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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Uma noite com... #152


Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Uma noite com... #152 Carlão

Carlão
Gato que nos anda a dar músicas que não conseguimos esquecer.

Podes ver os gatos das semanas anteriores aqui.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

#Shopping - Saldos C&A e Vilanova


#Shopping - Saldos C&A, Vilanova e Women'Secret

A época de Saldos já não é tão notória, agora que as lojas podem ter promoções durante todo o ano, mas ainda assim vale a pena espreitar nestas alturas porque se encontram coisas interessantes por preços ainda mais interessantes. Como sabes, sou pessoa muito atenta aos melhores descontos e acredito que menos de 50% não são saldos que mereçam atenção. 

Portanto, cá estamos com os meus achados que agarrei nos Saldos de Verão durante o mês de Agosto, antes da minha próxima visita ao Shopping que deverá se concretizar amanhã. Devo dizer que trabalho num Centro Comercial e apesar, ou por isso mesmo, as minhas visitas a estes locais de consumo são escassas e sempre com o propósito de comprar algo de que preciso. De que grupo fazes parte, dos que vão ao Shopping quando precisam ou fazem disso o passeio obrigatório? 

Passemos então às minhas compras na minha última visita! 

#Shopping - Saldos C&A, Vilanova e Women'Secret Camisa

A minha primeira compra na C&A foi esta camisa aos quadrados em tons de azul e que ficou por apenas 9€, o que resultou num desconto superior a 50%.

#Shopping - Saldos C&A, Vilanova e Women'Secret Camisolas

De seguida, vi estas camisolas de meia-estação que já estão preparadas para quando as temperaturas descerem (o que não me parece ser para breve) e, mais uma vez, com descontos na ordem dos 50%.

#Shopping - Saldos C&A, Vilanova e Women'Secret Carteira

Por fim, a minha carteira já estava a precisar da reforma e pretendia comprar uma com um tamanho considerável e onde fosse possível acomodar todas as coisas que preciso ter comigo. Posso afirmar convictamente que esta foi a tarefa mais difícil dos últimos tempos. Não sei o que se passa com as marcas ou se será um problemas apenas meu, mas as carteiras parecem ter encolhido e não têm espaço para nada que uma pessoa na idade adulta precisa. 

O que me levou a regressar à loja onde tinha encontrado uma carteira grande e espaçosa, mas que não estava em saldos pois a menina informou-me que as carteiras na Vilanova nunca sofrem reduções de preço. Assim, comprei esta carteira preta, sem descontos, por 19,99€. Já agora, também gostas de carteiras grandes ou preferes as minimalistas? Onde costumas comprar as tuas? 

#Shopping - Saldos C&A, Vilanova e Women'Secret Pijama Disney

Por fim, vamos falar sobre uma loja que já referi na minha ida anterior aos saldos e onde me perco com demasiada frequência devido aos descontos imperdíveis que fazem durante estas épocas de transição de estação. Assim, voltei a visitar a Women'secret, que tem também uma excelente loja online, e comprei um lindo pijama de Verão com o intemporal Mickey. Tão fofo que não consegui resistir. 

O que me dizes sobre as minhas últimas compras nestes saldos? Qual a tua peça favorita? E o que compraste tu?

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Sair ou ficar em casa?


Sair ou ficar em casa?  O que preferes?

Este é um post que tem estado nos rascunhos, em banho-maria, por demasiado tempo. Só que durante o Verão tornou-se complicado dedicar a minha atenção a um assunto destes e até me parece muito apropriado agora que o Outono já começou, as férias da maioria também já chegaram ao fim e o dinheiro para gastar já será mais reduzido. 

Se ainda não foste de férias, podes ler as dicas para fazer férias sem estourar o orçamento.

Vamos conversar sobre as saídas com os amigos e compará-las com a opção em que a malta se reúne em casa de alguém e faz por lá a festa. Começo por dizer que passei muitos e longos anos a sair à noite com a frequência louca dos vinte anos. Saia de Domingo a Domingo, maioritariamente até de manhã, e a marcar presença em todas as discotecas e bares da moda na minha região e arredores. 

Claro que por ser mulher estas saídas não se traduziam em custos elevados. As melhores noites, na altura, eram sempre as ladys nights e as meninas nem precisavam de levar dinheiro quando saiam de casa para se divertir e beber toda a noite. Para os homens o caso já era bem diferente e as melhores casas tinham uma entrada com um custo elevado para o sexo masculino. 

Conheci tanta gente, a maioria que já nem guardo na memória, e passei imensas noites divertidas e inesquecíveis. Importante referir que as noites em que os planos eram simples e tranquilos, na maioria dos casos, tornaram-se nas melhores de sempre. Bons tempos, minha gente! 

Sair ou ficar em casa?  O que preferes?

No entretanto, os anos passam e a paciência para me espremer para dentro de um armazém cheio de pessoas coladas umas às outras, repleto de adolescentes na sua maioria, é cada vez mais reduzida. O caminho para o bar parece uma pista de obstáculos e o tempo que se espera para se poder beber alguma coisa tira-me do sério. Enfim, não estou numa onda de passar noites em discotecas, sejam da moda ou não. 

E assim, desta forma, fui descobrindo uma maneira tão melhor de estar com os amigos, os verdadeiros, e divertir-me tanto ou mais do que naqueles anos de loucuras. Não se trata de uma descoberta inédita, pois muitos são os que já fazem isto, mas acredito que ainda existam muitas pessoas que não acreditam que seja possível este convívio sem os estabelecimentos nocturnos. 

