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quarta-feira, 16 de maio de 2018

#Livros - A Herança Bolena, de Philippa Gregory



Sinopse
Uma maravilhosa evocação da corte de Henrique VIII e da mulher que destruiu duas das suas rainhas. Estamos no ano de 1539 e a corte de Henrique VIII teme cada vez mais as mudanças de humor do rei envelhecido e doente. Com apenas um bebé de berço como herdeiro, Henrique tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa da Inglaterra é ganho por Ana de Clèves. Ela tem as suas razões para aceitar casar-se com um homem com idade para ser seu pai, num país onde tanto a língua como os costumes lhe são estranhos. Apesar de deslumbrada por tudo o que a rodeia, sente que uma armadilha está a ser montada à sua volta. 

Catarina tem a certeza de que conseguirá seguir os passos da sua prima Ana Bolena até ao trono mas a sua cunhada Jane Bolena, assombrada pelo passado, sabe que o caminho de Ana levou ao Relvado da Torre e a uma morte como adúltera. 

Opinião
Existem muitos livros históricos e novos autores que tornam em romances factos históricos do conhecimento geral, numa tendência que tem ganho novo fôlego em Portugal. Mas, até ao momento, não conheço ninguém que o faça com a mestria de Philippa Gregory. É como se lá estivesse, a cada página lida a sensação só se intensifica. Algo que já sabia após ter lido Duas Irmãs, Um Rei e que só se confirmou com a leitura do livro que vem contar o que aconteceu na corte de Henrique VIII após a morte de Ana Bolena. 

Na verdade, a história dá um pequeno salto, pois inicia-se após a morte prematura da terceira esposa, a que substituiu Ana Bolena e que deu à luz o primeiro e único herdeiro homem do trono. Assim, ficamos a conhecer a esposa que se segue, Ana de Clèves e, ainda, a que a irá substituir, Catarina Howard. Mas o rei que nos é apresentado está longe dos tempos áureos, em que fazia suspirar todas as mulheres da corte. Está velho, doente e com graves problemas na assimilação dessa nova realidade. 

O relato dos anos que se seguem é nos apresentado por três mulheres, totalmente diferentes entre si e com as motivações, aparentes e secretas, mais contrastantes que é possível encontrar. A mais fascinante é a rainha que não aqueceu o lugar, Ana de Clèves, mas a mais sombria e que mais nos dá a conhecer do que realmente se passa na corte é Jane Bolena. Uma personagem muito importante no livro anterior pois contribuiu com o seu testemunho para a sentença de morte do marido e da cunhada. 

Esses são os fantasmas que a assombram, pela culpa que não sente, e pelas saudades do que não foi capaz de ter, o amor e a atenção de ambos. Enquanto conspira para colocar no trono mais um membro da família, tudo a faz lembrar do passado e nas estranhas semelhanças com o que se passa no presente. No entanto, a sua ambição desmedida não a faz parar e o seu destino final será aquele que sempre mereceu. 

A rainha que chega da fria e distante Alemanha, é inteligente e perspicaz, mas incapaz de seduzir o rei de formas pouco ortodoxas e que seriam a única forma de manter o seu lugar como esposa de Henrique e rainha de Inglaterra. A saúde do rei está cada vez mais degradada e as dificuldades em manter uma erecção só atrapalham o projecto de ter um novo herdeiro ao trono, mantendo a linhagem dos Tudor. 

Claro que Henrique, eterno príncipe mimado, não é capaz de admitir os danos que a idade lhe fizeram e precisa encontrar um bode expiatório para os seus males, bem como, encontrar uma forma de lhe ser dado o que lhe apetece. O problema é que a sua inconstância transtorna todos os que o rodeiam. De manhã deseja uma coisa e no final do dia o seu contrário. Nunca foi tão difícil ficar nas boas graças de sua majestade, nem tão perigoso tê-lo como inimigo. 

Devo dizer que é incrível a forma como a leitura de uma história sobre a qual até sabemos o desfecho, nos deixa entusiasmados e com vontade de ler mais e mais até chegar ao final e descobrir o que a autora nos reservou. Claro que esta época em muito contribui para o sucesso, por ser rica em intrigas, mistérios e todos os ingredientes que constituem um bom enredo. 

Agora que terminei este livro, mal posso esperar para pôr as mãos no próximo livro e nos outros todos que fazem parte da obra desta autora brilhante. Agora, conta-me tudo nos comentário. Conheces os livros de Philippa Gregory? Qual o teu favorito? 

"Ele nunca vos teria amado. O vosso pai comprou-o para vós, e pagou uma fortuna, mas ninguém, nem nenhuma fortuna, vos poderiam fazer amada. Jorge sentia desprezo por vós, e Ana e Maria riam-se de vós. Foi por isso que os haveis acusado, nada nessa fantasiosa mentira de auto sacrifício tem um fio de verdade. Vós havei-los acusado porque, se não podíeis ter Jorge, perferíeis vê-lo morto do que a amar a irmã."

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