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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

#Livros - O Mundo da Escrita, de Martin Puchner


#Livros - O Mundo da Escrita, de Martin Puchner

Sinopse

Martin Puchner conduz-nos numa viagem maravilhosa através dos tempos e à volta do globo, para nos revelar como a invenção da escrita, as histórias e a literatura moldaram o mundo actual. Analisando dezasseis textos fundamentais, seleccionados a partir de um universo de mais de 4000 anos de literatura, da Ilíada a Harry Potter, demonstra-nos como a escrita conduziu à ascensão e queda de impérios e nações, ao surgimento de ideias filosóficas e políticas, e ao nascimento de crenças religiosas.

Descobrimos Murasaki, uma japonesa do século XI que escreveu o primeiro grande romance da literatura mundial, O Romance do Genji, seguimos as aventuras de Miguel de Cervantes quando combate os piratas do mar e da literatura, acompanhamos Goethe na sua descoberta da literatura universal, na Sicília, e assistimos à influência crescente de O Manifesto Comunista. Puchner leva-nos a Tróia, Pérgamo e à China, fala com o Prémio Nobel Derek Walcott nas Caraíbas e com Orhan Pamuk, em Istambul, e apresenta-nos os artesãos da epopeia de tradição oral Sunjata, na África Ocidental. Esta deliciosa narrativa também descreve os inventos - as técnicas de escrita, a prensa, o objecto livro - que moldaram povos, comércio e história.
Martin Puchner mostra-nos como a escrita transformou o nosso planeta no mundo da literatura. 

Opinião
Começo por dizer que este livro me foi enviado pela Bertrand Editora, a meu pedido, após receber o press release que tanto despertou a minha curiosidade. Não se trata de uma obra de ficção mas que nos apresenta a história da Literatura e de como chegamos aos dias de hoje através da palavra falada e da palavra escrita.

Não será um livro para quem não tem real interesse na parte histórica, mas está acessível para qualquer pessoa que queira conhecer um pouco melhor o caminho trilhado até chegarmos ao mercado editorial conforme hoje o conhecemos. Não é necessário ter conhecimento das obras referidas, nem dos grandes clássicos da Literatura, além de ser muito difícil porque corremos os quatro cantos do planeta e as referências são verdadeiramente diversas.

Para além disso, o autor conta-nos tudo o que precisamos saber para entender o papel dessas obras na evolução que quer contar. Viajamos por vários países e diferentes culturas para perceber a forma como a escrita moldou as mentalidades e impulsionou o desenvolvimento do mundo. É fascinante perceber que os grandes textos que subsistem até aos dias de hoje não foram escritos pelos nomes aos quais ficaram associados.

Basta pensar na Bíblia que não tem uma linha escrita por Jesus Cristo e ainda está composta por textos escritos muitos e longos anos após a sua morte por pessoas que não terão conhecido o seu Messias. Buda, Confúcio e o Sócrates grego são outros exemplos que nunca escreveram nada do que ensinavam aos seus alunos e seguidores.

No entanto, foi através da escrita que os seus ensinamentos foram difundidos e sobreviveram até aos dias de hoje. Assim se mantiveram actuais e influenciaram o panorama cultural de todo o mundo. Para essa influência subsistir até hoje muito contribuiu a invenção da prensa que tornou os livros mais acessíveis às massas e permitiu que o conhecimento chegasse mais longe e se entranhasse de forma profunda na sociedade.

Estes são apenas alguns exemplos do que Martin Puchner nos conta ao longo do seu livro. A obra está repleta de referências literárias a grandes obras universais que alimentaram a minha vontade de procurar todas e começar um desafio de leitura com as mesmas. Gostavas de um desafio deste género? Estou a pensar seriamente em iniciar algo assim em 2019.

Esta foi uma experiência altamente enriquecedora e que muito prazer me deu. Fiquei a conhecer a história da evolução da escrita nas várias civilizações do mundo, livros novos e interessantes e ganhei ainda mais fôlego para o meu desejo de ler livros universais e incontornáveis da Literatura. Conhecias este livro? Já alguém se rendeu a este livro este ano?