A verdade é que tenho a sorte de ter um casal de amigos, os melhores, que gostam de receber e reunir os amigos em casa. Lá fazemos os jantares e continuamos pela noite a fora, com boas conversas à mistura, regadas com bebidas de qualidade, e com o à vontade de quem está em casa, sem preocupações com quem nos rodeiam e com a certeza de poder ir para casa em segurança, ou encostar no sofá até se estar em condições de conduzir. 

Comemos bem, bebemos ainda melhor e, no final, o custo destas noitadas, dividido por todos os participantes, é bem mais reduzido e acessível do que ir jantar fora e beber copos para um qualquer bar ou discoteca. Aos meus olhos, as vantagens são infinitas e esta tem sido a opção que para nós faz sentido. Mas que não significa que nunca saímos para lado nenhum. Apenas somos selectivos nessas ocasiões e só o fazemos quando vale a pena e para locais que queremos muito ir. 

Sair ou ficar em casa?  O que preferes?

Quanto a ti, o que preferes? Sair para a balada ou reunir os amigos em casa? 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

#Livros - Catarina de Aragão, de Philippa Gregory


#Livros - Catarina de Aragão, de Philippa Gregory

Sinopse

Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria. A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. 

Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado. Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador e indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la. 

Opinião

O tempo que andei à procura deste livro, que andava esgotado em toda a parte, até que recebi, no início deste ano, a notícia de que voltaria a ser publicado em Portugal com uma nova capa ainda mais bonita que a anterior. Foi uma notícia excelente e que muito me animou, especialmente, porque isso significou que a obra de Philippa Gregory está a ter o destaque que merece e novas traduções estão a ser feitas de livros inéditos que entretanto também têm saído para as livrarias. Enfim, só alegrias!

Este é um livro que, cronologicamente, está colocado no seguimento dos acontecimentos do livro Princesa Branca, mas o foco já não está na luta entre a casa de Lencastre e Iorque, mas no estabelecimento da dinastia Tudor como sucessores colocados de forma real e consistente no trono da Inglaterra. Afinal, estava claro o quanto o trono inglês era um lugar desejado e para o qual os pretendentes surgiam de toda a parte.

Aqui, o destaque é colocado no herdeiro do trono e filho primogénito de Henrique VII e na sua jovem esposa que chega de Espanha, filha dos reis cruzados, e tenta se adaptar a um país estranho e, a seus olhos, bárbaro e com estranhos hábitos e costumes. O próprio marido estava longe de ser um homem feito e parecia mais um menino frágil e com pouco interesse por ela.

Além da corte inglesa, que é normal nos ser apresentada nos livros desta autora, ao nos apresentar a infanta espanhola ela abre as portas para o que se passava nesse país, durante a cruzada que expulsou os muçulmanos da Península Ibérica e após a paz se instalar. A comparação não poderia ser mais oposta, tanto pelo clima e pela alimentação como pela cultura tão diferente da fria Inglaterra.

A jovem princesa, educada para ser a próxima rainha da Inglaterra, leva algum tempo a adaptar-se ao seu novo país e a aceitar o seu destino como algo que a poderia fazer feliz. Só que, quando se apaixona pelo marido e começa a planear o seu reinado a dois, vê-se viúva sem sequer ter se aproximado no trono pelo qual esperava.

As descrições que constroem a personalidade de Catarina são muito interessantes e complexas, mas as minhas favoritas são as que fazem o paralelo entre os dois irmãos, Artur e Henrique. Quando Catarina e Artur se casam, Henrique ainda era uma criança mimada e apaixonada, com a convicção de que todos os seus desejos deviam ser satisfeitos. A criança que nos é apresentada é o verdadeiro oposto do irmão que deveria ter sido rei, se a morte não tivesse chegado tão cedo.

Nunca o que poderia ter sido o futuro da Inglaterra nos é apresentado de forma tão clara, como quando conhecemos o príncipe Artur e o tão diferente e melhor era do que o seu irmão que acabou por herdar o trono e revolucionar um país pela voracidade dos seus desejos e pelo egocentrismo de quem se acha a pessoa mais importante da sua vida.

O livro acompanha a princesa viúva e a sua travessia no deserto, enquanto o seu destino era tão incerto que se viu obrigada a vender o seu dote para alimentar a sua casa e pagar as suas despesas. O pai não obrigava a um compromisso e o seu sogro não aceitava sustentar a infanta espanhola. Contudo, a sua paciência e determinação foi recompensada quando o rei Henrique VIII sobe ao trono e decide casar com a que tinha sido sua cunhada.

Assim, Catarina sente que o seu destino se cumpre e torna-se na rainha de Inglaterra que sonhou ser com Artur. Influencia o seu marido ao longo do seu reinado e tem um papel determinante no seu percurso, chegando a liderar um ataque defensivo contra a Escócia na ausência de Henrique. Mais uma vez acontece que, apesar de conhecermos o que a ficou registado na História e, portanto, sabermos como irá terminar a vida de Catarina de Aragão, ficamos agarrados ao enredo, presos na descoberto das personalidades díspares dos envolvidos.

Como sempre, Philippa Gregory não desilude e continua a erguer o seu lugar no meu coração como a melhor autora de romance histórico que conheço. No seguimento desta leitura apaixonante, tenho dois livros na minha lista de desejos imediatos que são O Juramento da Rainha, que retrata a ascensão da mãe de Catarina e que já ocupa a minha mesa de cabeceira nas últimas noites, e A Maldição do Rei, livro da mesma autora que parece tratar do que acontece depois deste livro.

Depois de tanto te falar desta autora, já te rendeste aos seus livros? Qual o livro de Philippa Gregory que queres muito ler?

