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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Desafio de Cinema (43-52) - Nacional



Cá estamos para mais uma edição do Desafio de Cinema, com um tema que muito me apraz: Cinema Nacional ou Cinema Português. Infelizmente, não temos uma Indústria Cinematográfica em Portugal e, mesmo assim, faz-se muita coisa com qualidade. No entanto, usa-se muito a desculpa de que não existe dinheiro ou público e muitos são os que desistem dos seus projectos. 

E foi por isso mesmo que decidi escolher um filme que ainda não vi, que quero muito ver, e que não teve qualquer apoio do Estado, qualquer subsídio. Foi fruto da obstinação de algumas pessoas e do trabalho de actores de talento, sem quantias milionárias pelo meio, com o mínimo de recursos e no mais curto espaço de tempo possível. 

Para os mais distraídos que ainda não perceberam qual o filme da semana, irei sugerir-te o mais recente filme realizado por Diogo Morgado, Malapata. É uma comédia, estilo pouco explorado em português, e que junta um elenco mesmo muito interessante e com personalidades inesperadas, como Luís de Matos e Ana Malhoa. 

Pela parte que me toca irei tratar de colmatar a minha falha e ver este filme o mais rápido possível, e tu? Já conhecias este filme? Qual a tua opinião? 


Sinopse
Malapata retrata a história de dois homens que vivem a experiência que quase todos nós em algum dia fantasiámos ter: ganhar a Lotaria. Uma comédia leve, em registo real e em torno de dois indivíduos que, de um dia para o outro, vêem as suas vidas dar a maior das voltas ao ficarem alegadamente milionários, e que, levados pelo entusiasmo, fazem as maiores e mais disparatadas excentricidades. Sorte... ou falta dela, a verdade é que tudo estará prestes a mudar para estes dois heróis. A partir do momento em que percebem que são vítimas de uma estranha e inexplicável Malapata. 

Os mais bizarros e infortúnios azares quase lhes acaba por custar a vida. Que Malapata é esta? Por que é que isto lhes está a acontecer? Carlos e Artur vão perceber que isso será talvez o início do fim. Pelo caminho percebem também que as melhores coisas da vida não se compram. 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Passatempo Halloween - Cookie TinyBite



Existirá melhor timing para lançar um passatempo comemorativo de Halloween do que uma mítica Sexta-feira 13?? Pois, foi o que eu pensei. Aliás, eu e a querida Teresa da Cookie TinyBite, que quis muito presentear-te com um dos produtos especiais que está a lançar nesta quadra assustadora que é o Halloween. 

Como os mais atentos se lembram, a primeira vez que falei nesta parceria foi no 5.º Aniversário do blog, e tem sido um gosto imenso trabalhar com esta loja que tem sempre os produtos mais giros, com umas bonecas muito interessantes, pois são fofas sem se tornar infantil ou demasiado girly, coisa que a mim muito me agrada. Inclusivamente, esta menina, gentilmente, me enviou uma linda garrafa que conto, muito em breve, partilhar contigo de tão linda que ficou. 

Passando ao que interessa, ou seja, ao prémios que podes ganhar. Como já referi, terá uma boneca especial comemorativa (e assustadora) desta época de Halloween, estampada numa Sweat, aliás, em DUAS Sweats. Ah pois, trata-se de um modelo para adulto e outro para criança, o que significa que são dois prémios para um vencedor e que aposto já te estás a questionar como podes ganhar, certo? 


Portanto, para te habilitares só precisas de: 



Algumas regras: 
  • Só é permitida uma participação por pessoa. 
  • Passatempo válido para Portugal Continental e Ilhas. 
  • O nome do vencedor será anunciado aqui e será contactado por e-mail, ao qual terá de responder nas próximas 48 horas. Se o prémio não for reclamado nesse prazo, será realizado novo sorteio. 
  • Termina em 25 de Outubro. 
Boa sorte, com doces ou travessuras!! 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O amor não escolhe idades



Ai, o amor, o amor! Haverá tema mais explorado e com tanto ainda por dizer? Quer-me parecer que poderia escrever 365 posts consecutivos, sem me repetir, e muita coisa ficaria por explorar, com toda a certeza. Por amor, o ser humano é capaz do melhor e do pior. Este mecanismo misterioso que nos faz apaixonar por uma pessoa em detrimento de outra é algo fascinante e, a meu ver, impossível de explicar de uma forma que se aplique a tudo e a todos. 

