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quinta-feira, 5 de setembro de 2024

A minha experiência no Rock in Rio 2024

 

Público do Rock in Rio 2024 em Lisboa levanta os braços em celebração, com o palco iluminado ao fundo, criando uma atmosfera vibrante e emocionante durante a apresentação.

O Rock in Rio é um dos festivais de música mais icónicos do mundo, com as suas origens que remontam a 1985 no Brasil. Desde então, a sua expansão por diferentes cidades globais, incluindo Lisboa, solidificou o seu papel como um verdadeiro ponto de encontro para os amantes da música de todos os géneros. Além de apresentar artistas famosos, também promove a celebração da diversidade cultural e da linguagem universal da música. Com uma proposta que vai muito além do entretenimento, o Rock in Rio destaca-se pelo seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social. Em 2024, com um novo cenário junto ao rio Tejo, chegou a minha vez de viver esta experiência única, que une fãs e cria memórias inesquecíveis. 


Buy Me A Coffee

A decisão de ir ao Rock in Rio 2024 em Lisboa foi, acima de tudo, para unir o amor pela música de algum dos meus artistas favoritos, com a vontade de experenciar um dos festivais mais emblemáticos do mundo e, a cereja em cima do bolo, partilhar este momento especial com a melhor amiga da vida. O cartaz conquistou-nos, ao reunir no mesmo dia James e Ivete Sangalo, e as expectativas ficaram bem altas, com a organização dum fim de semana bem especial e que prometia muitas surpresas boas. O planeamento foi articulado com as viagens da santa terrinha das amigas até Lisboa, sendo que o alojamento ficou por minha conta. Afinal, Montijo é já ao lado e num instante chegamos onde queremos. Depois de as ter apanhado na Gare do Oriente, apesar das dificuldades em chegar lá de carro por causa do festival, decidimos estacionar num dos parques dessa zona, para não perdermos mais tempo e poder almoçar antes de irmos apanhar o Shuttle que nos levaria ao recinto. 


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Também fez parte do planeamento escolher o que levar, entre o que precisávamos e o que poderíamos levar para dentro do recinto sem problemas. Para começar, optei por roupas leves e confortáveis, perfeitas para longas horas de caminhada e muito calor, sem esquecer os ténis para garantir que os meus pés resistissem a tantas horas de espetáculos. Quanto aos itens essenciais, foram reunidos numa mochila prática, e incluíram a garrafa de água, protetor solar, bolachas para petiscar e uma sanduíche para tentar reduzir os custos lá dentro. Depois de ter reservado o autocarro na aplicação, desembarcamos, longe de mais da entrada, mas sempre bem acompanhados pelos voluntários disponíveis para orientar e esclarecer dúvidas. Como tinha o MBWay Pulse, oferecido junto com a compra do meu bilhete, a passagem pelos seguranças foi feita nessa fila bem mais rápida, ainda que eficiente e com revistas de bagagem realizadas de maneira cuidadosa e ágil, assegurando que a entrada era feita com toda a segurança para todos. 


Montagem de fotos da entrada do Rock in Rio 2024 em Lisboa, destacando o icônico placard do festival com seu nome em letras grandes e coloridas. Ao fundo, é visível a majestosa roda gigante iluminada, que adiciona um toque vibrante à atmosfera do evento. A imagem captura a expectativa e a energia do público entrando no recinto.

Mal entramos, somos logo envolvidos pela atmosfera vibrante e contagiante, com uma energia única, onde jovens e adultos se misturavam numa celebração coletiva da música e da cultura. Onde a vista alcança só vemos cores vivas, instalações interativas e cenários deslumbrantes. A experiência vai além dos artistas, dado que por toda a parte temos uma diversidade de actividades e atrações, com stands temáticos, muitos associados a marcas conhecidas, onde a caça ao brinde parece ter-se tornado um desporto olímpico. Toda a gente me alertou para os preços altos da comida e da bebida, mas devo dizer que não achei nada fora do normal, sobretudo no que se refere à comida. A variedade de food trucks era considerável, oferecendo opções para todos os paladares e estavam bem distribuídas pelo espaço, de forma a todos os palcos terem acesso a bares para matar a sede, mas também onde comer bem. 


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O ponto alto, claro, que foram os concertos propriamente ditos, com performances memoráveis que marcaram e tornaram a minha experiência inesquecível. A exuberância de Ivete Sangalo, que já tinha visto antes no Meo Arena, iluminou o palco com a sua energia contagiante. A multidão cantou em uníssono os sucessos que transcendem gerações, ainda que o som não tivesse a qualidade que esperava num evento desta envergadura. Ainda assim, os ritmos brasileiros e a sua presença de palco arrebatadora tornaram a sua apresentação um verdadeiro espetáculo. Em seguida, enquanto jantávamos, a nostalgia tomou conta com os míticos Ornatos Violeta que, com a sua sonoridade única e as suas letras poéticas, proporcionaram um momento especial e nostálgico. Por último, temos James, que deveriam ter sido cabeças de cartaz, e que entregaram uma performance cheia de emoção e intensidade, criando uma atmosfera mágica que nos fez a todos dançar sob as luzes vibrantes do festival. Entretanto, a noite ficou desagradável com um vento frio que nos fez fugir a vontade de ficar para ouvir Kura e assim fomos embora depois do fogo de artifício lançado após o concerto de James. 


Montagem de fotos do Rock in Rio 2024 em Lisboa, destacando a atuação da banda James no Palco Galp. As imagens capturam a energia vibrante do público, os músicos em ação e, ao fundo, um deslumbrante espetáculo de fogos de artifício que ilumina o céu, celebrando o encerramento memorável do concerto. A cena transmite a emoção e a magia do festival, refletindo momentos de alegria e integração entre artistas e espectadores.