"Parece-me que ele foi mais inteligente do que eu - trouxe consigo o amor pela sua terra, e reconstrói a sua 'casa', em qualquer lugar onde esteja. Na minha ânsia de ser a Rainha Catarina da Inglaterra, desisti de ser Catarina de Espanha." 

Podes encomendar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto em cartão e portes grátis, ou comprar a versão em inglês na Book Depository, com 9% de desconto imediato e portes grátis para todo o mundo.

Outros livros de Philippa Gregory com opinião publicada no blog:


A Senhora dos Rios
A Rainha Branca
A Rainha Vermelha
A Filha do Conspirador
A Princesa Branca

Duas Irmãs, Um Rei
A Herança Bolena
O Amante da Rainha
A Outra Rainha

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A Banda Sonora da Semana #26


A Banda Sonora da Semana #26 com Eminem e Laurentino Gomes

Vamos começar por anunciar que hoje se iniciam as minhas últimas férias de 2018 e quer-me parecer que ainda não será desta que irei passear por outras paragens. Na verdade outros projectos se intrometeram pelo caminho o que condiciona a minha flexibilidade financeira, muito embora isso seja conversa para outra altura que não esta. Por agora, vou-me dedicar ao descanso possível e tentar alinhavar o futuro próximo deste blog. Deseja-me sorte! 

Efemérides de 24 de Setembro


1974 - Independência de Guiné-Bissau. 
15 - Nasceu Vitélio, imperador romano. 
1834 - Morreu Pedro I do Brasil IV de Portugal

Pois que celebrando-se uma efeméride relacionada com D. Pedro I do Brasil e sendo eu uma apaixonada por romances históricos, tenho de aqui deixar uma recomendação literária sobre o tema e apresentado um autor que quero muito conhecer, depois de tanto ouvir coisas boas sobre ele. Falo do 1822, de Laurentino Gomes.

A Banda Sonora da Semana #26 com Eminem e Laurentino Gomes

A frase que se pode ler na capa deste livro já é razão suficiente para que eu morra de vontade de ter este (e os outros) livro nas mãos e descobrir que peripécias nos serão contadas através dele e que ligações são essas. E o mais incrível é que este autor, Laurentino Gomes, colecciona prémios no Brasil e por cá tenho a sensação que não é assim tão conhecido.

Tu conheces este autor? O que me tens a dizer sobre ele? Recomendas os seus livros ou vamos conhecê-lo juntos? 


Quanto à música da semana, sabias que saiu um novo som do Eminem? Eu descobri por acaso nas tendências do Youtube e fiquei muito contente por saber que este moço talentoso está de volta para nos dar boas músicas! És fã de Eminem? 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

#Review - Verniz Catrice Iconic Red #17


#Review - Verniz Catrice Iconic Red #17

Depois de ter colorido as minhas unhas com uma das minhas cores favoritas, um cinzento mate da Essence, regresso aos vermelhos que tanto amo. É, aliás, uma vergonha que só agora o tenha usado pois este verniz, que hoje te apresento, faz parte de um conjunto de vernizes que comprei nos saldos da Well's, logo no início do Verão. Mas o meu gosto por vernizes é apenas comparável com a minha preguiça e falta de talento nessa arte. É meu compromisso que, pouco a pouco, esses vernizes novos ganhem o seu lugar de destaque por estas paragens. 

#Review - Verniz Catrice Iconic Red #17

Desta vez, trago-te uma marca nova cá em casa, a Catrice. Este verniz faz parte da colecção Iconic Red e tem o nome de Caught on the red carpet. Como podes ver pela embalagem na foto, trata-se de um vermelho escuro. Tem algumas semelhanças com o último vermelho da Avon que usei, mas tem uma tonalidade mais escura, mais profunda. 

O pincel é largo sem ser demasiado volumoso. Tem a medida certa para a minha falta de jeito. O que significa que se torna muito fácil de utilizar e capaz de cobrir praticamente a totalidade da unha com apenas uma passagem. A cobertura é excelente e uma passagem seria perfeitamente suficiente para que a cor seja claramente visível. Contudo, com a intenção de aumentar a durabilidade, fiz duas passagens com este verniz. 

#Review - Verniz Catrice Iconic Red #17

Como podes ver, o verniz tem uma cor lindíssima e forte como eu gosto. Só que a prova de fogo de qualquer verniz que se preze é a durabilidade que consegue ter, porque as pessoas normais, como eu, não têm vida para andar a pintar unhas de três em três dias, certo? 

Pois que não fiquei totalmente satisfeita com este factor. Aguentou-se uns quatro dias, mas depois disso a coisa descambou e as falhas apareceram por todo o lado, sem dar margem para pequenos retoques que permitissem aguentar mais tempo com a cor nas unhas. No final do quinto dia, tive mesmo de o retirar porque já não tinha ponta por onde se lhe pegue. 

Apesar deste último factor, fiquei com uma boa impressão sobre a Catrice e com muita vontade de experimentar outras opções desta marca e outras colecções, de maneira a formar a minha opinião de forma mais consolidada. Portanto, estarei atenta às promoções que possam surgir e conto voltar a falar sobre esta marca económica e acessível. 

Utilizas vernizes da Catrice? Que opinião tens sobre eles?

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

#Livros - Chiquinha Gonzaga - Uma história de vida, de Edinha Diniz


#Livros - Chiquinha Gonzaga - Uma história de vida, de Edinha Diniz

Sinopse

"Ó abre alas, que eu quero passar..." A música mais popular de Chiquinha Gonzaga bem poderia servir como lema para sua vida. Compositora e maestrina de sucesso, numa época em que mulher não tinha profissão, ela abriu caminhos e ajudou a definir os rumos da música brasileira. Deixou uma obra estimada em cerca de duas mil canções e setenta e sete partituras para peças teatrais, maior do que qualquer compositor de seu tempo. 

