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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Presentes de Natal e de Aniversário

 

Pessoa segurando um monte de presentes de Natal e aniversário que cobrem parcialmente o rosto, transmitindo a alegria e a surpresa das ocasiões especiais.

As festas para mim, agora sim, terminaram. O Natal já passou e o meu aniversário também, por isso, é chegado o momento de partilhar contigo os lindos presentes que recebi nestes últimos dois meses. Afinal, esta é sempre uma oportunidade para refletir sobre as pessoas que fazem parte da nossa vida e os presentes que recebemos como demonstração de carinho e apreço. Estes momentos festivos lembram-nos da importância de valorizar as conexões humanas e de celebrar as pequenas e grandes alegrias que tornam a nossa jornada ainda mais significativa. 


Buy Me A Coffee

Receber presentes é uma tradição que vai além do objecto material, eles representam o cuidado, a atenção e o afecto das pessoas ao nosso redor. Seja algo simbólico ou algo que realmente desejávamos, cada presente carregou uma mensagem de carinho e consideração. Ao dividir aqui contigo as minhas experiências, espero inspirar-te a valorizar ainda mais esses momentos de celebração e a perceber o verdadeiro valor por trás de cada presente, que, muitas vezes, é a conexão emocional que criamos com quem nos rodeia. Agora, venham de lá esses presentes! Vens comigo? 


Podes ver também as Ofertas & Descontos de Aniversário


Uma montagem de fotos exibindo a Agenda de 2026, com uma capa colorida e páginas abertas, ao lado do Tapete de Rato e da Caneta personalizados, ambos decorados com detalhes únicos e cores vibrantes.

1. Agenda Girly Things 

O clássico do ano não pode faltar que é a minha incrível agenda, que me acompanhará todo o ano. É a principal ferramenta que utilizo para me organizar, tanto no trabalho, na vida pessoal, no planeamento do blog e, agora, na futura preparação para a vida de estudante. A vida está difícil e ainda procurei alternativas mais acessíveis, mas nenhuma das que encontrei preenchiam os meus requisitos e acabei por me render às evidências e encomendar a que nunca falha nem desilude. 


2. Tapete de Rato e Caneta

Uma colega de trabalho muito fofinha, presenteou-nos com Tapetes de Rato e Canetas personalizadas para cada elemento da nossa equipa. Os meus têm o Cerebrozinho, e adorei! 


magem da cómoda Ikea Malm com vários presentes de Natal e aniversário ao seu redor, e uma mala preta da Parfois ao lado, destacando os detalhes do mobiliário e do acessório de moda.

3. Cómoda Ikea Malm

No meu quarto, faltava uma cómoda para completar a disposição nova e o meu paizinho fez dela a sua prenda de Natal para a filhota. Ainda não está montada, por motivos vários, mas estará muito em breve. 


4. Mala Parfois

Andava há que tempos a namorar uma nova mala preta para dar a reforma à minha. Assim, aproveitei a Black Friday da Parfois e ofereci-me esta nova mala, cheia de estilo e com o tamanho certo. 


Montagem de fotos exibindo duas velas perfumadas de cereja e uma estante cheia de livros, presentes de Natal e aniversário recebidos.

5. Velas Perfumadas

Também recebi umas cheirosas velas, de aroma a Cereja, dos meus novos vizinhos e duma colega de trabalho, que acompanhou a vela com um creme de mãos que ficou no serviço, porque é algo que faz sempre falta e que não quero carregar na mala. 


6. O Livro da Sociologia 

As divisões sociais podem ser erradicadas? 

O que leva alguém a cometer um crime? 

De que modo a Internet transformou as nossas relações sociais? 

Ao longo da história, a humanidade colocou essas e outras grandes questões sobre como organizamos as nossas sociedades e os sociólogos têm proposto diversas respostas que ajudam a compreender o mundo. 

Escrito por professores e estudiosos de maneira simples e acessível, este é o mais completo e atualizado livro sobre Sociologia. 

Inclui biografias e citações de grandes pensadores, linhas cronológicas com os principais acontecimentos de cada período, diagramas que simplificam teorias complexas e ilustrações fantásticas que desafiam o nosso entendimento sobre o tema. 

Quer seja um leitor curioso, um estudante aplicado ou até mesmo um especialista no assunto, O Livro da Sociologia vai ao encontro da sua sede de conhecimento. 


Wook | Bertrand 


7. Henrique V, de Dan Jones 

Dan Jones, um dos mais importantes historiadores medievais do nosso tempo, dá vida de forma inesquecível à ascensão surpreendente de Henrique V, que sobreviveu a uma rebelião, a um ferimento de flecha quase fatal e a um longo e precário aprendizado enquanto príncipe para se tornar o maior rei guerreiro da Inglaterra. 

Henrique V reinou somente nove anos e quatro meses e morreu com apenas 35 anos, mas paira sobre a paisagem do final da Idade Média e para lá dela. Vencedor da Batalha de Agincourt, imortalizada por William Shakespeare, foi um rei modelo para os seus sucessores. 