Um dos desafios enfrentados nesta edição do Rock in Rio, em Lisboa, foram as longas filas para alguns stands, que talvez tenham permitido que se tenha gasto bem menos durante o evento. O espaço propriamente dito também precisa de ser melhorado com mais áreas verdes que ofereçam mais sombras no Verão e sem todo aquele pó que se levanta à medida que a multidão caminha e que nos deixa as roupas, os sapatos e até os cabelos impróprios para consumo. Algo que muita gente reclamou foram as filas para sair do recinto, o que não nos aconteceu de todo. O dia 22 era o que terminava mais tarde, o único que não esgotou e, além disso, não ficámos mesmo até ao final. Ainda assim, muita gente saiu na mesma altura que nós e não houve qualquer problema para passar os portões nem para rapidamente entrar no autocarro que nos levou de volta à Gare do Oriente. 


Apesar de achar o custo do bilhete muito alto face a outros, ainda assim, a experiência foi transformadora, muito devido à música e aos artistas que assistimos, mas também pela excelente companhia que levei comigo e que me permitiu viver este momento ainda mais intensamente. Portanto, só posso recomendar este festival a todos os amantes de música e de experiências inesquecíveis. Vale pelo cartaz, o mais importante na minha opinião, mas também pela atmosfera eletrizante, pela vista extraordinária que o novo espaço oferece e pela organização de alto nível, que promete melhorar muito mais nas próximas edições, já familiarizados com o novo recinto. Em suma, as minhas expetativas que estavam altas, forma ultrapassadas e acredito que, com um cartaz sedutor, posso muito bem voltar a viver este festival único. Agora, convido-te a partilhares as tuas próprias experiências no Rock in Rio, desta ou doutras edições. O que consideras mais único neste festival? Qual a tua memória mais marcante deste evento? Se tens perguntas ou curiosidades também as podes deixar nos comentários abaixo! 

quinta-feira, 15 de março de 2018

Onde engatar em 2018?



Chegados ao século XXI, as técnicas e tácticas de engate estão cada vez mais apuradas e as regras são quase inexistentes. Longe vai o tempo em que tudo era processado sobre estreitas regras de conduta, onde a mulher tinha um papel passivo, cabendo ao homem toda a iniciativa. Por um lado, devia ser uma grande chatice ficar à espera de iniciativas alheias mas, por outro, era tudo muito mais simples e sabia-se com o que se podia contar. 

Agora é a loucura e um vale-tudo, onde os homens cada vez estão mais atados e revelam um comodismo irritante. Não é que não goste da liberdade de tomar a iniciativa no jogo de sedução, mas esta apatia masculina já irrita e desmotiva. No entanto, com todo este escândalo envolvendo assédio sexual, começo a perceber o medo que cada vez mais homens sentem na tentativa de seduzir uma mulher. Quem pode garantir que não vá ser acusado de assédio ao convidar uma senhora para jantar?

Bem, mas não é de assédio que quero falar hoje. Pelo contrário, quero falar do problema inevitável que é encontrar pessoas interessantes e interessadas. Porque a pessoa até pode não ter namorado, mas isso não significa nem que esteja desesperada por encontrar um, nem que viva uma vida de celibatária. Entre uma coisa e a outra, existe uma imensa área a ser explorada. 

O grande dilema prende-se com a dificuldade em conhecer pessoas novas a dada altura da vida. Por exemplo, tenho 32 anos e já não ando na escola, só trabalho com mulheres, o grupo de amigos já existentes não é opção. Não frequento ginásios, não pertenço a nenhum grupo de corrida, nem estou associada a nenhum grupo temático. Portanto, onde engatar em 2018?

A resposta óbvia deveria ser algo como o Tinder, uma aplicação que funciona como bar de engate digital, onde os propósitos estão em cima da mesa, e é possível encontrar sempre companhia. Só que não. Ainda não me dediquei a explorar o Tinder, embora esteja nos meus planos ir lá dar uma voltinha e descobrir melhor como tudo funciona. A resposta à questão de hoje será algo mais inusitado e inesperado. 


Sem mais mistérios, a resposta é o OLX. Caiu-te o queixo? Então, recompõe-te que estou a falar muito a sério. Sou utilizadora assídua desta plataforma. Tenho produtos à venda e pesquiso sempre por lá quando quero comprar alguma coisa, não vá encontrar o negócio perfeito. Portanto, contacto com muita gente seja quando vendo, seja quando compro. Já recebi mensagens e chamadas claramente pouco interessadas no que estava a vender. Pareceu-me apenas uma desculpa, um pretexto para meter conversa e tentar uma aproximação. 

Quando as vendas se concretizam com entregas em mão, então a coisa pode-se tornar ainda mais extraordinária. Qual não é o meu espanto quando, após concretizar uma venda que muito jeito me deu, começo a receber umas mensagens com convites para cafés e coisas várias. Confesso que o moço até não era anda de se deitar fora, só tinha o defeito de ser casado e não se mostrar nada incomodado com esse facto da sua vida. Enfim, mais um cretino no mundo. 

À primeira vista, este não parece um bom lugar para encontrar pessoas, mas após uma análise mais demorada é possível encontrar alguma lógica para que isto aconteça. É que quando alguém tem coisas que nos interessam, ainda que se queira separar delas, é fácil encontrar pontos em comum e interesses que se cruzam. Além de ser fácil alimentar alguma conversa e ficar a conhecer um pouco melhor a pessoa que está do outro lado. 

