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terça-feira, 22 de maio de 2018

#Livros - Grey, de E. L. James



Sinopse

Veja o mundo de As Cinquenta Sombras de Grey, como se fosse pela primeira vez, através dos olhos de Christian Grey.

E. L. James oferece-nos uma nova perspectiva da história de amor que enfeitiçou milhares de leitores em todo o mundo, agora narrada pelo próprio Christian, que nos dá a conhecer os seus pensamentos e sonhos.

Christian Grey quer exercer um controlo férreo sobre todas as coisas, o seu universo é meticuloso, disciplinado e profundamente vazio - até ao dia em que Anastasia Steele dá um trambolhão no seu escritório, numa confusão de pernas bem torneadas e revoltos cabelos castanhos. Ele bem tenta esquecer que a conheceu, mas em vez disso é invadido por um turbilhão de emoções que não consegue compreender... e ao qual é incapaz de resistir. Ao contrário de todas as mulheres que conheceu antes, a tímida Ana parece conseguir vê-lo como ele realmente é - um coração frio e ferido que a faceta de génio dos negócios e o estilo de playboy não conseguem esconder.

Será que possuir Ana será suficiente para que Christian se livre dos horrores de infância que ainda hoje o perseguem, noite após noite? Ou será que os seus negros desejos sexuais, a sua obsessão pelo controlo, e o ódio contra si mesmo que lhe preenchem a alma vão afastar Ana e destruir para sempre a frágil esperança que ela lhe oferece?

Opinião

Depois de um pequeno interregno na história sombria de E. L. James, cá voltamos para conversar sobre os fascinantes Christian Grey e Anastasia Steele. Apesar de já conhecermos a história completa, desta vez, a mesma será contada através das palavras e dos sonhos de Christian. Enfim, todo um novo mundo de descobertas para serem feitas e assuntos para serem aprofundados.

É como entrar num filme, sabendo como termina, mas tendo acesso a pormenores e novos factos que compõem a percepção que tínhamos antes da leitura. Até porque para todas as histórias existem sempre duas versões. E depois de termos total acesso aos pensamentos engraçados e confusos de Miss Steele, está na hora de mergulhar nas memórias sombrias e nos pensamentos perversos de Mister Grey.

Já o disse anteriormente, mas tenho de me repetir, pois Christian Grey é um personagem muito mais interessante e completo do que a sua namorada. As suas sombras apenas foram reveladas à superfície, nos livros anteriores. Após a leitura deste novo livro, percebi o tanto que ficou por explorar, por divulgar. E o quanto tudo isso é interessante e de valor para quem apreciou a história e não apenas as cenas de sexo escaldante.

Essa torna-se, de facto, a parte menos interessante do livro porque as cenas são iguais às descritas anteriormente e não existe muito a acrescentar aos relatos feitos por Ana. É mais do mesmo, numa perspectiva masculina, mas que não traz nada de novo e relevante para o enredo. Agora percebo o que algumas pessoas disseram acerca da dificuldade que sentiram em levar o livro até ao fim. Afinal, as cenas que inicialmente eram novas e diferentes, com uma segunda leitura só se transformam em entediantes e aborrecidas. Portanto, um ponto que a autora poderia ter melhorado, poupando a nossa paciência e muito papel.

No entanto, entrar na estranha mente de Christian e ter um vislumbre dos seus fantasmas e do que o atormenta é fascinante. Enquanto que Anastasia ficava perdida, sem saber o que o fazia oscilar entre a boa disposição e o mau humor, agora temos acesso aos pensamentos por trás do semblante com o qual pretendia mascarar os seus sentimentos. E como são profundos e complexos os sentimentos deste homem, minha gente!

Só aqui tomamos consciência do quanto este homem estava apaixonado, muito antes de sequer parecer estar. Sem sequer se ter dado conta, pois esse era um sentimento desconhecido para ele até então. Os seus pensamentos traem as suas palavras e até os seus actos. Ele até pode acreditar que procura uma submissa e que é assim que se sente feliz e satisfeito, afinal nunca conheceu outra realidade diferente dessa. Mas a verdade é que a dor de Ana e as marcas que lhe deixa no corpo começam a suscitar confusão e incompreensão. As suas reacções são cada vez mais distantes do que costumavam ser e isso, por si só, seria um indício a ter em conta para qualquer homem mais experiente nas coisas do amor.