Salvou um país devastado da ruína económica, reprimiu rebeliões e protegeu as fronteiras do reino, enquanto na diplomacia externa fez com que a Inglaterra se tornasse uma potência novamente importante. Porém, as suas conquistas no norte da França seriam a génese para três gerações de calamidades no seu país, sob a forma das Guerras das Rosas

Uma biografia emocionante e imperdível, que oferece uma visão sem precedentes dos importantes primeiros vinte e seis anos da sua vida, da sua ascensão ao poder e das suas campanhas militares. 


Wook | Bertrand 


8. D. Beatriz de Portugal, de Ana Isabel Buescu 

Quem foi Beatriz de Sabóia, a infanta esquecida? 

A historiadora Ana Isabel Buescu traça o retrato da terceira filha do rei D. Manuel I e de D. Maria, nascida em 31 de Dezembro de 1504, em Lisboa. Cresceu na opulência da corte do pai, o seu nome rapidamente entrou no mercado de casamentos das cortes europeias, a proposta de união com Beatriz partiu do duque de Sabóia, Carlos II, que vivendo sob a ameaça francesa e com graves dificuldades financeiras pretendia, com esta aliança matrimonial, o apoio do rico e prestigiado rei português. 

Em 7 de Abril de 1521 realizou-se, no paço da Ribeira, o casamento por procuração entre Carlos II e Beatriz de Portugal, portadora de um valioso dote em dinheiro, jóias, alfaias de prata e tapeçarias. No dia 10 de Agosto, com os seus oficiais, damas e muitos acompanhantes, Beatriz disse um derradeiro adeus a Lisboa e partiu rumo a Nice. Duquesa de Sabóia no dramático período das guerras entre Carlos V e Francisco I, Beatriz, conhecida pelo seu porte altivo e dotada de grande inteligência, teve um importante papel no governo do ducado. Mãe por dez vezes, morreu no parto aos 33 anos. Sobreviveu-lhe apenas o varão Emanuel Filiberto, que herdou o nome do seu avô materno e a determinação da mãe. Já duque de Sabóia, após a morte de D. Sebastião em 1578, Emanuel Filiberto foi um dos vários candidatos ao trono português, que veio a ser ocupado por Filipe I. 


Wook | Bertrand 


9. Traições, Poder e Bastardos Reais, de Ana Cristina Pereira e Joana Pinheiro de Almeida

Esta história começa cedo, com D. Afonso Henriques, as suas amantes e filhos bastardos que, motivados pelo sangue real que lhes corria nas veias, tentaram obter mais poder e estatuto a todo o custo. Uma luta que se foi repetindo ao longo da História de Portugal com a disputa pelo direito à sucessão entre irmãos, conflitos abertos entre filhos e pais, conspirações, prisões e exílios. 

Se houve filhos ilegítimos que permaneceram no anonimato, afastados da vida da Corte, remetidos à vida clerical, outros ganharam protagonismo junto dos seus pais, como Martim Sanches, o valente bastardo de D. Dinis, D. Jorge, bastardo de D. João II que viu a rainha D. Leonor negar-lhe o acesso ao trono, os conhecidos meninos da Palhavã, filhos de D. João V, rei que era frequentador assíduo do Convento de Odivelas, ou D. João, filho de D. Pedro I e D. Teresa Lourenço, o único ilegítimo que se tornou rei de Portugal. A história oficial nem sempre lhes dá o devido protagonismo. 

Neste livro, as historiadoras Ana Cristina Pereira e Joana Pinheiro de Almeida contam-lhe as histórias das paixões reais e dos filhos naturais que delas nasceram e que se tornaram, pelo reconhecimento paterno, infantes de Portugal. Bastardos régios


Wook | Bertrand 


10. 2000 Anos de Papas, de Roberto Monge 

De São Pedro a Francisco, todos os papas que lideraram a Igreja Católica nos últimos dois mil anos têm uma história, um percurso e um papel na História. Dois Mil Anos de Papas reúne e contextualiza, por ordem cronológica e de forma breve, os perfis biográficos de todos eles, ilustrados por gravuras retiradas da emblemática obra Album dei Papi, datada de 1885, da autoria do primeiro director dos Arquivos do Vaticano, Joseph Hergenröther. Apenas os três últimos papas foram retratados pelo lápis de Davide Le Grazzie. 

Os pontífices são homens reais que, apesar de muitas quedas, tendem à sublimação: na sua história alternam fraquezas e virtudes, traições e arrependimentos, limitações e santidade, sempre imersos no fluxo da história. Aos seus retratos somam-se ainda um perfil sucinto dos incontornáveis antipapas e um breve glossário sobre as principais heresias. 


Wook | Bertrand


11. Becoming - A Minha História, de Michelle Obama

Nas suas memórias, uma obra de reflexão profunda e uma narrativa fascinante, Michelle Obama convida os leitores a entrar no seu mundo, relatando as experiências que a moldaram - desde a infância na zona sul de Chicago, passando pelos anos como executiva, equilibrando as exigências da maternidade e o trabalho, até ao tempo passado no endereço mais famoso do mundo. Terno, sábio e revelador, BECOMING é um relato íntimo de uma mulher de alma e substância, que desafiou constantemente as expectativas - e cuja história nos inspira a fazer o mesmo. 