Eu que sou pessoa que gosta de polémicas, como podes comprovar aqui, só para dar um pequeno exemplo, dei por mim a pensar no tanto que incomoda o mundo quando um casal tem uma diferença de idades superior ao que a sociedade determina. Como se existisse um padrão de sucesso, que nos levasse a afirmar que devido ao teu namorado ou namorada ter mais 20 anos do que tu fosse impossível que fossem felizes. 

A minha irritação com este tipo de preconceito nem se prende com a possibilidade destas pessoas terem ou não razão no que dizem, mas por se acharem no direito de dizer aos outros o que fazer das suas vidas e a quem devem ou não entregar o seu coração. Eu própria, não sou melhor do que ninguém, e tenho opiniões sobre a probabilidade de sucesso das relações que conheço. Nalgumas acredito, noutras nem tanto e pelos mais infindáveis motivos, onde a idade é das últimas coisas a ter em linha de conta. A diferença é que não me ponho a "vender" a minha verdade aos envolvidos, como se fosse a pessoa mais indicada para decidir por eles. 

Além disso, vamos lá pensar em conjunto, quantos casais, com a mesma idade ou na mesma faixa etária, namoram, casam, têm filhos, compram casa e cumprem todos os supostos requisitos da sociedade para passar toda uma vida juntos, terminam com um divórcio ao fim de uns quantos anos de aparente felicidade? Apesar de ninguém começar uma relação a pensar no seu final, a verdade é que todos sabemos que existe uma forte possibilidade de que esse dia venha a chegar. Especialmente, quando perdemos alguns dos factores sociais e económicos que levavam a que muitos casamentos durassem até à cova, mesmo quando os seus intervenientes já não se sentiam felizes na relação. 

Nos nossos dias, ainda existe, mas serão cada vez menos os casos e todos almejamos viver felizes com a pessoa que escolhemos ter ao nosso lado. Portanto, quando alguém se apaixona por uma pessoa mais velha, também é possível que não seja para sempre, mas valerá sempre a pena viver esse amor enquanto for bom para ambos. Porque, no final, é o que vivemos de espectacular que nos fará sorrir e sentir que vivemos plenamente e não nos limitamos a existir. 

Outra questão importante, quando analisamos este tema das idades, é a recorrente diferença com que avaliamos a situação mediante o género da pessoa mais velha. Se for um senhor de meia-idade (ou mais) que se passeia com uma menina de 20, o fulano é o maior e anda a gozar a vida. Ao passo que se estivermos a falar de uma senhora de 40 ou 50 que namora com um gato de 20, cai o Carmo e a Trindade! A velha não tem vergonha da figura que anda a fazer, anda a tentar parecer uma jovenzinha sem noção das responsabilidades. O único factor comum desta equação é a de que os jovens envolvidos têm sempre uma motivação material para se envolverem com alguém mais velho. 

Como se não fosse possível alguém mais novo conhecer alguém tão interessante, por tudo o que a experiência de vida já lhe deu, tão estimulante e fascinante e se apaixonar, ainda que a pessoa esteja uns quantos degraus à frente nesta coisa da idade. Não sou uma inocente, não penses. Sei que existem pessoas que o fazem por mero interesse, seja por dinheiro ou por projecção mediática ou outro qualquer factor externo ao amor. No entanto, não acredito, de forma alguma, que seja uma regra a aplicar a todos os casos. 

O que achas deste assunto? Acreditas em relações onde existe uma grande diferença de idades? Ou será que até já viveste alguma?? 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

#Livros - O Reino do Meio, de José Rodrigues dos Santos



Sinopse
A guerra rebenta em Espanha e o Japão invade a China. Uma relação extraconjugal nos Açores, o atentado contra Salazar e as intrigas palacianas em Tóquio aproximam o coronel Artur Teixeira do cônsul Satake Fukui na mais imprevisível e perigosa das cidades - a Berlim de Adolf Hitler. 
Lian-Hua, a chinesa dos olhos azuis, está prometida a um desconhecido quando vê os japoneses entrarem em Pequim e a sua vida se transforma num inferno. O mesmo espectáculo é observado pela russa Nadezhda Skuratova em Xangai, onde se apaixona por um português que a forçará a uma escolha impossível. 

