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quinta-feira, 30 de abril de 2026

#Filmes - Priscilla

 

Imagem do pôster do filme "Priscilla" (2023): o casal, Priscilla e Elvis Presley, está em destaque contra uma luz intensa, criando um efeito de silhueta. Eles estão próximos, prestes a se beijar, com expressões de emoção e intimidade. A cena transmite a conexão e o glamour do momento, com o fundo iluminado que realça suas silhuetas e detalhes sutis de suas roupas.

Sinopse

Priscilla é um filme biográfico dirigido por Sofia Coppola que conta a história do relacionamento de um dos casais mais famosos do mundo: Elvis e Priscilla Presley. Baseado no livro Elvis e Eu, escrito por Priscilla, e protagonizado por Cailee Spaeny e Jacob Elordi, o filme segue o ponto de vista de Priscilla após conhecer o astro do rock numa festa, quando ela ainda era apenas uma adolescente. Mas a paixão que, inicialmente, era formada por parceria e vulnerabilidade logo toma um rumo conturbado quando o cantor começa a mostrar um lado diferente daquele venerado nos palcos. 


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Opinião 

Priscilla, lançado em 2023, apresenta-se como uma narrativa que mergulha na juventude da icónica Priscilla Presley e a sua trajetória até ao casamento, que termina em divórcio, com Elvis Presley. O filme destaca-se pela sua abordagem sensível, que explora não só os aspectos históricos do Rei do Rock, mas também as complexidades emocionais e pessoais de Priscilla, que muitas vezes foi a sombra da sua fama. A sua relevância reside em oferecer uma perspectiva mais íntima e humanizada duma mulher que desempenhou um papel fundamental na vida de Elvis, contribuindo para uma compreensão mais profunda do impacto que a cultura pop e o peso da fama tiveram sobre ela. 


O filme começa por explorar a trajetória de Priscilla, a vida junto dos seus pais, até ao seu encontro e a evolução do relacionamento com Elvis. Assim, vemos retratado, de forma delicada, os desafios, as descobertas e as emoções duma jovem que encontra na fama e no amor uma nova realidade, com destaque para os momentos de transformação e crescimento pessoal enquanto navega pelas complexidades dum relacionamento tão icónico quanto tóxico. A relação era marcada por admiração, muitas inseguranças e uma luta entre a vontade dele de a subjugar e manter dependente, e a dela de alcançar alguma autonomia. A verdade é que conseguimos perceber a transformação de Priscilla, desde uma jovem impressionável até se tornar numa mulher que luta para encontrar o seu próprio espaço ao lado deste ícone mundial. 


Podes ler também a minha opinião sobre Elvis 


Quanto aos temas centrais, estes exploram a complexidade da juventude e do crescimento através da história de Priscilla. O amor surge como uma força transformadora, que impulsiona a sua relação com Elvis e molda as suas escolhas desde tenra idade. Tudo fica evidente na procura pela sua identidade própria, enquanto descobre os seus sonhos pessoas e a realidade da fama absoluta, bem diferente das expectativas românticas que a maioria das meninas alimentava no que dizia respeito ao seu ídolo. A ascensão da jovem ao lado de Elvis traz à tona o brilho ofuscante e as pressões do estrelato, além de retratar a relação conflituosa com o ego do artista que a queria moldar à força ao modelo de esposa perfeita, enquanto se divertia com outras, como seria de esperar de alguém como ele e que era quase uma prova da sua virilidade, dada à custa dos sentimentos e da auto-estima de Priscilla. 


Imagem do casal de protagonistas no dia do casamento: Priscilla e Elvis Presley, sorrindo e vestidos com trajes elegantes, compartilhando um momento de felicidade e esperança em sua união, com um cenário clássico que remete ao início de uma história de amor marcada pelo glamour e pela trajetória de uma jovem que se tornaria ícone.

Priscilla Beaulieu nasceu em 1945 na cidade de Nova Iorque, e a sua história com Elvis Presley começou de forma marcante na década de 1950, quando ainda era adolescente. Aos 14 anos, conheceu o Rei do Rock na Alemanha, onde o seu pai e Elvis serviam no exército. A partir deste encontro, inicia-se uma relação que evoluiu rapidamente, primeiro em segredo, até culminar no casamento dos dois em 1967, quando ela tinha apenas 21 anos. Apesar da diferença de dez anos de idade, este tornou-se um dos casamentos mais emblemáticos e discutidos do mundo do entretenimento, entre o cumprir do sonho de todas as americanas e o pesadelo de passar a viver com os olhos do mundo sobre si. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Elvis & Priscilla: Conditional Love 


O período em que Priscilla e Elvis se conhecem e os anos que se seguiram são retratados com uma sensibilidade que evidencia tanto a fascinação quanto a vulnerabilidade de Priscilla. O estilo da realizadora, Sofia Coppola, destaca-se pela abordagem intimista e sensível, que mergulha profundamente na psicologia dos personagens e na atmosfera da época. A fotografia utiliza cores suaves e enquadramentos cuidados para transmitir emoções subtis, numa atmosfera que combina nostalgia e introspecção. Além disso, a realização aposta em cenas de silêncio e pausas deliberadas, que permitem que o espectador sinta a complexidade dos sentimentos desta menina enquanto ela navega pelo turbulento mundo do estrelato e do relacionamento com Elvis. Importa ainda destacar o figurino que reproduz com riqueza de detalhes os anos 50 e 60, transportando-nos para o período de forma autêntica e envolvente. 



As performances dos actores destacam-se pela profundidade e pela sensibilidade com que retratam os personagens, especialmente a actuação de Cailee Spaeny, no papel de Priscilla. A actriz consegue transmitir com subtileza a complexidade emocional da jovem que se vê envolvida pelo mundo do glamour e da fama, fascinada pelo homem que a América ama. A sua interpretação traz uma mistura de vulnerabilidade, força e introspecção, capturando bem a evolução de Priscilla desde a adolescência até à vida adulta, para a qual foi pressionada a entrar demasiado cedo. Por outro lado, Jacob Elordi começa por entregar um Elvis no auge da beleza, pulsante de talento e verdadeiramente egocêntrico, que se transforma no homem em declínio físico e mental com o passar dos anos, num envelhecimento precoce muito alimentado pelos comprimidos e drogas que tomava a toda a hora. 


A verdade é que no filme fica claro parte do preço que Priscilla pagou pela fama mundial e pelo casamento mais mediático da sua época. Assistimos aos altos e baixos desta relação, a intensidade do vínculo emocional entre eles e às dificuldades que enfrentaram. Só lamento que tenha terminado com a separação, como se esta mulher só tivesse existência enquanto mulher de Elvis Presley, quando, de facto, fez muito mais do que isso na sua longa vida. Ainda assim, é um retrato delicado e bem elaborado, que consegue transmitir a complexidade da figura de Priscilla e o seu papel incontornável na história de Elvis. Portanto, se ainda não viste, ou ficaste com vontade de rever este filme, fica a saber que ele está disponível na HBO Max. Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já viste este filme? O que achaste da representação da relação entre Priscilla e Elvis? Acreditas que o filme transmitiu com fidelidade os eventos? Qual a tua cena favorita? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

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