Esta é a história de como Michelle LaVaughn Robinson Obama se tornou quem é. É uma história de esperança e otimismo, um relato de uma jornada ainda em curso de uma rapariga do South Side de Chicago cuja vida tem estado repleta de altos e baixos, oportunidades extraordinárias e momentos triviais que se têm provado essenciais para fazer dela a pessoa que ela é. 


Wook | Bertrand 


12. Até que o amor me mate, de Maria João Lopo de Carvalho 

São sete as mulheres que aqui cruzam a vida de Luís Vaz de Camões. Sete as mulheres que mais o amaram ao longo dos seus 55 anos de vida. Esta é a história do homem, do poeta, do soldado, do marinheiro. Uma história de conquistas e esperas, de amores e desamores, de tempos de ventura e desventura, de ódios e paixões; uma história contada no feminino a sete vozes que, vindas de longe e atravessando terras e mares, encontram porto de abrigo na intimidade dos nossos corações. 

Esta é a história de um homem que em palavras, versos, estrofes consegue viajar no tempo para nos trazer a história singular de um mundo maior e de um amor maior. Uma história imortal que 500 anos depois continua viva, nova, próxima e presente. 


Wook | Bertrand 


Montagem de fotos exibindo o telemóvel Samsung Galaxy A56 5G na cor cinza, mostrando detalhes da tela e do design, acompanhado de uma imagem de botas pretas da marca Deichmann, destacando seu estilo e acabamento.

13. Telemóvel Samsung A56 5G

Porque também mereço e o meu telemóvel já estava a dar sinais de que queria falecer, decidi oferecer-me, como presente de aniversário, um novo telemóvel. Mantive a marca e o modelo que tanto me satisfez, mas com uma capacidade superior e acredito que serei muito feliz com ele durante alguns, muitos anos. 


14. Botas Deichmann

Por fim, refiro o presente das minhas colegas de trabalho que se uniram para me oferecer umas belas botas pretas, que já andavam no meu radar, e, ainda, uma camisola e um casaco muito fofinhos. 


Para finalizar, esta recapitulação de presentes fez-me perceber o quanto as pequenas demonstrações de carinho e atenção podem fortalecer os nossos laços e nos encher de gratidão. Cada presente, seja ele grande ou simples, trouxe consigo uma mensagem de afecto e cuidado, lembrando-me da importância de valorizar estes momentos de conexão com quem amamos. Afinal de contas, o verdadeiro valor dos presentes está na emoção e no significado que eles carregam, lembrando-nos de que o mais importante é o amor e a presença daqueles que fazem a nossa vida mais feliz. 


O que tens a dizer sobre os meus presentes? Qual o que mais gostaste? Gostarias de ter recebido algum? Que presentes recebeste no Natal? Qual o favorito de todos? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Top 7 Provas Cegas - The Voice Portugal | Season 13

 

Microfone antigo em destaque, simbolizando as emoções e o impacto das provas cegas na temporada 13 do The Voice Portugal.

Se há uma fase que realmente captura a essência da emoção e do talento no The Voice Portugal, essa é, sem dúvida, a etapa das Provas Cegas. Em plena temporada 13, esta fase voltou a revelar performances surpreendentes, onde os candidatos tiveram a oportunidade de conquistar os mentores apenas com a sua voz, deixando de lado qualquer influência visual. É nesse momento que o verdadeiro talento se destaca e quem escolhe pode experimentar uma conexão pura com os artistas, baseada somente na interpretação e na emoção transmitida através do canto. 


Buy Me A Coffee

Hoje, venho partilhar o meu Top 7 de Provas Cegas mais marcantes desta última temporada, aquelas que me fizeram vibrar, arrepiar ou simplesmente me surpreenderam pela intensidade e qualidade das performances. Cada uma delas representa uma combinação única de coragem, talento e paixão pela música, demonstrando por que esta fase é tão especial e essencial para o sucesso do programa. Agora, prepara-te para reviver estes momentos incríveis e descobrir quais as apresentações que realmente conquistaram o meu coração nesta edição do The Voice Portugal! Vens comigo? 


1. António Paulino - Equipa Fernando 

Ainda estou incrédula com o facto deste moço ter apenas 15 anos! Chamou-me a atenção logo na Prova Cega, a cantar o seu Alentejo, mas nunca podia imaginar que era tão novinho. Tanto pelo aspecto, como pela maturidade vocal e artística. Mas a verdade é que chegou, conquistou todos e conseguiu chegar até à final, numa jornada muito bonita e coerente, e onde ficou evidente que o futuro está em boas mãos, pelo menos no que diz respeito à música neste país. 



2. Lucas Pina - Equipa Calema 

Mais um finalista dos bons, com uma voz muito peculiar, um timbre impactante e um gosto musical fora da caixa. Fez uma Prova Cega em francês e brilhou sem margens para dúvidas, ao ponto de virar as quatro cadeiras, no que era só o começo rumo à grande final deste verdadeiro animal de palco. 



3. Jéssica Xaveiro - Equipa Sónia 

A Jéssica é uma verdadeira mulher da margem sul que entrou a matar com uma música pouco vista neste tipo de programa, que é difícil, mas que lhe permitiu brilhar e prendeu toda a minha atenção desde o primeiro minuto. Depois de virar as quatro cadeiras, o seu talento levou-a até às galas e gostaria de a ter visto mais, mas o público não quis. 



4. Joaquim Ferreira - Equipa Fernando

Este concorrente é um caso sério. Com uma voz incrível, acompanhou-se ao piano, e foi virando cadeira atrás de cadeira até ter as quatro à sua frente. Ainda teve a oportunidade de cantar um original e revelar que é mais do que um intérprete. Não me deixou dúvidas de que faria parte desta lista, mas conquistou-me completamente no Tira-Teimas. O que é certo é que seguiu até às galas e foi por uma unha negra que não foi até à Semifinal. 



5. Pedro Morais - Equipa Sónia 

Mais um menino muito novo e cheio de talento. Com 19 anos e uma escolha musical muito interessante, só conquistou a mentora Sónia Tavares, embora tenha ficado com a impressão de que os restantes ficaram rendidos nas actuações que se seguiram. Ficou pelos Tira-Teimas, mas a concorrência era forte e acredito que a idade tenha pesado na escolha. Afinal, o Pedro tem muito tempo pela frente para crescer e ainda mostrar o que vale. 



6. Pedro Ferreira - Equipa Sara

Um concorrente inacreditável que prometia tanto e que nem acredito que a Sara deixou escapar e cair logo nas Batalhas. E nem porque tenha perdido para o seu par, mas porque, com as novas regras, quando chegou à sua Batalha já não existiam vagas na equipa da sua mentora. Um senhor fadista que me parecia ter muito mais para dar. 



7. Filipe Pereira - Equipa Sónia/Calema

Passaram cinco anos e o Filipe decidiu regressar ao The Voice e que bela prestação entregou. Veio muito mais maduro e mais confiante. Só não virou as quatro cadeiras porque a equipa do Fernando já estava fechada. Desta vez, começou na equipa da Sónia que o levou até aos Tira-Teimas, mas chegou às galas pelas mãos dos Calema e fez uma excelente participação. 



Quanto ao vencedor, nem tenho palavras que façam justiça ao seu percurso extraordinário, nem tão pouco ao seu imenso talento. Gostei de outros concorrentes também, mas acho que a sua vitória foi mais que justa e reconheceu um artista único e pouco convencional, mesmo fora de portas. Rafael Alves leva assim a primeira vitória para a sua mentora, Sónia Tavares, que me parece fazer um trabalho muito interessante com os seus concorrentes e que agora deu frutos. Como vem sendo hábito, algumas novidades foram introduzidas ao formato, logo nas Provas Cegas e já não se limitam aos simples bloqueios individuais. Agora é possível utilizar um mega bloqueio que faz com que o concorrente só possa ficar com o mentor que o utilizar, além do anterior bloqueio de um mentor específico. Além disso, os mentores podem dar uma segunda oportunidade e carregar no botão mesmo depois do final da actuação e das cadeiras virarem. Pessoalmente, não gosto muito deste sistema, pois considero que desvirtua um pouco o essencial das Provas Cegas, mas vamos ver se veio para ficar ou não. 


Rafael Alves e sua mentora Sónia Tavares comemorando juntos após a vitória na final do The Voice Portugal, temporada 13.

Portanto, podemos concluir que a temporada 13 do The Voice Portugal trouxe uma variedade de performances incríveis nas Provas Cegas, ainda que a qualidade tenha estado muito equilibrado, com poucas prestações daquelas que logo se destacam de caras e revelam um nível muito acima do participante comum. Ao revisitar estes momentos especiais, fica claro o quanto o The Voice Portugal continua a ser uma plataforma essencial para revelar novos talentos e emocionar o público com performances autênticas e cheias de paixão. Cada Prova Cega foi uma oportunidade de mostrar o melhor de cada artista e o meu Top 7 exemplifica justamente isso: performances que vão ficar na memória pela sua força, técnica e sentimento. Com toda a certeza, estes momentos ficarão na história do programa e na memória de todos que acompanharam, Domingo após Domingo. 


Agora, quero saber o que tens a dizer sobre esta última edição do programa? Acompanhaste o The Voice Portugal? Qual o teu concorrente favorito? Deixei de fora alguma Prova Cega que tenhas gostado? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 


Vê também o meu Top 7 das edições anteriores: 


Season 2

Season 3 

Season 4 

Season 5

Season 6

Season 7

Season 8

Season 9

Season 10

Season 11

Season 12 

Kids Season 2

Kids Season 3

Kids Season 4 

Kids Season 5 

Kids Season 6 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

#Livros - Os Perigos do Imperador, de Ruy Castro

 

Ilustração do perfil de D. Pedro II em tons de vermelho e branco, presente na capa do livro "Os Perigos do Imperador", publicado pela Tinta da China.

Sinopse

No ano de 1876, D. Pedro II, imperador do Brasil, embarcou num vapor rumo aos Estados Unidos da América para as comemorações do Centenário da Independência. A viagem de cortesia, relatada de perto pelo jornalista americano James O'Kelly desde que partem do Rio de Janeiro, tinha tudo para ser um amigável passeio cultural, enfeitado de belas parangonas. Nos bastidores, porém, planeava-se um tiro certeiro para alvejar o monarca durante uma apresentação do icónico circo Barnum & Bailey, abrindo finalmente caminho para a proclamação da República. 

Em Os Perigos do Imperador, Ruy Castro está de volta à ficção, mas sem perder de vista a experiência de grande biógrafo - a trama sucede-se, empolgante, a par da reconstituição habilidosa da atmosfera dos EUA e do Brasil do século XIX, com algumas das maiores personagens e dos maiores feitos da época, deixando o leitor entre os factos e a imaginação. 


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Opinião 

Depois de ter lido algumas biografias extraordinárias escritas por Ruy Castro, cheguei agora à leitura da sua ficção, ainda que nela se possa perceber a sua vasta experiência em biografar e a sua sensibilidade para oferecer uma narrativa envolvente e bem fundamentada. Em Os Perigos do Imperador, o autor mergulha num episódio específico da trajetória complexa de D. Pedro II, o último imperador do Brasil. A obra contextualiza bem o período do século XIX, marcado por transformações políticas, sociais e económicas que influenciaram a figura imperial, além de refletir sobre as tensões entre modernização, tradição e interesses políticos que permeavam a sua liderança, num continente onde estava cercado por repúblicas. O livro vem oferecer uma maior consciência sobre os perigos e dilemas enfrentados por esta figura, num momento de intensas transformações, onde fica evidente a importância de compreender este capítulo da História brasileira num contexto mais amplo e que nós, portugueses, sabemos muito pouco.


O livro oferece um vislumbre de D. Pedro II, quando decide participar nas comemorações do centenário da Independência dos Estados Unidos e aproveitar para conhecer o país e algumas figuras famosas da época, tanto da ciência quanto das artes. Com uma narrativa envolvente, onde o narrador participa pouco e o grosso dos registos pertence, maioritariamente, aos diários pessoais do imperador, às cartas que enviou e às reportagens americanas que acompanharam esta viagem desde o Rio de Janeiro. Apesar de estarmos perante um livro de ficção, o autor não deixou de dedicar-se a uma pesquisa rigorosa, sustentada por inúmeros registos históricos, que conosco partilha nestas páginas nem de apresentar o seu estilo característico, com uma prosa acessível, repleta de detalhes que captam a atenção do leitor do início ao fim. 


Podes ler também a minha opinião sobre O Anjo Pornográfico 


A obra destaca as tensões entre as forças monárquicas e republicanas e os dilemas enfrentados pelo imperador diante das pressões internas e até externas. O autor oferece uma narrativa empolgante que revela os perigos e as responsabilidade do poder, bem como as nuances da personalidade de D. Pedro II, que era capaz de permitir a liberdade de imprensa, repleta de ataques pessoais, e que foi o único monarca a marcar presença na nova república americana, revelando o seu prestígio internacional e a sua erudição nas mais diversas áreas do conhecimento e sem esquecer o seu gosto pelo progresso tecnológico. Ressalvo ainda a capacidade do autor para transmitir a complexidade destas figuras históricas e dos conflitos do período de forma clara e estimulante. 


"Olho ao meu redor e vejo consumar-se aquilo que nem a gilhotina conseguiu - o fim da aristocracia." 


O principal personagem é, claro, o imperador D. Pedro II, figura central na narrativa e que se revela nos seus diários pessoais, ainda que não deixem de ter sido escritos com a convicção de que seriam lidos no futuro. As reportagens, ainda que escritas enquanto propaganda jornalística e com a intenção de vender jornais, também permitem uma imagem mais distanciada deste estadista. Afinal, fora do seu país, era respeitado e admirado, apesar de pertencer a uma corrente em declínio como eram as monarquias. As cartas dos conspiradores do atentado também permitem entender melhor o movimento republicano no Brasil e o quanto estavam dispostos a tudo para alcançar essa alteração no país, que se veio a concretizar alguns anos depois. Uma das particularidades é a forma como o autor retrata aspectos mais íntimos e complexos do imperador, o que permite ao leitor compreender as nuances duma figura histórica muitas vezes cercada de mitos e simplificações. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Chega de Saudade 


Ao ler Os Perigos do Imperador fiquei profundamente impressionada com a riqueza de detalhes, com a permissa inesperada e a narrativa instigante que o autor conseguiu criar e que me deixam com muita vontade de ler mais sobre esta figura. A forma como Ruy Castro retrata a complexidade do personagem e o contexto histórico faz com que o leitor se sinta parte daquele universo, parte integrante daquela viagem no continente americano. Foi uma leitura informativa e, acima de tudo, estimulante, que provocou emoções e questões que permanecem após o seu término e que recomendo a todos os interessados em História, política e biografias de figuras marcantes do Brasil, bem como a quem deseja compreender os bastidores do poder e as complexidades das conspirações republicanas da época. Diria que o seu único defeito é saber a pouco. 


"Um mês depois de minha chegada aos Estados Unidos, começo a compreender por que este país está destinado a dirigir os destinos do mundo. Não sei se isso será bom ou mau, e não creio que seja bom, mas assim será. É a pátria da iniciativa. Todos parecem ter uma ideia para botar em prática e vê-la prosperar." 


Os Perigos do Imperador destaca-se pela profundidade na análise histórica, combinada com uma escrita acessível e uma construção envolvente. A minha avaliação geral é bastante positiva, pois o livro consegue equilibrar rigor académico com uma narrativa fluida, tornando-se impossível de largar. Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já leste Os Perigos do Imperador? Conhecias o trabalho de ficção de Ruy Castro? O que achaste mais impactante na narrativa? Conta-me tudo nos comentários! 