A Berlim do blackout, dos boatos e das anedotas, do Hotel Adlon, das suásticas que brilham à noite e das lojas vazias com vitrinas cheias; a Pequim das mei po casamenteiras, dos chi pao de seda, dos cules e dos riquexós; a Tóquio do Hotel Imperial, dos golpes no Kantei, do zen e dos códigos de honra giri e ôn; e a Xangai da Concessão Internacional, dos portugueses do Clube Lusitano, dos néones, do Bund, das taxi-girls russas e dos bordéis. 

Senhor de uma prosa sem igual, José Rodrigues dos Santos está de regresso ao grande romance com a conclusão da história inesquecível das quatro vidas que o totalitarismo moldou. Lendo-se como um romance autónomo, O Reino do Meio encerra em grande estilo a polémica Trilogia do Lótus, uma das mais ambiciosas e controversas obras da literatura portuguesa contemporânea. 

Opinião
Depois de me ter roído de curiosidade, enquanto ansiava pelo lançamento deste livro, lá chegou o grande dia em que o recebi e me agarrei a ele com sofreguidão. Foi mais um fim de semana de leitura compulsiva, com paragens apenas porque o cansaço, por vezes, fala mais alto e é preciso descansar um pouco para voltar a perder-me na história e nas personagens. 

Como sempre, senti-me a viver a História de um novo ponto de vista mais pessoal e a conhecer algumas das personalidades que povoam o nosso imaginário. Sem esquecer os nossos quatro protagonistas ficcionais, que nos levam gentilmente por esses caminhos e pelas encruzilhadas das próprias vidas. 

Dado que tenho um interesse muito particular por tudo o que envolve a II Guerra Mundial, foi muito entusiasmante perceber um pouco melhor a forma como Adolf Hitler era visto pelas pessoas na Alemanha e no mundo. Mais, entender a forma estratégica como Salazar lidou com a chegada desta guerra e nos colocou firmemente de parte, negociando a nossa neutralidade criando moedas de troca para ambos os lados da contenda. 

Em Xangai, somos confrontados com os nossos descendentes de Macau, muitos sem nunca ter pisado solo português, mas que mantêm no coração um amor por uma pátria desconhecida e misteriosa que lhes dá muito pouco valor. Os mais jovens já não conhecem a nossa língua, mas cultivam essa admiração por uma herança passada de boca em boca, mais imaginada que lembrada. 

Sem querer criar spoilers, que já sabes que não gosto disso, tenho de manifestar a minha indignação pelo final do livro. A forma como termina, sem que chegue efectivamente ao fim, sem sabermos o que sucede depois com cada personagem. Sabemos o seu destino, mas não o que aconteceu. É frustrante para quem acredita que esta história termina com este livro. 

Não é o meu caso, devo dizer. Para te explicar melhor a minha teoria conto-te que estes três livros são narrados por um personagem, sobre o qual sabemos muito pouco, que se encontra muito doente, em fase terminal, e que decide, antes que a morte o leve, escrever a história de vida de quatro amigos que foram para si muito importantes e especiais. 

Quando o relato deste narrador termina, a II Guerra Mundial tinha acabado de estourar e, como deves imaginar, os protagonistas certamente viveram muitas outras coisas daí em diante. Até porque, neste relato, não nos é explicada a relação do próprio com eles, não se cruzaram ainda. Portanto, quer-me parecer que ainda iremos conhecer mais aventuras do Lótus ou outro nome qualquer que o autor decida colocar nos próximos livros. Certamente, serão relatados por um qualquer familiar do primeiro narrador que, ao encontrar os manuscritos e o material que este ainda possuí, decide continuar a contar os sucedidos. 

O que achas da minha teoria? Lê os livros, rende-te à Trilogia do Lótus, e depois conta-me se achas mesmo que não tenho razão!  

"O português do continente ou das ilhas, transplantado para o ultramar, o Brasil, os Estados Unidos, as ilhas Havai ou a Venezuela, é outro passado curto espaço. Mantendo as qualidades do berço, a sentimentalidade lusitana, o amor da terra, as saudades da pátria, esse português apresenta-se não através das gerações, mas ele próprio, com outro espírito de iniciativa e decisão, maior grau de sociabilidade, outro afã no trabalho, maior largueza de pensamento e, mesmo quando não é mais culto, decididamente outro homem."