O livro traz cerca de noventa imagens que convidam o leitor a conhecer o Rio de Janeiro da virada do século pelo olhar de grandes fotógrafos, além de fotos do acervo da família. Com uma pesquisa continuada da autora sobre detalhes da vida de Chiquinha, essa edição comemorativa dos 25 anos da obra torna-se imprescindível. Com belas e raras imagens do acervo fotográfico do IMS de Marc Ferrez, Augusto Malta e Georges Leuzinger. Inclui documentos inéditos. 

Opinião

Ora aqui está um livro que está na minha wishlist há tempos infinitos. Que é como quem diz, desde que assisti à mini série da Globo sobre Chiquinha Gonzaga. Foi uma série que me marcou imenso e me deixou profundamente apaixonada pela música desta mulher invulgar no Brasil do século XIX e início do século XX. Além de ter sido uma compositora brilhante e invulgarmente produtiva, a sua história de vida é fascinante e sempre tive vontade de saber mais sobre ela.

O que em terras de Portugal é tarefa a roçar o impossível. Não existe praticamente nada publicado no nosso país sobre esta compositora brasileira que viveu e trabalhou em Lisboa. Tendo em conta estes factores acima referidos e também tratar-se de uma das pessoas que gostaria de ter conhecido, podes imaginar como fiquei entusiasmada quando descobri, por acidente, este livro à venda no OLX.

Foi daqueles momentos em que nem pensei duas vezes. Ainda mais por se tratar de uma edição brasileira, muito difícil de encontrar por estes lados e por um preço inacreditável. Quando acreditava que teria de esperar por uma viagem ao Brasil para ter artigos sobre Chiquinha Gonzaga, surge-me este presente caído dos céus! Agora só me falta a partitura de Lua Branca, que terá de ficar à espera das minhas férias por terras de Vera Cruz.


Esta é a música de abertura da mini série, presente em diversos momentos do enredo e que só comprova o talento imenso de Marcos Viana como compositor. A forma como capta a época e o espírito com que a história de Chiquinha é contada é brilhante e só acrescenta valor.

Agora, voltando a atenção para o livro escrito por Edinha Diniz, quero começar por dizer que faz um retrato pormenorizado do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX e no início do século XX. Assim, de uma forma encaixada no devido contexto da época, vamos conhecendo o que se sabe sobre a infância e adolescência de Chiquinha, seguindo-se o casamento e os primeiros filhos com o marido que não suportava a sua dedicação à música e que tinha ciúmes do piano.

Porque só entendendo o real contexto social e político da época e o papel reservado às mulheres é que conseguimos compreender o que poderá ter significado que uma mulher tenha abandonado um marido que não a respeitava, deixando para trás dois filhos pequenos, e abraçado a vida com que sonhava. O escândalo terá sido inaudito e o caminho árduo para uma mulher que apenas pretendia a realização pessoal que apenas a música lhe podia dar.

Não contente com isso, ainda decidiu seguir um amor por outro homem, com quem teve uma última filha, que acabou por abandonar também por não suportar as traições, prática comum entre os homens da época. Desse modo, voltou a refugiar-se na música e iniciou uma brilhante carreira, onde se afirmou como mulher profissional da área e onde contribuiu para a criação de um estilo marcadamente brasileiro.

Rodeada pelos maiores nomes da boémia carioca, tornou-se uma figura central da cultura brasileira e abriu o espaço para que as mulheres pudessem ocupar outro lugar na sociedade, para além de esposa e mãe de família ou prostituta. Abolicionista, republicana, defensora dos direitos dos elos mais fracos da sociedade, fossem as mulheres, os pobres, os negros ou os compositores.

Foi rejeitada pela família, desde os pais até aos filhos que com ela não cresceram, pela sociedade conservadora do Rio de Janeiro, encontrando abrigo apenas entre os artistas que circulavam pela noite e que compreenderam o seu talento, aceitaram a sua decisão admirável de viver segundo o que a sua vontade ditava e a reconheceram como uma igual.

Este não é um romance, nem fantasia sobre o que aconteceu na vida de Chiquinha. Retrata os factos, suportados por informações comprovadas, seja através de documentos ou relatos de quem com ela privou. A especulação encontrada é muito reduzida e claramente identificada como tal, para não deixar margem para dúvidas.


Neste livro temos também inúmeras fotografias e documentos históricos que suportam a narrativa, além de um registo de todas as obras conhecidas da autora, incluindo as que produziu durante os anos que viveu em Portugal. Ao ler esta obra ficamos com a real consciência do quanto esta mulher foi pioneira e estava à frente do seu tempo. É um relato de uma época, onde uma mera mulher foi capaz de romper com as amarras, agarras as rédeas do seu destino e fazer da sua vida o que bem entendeu.

Admito que este pode não ser um livro que, à primeira vista, atraia a atenção de todas as pessoas. Contudo, acredito que a leitura dele vai enriquecer qualquer pessoa que lhe dê uma oportunidade e se predisponha a conhecer a vida da invulgar Chiquinha Gonzaga que, acredito, ainda hoje seria uma revolucionária e encontraria causas dignas para defender.

Já conhecias a compositora e maestra Chiquinha Gonzaga? Que opinião tens sobre esta mulher invulgar? 

"É o relato da vida de uma mulher incomum, audaciosa, pioneira, talentosa e com uma enorme determinação de vontade. A antecipação com que usou a liberdade pessoal faz dela a primeira grande personagem na história do Brasil a não ser uma heroína no sentido oficial; não estava ao serviço da pátria, nem da humanidade, nem de um marido. Estava apenas a serviço de si mesma, de suas vontades e desejos. Só que isto não era permitido a uma mulher."