Encomenda o teu exemplar através dos links abaixo, sem custos adicionais para ti, e contribui para as próximas leituras deste blog 


Wook | Bertrand 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

#Viagens - Cool Guest House

 

Jovem de costas usando chapéu, de cabeça para fora do carro, durante uma viagem em Elvas, na frente da Cool Guest House.

Elvas é uma cidade encantadora no coração do Alentejo, reconhecida pela sua impressionante arquitectura militar e pelo seu rico património histórico. Situada próxima à fronteira com Espanha, a cidade destaca-se pelas suas muralhas bem preservadas, consideradas Património Mundial pela UNESCO, e pelo seu centro antigo cheio de charme, com praças acolhedoras, igrejas históricas e edifícios tradicionais. Este foi um dos meus destinos nas férias do ano passado, na primeira viagem que fiz sozinha, e que me conquistou por se encontrar perto de Vila Viçosa e oferecer alojamento a preços mais acessíveis, e porque oferece uma combinação única de História, cultura e tranquilidade. Assim, torna-se um destino ideal para quem procura explorar o nosso património, apreciar a gastronomia local e desfrutar duma atmosfera autêntica do interior de Portugal. 


Buy Me A Coffee

Depois do meu passeio por Vila Viçosa, rumei a Elvas para fazer o check-in na Cool Guest House, onde fui recebida de forma calorosa e acolhedora pela recepcionista, o que imediatamente criou uma sensação de conforto e confiança. O seu contacto anterior à minha chegada forneceu dicas sobre onde estacionar, dado que o alojamento se encontra numa rua sem trânsito automóvel. A entrada apresenta uma fachada charmosa e bem cuidada, o que reflete o cuidado e a atenção aos detalhes. O procedimento de check-in foi tranquilo e eficiente, com explicações claras sobre as instalações e dicas locais para aproveitar melhor a estadia. A atmosfera amigável e a organização do espaço fizeram com que a minha chegada fosse agradável e sem stress, preparando-me para uma experiência agradável desde o primeiro momento. 


Foto da entrada acolhedora da Cool Guest House em Elvas, destacando a porta de madeira com detalhes modernos, e uma imagem da recepção com balcão elegante, iluminação convidativa e decoração confortável.

A decoração do espaço combina elementos modernos com toques tradicionais, refletindo a História e a cultura da cidade. Também o quarto se destacou pelo seu ambiente acolhedor e bem decorado, proporcionando uma atmosfera confortável e relaxante. Com uma cama de tamanho individual, roupa de cama macia e de cores neutras, o espaço transmite tranquilidade. A iluminação suave complementa a decoração moderna e o quarto estava ainda equipado com uma televisão com canais por cabo e acesso WI-FI gratuito, garantindo a conveniência e entretenimento durante a estadia. A combinação de conforto, limpeza e bom gosto tornou o ambiente ideal para descansar após um dia de exploração por Vila Viçosa. As comodidades disponíveis, como a cama confortável e o ar condicionado, proporcionam uma experiência prática e agradável, fazendo com que os hóspedes se sintam em casa e desejem voltar. 


Podes ver também o Roteiro de Viagem entre Vila Viçosa e Elvas 


A limpeza e a organização na Cool Guest House foram excelentes, contribuindo para uma experiência confortável e agradável. O ambiente estava sempre impecável, com quartos e áreas comuns bem cuidados e livres de qualquer sujidade. A disposição dos espaços era funcional e acolhedora, o que facilita o acesso a todos os ambientes, aproveita bem o espaço disponível e promove uma sensação de bem-estar. Além disso, a atenção aos detalhes na manutenção do espaço demonstrou o compromisso da equipa em proporcionar uma estadia de qualidade aos hóspedes. No que diz respeito às áreas comuns, temos a sala de estar e jantar que é espaçosa e bem decorada, com dois espaços diferentes no primeiro piso, e que convidam ao convívio e ao relaxamento após uma dia de exploração. A cozinha, moderna e equipada com frigorifico e micro-ondas, oferece todos os utensílios necessários para preparar algo rápido e simples. Por fim, importa referir a máquina de café, que pode ser utilizada gratuitamente, e que permite começar ou terminar o dia com café ou chá sem ter de sair e procurar na rua. 


Fotos da cozinha moderna e bem equipada, e da confortável sala de estar da Cool Guest House em Elvas, mostrando um ambiente acolhedor e bem decorado para uma estadia agradável.

Como já referi, durante a minha estadia, recebi várias dicas e recomendações valiosas por parte da recepcionista que me recebeu, e que tornou a minha experiência ainda mais enriquecedora. A principal está relacionada com a gastronomia local e com as recomendações de pequenos restaurantes tradicionais e acessíveis onde pude experimentar os pratos da cozinha regional que refletem a cultura da região, bem como locais que entregam refeições no alojamento, o que foi muito útil na primeira noite. Importa não esquecer a localização privilegiada deste alojamento, que é outra das suas grandes vantagens, pois permite fácil acesso a diversos pontos de interesse da cidade e vivenciar o modo de vida dentro das muralhas, na zona mais antiga de Elvas. 


Podes ler ainda sobre o Paço Ducal de Vila Viçosa 


Durante a minha estadia em Elvas, consegui passar o tempo todo sem pegar no carro para nada. Cheguei, estacionei e só voltei a pegar nele na hora de ir embora. Deste modo, sempre a pé, consegui explorar a Fortificação de Elvas, que oferece uma vista panorâmica da cidade, o Castelo de Elvas e inúmeras igrejas antigas, só para dar alguns exemplos sobre os meus passeios. Também existem inúmeros restaurantes, cafés e lojas de conveniência, sem esquecer as esplanadas incríveis onde apetece ficar confortavelmente a ver a vida a passar. Impressionou-me bastante, porque nunca tinha visto, a forma como as ruas são refrescadas durante o dia, nos picos do calor, com jatos de água que são lançados sobre nós. Não é uma cidade plana, por isso, conta com muitas subidas e descidas, mas vale bem a pena o esforço porque cada recanto está repleto de História e beleza. 


Foto do quarto e da casa de banho na Cool Guest House em Elvas, mostrando um ambiente acolhedor com decoração moderna

Em suma, a minha avaliação geral desta experiência na Cool Guest House, em Elvas, é extremamente positiva e recomendo muito que consideres este alojamento se estás a pensar ir para este destino. Desde a recepção calorosa até às instalações confortáveis e bem cuidadas, tudo contribuiu para uma estadia agradável e relaxante. A combinação dum ambiente acolhedor, uma decoração charmosa e uma localização conveniente fez com que me sentisse em casa durante toda a minha permanência. Sem dúvida que recomendo este alojamento para quem procura uma experiência confortável e acessível na cidade de Elvas e, se lá voltar, irei considerar seriamente este espaço. Se quiseres avançar com a tua reserva e aproveitar o acesso fácil às principais atrações históricas da cidade, deves fazê-lo com antecedência, especialmente durante os períodos de alta procura, para garantir a disponibilidade e as melhores tarifas. 


Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já conhecias a Cool Guest House? Conheces Elvas? Ficaste com alguma dúvida sobre a minha experiência neste alojamento? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

#Livros - A História do Rei Artur e dos seus Cavaleiros, de Howard Pyle

 

Detalhe do Retábulo de Ghent, exibindo uma parte intricada de sua cena central, com figuras humanas em trajes medievais e elementos decorativos ricos em cores vibrantes, refletindo a arte e a tradição do século XV.

Sinopse

A versão de Howard Pyle da lenda do Rei Artur e da Távola Redonda foi originalmente publicada em 1903. Fascinou os leitores de inúmeras gerações desde então, graças às maravilhosas ilustrações e à imaginação com que são narradas as mais famosas aventuras de cavalaria, magia e drama da Alta Idade Média nas Ilhas Britânicas. Desde o momento em que Artur arranca da bigorna a espada Excalibur, garantindo o seu direito ao trono, passando pela história do seu casamento com Guinevere, pela traição da irmã Morgana Le Fay e pelo extraordinário e trágico destino de Merlim, as aventuras do Rei Artur e dos seus cavaleiros ganham inusitada vida nas narrativas de Pyle. 


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Opinião 

Regresso com mais uma leitura dum livro comprado na Feira do Livro de Lisboa do ano passado e que não estava nos planos da visita. O eleito é A História do Rei Artur e dos seus Cavaleiros, de Howard Pyle, com uma grande importância na revitalização das lendas arturianas no início do século XX e uma enorme relevância na literatura de fantasia e aventura, sem esquecer as suas ilustrações que muito contribuíram para popularizar estas histórias e estes personagens. Para começar, pode-se dizer que é uma introdução bem acessível às histórias de cavalaria que influenciou gerações posteriores de autores de fantasia e que consolidou o imaginário medieval como uma fonte inesgotável de inspiração para a literatura de cavalaria e fantasia. 


Howard Pyle é uma estreia na minha vida como leitora e posso já assegurar que foi bem agradável descobrir o seu trabalho. Estamos perante um famoso escritor e ilustrador, nascido em 1853, nos Estados Unidos. É conhecido pelo seu talento para criar histórias repletas de aventura, magia e heroísmo e é considerado um dos principais responsáveis por revitalizar as histórias medievais e arturianas na literatura americana, tendo influenciado muitas das versões cinematográficas destas figuras que conhecemos. Este livro foi publicado em 1903, num período marcado pelo interesse crescente pela literatura de fantasia, pela mitologia e pelas histórias medievais na cultura ocidental. O contexto literário deste período também foi influenciado pelo movimento do Nacionalismo e do interesse pela cultura popular, o que favoreceu a divulgação de histórias de cavalaria e mitos tradicionais. 