Também sentes dificuldades em conhecer pessoas novas? Qual o teu lugar de eleição para esse fim? E já agora, conta-me se tens histórias assim estranhas como a que te contei, pode ser?

domingo, 9 de abril de 2017

Liebster Award III


Está de volta ao estaminé pela terceira vez, e depois de mais de um ano, esta iniciativa que pretende divulgar blogs giros e que gostamos, mas que ainda não ultrapassaram os 200 seguidores. Desta vez chega-me pelas mãos da Márcia que está a começar nestas andanças da blogosfera mas que será certamente bem sucedida. Vamos lá às perguntas.

1- Apresenta-te como blogger e fala um pouco de ti.
Sou a Inês, actualmente vivo no Montijo, trabalho, estudo e o tempo não me chega para tudo o que gostaria de fazer e conhecer. No entanto, não pode faltar tempo para vir cá a este meu cantinho que cada vez é mais importante para mim.

2- Quais foram os  teus motivos para criares um blog?
A vontade de expressar todas as coisas que me passam pela cabeça sem restrições e sem filtros. E, claro, a paixão antiga pela escrita foi mais um factor decisivo.

3- Identificas-te com o nome que deste ao teu blog?
Claro, nem faria sentido se assim não fosse. É uma frase que fará sempre parte da minha vida e que atravessa várias fases e incluí diferentes pessoas.

4- O que pretendes publicar?
Tudo o que me passa pela cabeça. Não há limites nem barreiras.

5-  No que te inspiras, para criares os teus posts?
Tudo o que vejo e tudo o que sinto são grandes fontes de inspiração.

6-  Estas satisfeita com o teu blog e evolução do mesmo?
Muito satisfeita mesmo. Tenho tido um crescimento lento mas sinto que tem sido consistente. E o mais importante é que continua a dar-me prazer vir aqui.

7- Quais são os teus temas preferidos?
Os que me dão mais prazer são aqueles em que partilho pensamentos pessoais, sem dúvida.

8- Que dificuldades sentiste ao criar o  blog?
As ferramentas do Blogger são relativamente simples e acessíveis mesmo para quem, como eu, não tem conhecimentos aprofundados na área.

9- Pretendes criar amizades a partir do blog?
Sou uma privilegiada nesse aspecto pois sinto que já criei boas amizades através desta plataforma de comunicação.

10- O que achas do blog que te nomeou?
É um blog bastante recente e que acabei de conhecer, mas que irei continuar a acompanhar para poder assistir à sua evolução.

11- Quem convidarias para criar um blog?
Pessoas interessantes e com algo para dizer. Não perdi a esperança que existam mais gente deste tipo espalhadas por este mundo, prontas para serem descobertas.

Podem ver as minhas respostas anteriores aqui e aqui.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

A Ira de Teresa Guilherme



Que os reality shows são o meu guilty pleasure já não é novidade para ninguém. Sou consumidora deste tipo de programas desde o início, desde o primeiro Big Brother. Claro que o factor novidade tem vindo a diminuir e o factor autenticidade já nem se sabe o que é. Como se costuma dizer, não há amor como o primeiro, não é mesmo?

Falar de reality shows em Portugal sem falar em Teresa Guilherme não faz qualquer sentido. Ela é a verdadeira apresentadora do formato e encaixa que nem uma luva no género. Sabe conduzir uma gala como ninguém e faz vir ao de cima o melhor (ou pior) que cada concorrente pode dar. 

Admiro-lhe o trabalho exaustivo que tem a preparar cada trocadilho e a escolher os temas mais importantes a abordar em cada programa em que dá a cara. Sou sua fã e gosto da forma como lida com os concorrentes na maioria das vezes. Acho-a uma mulher inteligente e que chegou onde chegou pelo trabalho que desempenhou ao longo dos anos e por ter provado o seu valor em todas os projectos que abraçou. 

Nunca foi uma cara bonita da nossa televisão, bem pelo contrário. Mas o que lhe falta em beleza, sobra-lhe em espírito e inteligência. E estas são características que admiro em toda e qualquer pessoa, seja qual for a sua área profissional. 



Contudo, Teresa Guilherme tem, como todos os mortais, os seus defeitos. E um dos que mais me encanitam é a sua falta de poder de encaixe perante concorrentes inteligentes e que não se calam e baixam a cabeça perante si. A sensação que tenho é que as suas preferências vão sempre para os mais "burrinhos" e para os engraçadinhos. 

A cena a que assistimos entre Teresa Guilherme e a Helena foi lamentável. Aliás, a própria discussão onde se esmiuçou a lavagem das cuecas da rapariga é de bradar aos céus. Foi humilhante a forma como se tratou o assunto e compreendo que a própria não se tenha sentido feliz e contente com isso. Além de que a forma como a Teresa falou com a Helena foi arrogante e pouco compreensiva. Atitudes que deram tanto que falar nas redes sociais. 

É que existe um fenómeno que permanece inalterado por muito que se fale nele. Ninguém gosta da Casa dos Segredos. Ninguém vê a Casa dos Segredos. Mas toda a gente tem algo a dizer na hora de criticar os concorrentes ou a apresentadora. Pela parte que me toca, quando não acompanho um programa ou quando não gosto nada dele, não me dou ao trabalho de comentar o mesmo. Simplesmente, mudo de canal. 

Outro clássico dos reality shows são as ameaças de sair. Acho que actualmente não deve haver dia em que não haja uma alminha a dizer que se quer ir embora. Mas sair que é bom, está quieto. Ganham uns breves momentos de protagonismo e depois voltam às suas vidinhas na casa mais vigiada do país. 

Foi essa a promessa da Helena. Queria porque queria sair. E eu até entendo os motivos desta sua vontade e percebo que estava de cabeça quente quando o disse. Mas irrita-me que, como sempre, se volte atrás com a palavra dada. É verdade que tenho gostado que lá tenha continuado e que ela faz metade do programa. É uma concorrente inteligente, culta e com um grande poder de encaixe que está a virar a seu favor todas as adversidades e a fazer dos seus inimigos a sua força. Contudo, não posso deixar de ficar desiludida por ter cedido. 