"Esta mulher que desafiava o vernáculo era a mesma que abria alas para a música brasileira. Aliás, romper com o velho e inaugurar o novo foi tarefa de toda a sua vida, seu único compromisso. Não mais esmagada, ela agora explodia em arrebatamento e produção."

Apesar de não ser possível encontrar à venda nas livrarias a edição física deste livro, podes encomendar na Wook o eBook com 10% de desconto em cartão. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Vencedores dos Passatempos 6.º Aniversário


Vencedores dos Passatempos 6.º Aniversário

Encerram-se hoje, de forma oficial, as comemorações do 6.º aniversário deste blog ao qual me tenho dedicado e que tantas alegrias me tem dado. Após ter encerrado os formulários de participação e de ter seleccionado os respectivos vencedores, chegou a hora de os anunciar publicamente. 

Antes de passar ao anúncio por que todos esperam, quero agradecer a todos os parceiros que gentilmente cederam os prémios para estes passatempos, e a todos que me seguem e contribuem para que me mantenha motivada e com vontade de aqui continuar. Sem vocês nada disto faria sentido! 

Posto isto, passemos aos sortudos! Os vencedores dos passatempos do 6.º Aniversário do blog são:

Passatempos 6.º Aniversário - Edições Vieira da Silva


Dennis Caetano, de Caldas da Rainha

Passatempos 6.º Aniversário - Licor 35


Carmem Mendes, de Portimão


Irão receber ainda hoje um e-mail ao qual terão de responder nas próximas 48 horas de forma a reclamarem o vosso prémio e fornecerem os vossos dados de envio. 

Obrigada a todos os participantes e parabéns aos vencedores! Até aos próximos passatempos! ;)

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A Banda Sonora da Semana #25


A Banda Sonora da Semana #25 com música e literatura portuguesa

A primeira nota que quero deixar neste início de semana está relacionada com o final dos passatempos de aniversário. Os que ainda estavam a decorrer terminaram ontem à noite e, antes que comeces a perguntar-te pelos vencedores, quero que saibas que amanhã irão ser anunciados aqui. Como tal, convido-te a ficares atento para o caso de seres um dos sortudos e assim reclamares o teu prémio dentro do prazo estipulado. 

Efemérides de 17 de Setembro


Dia da Compreensão Mundial
1787 - É assinada a Constituição dos Estados Unidos.
1899 - Nasceu José Régio, escritor português. 
1944 - Morreu Karl Popper, filósofo da ciência britânico, de origem austríaca. 

Nada como começar uma semana com o pensamento focado em livros que queremos ler, seja qual for o motivo. Um dos meus passatempos favoritos é passear pelos meus sites de venda de livros favoritos, seja de livros novos ou usados, em busca daquela promoção imperdível e que me faz arruinar um pouco mais as finanças e os meus projectos de poupança.

A minha pobre mãe já ameaça despejar-me com tanto espaço que os meus livros ocupam nesta casa e em tudo o que são estantes. Enfim, como sabes, livros nunca são demais e todos merecem uma oportunidade de serem lidos e amados. A propósito do escritor que nasceu no dia de hoje, José Régio, vou deixar como sugestão de leitura um romance deste autor, sobre o qual sei muito pouco. Na verdade, penso que apenas conheço o seu poema maravilhoso Cântico Negro.

A Banda Sonora da Semana #25 com música e literatura portuguesa

Desse modo, venho sugerir-te como leitura o romance Jogo da Cabra Cega, de José Régio. É um livro sobre o qual nunca ouvi falar mas que me despertou a curiosidade e será uma forma de aumentar o número de livros e de autores portugueses na minha lista de leituras. Até porque, agora que dou uma olhadela aos livros que se encontram em lista de espera para ser lidos ou que já foram terminados e sobre os quais ainda não escrevi aqui, percebo a ausência de autores nacionais o que não deixa de ser uma vergonha, não é mesmo?

Mas como esta coisa de partilhar sugestões não se pretende que seja uma via de sentido único, desafio-te a partilhar comigo os teus autores portugueses, ou que escrevem na língua portuguesa, favoritos e que acreditas que tenho mesmo de descobrir. Aceitas o desafio? 


Para música da semana vou-te deixar com a mais recente música do Carlão, com uma crítica social que me parece muito apropriada e pertinente dado ao que se passa nas redes e a forma como as utilizamos. O que achas da mensagem desta música? Interessante ou despropositada? 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

#Livros - A Outra Rainha, de Philippa Gregory


#Livros - A Outra Rainha, de Philippa Gregory

Sinopse

Com a característica combinação de magnífica narrativa com um contexto histórico autêntico, Philippa Gregory dá vida a esta época de grandes mudanças, numa fascinante história de traição, lealdade, política e paixão. 

Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, está em prisão domiciliária em casa de Bess de Hardwick, recém-casada com o Conde de Shrewsbury, mas continua a lutar para recuperar o seu reino.
Maria é Rainha da Escócia mas foi forçada a abandonar o seu país e a refugiar-se na Inglaterra, governada pela sua prima Isabel. Nesta época, a Inglaterra é um país com um protestantismo mal alicerçado, pressionado pelo poder da Espanha, da França e de Roma, e a presença de uma carismática governante católica pode ser perigosa. Cecil, o conselheiro-mor da Rainha Isabel, concebe então um plano para que Maria viva enclausurada com a sua cúmplice, Bess de Hardwick. 