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É inegável a relevância da história do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda na cultura popular, consolidando-se como um símbolo universal de coragem, honra e nobreza. Ao longo dos séculos, estas lendas foram reinterpretadas em diferentes meios, incluindo a literatura, o teatro, o cinema e a televisão, influenciando inúmeras obras e gerando uma rica tradição de narrativas sobre a busca pelo ideal de justiça e bravura. A figura do Rei Artur, junto com personagens como Merlin, Guinevere e os cavaleiros, transcende épocas e culturas, tornando-se um ícone que representa a esperança dum reino justo e a eterna luta pelo bem. Este perpetuação demonstra bem a força destas histórias e garante a sua relevância na cultura popular até aos dias de hoje. O livro de Pyle apresenta uma narrativa épica que retrata as aventuras, valores e dilemas do lendário rei Artur e dos seus fiéis cavaleiros. A obra inicia com o jovem Artur, a sua ascensão ao trono e os desafios enfrentados para consolidar o seu reinado. 


"Entretanto, Sir Myles acabou por falecer devido aos ferimentos que tinha, pois acontece frequentemente uns serem atingidos pelo infortúnio e pela morte, enquanto outros riem e cantam de esperança e alegria, como se as coisas tristes como a dor e a morte nunca pudessem existir no mundo em que vivem." 


Pyle reconstrói o universo da lenda arturiana com um tom de aventura e moralidade, enfatizando a importância de virtudes como a coragem, a justiça e a fidelidade, enquanto entrelaça elementos mágicos e históricos que enriquecem a narrativa e consolidam o legado do rei e dos seus cavaleiros como símbolos de nobreza e virtude. Na trama em apreço, destaco, como momentos marcantes, o nascimento do rei Artur, envolto em mistério e magia e que marca o início duma era de esperança e de justiça, e a formação da Távola Redonda, que simboliza a igualdade e a camaradagem entre os cavaleiros, enquanto as suas aventuras, batalhas e provas de coragem exemplificam os valores da honra, da lealdade e da bravura. Na narrativa, a aventura é evidenciada nas jornadas épicas dos cavaleiros em busca de honra, coragem e desafios que testam os seus limites, enquanto a magia aparece através de elementos místicos que reforçam a ideia dum mundo onde o fantástico e o real coexistem. 


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O Rei Artur é aqui retratado como um líder exemplar, cuja autoridade é baseada na justiça, na sabedoria e na virtude. A sua legitimidade é conquistada não só por nascimento, mas também pelo seu carácter íntegro e pela capacidade de tomar decisões justas em momentos de crise. Artur é símbolo de coragem e equidade, sempre procurando o bem comum e demonstrando qualidade dum rei ideal, como humildade, bravura e compaixão. A sua liderança inspira lealdade e respeito entre os seus cavaleiros, consolidando o seu papel de rei justo e virtuoso, cuja conduta serve de exemplo para todos que fazem parte da sua corte e do seu reino. Mas além do icónico protagonista, o autor apresenta uma rica paleta de personagens que ilustram diferentes aspectos do espírito cavalheiresco. Entre os principais, destacam-se Sir Gawaine e Sir Pellias, conhecidos pela sua lealdade, coragem e sentido de justiça, que simbolizam a perfeição do cavaleiro ideal. Claro que também não podemos esquecer os vilões, como Morgana e Vivian, que representam a ameaça constante à paz e à harmonia do reino e que simbolizam o mal e a traição que desafiam a justiça do rei Artur. 


"Senhor, porque tendes tanta pressa? Havereis de saber que quando os lugares da Távola Redonda estiverem todos preenchidos, a vossa glória terá atingido o zénite e, a partir desse dia, começará a declinar." 


São temas fundamentais, que permeiam toda a narrativa, o cavalheirismo, a honra, a bravura e a lealdade. Estas virtudes são apresentadas como os pilares do carácter dos cavaleiros da Távola Redonda, refletindo ideais elevados de coragem, integridade e dedicação ao bem comum. A obra enfatiza a importância da coragem, da justiça, da lealdade e do dever, mostrando que os cavaleiros devem agir com honra e integridade nas suas missões e aventuras. Também a magia e o destino desempenham papéis fundamentais na construção da trama e na formação dos personagens. No que diz respeito ao estilo de escrita de Howard Pyle, ele é envolvente, com uma narrativa rica em detalhes descritivos que nos transportam para o mundo medieval de Camelot. O seu uso de linguagem evocativa e imagens fortes contribui para criar uma atmosfera de aventura e heroísmo, ao mesmo tempo que humaniza os seus personagens, revelando as suas emoções e dilemas. Pyle também demonstra uma habilidade notável para combinar elementos tradicionais do folclore com uma abordagem narrativa acessível, que tornaram as histórias do Rei Artur emocionantes, memoráveis e inspiradoras. 


Nesta leitura, o que mais chamou a minha atenção foi a maneira envolvente como o autor recria o universo da lenda arturiana, trazendo à tona personagens marcantes e a própria figura do rei Artur. A narrativa combina elementos de aventura, magia e honra, o que cria uma atmosfera mágica que nos prende do início ao fim. Assim, A História do Rei Artur e dos seus Cavaleiros é excelente para jovens leitores que se vão divertir com estas aventuras, mas também para adultos que são interessados pelas lendas e histórias de cavalaria e que se vão deliciar com as origens de Artur, a sua ascensão ao trono através da espada na pedra e os valores de coragem, lealdade e justiça que norteiam os seus cavaleiros. Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já leste esta obra de Howard Pyle? Qual a tua personagem favorita? Quais valores consideras mais importantes na formação dum verdadeiro cavaleiro? Conta-me tudo nos comentários! 


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Wook | Bertrand 

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