"Mas a lição mais importante da história da literatura é que a única garantia de sobrevivência é o uso continuado: um texto tem de se manter suficientemente relevante para ser traduzido, transcrito, transcodificado e lido por cada geração, para que possa persistir ao longo do tempo. É a educação, e não a tecnologia, que assegurará o futuro da literatura."

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A Banda Sonora da Semana #35


A Banda Sonora da Semana #35 centrado na polémica em torno do Artigo 13

É incrível dizer isto mas é mesmo verdade. Pois que 2018 começou muito bem com muita vontade de cumprir metas e objectivos e com uma organização muito funcional, mas está a terminar pessimamente. Chegamos a Dezembro e torna-se muito difícil ser capaz de fazer tudo sem acusar o cansaço. É o que tem acontecido por aqui, eu sei. Não vou fazer promessas, especialmente porque não poderia garantir o seu cumprimento. No entanto, quero deixar o compromisso de que irei procurar manter-me por cá com a regularidade máxima de que for capaz. Ficas comigo?

Efemérides de 3 de Dezembro


Dia Internacional do Deficiente
1976 - Fidel Castro assume a presidência de Cuba. 
1994 - A Sony lança a Playstation. 
1552 - Morreu São Francisco Xavier, missionário português. 
1919 - Morreu Pierre-Auguste Renoir, pintor francês. 

Entretanto, rebentou a polémica da Internet e do peculiar Artigo 13 que se encontra em discussão na Comissão Europeia. Não vou aqui deixar outra sugestão para esta semana que não seja este assunto. É demasiado sério para ignorar ou para partilhar o protagonismo com outros assuntos mais ligeiros e divertidos. Daqui pode advir mais uma mudança efectiva na forma como utilizamos a Internet. 

Não acredito nos fatalistas que acham que os produtores de conteúdos irão terminar, mas percebo que, se isto avançar, terão de ser criadas novas plataformas que irão contornar estas novas condicionantes que querem impor. Se existem interesses por trás desta proposta legislativa, não irão sair vitoriosos porque não vão eliminar a concorrência do digital. Essa concorrência apenas irá mudar de plataforma, mas continuará a existir. Disto não tenho dúvidas. 

Só que não posso deixar de me preocupar com o significado que se encontra por trás de uma proposta como esta chegar à discussão na União Europeia. Se tivesse sucesso em eliminar esta nova forma de ver e produzir conteúdos, iria colocar-nos a todos, cidadãos desta Europa, isolados do mundo exterior. Numa Europa assim eu não quero viver nem dela fazer parte. Dito isto, deixo o vídeo da Bumba na Fofinha que traduz muito bem as perguntas às quais gostaria de obter respostas.


O que pensas sobre esta polémica que promete alterar a forma como utilizamos a Internet? Preocupa-te ou nem por isso? 

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A Banda Sonora da Semana #34


A Banda Sonora da Semana #34 com um livro sobre Isabel de Castela e música de Tina Turner

Novembro não tem sido um mês fácil. Agora que o Inverno chegou, com toda a chuva e todo o frio de uma assentada, a gripe começa a querer dar um ar de sua graça e a minha produtividade tem caído a pique. Não faltam ideias, nem projectos, nem vontade de escrever sobre assuntos novos, mas tem, de facto, sido muito difícil pôr em prática tudo o que gostaria. Como tal, parece que tenho de me resignar à evidência de que Novembro será um mês calmo e tranquilo e que melhores meses virão. O importante é não desanimar nem me culpar pelo que não consigo fazer, certo?

Efemérides de 26 de Novembro


1922 - Howard Carter torna-se a primeira pessoa a entrar na tumba do faraó Tutancamon em cerca de três mil anos.
1911 - Nasceu Mário Lago, actor, compositor e activista político brasileiro.
1939 - Nasceu Tina Turner, cantora americana.
1504 - Morreu Isabel I de Castela.