Enfim, não se pode ter tudo. As polémicas são feias mas são o que alimentam este tipo de programa. São o que lhe dá cor e textura e que nos permitem observar o comportamento humano. Porque para politicamente correctos já basta a realidade do que nos rodeia. Será que a própria Teresa Guilherme, ao ir contra a Helena, vai contribuir para a tornar a vencedora desta Casa dos Segredos?  

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Os Franceses e os outros



Não querendo com isto ofender ninguém, tenho de dizer a minha opinião. É que quanto mais o tempo passa, menos simpatizo com os franceses. Fico sempre com a sensação que são snobs e sofrem de um complexo de superioridade que me tira do sério. Estou, como é óbvio, a generalizar o que significa que é normal existirem excepções que não se enquadram nesta definição. 

Comecei a ter esta impressão sobre os franceses quando visitei Paris, há muitos anos atrás. E esta impressão só se tem vindo a intensificar. Isto já nem é sobre o Europeu, onde fomos tão menosprezados pelos altivos franceses. Neste momento, e durante as últimas semanas, o que me tem irritado são motivos económicos.

Falo daquelas sanções, que não se concretizaram, contra Portugal, por não ter cumprido o limite do défice. Pela parte que me toca, como portuguesa, claro que não achei muita piada à ideia em questão. Afinal, seria mais dinheiro que nos iriam tirar do bolso. Considero até um pouco desadequado aplicar uma multa monetária a um país que ainda não tem as suas contas em dia. Isso não iria aumentar ainda mais um défice que se pretende controlar?

Mas pior que as ameaças com as ditas sanções, é o facto disto não ser para todos. Só para alguns. Portugal e Espanha estavam contemplados como incumpridores. França, que também ultrapassou o limite do défice, nem sequer foi ameaçada, quanto mais considerada para as tais multas. E sabem os motivos apresentados? Ora, é a França, gente! Não se aplicam as mesmas regras contra a França.

Agora digam-me, são isto razões para se apresentar às pessoas? Vindas de quem manda nesta Europa onde estamos incluídos? Apesar de todos pensarmos que, por vezes, existem dois pesos e duas medidas, é descaramento a mais dizerem-nos isso mesmo, com todas as letras.

Por muito que me esforce, não consigo digerir esta informação. Especialmente, depois de ter lido A Mão do Diabo, livro onde fiquei a perceber tanto sobre os meandros da Economia mundial e do tanto que potências como a França contribuiu para estarmos no buraco em que estamos. Aliás, se querem uma aula sobre o estado em que estamos e o caminho trilhado até aqui chegarmos, este é o livro certo. É ficção, mas com muita realidade à mistura.

Para mim, as ameaças, concretizadas ou por concretizar, só fariam sentido se fazem sentido quando os critérios utilizados são os mesmos para todos os intervenientes. Assim, só concluo que existem os franceses e os outros. Sendo que os outros têm muito mais regras a cumprir que os franceses. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Porque é que ele não me liga?


Num destes fins de semana, reuni algumas das minhas meninas, que são já mulheres, e a conversa foi tão interessante e as perguntas delas foram tantas - e surpreendentes -, que me deixaram com a certeza de que deveria me candidatar para conselheira sentimental de muitas mulheres mal amadas deste mundo e contribuir para lhes abrir os olhos, um pouquinho que seja. 

Estas meninas, que tenho visto crescer e tornarem-se em lindas mulheres, têm formas de pensar bem diferentes e interessantes. Aliás, é esta diversidade que torna as conversas produtivas e que permite a troca saudável de ideias. Enche-me de orgulho ver como se tornaram miúdas cada vez mais maduras e com amor próprio, algo tão importante e que constato estar um tanto ou quanto fora de moda, nesta nova geração. Isso ou egos exageradamente enormes.

No entanto, são jovens e ainda têm algumas dúvidas existenciais, nesta coisa dos relacionamentos com o sexo oposto. Isto para dizer que, durante esse fim de semana, me surgiu a ideia de abordar algumas temáticas desse género aqui no blog. E para abrir as hostilidades nada como a pergunta que todas fazemos em determinado momento, nem que seja uma vez na vida. Porque é que ele não me liga??


Confessem lá, meninas que por aqui passeiam, quem nunca fez esta pergunta a si própria ou à melhor amiga e confidente? Todas passámos por lá. É inevitável. Sobretudo quando a pessoa em questão deixou boa impressão e ficou a pairar nos nossos pensamentos. O problema é que o telefone não toca. Ou não há movimento no chat do Facebook. Nem sinais de fumo chegam do lado de lá e o rapaz continua no maior dos silêncios. 

Apesar das borboletas no estômago e dos passarinhos que ouvimos a cantar, é preciso constatar o óbvio, amigas. Ele não te liga porque não está interessado. Até pode ter gostado do encontro ou de te conhecer. Até pode ter-se divertido e ter passado um bom momento. Mas não ficaste na cabeça dele. Simplesmente, não estás a ser correspondida. 

Nestas coisas, os homens são bem mais simples e básicos que nós, mulheres. Quando uma mulher não liga e não procura, nem sempre significa que não esteja interessada. Pode estar a fazer charme, a fazer-se de difícil. Ou a testar o interesse do seu alvo. Um homem, quando quer estar com uma mulher, liga. Procura. Esforça-se. 

Logo, se ele não te liga, é porque não quer. Não é porque não pode. Não ficou preso numa ilha deserta, sem modo de comunicar com o mundo. Não lhe roubaram o telemóvel. Não perdeu o teu número e agora não tem como te ligar. Não está com problemas no trabalho, em casa ou na cabeça. Está percebida esta parte?

A dúvida que se segue é: Porque é que ele não está interessado? Se correu tudo bem, se não houve assim nada que estragasse o encontro, o que não está a funcionar? Aqui a resposta é mais subjectiva. Podem existir mil e duzentos motivos. O primeiro que me ocorre é que é um parvalhão que não percebeu a miúda fantástica que és e está a perder a oportunidade de uma vida de conquistar uma mulher como tu. Mas pode ser outro o motivo, sabes?

Também pode-se dar o caso de o rapaz já ter interesse em outra pessoa e não ter o coração disponível para ti. Ou podes não fazer o género dele e não se ter sentido atraído por ti. Ou pode ser daqueles que foge de compromissos e relações sérias. Ou pode não se ter dado o "click". Ou tantas outras coisas que não me ocorrem de momento. 

Mas querem saber a boa notícia? Nada vos impede de ligar para o rapaz! Essa coisa de que os homens é que têm de dar o primeiro passo está mais que ultrapassada. Somos mulheres modernas, independentes e que sabem o que querem, certo? Sendo assim, porque não pegarem no telefone e fazer o convite para um café? 

Nada de muito lamechas, nem te ponhas a cobrar as atenções que ele não te tem dado. Um convite simples, que possa proporcionar um momento agradável e que permita que ele te conheça um pouco melhor e, assim, potenciar o interesse dele por ti. Ou até para perceberes que afinal ele não era assim tão irresistível como inicialmente pensaste. 

Posto isto, a bola fica do lado dele. Não te ponhas a correr atrás do homem. Nada de mostrar desespero ou interesse em demasia. Se queres ser amiga dele, podes continuar a convidar para cafés e coisas que tal. Se queres mais, se calhar devias aguardar um pouco para perceber até que ponto és ou não correspondida. Poucas coisas afugentam tanto um homem como uma mulher desesperada a suplicar pela sua atenção. Desse modo, só te desvalorizas. 

Só peço que, na ânsia de conquistares o rapaz, não finjas ser quem não és. Sê tu própria, mostra-lhe o teu melhor, sem abrir mão do mistério. Se, depois disto, ele não perceber que és a mulher da vida dele, o maior mal é dele. Acredita, ele é que perde. Quanto a ti, parte para outra! 

Esclarecida quanto à pergunta do dia? Já percebeste porque é que ele não te liga? Se ainda restarem dúvidas, deixa a tua pergunta nos comentários. Bem, como sugestões, que são sempre bem-vindas! 

domingo, 3 de julho de 2016

Os Domingos de uns e outros



A vida, por estes lados como em tantos outros, tem dados muitas voltas e reviravoltas. Por vezes, sinto que a vida gosta de me tirar o tapete e deixar-me sem chão. No entanto, tudo se compõe, de uma forma ou de outra. Regra geral, não como sonhamos ou gostaríamos, mas da forma que é possível dar a volta por cima.

Com isto refiro-me aos longos meses de desemprego que me levaram a voltar a uma área já sobejamente conhecida. No fundo, fui comercial a maior parte da minha vida profissional e talvez seja o que faço melhor. Aliás, o meu primeiro emprego foi a vender aspiradores, portanto é natural voltar a uma área que sempre precisa de gente para trabalhar.

Quando voltei às vendas, regressei ao mercado das telecomunicações e a esta coisa do porta-a-porta. Gostava de ter oportunidade de fazer outras coisas, é certo. De experimentar algo novo e desafiante. Só que quando penso nisso, existe algo mais desafiador do que lutar todos os dias pelo objectivo mensal que nos permite ganhar mais dinheiro?

Todos as portas são diferentes e os dias nunca se repetem. Cada cliente é um desafio para conseguir servi-lo bem, da melhor forma possível, sem esquecer que é preciso que as vendas surjam no final do mês. E não basta captar o cliente e levá-lo a assinar um contrato. É essencial, nos dias de hoje, fazer o acompanhamento desse cliente. Não só até ao dia da instalação, mas também no pós-venda. 

Tenho tido a sorte de encontrar pessoas espectaculares. Daquelas que nos convidam para jantar ou que, mesmo após terem o serviço instalado e a funcionar, nos ligam a perguntar quando passamos por lá para tomar um café e fumar um cigarro à janela. Sem precisarem de mais nada. Sem cobrarem nem reclamarem de coisa nenhuma. 

A única coisa que me causa algum incómodo é esta mania que certas pessoas têm de que lá porque nos deram a ganhar uma comissão, comissão essa fruto de um serviço que lhe prestámos, temos de estar disponíveis a toda a hora. 

Claro que nesta sociedade em que vivemos, os dias de descanso cada vez são mais aleatórios e são muitas as pessoas que têm de trabalhar aos fins de semana para que outros possam ter acesso aos serviços essenciais ou simplesmente para que possam se divertir.

Agora, será assim tão estranho que um comercial, que trabalha de Segunda a Sábado, esteja incontactável a um Domingo? Que possa estar ocupado com actividades de quem tem uma vida e que, por isso, não atenda uma chamada? É que esta raça, conhecida como vendedores, também tem família e amigos e relações amorosas e vida social e momentos em que precisam de descansar, de desligar a ficha, recarregar as baterias para mais uma semana de trabalho e pressões várias. 

A propósito, bom Domingo a quem tem pachorra para aturar os meus devaneios hoje, que é Domingo! 

quinta-feira, 31 de março de 2016

Quando ler é crime...



Não sei se sabem ou se já se aperceberam ao longo destes anos em que vos escrevo, mas sou uma apaixonada por História. Desde que me começaram a falar, ainda na escola primária, sobre a nossa História de Portugal, de uma forma muito simples, adequada àquelas idades. Recordo-me de ouvir o meu avô, senhor de uma cultura inesperada se pensarmos que apenas fez a 4ª classe numa aldeia perdida no meio do monte, onde para ir à escola tinha de caminhar imenso e sem sapatos por terreno pouco amigo de pés descalços.
 