Bess é uma mulher empreendedora, uma sobrevivente perspicaz, recém-casada com o Conde de Shrewsbury (o seu quarto marido). Mas que casamento resiste aos encantos de Maria? Ou à ameaça de rebelião que a acompanha a todo o momento? No seu cativeiro privilegiado, Maria tem de aguardar pelo regresso à Escócia e pelo reencontro com o seu filho. Mas esperar não significa nada fazer! 

Opinião
Depois de me ter debruçado sobre a série Guerra dos Primos, retorno aos Tudor com o último livro publicado por Philippa Gregory sobre a mais interessante época da monarquia inglesa. Pela parte que me toca, não me canso de ler os livros desta autora, que transforma a História em enredos interessantes e empolgantes.

Estamos no reinado de Isabel I e somos apresentados à sua prima, a Rainha da Escócia. Mais jovem, mais bela, em idade fértil, católica e com direito ao trono da Inglaterra. Em suma, tinha todos os ingredientes para estar numa posição delicada na Inglaterra da prima. Afinal, Isabel era conhecida por ser ciumenta e querer todas as atenções concentradas na sua pessoa. Nada lhe desagradava mais do que ter como hóspede esta outra rainha que poderia mobilizar os católicos que ainda viviam escondidos no seu reino.

O relato é nos feito pela Rainha Maria e pelos seus anfitriões em Inglaterra que assistem à destruição da sua fortuna para manter a outra rainha e a sua corte. Apesar das diferenças que separavam estas rainhas e que as colocavam em rota de colisão, tinham também muitas características comuns, como a teimosia, o desejo de vencer e a capacidade de conspirar em prol dos seus interesses. A ambição destas rainhas era infinita e tornou impossível que vivessem em harmonia, tão grande era a desconfiança que tinham uma pela outra.

Este conflito prolongou-se nos anos, ficando Maria dos Escoceses a viver como prisioneira em Inglaterra, sem que a prima fosse capaz de a colocar no trono ao qual ela pretendia voltar. No entanto, na Escócia os nobres não queriam aceitar o regresso da rainha que expulsaram sem negociar o melhor que podiam os seus privilégios e a sua nova religião.

Contudo, Maria não estava habituada a esperar, especialmente quando acreditava que se tratava de algo que lhe pertencia de pleno direito. Como tal, conspirava para voltar ao seu lugar de todas as formas que sabia e aliando-se a todos os planos de fuga que lhe propunham. Não terá sido uma atitude sensata pois estava presa na Inglaterra de Cecil e dos seus espiões, que se multiplicavam e se podiam encontrar por todo o lado e faziam chegar aos ouvidos do seu chefe tudo o que se fazia e dizia no reino e até fora dele.

O clima foi-se intensificando e tornando cada vez mais tensas as relações entre as duas primas e rainhas. Uma sem trono e prisioneira, a outra no trono da Inglaterra, mas sem ter ainda casado e dado um herdeiro à coroa e à Casa Tudor. É neste clima de conspirações constantes e de espiões por toda a parte que este livro se passa e onde nos é contada a história dos anos em que a Rainha da Escócia viveu sob a alçada de Inglaterra de Inglaterra.

Aqui não existem inocentes, pois cada um dos intervenientes procurava o seu proveito próprio. O problema é que a prisioneira encontrava-se numa posição mais frágil que Isabel e, por isso mesmo, foi a derrotada nesta disputa que levou longos anos e poderia muito bem ter colocada a Inglaterra de regresso à religião antiga.

Apesar de termos duas rainhas poderosas e que deslumbravam o povo neste livro, a figura de Bess é igualmente ou até mais interessante do que elas. É admirável esta mulher que, tendo origens humildes, foi capaz de obter uma fortuna e tornar-se proprietária de terras e uma mulher respeitada por quem com ela fazia negócios. Empreendedora, uma mulher à frente do seu tempo e que se soube casar obtendo o máximo de proveito de cada um dos seus maridos.

Como vem sendo hábito, a autora coloca as mulheres no centro das suas tramas, dando-lhes o protagonismo que merecem e contando a História com uma visão feminina dos acontecimentos. De novo, mesmo sabendo os factos históricos e qual o destino dos intervenientes neste livro, o interesse não se encolhe por causa disso. A forma brilhante como nos consegue prender à narrativa e os retratos que faz da época são algumas das razões que tornam Philippa Gregory a minha autora favorita de romances históricos.

Já te rendeste a esta autora? Que outros romances históricos já leste? 

"Uma rainha que pretende manter as suas terras tem de ser mais terrena. Uma rainha que espera sobreviver ao ódio que todos os homens sentem naturalmente pelas mulheres que contradizem a lei de Deus colocando-se na posição de líderes tem de ser uma rainha semelhante a uma pedra, algo terreno. A minha própria rainha está enraizada no seu poder. É uma Tudor com todos os seus apetites mortais e ambição terrena. A minha rainha Isabel é um ser extremamente sólido, tão terrena como um homem. Mas esta é uma rainha etérea e angelical. É uma rainha de fogo e fumo."

Infelizmente, este livro encontra-se esgotado em Portugal e ainda não foi lançada nova edição do mesmo. Por isso mesmo, resta-te a opção de comprar o livro usado em português ou encomendar na Book Depository, a versão em inglês, com 21% de desconto imediato e portes grátis para todo o mundo.

Aproveita para descobrir Onde comprar livros ao melhor preço e fazer um bom negócio. 

Outros livros de Philippa Gregory com opinião publicada no blog:


A Senhora dos Rios
A Rainha Branca
A Rainha Vermelha
A Filha do Conspirador
A Princesa Branca

Duas Irmãs, Um Rei
A Herança Bolena
O Amante da Rainha

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Banda Sonora da Semana #24


A Banda Sonora da Semana #24 com música de Rui Veloso e uma sugestão para beber

Estamos de volta com mais uma Banda Sonora da Semana para nos inspirar e motivar para a semana que hoje se inicia. Não é tarefa fácil esta de encontrar assunto para escrever semana após semana. Mas é algo que tenho feito com muito gosto e uma forma de me obrigar a procurar assuntos e novidades que, sendo do meu interesse, podem também acrescentar algo à tua vida. Tudo a postos?

Efemérides de 10 de Setembro


1756 - Instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.
1974 - Portugal reconhece a independência da Guiné-Bissau. 
1977 - É executada a última pessoa pela guilhotina em França. 
1939 - Nasceu Jorge Sampaio, político e antigo Presidente da República de Portugal.
1979 - Morreu Agostinho Neto, médico e nacionalista angolano. 

Não é possível ignorar o primeiro ponto das efemérides, onde se fala da criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, que provavelmente conheces com um nome um pouco diferente: Real Companhia Velha. Fundada pelo inteligente Marquês de Pombal, detinha o exclusivo da produção e distribuição do Vinho do Porto.

Os ingleses na época já eram grandes apreciadores desta nossa iguaria e era um dos produtos que mais equilibrava a nossa balança comercial. Um marco histórico é que, nesta zona, foi criada a primeira região demarcada do mundo. Parece que, afinal, andamos a lançar tendências desde os mais remotos momentos da História.

A Banda Sonora da Semana #24 com música de Rui Veloso e uma sugestão para beber

Assim, parece-me que esta semana é um bom momento para voltar a degustar o nosso incomparável Vinho do Porto e relembrar as razões para que seja tão reconhecido mundialmente e tão especial para tanta gente. Pela minha parte, apesar de gostar deste vinho português, confesso que não o bebo com muita frequência. Mas esta semana vamos honrar este legado que nos foi deixado e abraçar este vinho licoroso como digestivo. És apreciador deste vinho? Quando costumas beber Vinho do Porto?

A verdade é que as vinhas do Douro foi o grande contribuidor do desenvolvimento da cidade do Porto e de toda a região norte do país. Como tal, parece-me uma desculpa pertinente para homenagear a capital do Norte com uma música que preste homenagem à cidade do Porto. Que te parece?


Esta é para mim a música mais emblemática e que presta homenagem ao Porto. No entanto, confesso que não conheço muitas mais, por isso desafio-te a partilhares comigo outras músicas sobre esta genuína cidade. Conto contigo? 

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

#Livros - Dom Casmurro, de Machado de Assis


#Livros - Dom Casmurro, de Machado de Assis

Sinopse

Dom Casmurro é a alcunha de Bento Santiago que, velho e só, desvela as suas memórias. Uma promessa da mãe traça-lhe o destino como padre, mas Bento Santiago apaixonado abandona o seminário. Estuda Direito e casa-se com o seu grande amor, mas o ciúme e a desconfiança adensam-se. Suspeita que não é o pai biológico do filho do casal, Ezequiel, mas sim o seu grande amigo Escobar.

Opinião

Até tenho vergonha de dizer os anos que passaram desde que ouvi, pela primeira vez, falar de Machado de Assis até este momento em que, efectivamente, coloquei as mãos no primeiro exemplar de uma obra deste autor brasileiro tão especial. Mas este ano foi de vez e assim que encontrei este livro a um preço simpático nem pensei duas vezes e tratei logo de o comprar.

A primeira coisa que te quero dizer é que TENS mesmo de ler este autor! Aliás, é preciso ler esta pérola que é este livro. Faz muito lembrar o nosso Eça, mas sem aquelas descrições intermináveis de divisões de mansões gigantes. Sem esquecer aquele humor apimentado que os brasileiros colocam em tudo que fazem e que tanto os distingue dos demais, como já tinha constatado com a leitura de Hilda Furacão.

Neste livro ficamos a conhecer a história de vida de Dom Casmurro, pelas palavras do próprio. O narrador e protagonista vai desfiando as suas memórias, sempre tendencioso e com sentidos dúbios ao longo de todo o seu relato. No fundo, Bento conta-nos a sua vida com o secreto desejo de encontrar legitimidade para a sua solidão e justificar os seus comportamentos.

Aliás, mais do que um homem ou mulher, o verdadeiro protagonista de Dom Casmurro é o ciúme e as consequências que dele advém, quando pautamos a vida e as nossas decisões por esse sentimento vil. A bonita história de amor entre Bento e Capitu revela-se ensombrada pelo ciúme desde muito cedo. As desconfianças, pequenas a princípio, até um pouco infantis, são contadas como pequenos indícios à má conduta da mulher.

Tudo vai crescendo e ganhando proporções impossíveis de ignorar, até mesmo pela sua mulher, que não queria acreditar na acusação de Bento. Por fim, resta apenas a manutenção das aparências, para que todos pensem que Dom Casmurro continua a ser um marido querido e um pai extremoso. Aqui fica a grande crítica à sociedade da época e à sua exaltação pela aparência de pessoas de bem para os de fora, ainda que dentro de quatro paredes não fossem tão de bem assim.

A verdade é que este é um relato sem qualquer imparcialidade, nem versões de outros intervenientes na história. E dado que não existe qualquer situação flagrante que nos confirme a traição, a dúvida acompanha-nos durante toda a narrativa. Mas a dúvida é apenas nossa, dos leitores, porque o narrador não mostra qualquer instante, nem momentâneo, de pequena dúvida quanto ao pecado de que acusa a sua mulher e o seu melhor amigo.

A dúvida acaba por ser o combustível que alimenta a leitura, que não permite parar, pois estamos constantemente na busca pela prova, pelo pormenor, por mais pequeno que seja, que permita entender o que de facto aconteceu neste suposto triângulo amoroso. Quanto a conclusões cada um terá as suas que apenas podem ser pessoais. Devido à habilidade do brilhante Machado de Assis, essas conclusões serão fruto da experiência de vida do leitor, mais do que de qualquer outro factor.

Pela minha parte, fiquei rendida a este autor e agora ando em busca do próximo, que poderá muito bem ser Memórias Póstumas de Brás Cubas. No entretanto, aconselho-te também a ver este vídeo, de uma brasileira que faz uma análise muito interessante e completa de Dom Casmurro, além de apresentar também excelentes razões para que leias esta obra-prima da Literatura Brasileira.

Já conheces algum livro de Machado de Assis? Qual o teu favorito? 

"O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá, um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo."

Podes encomendar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto em cartão. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A Banda Sonora da Semana #23


A Banda Sonora da Semana #23 e o filme Bohemian Rhapsody

Uma nova semana começa, mas é sempre bom lembrar os importantes acontecimentos da semana passada onde demos início às celebrações do sexto aniversário deste blog e parece-me essencial avisar os mais distraídos que existem passatempos a decorrer nos quais podes e deves participar. 

Efemérides de 3 de Setembro


1783 - É assinado o Tratado de Paris, pondo fim à Guerra da Independência dos EUA.
1995 - É fundado o site eBay.
1875 - Nasceu Ferdinand Porsche, empresário austríaco.
1658 - Morreu Oliver Cromwell, político britânico.
2005 - Morreu Fernando Távora, arquitecto português. 

Entramos em Setembro, mês de recomeços vários. Regresso às aulas, regresso ao trabalho para muitos, hora de fazer balanços para outros tantos. Pela parte que me toca, ainda me encontro a recuperar dos meses loucos de Julho e Agosto e, portanto, não estou com muita moral para parar e pensar em balanços e coisas que tal.

E como ainda estamos a sair da época balnear e de assuntos leves, apetece-me falar-te de um filme que irá estrear apenas em Novembro, mas que já me está a deixar em pulgas de tanta curiosidade. Refiro-me ao filme que irá retratar a vida de Freddie Mercury, Bohemian Rhapsody.

A Banda Sonora da Semana #23 e o filme Bohemian Rhapsody

Eu sei que ainda faltam dois meses até que este filme estreie nos cinemas, mas os meus níveis de ansiedade estão no máximo e tinha mesmo que partilhar com alguém este sentimento, até para saber se, desse lado, também estás a encarar esta estreia do mesmo modo que eu. Vamos ver o trailer? 


É impossível ficar indiferente à música deste grupo incrível que foram os Queen e, apesar de não poder assegurar a qualidade do filme que irá ser lançado, tenho a firme certeza de que, pelo menos, iremos ter uma banda sonora perfeita!


Depois de mencionar este filme, só poderia eleger para música de inspiração desta semana a minha favorita dos Queen. Aliás, já a tinha referido aqui, como uma das músicas que não me canso de ouvir, bem como prestei a minha homenagem a Mercury quando elegi os artistas que amaria ter visto ao vivo.

Agora conta-me, também és fã dos Queen? Qual a tua música favorita desta banda? 

domingo, 2 de setembro de 2018

Passatempo 6.º Aniversário - Quinta Essência


Passatempo 6.º Aniversário - Quinta Essência Ganha um exemplar do livro Sarilhos com Duques, de Grace Burrowes

Está na hora de lançar o último passatempo deste sexto aniversário que, dada a minha paixão pelos mesmos, só poderia tratar-se de um livro. De facto, agora que penso nisto, é dos objectos que mais gosto de receber e de oferecer como presente e, portanto, parece-me muito apropriado que os livros marquem presença nestes passatempos. 

Assim, em parceria com a Quinta Essência, poderás receber um exemplar do livro Sarilhos com Duques, de Grace Burrowes. 

Passatempo 6.º Aniversário - Quinta Essência Ganha um exemplar do livro Sarilhos com Duques, de Grace Burrowes

Para te habilitares a ganhar este livro só precisas de:




Algumas regras:

  • Só é permitida uma participação por pessoa.
  • Passatempo válido em Portugal Continental e Ilhas.
  • O nome do vencedor será aqui anunciado e será contactado por e-mail, ao qual terá de responder nas próximas 48 horas. Se o prémio não for reclamado nesse prazo, será realizado novo sorteio. 
  • Termina em 16 de Setembro. 
Boa sorte!!!

sábado, 1 de setembro de 2018

Passatempo 6.º Aniversário - Licor 35


Passatempo 6.º Aniversário - Licor 35 Ganha uma garrafa deste delicioso licor português

Nem de propósito, hoje é Sábado e o prémio que estará a sorteio é uma bebida que poderá alegrar as noites com o seu sabor tradicional português combinado com um teor alcoólico apropriado para uma noitada com os amigos. Falo-vos do delicioso Licor 35 que poderá ser entregue em tua casa, ainda durante este mês de Setembro! Vais perder esta fantástica oportunidade? 

Passatempo 6.º Aniversário - Licor 35 Ganha uma garrafa deste delicioso licor português

Para te habilitares a ganhar uma garrafa de Licor 35 só precisas de:




Algumas regras:

  • Só é permitida uma participação por pessoa.
  • Passatempo válido em Portugal Continental e Ilhas.
  • O nome do vencedor será aqui anunciado e será contactado por e-mail, ao qual terá de responder nas próximas 48 horas. Se o prémio não for reclamado nesse prazo, será realizado novo sorteio. 
  • Termina em 16 de Setembro. 
Boa sorte!!!