Não é o caso de Mr. Grey. Mesmo a sua relação com a família adoptiva é dúbia. Embora todos se mostrem verdadeiramente interessados no bem estar de Christian e determinados a fazer parte da sua vida, a sua auto-estima é de tal forma baixa que está constantemente a ler erradamente os sinais que todos eles lhe dão. A sua beleza, a postura confiante e até intimidadora apenas servem como máscara para a sua insegurança e para esconder o quanto se despreza a si próprio.

É uma viagem bem mais sombria e misteriosa a que fazemos neste livro. Os momentos de humor já não marcam presença como anteriormente, porque a própria personagem não tem muito dessa qualidade em si. No entanto, pergunto-me como seria para alguém ler o relato ao contrário. Se, em primeiro lugar, lessem a versão pelos olhos de Christian e só depois fossem ler a verão contada pela romântica Anastasia. Alguém está, por acaso, a fazer isto neste momento? Teria muito interesse em ouvir a tua opinião!

Posto isto, quero apenas dizer que, se gostaste dos livros anteriores, tu não deves, tu precisas de ler este livro e perceber o tanto que ainda tens para descobrir! No entanto, se te encontras entre os que desistiram do livro e nem percebeste como isto termina, aconselhava-te a dares uma oportunidade a este porque pode ser que tenhas uma agradável surpresa. Da minha parte, só me resta agarrar já a sequela que se encontra na minha mesa de cabeceira.

"A sua infelicidade desesperada encontra eco numa versão mais jovem e desconsolada de mim mesmo. Tento abafar as memórias, mas a zanga e a desolação dos meus anos de adolescência vêm à tona e não desaparecem. Isso traz-me à memória a minha dor e a forma como descarregava em toda a gente quando era jovem. Tive muitos pensamentos suicidas, mas resisti sempre, por causa de Grace. Sabia que ela ficaria devastada." 

Podes comprar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto em cartão e portes grátis, ou encomendar a versão em inglês na Book Depository, com 18% de desconto imediato e portes grátis para todo o mundo.

E não te esqueças de ler a opinião sobre os livros anteriores de E. L. James: 

As Cinquenta Sombras de Grey
As Cinquenta Sombras Mais Negras
As Cinquenta Sombras Livre

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A Banda Sonora da Semana #9



Nem dá para acreditar que, depois do desaire da Eurovisão, o cenário poderia ficar ainda pior na semana que se seguiu. A pessoa passa toda uma semana a tentar sorver inspiração com o grande Frank Sinatra, como sugeri aqui, para ser interrompida pelas notícias cada vez mais preocupantes. Mas antes disso vamos começar pelo princípio, as efemérides.

Efemérides de 21 de Maio


1904 - É fundada a Fédération Internationale de Football Association, mais conhecida como FIFA, em Paris.
1974 - Nasceu Maria Fernanda Cândido, actriz brasileira.
1542 - Morreu Hernando de Soto, explorador espanhol.

E pensar que raras são as vezes que falo aqui no clube do meu coração e, agora, parece que é uma atrás da outra. Ainda me encontrava a digerir as alarvidades de Bruno de Carvalho, sucedidas no mês de Abril, e sobre as quais desabafei aqui, quando rebenta mais uma bomba em Alvalade. Não dá para acreditar o abismo para o qual um homem está a arrastar um clube desportivo, sem apelo nem agravo. Sem ter a dignidade de admitir que cometeu erros ou apenas admitir que não está a ser uma boa influência para o seu clube, ou o que diz ser o seu clube. 

O homem simplesmente não consegue largar o poder que pensa ter e tomar a decisão inevitável, aquela que poderá, talvez, garantir um futuro digno para o Sporting. Depois dos acontecimentos em Alcochete e das suas declarações desapropriadas, outra coisa não seria de esperar. Mas parece que ele vai dar luta para largar a cadeira. E com isto arrasta tudo e todos para o buraco onde acabará por se enfiar. 

O que se tem sucedido envergonha não apenas os sportinguistas, mas todas as pessoas que apreciam a prática desportiva, a competição entre clubes, em campo, nas quatro linhas e não a que acontece em programas que se dizem sobre desporto ou nas redes sociais. Existir tensão entre equipas rivais é natural e nunca servirá de desculpa para actos violentos, mas faz-nos entender os ânimos exaltados e algumas atitudes menos correctas. 

Agora agredir a própria equipa, o seu treinador e ainda destruir as instalações do próprio clube é algo que vai para lá da minha capacidade de entendimento. Por muito fanatismo que possa existir na mente de uma pessoa, este comportamento é incompreensível e não me admira que se fale em terrorismo. Afinal, se não for terrorismo, não está muito longe disso. 

Só me espanta que ainda existam sportinguistas a defender um homem que apenas nos divide e coloca em guerra uns contra os outros. Como é possível que isto aconteça? Alguém me consegue explicar?? 


A mim preocupa-me o futuro do meu clube. Pergunto-me como estarão os jogadores psicologicamente, certamente a desejar ir jogar para qualquer lugar que não ali. Pergunto-me, também, quem serão os jogadores que terão vontade de abraçar o Sporting como o seu clube, depois do que viram acontecer aos seus colegas. As dúvidas são imensas e as respostas tardam em chegar.

Quero acreditar que, no final, o que voltará a contar no coração de todos os sportinguistas é o lema que nos inspira: esforço, dedicação, devoção e glória. É isso que se espera de nós e só assim poderão regressar as vitórias, as alegrias, o entusiasmo e a esperança. Agora, peço desculpa aos adeptos dos outros clubes, mas a música da semana terá de ser um hino ao meu clube do coração, uma forma de recordar aos descrentes que melhores dias virão! 


O que me tens a dizer sobre esta crise no Sporting? Achas que Bruno de Carvalho se deve demitir ou tem condições para continuar como presidente? 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Uma noite com... #141










João Sousa
Tenista português e vencedor do último Estoril Open.

Podes ver os gatos das semanas anteriores aqui.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

#Review - Somersby Melancia



Ora que o Verão está quase aí e parece-me uma boa altura para começar a eleger a bebida da estação, aquela que irá refrescar-te nos dias de calor que começam a dar um ar de sua graça. Já sabemos todos que os cafés são presença assídua durante todo o ano, faça chuva ou faça sol, e que os aconchegantes chás são a melhor companhia para as noites de Inverno. Agora, o que vamos beber no Verão? 

Para muitos, a cerveja está no pódio das bebidas refrescantes e marca presença em todas as esplanadas do país. Eu, dispenso e quero distância que não gosto de bebidas à base de cevada. Nem mesmo as artesanais me conquistaram, pelo menos até ao momento. A bebida que me faz companhia nas tardes e nas noites de Verão é a Sidra. E embora tenha experimentado outras que cumpriam o seu propósito, nenhuma se compara à sidra da Somersby. 

Inclusivamente, este é um produto que se encontra sempre na minha lista de compras à espera da promoção certa para trazer para casa. Foi dessa forma que descobri que existia um novo sabor na oferta da Somersby. Para falar a verdade, já tinha visto uma referência na NiT a esse respeito e quando a vi não resisti a descobrir se seria tão boa como parecia. 


De todos os sabores lançados em Portugal, apenas me falta experimentar a sidra de limão, o que conto fazer em breve, quando encontrar um estabelecimento que a venda. A primeira que provei foi a de amora e fiquei apaixonada. Paixão é o que melhor define a minha relação com este sabor, ao passo que, com a sidra tradicional, de maçã, foi amor. Uma amor ao qual me mantenho fiel e que se revela a escolha acertada na maioria das ocasiões.

Foi quando provei a tradicional sidra da Somersby que percebi porque andava nas bocas do mundo e era a primeira escolha da maioria. Passou a ser também a minha e, até à data, nenhuma outra lhe tirou o primeiro lugar no pódio, nem mesmo esta nova Somersby de melancia. Não me interpretes mal, o novo sabor é muito bom. Diferente, refrescante. Uma excelente opção para as tarde de Verão, na esplanada com os amigos.

Só lhe acontece o mesmo que com a Somersby de amora, ou seja, é uma opção para beber ao final da tarde, mas é demasiado doce para ser a eleita para uma noite de copos. Para desfrutar de uma quente noite de Verão, a melhor é o sabor original, que faço questão de ter sempre em casa. Agora, vou aproveitar a minha Somersby de melancia. Quer dizer, não agora exactamente, mas mais logo, quando sair do trabalho e estiver a aproveitar a minha pré-folga e o tempo livre que ainda tenho pela frente.

Não te esqueças de deixar nos comentários a tua opinião sobre as sidras da Somersby. Qual o teu sabor favorito? 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

#Livros - A Herança Bolena, de Philippa Gregory



Sinopse
Uma maravilhosa evocação da corte de Henrique VIII e da mulher que destruiu duas das suas rainhas. Estamos no ano de 1539 e a corte de Henrique VIII teme cada vez mais as mudanças de humor do rei envelhecido e doente. Com apenas um bebé de berço como herdeiro, Henrique tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa da Inglaterra é ganho por Ana de Clèves. Ela tem as suas razões para aceitar casar-se com um homem com idade para ser seu pai, num país onde tanto a língua como os costumes lhe são estranhos. Apesar de deslumbrada por tudo o que a rodeia, sente que uma armadilha está a ser montada à sua volta. 

Catarina tem a certeza de que conseguirá seguir os passos da sua prima Ana Bolena até ao trono mas a sua cunhada Jane Bolena, assombrada pelo passado, sabe que o caminho de Ana levou ao Relvado da Torre e a uma morte como adúltera. 

Opinião
Existem muitos livros históricos e novos autores que tornam em romances factos históricos do conhecimento geral, numa tendência que tem ganho novo fôlego em Portugal. Mas, até ao momento, não conheço ninguém que o faça com a mestria de Philippa Gregory. É como se lá estivesse, a cada página lida a sensação só se intensifica. Algo que já sabia após ter lido Duas Irmãs, Um Rei e que só se confirmou com a leitura do livro que vem contar o que aconteceu na corte de Henrique VIII após a morte de Ana Bolena. 

Na verdade, a história dá um pequeno salto, pois inicia-se após a morte prematura da terceira esposa, a que substituiu Ana Bolena e que deu à luz o primeiro e único herdeiro homem do trono. Assim, ficamos a conhecer a esposa que se segue, Ana de Clèves e, ainda, a que a irá substituir, Catarina Howard. Mas o rei que nos é apresentado está longe dos tempos áureos, em que fazia suspirar todas as mulheres da corte. Está velho, doente e com graves problemas na assimilação dessa nova realidade. 

O relato dos anos que se seguem é nos apresentado por três mulheres, totalmente diferentes entre si e com as motivações, aparentes e secretas, mais contrastantes que é possível encontrar. A mais fascinante é a rainha que não aqueceu o lugar, Ana de Clèves, mas a mais sombria e que mais nos dá a conhecer do que realmente se passa na corte é Jane Bolena. Uma personagem muito importante no livro anterior pois contribuiu com o seu testemunho para a sentença de morte do marido e da cunhada. 

Esses são os fantasmas que a assombram, pela culpa que não sente, e pelas saudades do que não foi capaz de ter, o amor e a atenção de ambos. Enquanto conspira para colocar no trono mais um membro da família, tudo a faz lembrar do passado e nas estranhas semelhanças com o que se passa no presente. No entanto, a sua ambição desmedida não a faz parar e o seu destino final será aquele que sempre mereceu. 

A rainha que chega da fria e distante Alemanha, é inteligente e perspicaz, mas incapaz de seduzir o rei de formas pouco ortodoxas e que seriam a única forma de manter o seu lugar como esposa de Henrique e rainha de Inglaterra. A saúde do rei está cada vez mais degradada e as dificuldades em manter uma erecção só atrapalham o projecto de ter um novo herdeiro ao trono, mantendo a linhagem dos Tudor. 

Claro que Henrique, eterno príncipe mimado, não é capaz de admitir os danos que a idade lhe fizeram e precisa encontrar um bode expiatório para os seus males, bem como, encontrar uma forma de lhe ser dado o que lhe apetece. O problema é que a sua inconstância transtorna todos os que o rodeiam. De manhã deseja uma coisa e no final do dia o seu contrário. Nunca foi tão difícil ficar nas boas graças de sua majestade, nem tão perigoso tê-lo como inimigo. 

Devo dizer que é incrível a forma como a leitura de uma história sobre a qual até sabemos o desfecho, nos deixa entusiasmados e com vontade de ler mais e mais até chegar ao final e descobrir o que a autora nos reservou. Claro que esta época em muito contribui para o sucesso, por ser rica em intrigas, mistérios e todos os ingredientes que constituem um bom enredo. 

Agora que terminei este livro, mal posso esperar para pôr as mãos no próximo livro e nos outros todos que fazem parte da obra desta autora brilhante. Agora, conta-me tudo nos comentário. Conheces os livros de Philippa Gregory? Qual o teu favorito? 

"Ele nunca vos teria amado. O vosso pai comprou-o para vós, e pagou uma fortuna, mas ninguém, nem nenhuma fortuna, vos poderiam fazer amada. Jorge sentia desprezo por vós, e Ana e Maria riam-se de vós. Foi por isso que os haveis acusado, nada nessa fantasiosa mentira de auto sacrifício tem um fio de verdade. Vós havei-los acusado porque, se não podíeis ter Jorge, perferíeis vê-lo morto do que a amar a irmã."

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