A Banda Sonora da Semana #34 com um livro sobre Isabel de Castela e música de Tina Turner

Falando da rainha católica, Isabel de Castela, só poderia deixar como sugestão um livro sobre o qual já aqui partilhei a minha opinião e que retrata os primeiros anos de Isabel ainda como princesa até ao início do seu reinado. Trata-se do livro O Juramento da Rainha, de C. W. Gortner e parece-me ser a melhor sugestão que te posso deixar para esta semana.


Às portas dos oitenta anos temos de homenagear a fantástica Tina Turner com uma das músicas mais emblemáticas da sua carreira. Foi uma escolha difícil. Esta artista tem tantas músicas incríveis e que fazem parte das minhas memórias mais antigas que o mais complicado é escolher apenas uma música. Esta serve como mote para começar uma playlist só com músicas de Tina Turner.

Qual a tua música favorita de Tina Turner? 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

#Livros - A Jangada de Pedra, de José Saramago


#Livros - A Jangada de Pedra, de José Saramago

Sinopse

Em A Jangada de Pedra (...) o escritor recorre a um estratagema típico. Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico, inicialmente em direcção aos Açores. A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os actores dos jogos de poder na alta política. O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria. 

Opinião

E para provar que sou uma mulher que cumpre os seus propósitos, venho apresentar o mais recente livro de José Saramago que acabei de ler. Foi em Junho que referi pela primeira vez a a minha vontade de ler mais livros do nosso Nobel e onde admiti que apenas tinha lido o premiado Memorial do Convento, livro que também deixei como sugestão de leitura aqui, deixando também registado o meu desejo de reler o livro, dado que o li pela primeira vez ainda na adolescência.

A premissa de A Jangada de Pedra é incrível e completamente inesperada. A ideia de que a Península Ibérica se desprende do continente europeu e se coloca a navegar pelo Atlântico em direcção aos Açores parece ficção científica daquela pouco credível. Só que contada por Saramago transforma-se numa história crítica das sociedades e que retrata a forma como encaramos os acontecimentos que não podemos controlar ou alterar.

A parte mais incrível é pensarmos que este livro foi lançado em 1986 e tem uma actualidade alarmante. O autor retrata situações que parecem retiradas do que hoje vemos acontecer. Por exemplo, a Europa é assolada por manifestações onde se diz "Eu sou ibérico" como forma de se identificarem com a península que se afasta sem saber o seu destino. Parece-me impossível ler isto e não recordar as manifestações de "Je suis Charlie" e outras do mesmo género que aconteceram nos últimos anos.

Além da actualidade cultural, existe também muita crítica política. Os americanos a demonstrarem o seu apoio por acreditarem que poderiam tirar algum proveito da península que se dirigia ao seu encontro. A Europa até aliviada por deixar de ter a seu cargo dois países periféricos. Os políticos espanhóis e portugueses sem saberem como gerir este desastre e a unirem-se na comunicação transmitida às suas populações.

Temos ainda o amor que une as pessoas, de forma inesperada, em situações limite. Os laços que se criam quando se convive e partilham momentos difíceis. Mas o ponto fulcral da história são os fenómenos estranhos que acontecem e parecem determinar o rumo da península. Como se pessoas aleatórias tivessem ganho poderes estranhos que decidem, sem querer, o que acontece a esta jangada de pedra que navega sem saber o seu destino pelo Oceano Atlântico.

Parece-me de suma importância desmistificar a dificuldade que se diz existir em ler Saramago. É verdade que, quando comecei a leitura, demorei umas vinte ou trinta páginas a entrar no ritmo a absorver a forma diferente como escreve. Mas, assim que me habituei, a leitura torna-se fluída e perfeitamente compreensível. Não senti falta nenhuma de travessões, pontos de interrogação e coisas que tal. Os diálogos são ritmados e a narrativa até se torna mais interessante, com menos momentos mortos ou quebras na leitura.

Admito que é necessário estar atento e completamente embrenhado quando se lê Saramago. Não é algo que possa ser lido de forma leve e desprendida, de modo automático. Mas, talvez por isso mesmo, são livros que ficam connosco mesmo depois de terminar a leitura. Tornam-se parte integrantes de nós próprios e enriquecem-nos.

Pela parte que me toca, pretendo continuar a ler mais livros do nosso Nobel. Fica, assim, o compromisso de voltar a este autor em 2019. Parece-te bem? Que livro de José Saramago me aconselhas a ler em seguida? 

"Quantas vezes passaram por aqui peste e guerra, terramotos e incêndios, e sempre esta terra envolvente ressurgiu do pó e das cinzas, fazendo do amargo sofrimento doçura de viver, da tentação barbárica civilização, campo de golfe e piscina, iate na marina e descapotável no cais, o homem é a mais adaptável das criaturas, principalmente quando vai para melhor."

"(...) a morte é a suma razão de todas as coisas e sua infalível conclusão, a nós o que nos ilude é esta linha de vivos em que estamos, que avança para isso a que chamamos futuro só porque algum nome lhe havíamos de dar, colhendo dele incessantemente os novos seres, deixando para trás incessantemente os seres velhos a que tivemos de dar o nome de mortos para que não saiam do passado."

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A Banda Sonora da Semana #33


A Banda Sonora da Semana #33 com um filme com Nicole Kidman, um livro russo e música de Amor Electro

Ontem foi dia de comer castanhas e celebrar o São Martinho no conforto do lar, aproveitando o último Domingo de folga. O que significa que estarei a trabalhar nos próximos fins de semana de Novembro e isso é uma grande chatice porque, de agora em diante, toda a gente parece querer passar os seus fins de semana na saga das compras de Natal. Mas ainda é Segunda-feira e não preciso de ficar a pensar nisso e a sofrer por antecipação, não é mesmo? 

Efemérides de 12 de Novembro


1927 - Trotski é expulso do Partido Comunista Soviético. 
1956 - Marrocos, Sudão e Tunísia são admitidos como estados-membros da ONU.
1929 - Nasceu Grace Kelly, actriz norte-americana e princesa do Mónaco. 
1956 - Nasceu Francisco Louçã, político português. 

A Banda Sonora da Semana #33 com um filme com Nicole Kidman, um livro russo e música de Amor Electro

A propósito da princesa mais emblemática do Mónaco, que deixou uma carreira brilhante em Hollywood por amor, deixo a sugestão deste filme Grace de Mónaco, que também ainda não vi mas que pretendo ver muito em breve. Foi um filme que lançou alguma polémica mas que tem Nicole Kidman e por isso penso que deve valer a pena perder algum tempo a assistir e formar a própria opinião. Já viste este filme? 

A Banda Sonora da Semana #33 com um filme com Nicole Kidman, um livro russo e música de Amor Electro

Esta é uma sugestão que já estou para partilhar e que vou sempre adiando. Sempre que surge uma menção à União Soviética, recordo-me deste livro, O Arquipélago Gulag, de Aleksandr Soljenítsin, que é um retrato do que se passava nos campos de trabalho soviéticos. Fiquei a conhecer este livro através do vídeo da Tatiana Feltrin e aconselho vivamente que vejas o vídeo para perceberes a amplitude do interesse deste livro. 


Como é possível que ainda não tenha partilhado aqui nenhuma música de Amor Electro? Nem queria acreditar quando constatei esse facto e, portanto, será hoje que essa falha será colmatada. Sou grande fã da banda que considero das melhores da sua geração. Assim, a música da semana será esta última que lançaram, Procura por mim, com uma letra lindíssima e que marca a estreia do Tiago Pais Dias a cantar e que bem que ficou. Também és fã de Amor Electro? Consegues escolher uma música como favorita?