É verdade, as memórias mais antigas que tenho e que me remete para a minha paixão sobre o tema, são as conversas do meu avô, quando me falava dos Reis de Portugal, ensinando-me os seus cognomes e alguns dos seus feitos.
 
Sou fascinada por determinados personagens históricos e espero viver no dia em que inventem uma máquina do tempo. Qual espaço, qual quê! Pagaria fortunas (se as tivesse) para poder viajar pelo passado da Humanidade e conviver com algumas das pessoas que povoam o nosso imaginário e que tanto contribuíram para o que hoje somos.
 
No entanto, ao ler este testemunho, sinto que já viajei no tempo. Como é possível, em pleno século XXI, num país que já foi Portugal e que por tanto passou para se libertar do domínio colonial, viverem-se situações tão salazaristas?
 
Tive a sorte de ter nascido num Portugal livre de espartilhos e censuras e não me consigo imaginar num país diferente. Onde teria de me dobrar às vontades dos homens, por ser mulher. Onde a minha função seria cuidar da casa e dos filhos. Onde não eram possíveis reuniões de mais de três pessoas na rua. Onde os meios de comunicação social diziam o que lhes permitiam dizer. Onde nos diziam que livros podíamos ou não ler. E os filmes. E a música.

 
 
Este meu pouco conhecimento, destes assuntos anteriores ao meu nascimento, só foi possível através dos livros que li ou de filmes que assisti. Como seria se não me tivessem dado permissão para os ver?
 
Custa-me que estejam presos e condenados estes homens, acusados de Golpe de Estado porque se atreveram a querer traduzir um livro para português. Um livro, minha gente!
 
Todos sabemos que a ignorância sempre foi a arma dos regimes opressores para manterem os seus povos quietos e sossegados e fazerem deles o que bem entendessem. O que me espanta é esta situação acontecer num país que se auto-intitula como democrático. É isto a Democracia em Angola?
 
Lamento tanto que tenham aprendido tão pouco com os erros portugueses. Afinal, clamaram por liberdade - com toda a legitimidade, no meu entender - para ficarem enredados nesta teia de jogos de poder e interesses e terminarem tão subjugados como antes?
 

quarta-feira, 2 de março de 2016

À porta é isto #29


O último "À porta é isto" foi no ano passado, no já distante mês de Abril. Quem me acompanha desde então sabe que fiquei desempregada até ao final de 2015. Para mal dos meus pecados, não encontrei nada, nem na minha área, tão pouco na nova área que estudei, nem em qualquer outra.
 
Mas em Janeiro deste novo ano de 2016 voltei a bater portas e, como tal, tornei a deparar-me com algumas coisas bem engraçadas ou bonitas ou apenas surreais. Foi o suficiente para regressar às fotos insólitas e desejar voltar a partilhar com todos vocês estes meus descobrimentos. Curiosos? Venham de lá as fotos!
 


 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

#Review - Fones Brainwavz s1


Este post está prometido há imenso tempo. Mas a verdade é que com todas as alterações na minha vida ao longo dos últimos meses foi ficando para segundo plano. Não quero com isso arranjar desculpas para a minha demora, mas devo um pedido de desculpas à Brainwavz que gentilmente me enviou este produto para experimentar e dar a minha opinião acerca do mesmo.
 
Pedido de desculpas feito, vamos falar um pouco sobre esta empresa que existe desde 2008 e que tinha como objectivo trazer verdadeiros fones para utilizadores reais a preços realistas. Esse objectivo foi plenamente cumprido e actualmente estão a aumentar a sua gama de produtos apostando sempre na qualidade a preços acessíveis. Querem ver?
 
 
 
Nestas duas imagens podem ver a caixa onde vinham os fones muito bem acondicionados e que permitem ver o produto ainda antes de abrir a embalagem.
 
 
Depois tem uma bolsa onde podemos guardar os nossos fones, bem como todos os acessórios que traz e que a mim dá imenso jeito pois sempre que vou para algum lado posso colocar esta bolsinha prática na mala e levar os meus fones comigo sem estragar e sem que se misturem com todo o conteúdo improvável e perigoso próprio das malas femininas.
 
 
Dentro desta bolsa, além dos fones propriamente ditos, podemos encontrar a garantia de 24 meses, oito pares de pontas (não sei o nome técnico disto, mas falo daquelas borrachinhas que ficam dentro do nosso ouvido) de silicone de vários formatos e tamanhos e um par em espuma de tamanho M.
 
Agora perguntam vocês, o que tem este produto de especial? E eu respondo, TUDO! Para começar, o fio não é tão fino como na maioria o que faz com que não fique emaranhado com tanta facilidade e que, quando isso acontece, seja mais fácil de desfazer e recuperar a ordem. Outro pormenor interessante é o facto da coluna estar protegida por uma cápsula em metal o que os torna muito resistentes e dificulta os danos na qualidade de som.
 
E por falar em som, meus amigos, estes fones tem uma qualidade fantástica. Eu, que passo horas sem fim ao computador, sempre que preciso ver um vídeo ou quando me apetece ouvir uma música enquanto trabalho aqui, não dispenso estes meus novos melhores amigos. Só para terem uma noção, o volume de som do meu computador está, neste momento, no 10 e quando ligo os fones não preciso de aumentar nem um pouco para ouvir tudo e com uma qualidade acima da média.
 
Outra das suas grandes vantagens é o facto de isolar o som. Algo que me agrada porque não gosto de obrigar ninguém a ouvir o mesmo que eu. Mas como não tinha total certeza da dimensão desse isolamento pedi uma segunda opinião a um especialista na matéria, o senhor meu pai. Para perceberem o quanto ele é especialista, ele é o homem que tem um aparelho de som em todas as divisões da casa. E são mesmo todas! Além disso, não adormece sem os fones nos ouvidos e não sabe ouvir música em volume moderado. Só no máximo. Como podem imaginar este facto acarreta alguns problemas com a mulher dele que passa a noite a ouvir o mesmo que ele. Assim, emprestei-lhe os meus fones Brainwavz S1 e ficou comprovado cientificamente que quem está à volta não ouve mesmo nada de nada.
 
Posto isto, só me resta dizer que adorei estes fones e já não vivo sem eles. Estão sempre comigo, seja no computador, no tablet ou no telemóvel. Nas duas vezes que tive de viajar de comboio ao longo deste ano, foram os meus companheiros e permitiram-me fazer uma viagem bem mais agradável. Sem qualquer sombra de dúvida, recomendo a todos que gostam de música e de ouvir com qualidade. É que isto é um investimento, pois tão cedo não vão precisar de outros fones.
 
Podem ver a ficha técnica aqui e encomendar (não se vão arrepender, acreditem) na Amazon.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

#Pessoal - Amigos a tornarem-se adultos


Até parece mentira, mas os putos tresloucados que sempre conheci, de repente, ou assim me pareceu, tornaram-se em pessoas responsáveis que vão trabalhar, com relações estáveis e, imagine-se, com filhos a caminho!
 
Há dois anos atrás, quando saí da terrinha para ir morar a sul, deixei um grupo de amigos que parecia ter ficado algures na adolescência. Não estou a falar de todos, como é óbvio, mas grande parte destes rapazes queria era passar o tempo uns com os outros a jogar consola e a fumar cigarros. E aos fins de semana ir beber uns copos e engatar umas gajas. Pouco mais do que isto era a vida deles. Poucas responsabilidades. Emprego nem vê-lo, carta de condução não existia porque ninguém lhes escrevia, relações curtas, instáveis ou inexistentes.
 
Neste momento, vejo que se estão a tornar nuns homens. Assumiram os seus empregos com uma responsabilidade que lhes desconhecia. Já têm carta e carro. As relações são levadas a sério e até o mais tresloucado dos meus amigos já vai ser pai. O mais lunático emigrou e vive com a namorada. O mais preguiçoso já trabalha e tirou a carta. Enfim, um mar de improbabilidades que foram ganhando forma ao longo destes dois anos e que parecem terem vindo para ficar.
 
Sou obrigada a concluir que, de facto, deve ser mesmo verdade aquela história de que os rapazes amadurecem mais tarde do que as raparigas. Que são adolescentes até depois da idade oficial para o ser. Mas que, apesar disso, o momento de crescer chega e se tornam adultos, sem perder a loucura saudável e os laços de amizade que sempre os uniram.

 
É do conhecimento geral que sou uma admiradora da amizade masculina e que a maioria dos meus amigos são homens. No entanto, no primeiro lugar deste pódio está a melhor amiga que algum dia tive e que tem sido companheira de muitos momentos, histórias e gargalhadas ao longos destes dez anos. A amiga que espero que se sente comigo no banco do jardim, quando formos velhinhas, a cortar na casaca de tudo e de todos. Ela de cabelo cor de rosa choque e eu de cabelo roxo. Essa talvez tenha sido uma das melhores pragas que me rogaram, devo  dizer.
 
Pois que é essa amiga do coração que hoje vai trazer ao mundo mais uma princesa, de seu nome Alicia. A esta hora já terá saído cá para fora e desejo que seja sempre uma fonte de alegria e de amor para os que a rodeiam.
 
Alicia, meu anjo, prepara-te para todos os teus tios tolos que os teus pais vão colocar na tua vida. Não só os de sangue, que já não são poucos, mas os outros, como eu, que são doidos, espalhafatosos e meio apanhados do clima. Estamos todos à tua espera para te encher de carinho e de amor!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

#Pessoal - Coisas que marcaram a minha infância


Num dos grupos onde divulgo o meu blog, foi lançado o desafio de fazermos um post colectivo sobre o mesmo tema. A coisa foi a votos e este tema que vos trago hoje foi o que venceu. A infância e o que mais nos marcou nessa fase de inocência e tantas brincadeiras.

Antes de dar início, gostava de referir que a infância é uma fase de descoberta e onde muito do que somos se molda e começa a ganhar forma. E isso acontece pelos objectos, pelas brincadeiras, pelas músicas mas, acima de tudo, pelas pessoas que nos marcam nessa época decisiva. Eu tive a sorte de ter tido um avô fantástico, que me ensinou tanto e de quem morro de saudade, e uns vizinhos espectaculares, que sempre me deram imenso carinho nesta fase. A eles, e aos meus pais como é óbvio, devo muito do que hoje sou e guardarei sempre um lugar especial na minha memória e no meu coração.

Agora vamos lá à lista, que é para isso que cá estão, não é mesmo?
 
1 - Barbies

 
Esta foi a grande paixão da minha infância. As bonecas mágicas com as quais brincava horas infinitas, com amigas ou mesmo sozinha. E este fascínio começou bem cedo, posso vos dizer. Os meus pais contam que, quando me levavam com eles ao supermercado, sempre que não sabiam de mim, era certo e sabido que me encontravam no corredor dos brinquedos, vidrada em todas aquelas bonecas. Queria levar uma de cada para casa. Claro que não fui bem sucedida nesse desejo, mas consegui juntar uma colecção considerável. O que vêm na foto são as que estão vestidas com um conjunto de vestidos representantivos de diversos países do mundo. Faltam aquelas que ainda estão nas caixas com que chegaram a minha casa. Gosto tanto delas que, numa altura em que ando a vender o que tenho em casa e já não uso, não consigo me desfazer delas. É mais forte do que eu e se pudesse ainda hoje comprava destas bonecas para juntar às que já tenho. Dá para acreditar??
 
2 - Uma Aventura
 
 
Já nessa altura era viciada em livros. Um hábito que me foi estimulado na escola e alimentado em casa. Lia muita coisa, própria da idade, mas o que mais gostava eram os livros Uma Aventura, da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Vibrava com as aventuras daqueles meninos que se metiam nos maiores sarilhos, descobriam e aprendiam imensas coisas e acabavam por sair sempre airosos no fim. Mais uma vez, não me consigo desfazer dos livros que ainda tenho desta colecção. Mas esse é um problema que tenho com livros no geral, confesso.
 
3 - Navegantes da Lua
 
 
Ai, como eu gostava destes desenhos animados! Seguia com entusiasmo, episódio atrás de episódio e sabia-me sempre a pouco. Claro que gostava da Bunny, mas tinha um fraquinho pela mau feitio (identificação, talvez) da Navegante de Marte e uma autêntica paixoneta pelo Gonçalo/Mascarado. Sempre gostei de super-heróis, o que mais posso dizer?
 
4 - Bollycao
 
 
Este bolo fazia parte da rotina dos meus dias. Sempre que a minha mãe me ia buscar à escola, passava pela mercearia da nossa rua e, enquanto escolhia o que precisava para o jantar, lá tinha de me comprar um Bollycao para o lanche. Que, regra geral, nem chegava à porta da mercearia. E os cromos do "Tou" eram uma loucura. Ainda tive uns quantos que ficaram perdidos nos anos, mas não na minha memória. Acho até que se a Panrico lançasse os cromos novamente íamos ver muitos adultos a comer Bollycao para recuperar os cromos perdidos. Fica a ideia!
 
5 - Spice Girls
 
 
É verdade, quando surgiram estas meninas, fui uma grande fã delas. Tinha todos os CD's, sabia as músicas de cor, conseguia identificar a voz de cada uma e devorava todas as revistas onde elas apareciam. Nas férias, juntava-me com as amigas a coreografar as músicas e fazíamos verdadeiros concertos ao som de Spice Girls. Devíamos fazer cá uma figura, mas divertíamo-nos à grande!
 
6 - Quem é Quem?
 
 
Sempre gostei de jogos dos mais diversos tipos e tive a sorte de ter tido alguns ao longo da infância. No entanto, nenhum me divertia mais do que este. Era capaz de ficar horas a jogar. Chateava toda a gente para jogar comigo. Era uma autêntica chata. Mas o jogo sobreviveu até hoje, embora tenha algumas mazelas de tanto ter sido usado. Mais uma das relíquias que guardo com carinho e saudade de uma época que não volta e na qual éramos felizes sem sequer o saber.  

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

#Pessoal - As Festas na Aldeia


 
Apesar de Agosto estar a terminar, as festas nas terriolas do nosso país ainda têm muito para dar. Todos os fins de semana há qualquer festividade a decorrer nas redondezas, não é verdade? No entanto, esta não é a primeira vez que este tema é abordado por estas paragens, como podem comprovar aqui. É o que dá ter uma festa mesmo em frente à porta (em sentido literal), não se consegue fugir. Nem do assunto nem tão pouco da música.

Já se passaram uns meses desde que a festa deste ano me bateu à porta, mas volto a este tema agora depois de ouvir, no programa da tarde da Fátima Lopes, abordarem e relacionarem as festas tradicionais com os jovens. O convidado defendia que, cada vez mais, os jovens começam a ligar-se às suas origens e a interessarem-se por essas comemorações.

Acredito que assim seja, até porque os exemplos dados referiam festas que já eram organizadas pelos próprios jovens e, como tal, atraiam esse público. É normal que a malta nova vá a festas com artistas dentro dos géneros que apreciam e que, neste caso, sejam organizadas por amigos.

Infelizmente, não é o que acontece na minha santa terrinha e, presumo, que também não seja o que acontece por muitas terriolas por este Portugal a fora. O que é uma pena. Afinal de contas, qual será o futuro dessas festas se os jovens não se interessarem por elas?

Na verdade, muitas delas continuam a ser organizadas por pessoas mais velhas, que escolhem artistas que não atraem públicos novos, e que acabam sempre por ser uma repetição do que acontece ano após ano. Mais do mesmo, em suma.

Os emigrantes, regra geral, voltam para as festas da sua terra e isso já é um enorme motivo para comemorar. O regresso a casa, o reencontro com a família, rever os amigos de uma vida inteira. São momentos que enchem a alma, certamente. E para os filhos desses emigrantes? As raízes que têm são indirectas. A ligação a esses lugares não é tão forte como a dos seus pais. No fundo, divertem-se porque férias serão sempre férias e tudo em Portugal será diferente da realidade que conhecem nos países de onde vêm. Mas será que muitos ficam com vontade de um dia voltar às origens? Tenho dúvidas.

Quanto a mim e à minha festa, lamento mas é impossível sentir-me feliz com tal acontecimento. A culpa talvez nem seja da festa. Afinal ela já existia antes de construírem aqui a minha casa. Mas o facto é que me atrapalha. Nem tanto pela música ou pelo barulho, mas pelas pessoas e, principalmente, pelos carros que traz para uma rua que não está preparada para isso. A culpa será, com toda a certeza, das comissões de festa que não limitam o acesso dos carros e deixam que a malta venha tentar estacionar quase dentro da capela.

Agora vou ter de esperar para ver se esta terra se moderniza e a juventude se manifesta e começa a preparar umas festas que me deixem com vontade de sair de casa com a certeza que posso ir curtir a noite atravessando apenas a rua.

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