renascença. Dante, como poeta e pensador, refletiu estes conflitos e valores na sua obra-prima, que é considerada uma síntese das ideias religiosas, filosóficas e políticas do seu tempo. 


Podes ler também a minha opinião sobre Eneída


Considerada uma das obras mais importantes da Literatura medieval, estabeleceu padrões elevados para a poesia épica, combinando diversos elementos da época numa narrativa complexa e inovadora. Na Itália, Dante é considerado o pai da língua italiana, tendo contribuído significativamente para a padronização do idioma ao escolher o volgare como veículo literário. Obra monumental, estrutura-se em três partes distintas e complementares. A jornada começa no Inferno, onde Dante, guiado pelo poeta romano Virgílio, percorre os nove círculos que representam diferentes níveis de pecado e punição, refletindo a justiça divina. Em seguida, ascende ao Purgatório, um local de purificação onde as almas expiam os seus pecados antes de alcançar o Paraíso. Nesta etapa, Dante encontra almas penitentes e aprende sobre o arrependimento e a misericórdia divina. Por fim, no Paraíso, guiado pela sua amada Beatriz, Dante experimenta a visão da glória divina e a perfeição celestial. Essa estrutura tripartida simboliza a jornada espiritual do ser humano rumo à salvação, ilustrando conceitos teológicos e morais de forma poética e filosófica. 


"Oh cega cupidez, louca ira serve
a acicatar-nos tanto a curta vida,
que tanto mal na eterna nos reserve!" 


A jornada espiritual e moral do protagonista representa uma busca profunda pela compreensão de si mesmo, de Deus e do sentido da existência. Partindo da sombria floresta do pecado, ele percorre o Inferno, onde presencia as consequências das acções humanas e enfrenta os seus próprios medos e culpas. Este é, sem margem para dúvidas, a mais interessante das três partes da obra, repleta de críticas à sociedade secular e às grandes figuras de até então. Mas cada etapa da viagem representa diferentes níveis de pecado, arrependimento e virtude, evidenciando a necessidade de autoconhecimento e transformação interior. Através desta alegoria, Dante enfatiza que a redenção é um caminho pessoal e exigente, que requer coragem, reflexão e a busca constante pela virtude, o que torna o Paraíso numa exaltação religiosa, mais do que qualquer outra coisa. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Odisseia


O autor emprega de maneira magistral o uso de simbolismo, combinando imagens vívidas e uma linguagem poética elaborada para transmitir as suas ideias e emoções. Os símbolos presentes na obra representam conceitos espirituais e morais profundos, conduzindo o leitor por uma jornada alegórica do pecado, da redenção e da salvação. As imagens descritas criam cenas impactantes e memoráveis, que facilitam a imersão na narrativa e moldaram a imaginação de toda a humanidade. Além disso, a linguagem poética, marcada por versos elaborados e uma métrica rigorosa, confere à obra uma beleza estética que eleva a sua dimensão artística. Encontramos aqui, nesta A Divina Comédia, a síntese do pensamento medieval, que procurava integrar as heranças da Antiguidade com os ensinamentos cristãos. 


"Bem floresce nos homens o querer;
mas a chuva contínua converte
veras maçãs em frutos a perder." 


Ao ler este clássico da Literatura mundial, fiquei profundamente impressionada pela riqueza poética e pela complexidade da obra de Dante. A jornada pelo Inferno, Purgatório e Paraíso revela não só uma visão artística dum mundo além da vida, mas também uma reflexão profunda sobre a moralidade, a justiça e as escolhas humanas. A descrição dos ambientes, os personagens simbólicos e a estrutura narrativa disruptiva criam uma experiência de leitura que provoca reflexão e admiração, ao mesmo tempo que exige a máxima atenção e disponibilidade. A leitura desperta um maior entendimento de muitas questões espirituais e filosóficas, bem como de tantas referências que encontramos, tanto na arte quanto na cultura pop como um todo. Acredito que é uma leitura que exige alguma bagagem cultural e literária, embora não considere nada que estava pronta ou que tenha entendido tudo o que li. Mas não deixa de ser uma leitura essencial para quem quer compreender melhor a História da Literatura, a cultura medieval e os valores universais que ainda ecoam nos dias actuais. 


Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já te aventuraste n'A Divina Comédia? Que parte mais gostaste, Inferno Purgatório ou Paraíso? Qual a imagem que mais te marcou na obra? Conta-me tudo nos comentários! 


Encomenda o teu exemplar através dos links abaixo, sem custos adicionais, e contribui para as próximas leituras deste blog 


Wook | Bertrand 

Subscreve a Newsletter