"Porque sei que é [o país mais bonito do mundo]. Porque o meu coração me diz que é. Porque quando olho para a minha bandeira ela me diz quem eu sou. Porque quando vejo um português de Xangai ou um macaense ou um timorense ou um goês ou qualquer outro descendente de portugueses na Ásia, como em Malaca, nas Flores ou nas Molucas, sei que todos partilhamos esta coisa maravilhosa que é ser português. Não lhe sei explicar, menina, além de dizer que, apesar de serem raros os portugueses de Xangai ou de qualquer outra parte da Ásia que alguma vez visitaram a Metrópole, todos guardam dentro de si a nostalgia da pátria amada. Talvez o que sinto seja uma miragem e este grande Portugal que nós aqui na Ásia idealizamos nem sequer exista. Se calhar não passa mesmo de uma fantasia romântica de euroasiáticos sonhadores, não digo que não, até porque o nosso país praticamente ignora-nos, o que muito nos custa e temos até uma certa dificuldade em compreender. Mas gostamos de imaginar que, apesar de nos ter esquecido, Portugal é o nosso pai. Somos portugueses e isso basta-nos para estarmos de bem connosco e com o mundo. Tenho estes olhos de asiático, é certo, mas aqui no peito bate um coração lusitano." 

Podes encomendar o teu exemplar aqui, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

Outros livros de José Rodrigues dos Santos com opinião publicada: 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Desafio de Cinema (42/52) - Director Favorito



Estamos em contagem decrescente para o fim deste Desafio e, mesmo sem ter acabado, já ando a morrer de saudades antecipadas. É o mal das coisas boas e que nos dão prazer. Chegam ao fim e ficamos a recordar os bons momentos passados e a lamentar o seu término. Bem, mas o final ainda não chegou e ainda temos muitos filmes para partilhar, sugerir e divagar. 

O tema desta semana era escolher um filme do meu Director/Realizador favorito. O que me levou à questão de qual seria o meu realizador favorito. Depois de analisar com algum cuidado e ponderação, acabei por ter de eleger o alucinado Tim Burton. Precisamente, por ser um realizador diferente de tudo o que existe e fazer filmes únicos e sem comparação. 

Depois do realizador estar eleito, escolher o filme que te iria sugerir revelou-se tarefa mais complicada, porque são tantos e tão bons que a pessoa até fica perdida sem saber o que fazer e com vontade de partilhar todos. Só que não pode ser assim, embora possas e devas ir espreitar o resto da lista porque vale bem a pena. 

Para hoje, elegi o primeiro filme de Tim Burton que me recordo de assistir. E recordo-me com clareza porque a reacção foi intensa pois nunca tinha visto nada tão fora da caixa, como agora está muito na moda dizer-se, e ao mesmo tempo tão engraçado e hilariante. Uma aventura que mistura, na mesma casa, fantasmas que não querem partir e pessoas tão loucas quanto eles. 

Trata-se de Beetlejuice - Os Fantasmas Divertem-se, um filme dos idos anos 80 que me introduziu neste universo alternativo e pouco convencional. Aliás, este realizador foge mesmo de tudo o que é convencional e do que está estabelecido. A cada filme traz algo de novo e é uma lufada de ar fresco que nos chega de Hollywood. 

O que achas da loucura de Tim Burton? Qual o teu filme favorito deste realizador? E lembravas-te deste filme? 


Sinopse
O que fará um casal fantasma yuppie quando a sua tranquila e acolhedora Nova Inglaterra é invadida por refinados nova-iorquinos? Contrata um "bio-exorcista" em part-time para assustar os intrusos. E todos levam pela medida grande!

O realizador Tim Burton junta-se a Michael Keaton em Beetlejuice - Os Fantasmas Divertem-se. O resultado? Uma comédia notável, onde dois mortos não querem ficar mortos e alguns vivos os querem no mundo dos mortos. 

Alec Baldwin, Geena Davis, Winona Ryder e Sylvia Sidney oferecem-nos actuações doutro mundo, aos quais se juntam o fantástico design de produção do filme, a banda sonora da autoria de Harry Belafonte e uma irrepreensível caracterização dos personagens, vencedora do Óscar da Academia para Melhor Maquilhagem. Exorcise o seu direito ao divertimento. Diga a palavra começada por "B" três vezes, e tenha um dia maravilhoso! 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas.