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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Mulheres que não gostam de sexo



Começo por dizer, antes que alguma alminha se enerve, que certamente existem homens que não gostam de sexo. Sinceramente, não conheço nenhum. Porém, acredito que eles existam e que andem por este mundo sem ainda se ter cruzado comigo nenhum espécime assim. 

Contudo, são conhecidos muitos mais casos de mulheres que não gostam de sexo. Para quem essa parte essencial de qualquer relacionamento amoroso é uma tormenta e um sacrifício. Mulheres que não se imaginam a viver sem um companheiro para partilhar a vida, mas dispensavam as intimidades da cama. Outras até preferem viver sozinhas e sem homens e não sentem a mínima necessidade de contacto sexual de qualquer forma. 

Associamos isto a uma geração de mulheres de antigamente. As que morriam sem se terem visto nuas. Sem nunca porem os olhos nos corpos despidos dos maridos. Para quem tocarem-se era um pecado e o sexo uma obrigação para satisfazer as necessidades dos senhores seus maridos e uma forma de procriar. 

Hoje, vivemos o culto do sexo. Fala-se mais e cada vez com menos tabus destes assuntos. E ainda bem que assim é. No entanto, sinto que ainda existem mulheres que não apreciam devidamente os prazeres do sexo. E se antes se pecava por falar, actualmente acredito que muitas se calem por vergonha de não sentirem o que todos dizem que deviam sentir. Por não alcançarem a satisfação que todos lhe cobram como normal. 

A vergonha será sempre o grande impedimento e obstáculo ao prazer. Seja de falar ou de fazer algo. Se falarmos de sexo com naturalidade e sem risinhos parvos e envergonhados, iremos perceber mais e descobrir que não somos assim tão diferentes umas das outras. Se não nos impedirmos de fazer algo que temos verdadeira vontade, talvez seja possível alcançar o prazer que funciona para nós. 

É que, enquanto os homens são muito mais simples, até no sexo, as mulheres são mais complexas. O que funciona para uma, não é necessariamente fórmula de sucesso com outra. Poucas são as mulheres que chegam ao orgasmo apenas pela penetração. Levar uma mulher ao céu dá trabalho, e nem todos os homens estão dispostos a ter esse trabalho todo. 

O que significa que, ainda que existam vergonhas e tabus antigos enraizados em nós, grande parte da responsabilidade de muitas mulheres não gostarem de sexo é dos homens incompetentes. Aqueles que continuam a menosprezar a importância dos preliminares e a desconhecer as variadas formas de estimular uma mulher. Os que ignoram ou esquecem que os nossos timings não são iguais aos masculinos. 

Posto isto, aqui fica mais um defeito do género masculino que não se incluía no âmbito dos que aqui referi. A incompetência sexual. Homens destes mundo, abram a pestana e comecem a dar o litro, sim? As mulheres agradecem e vocês também vão gostar dos prazeres que podem alcançar com uma mulher sexualmente satisfeita. 

As meninas que ainda estão a ler concordam com as minhas conclusões? Ou têm algo mais a acrescentar? E meninos, podem-se defender! A liberdade de expressão existe e é para ser usada devidamente. 

6 comentários:

  1. Concordo plenamente e assino por baixo :D
    Se a mulher atingir o auge do prazer, o seu parceiro só terá a ganhar com isso ;)

    Parabéns pelo texto, um assunto melindroso tratado com muito nível :)

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    1. Pena que alguns homens ainda não tenham percebido o que andam a perder ao serem tão egoístas.
      Muito obrigada pelo comentário! :)

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  2. No meu caso, pertenço ao grupo mencionado de "mulheres solteiras sem qualquer necessidade de contacto sexual seja de que forma for". Ora, nem sempre fui assim, já fui bem desinibida e orgulhosa da minha sexualidade, mas relacionamentos traumatizantes deixaram-me assim, insensível, desconfiada e de momento sem pachorra nenhuma para romances e sem interesse nenhum sexual de forma alguma (até me chega a agoniar com a referência ao sexo), mas sei que se deve a traumas e que não te estás a referir no teu texto a este contexto, mas isto é algo que também merece ser debatido, os traumas sexuais... Já te estou a dar uma ideia para um próximo post ;)

    Já cometi as maiores loucuras e aventuras sexuais, e agora nem sequer dois beijos na cara aguento bem, odeio que me toquem, e se estou a ver algum filme ou a ler algum livro com conteúdo sexual, passo logo à frente. O que faz automaticamente da minha pessoa, na nossa sociedade, oficialmente uma mulher "frígida". Não traumatizada, não que preciso do meu tempo para voltar a confiar e a gostar de alguém, a acreditar no amor, é logo: frígida!!! Anti-social! Bicho! Esquisita! Coisa rara!, etc, etc, etc...

    Se há mulheres que gostam demasiado de sexo, são o que lhes chamam, se não gostam, são o que lhes chamam, ou seja, nunca estamos bem, não é verdade? Qual a "quantidade" certa para sermos consideradas "normais?"

    Não sei se há parceiros a mais ou a menos, só acho que desde que a relação sexual não se intrometa na relação amorosa de ninguém, ou seja, não haja traição, cada um pode fazer com o seu corpo, de forma consentida o que bem quiser e lhe apetecer, desde que seja saudável e mútuo, cada um sabe de si.

    Claro que, digam o que disserem, quando nos envolvemos românticamente com alguém, pode custar, especialmente aos mais ciumentos, saber que a pessoa que tem o nosso amor já se partilhou com outras, queremos sempre ser os primeiros, únicos, exclusivos. Mas o que crescemos com outras relações, o que vivemos e aprendemos e nos molda para ser quem somos também é importante, por isso desde que haja lealdade, esse assunto nem merece ser digo de ser mencionado, é deixado no passado e pronto, creio que é a melhor maneira.

    Romance à parte, também não me incomoda aquelas pessoas, homens ou mulheres que não tem interesse nenhum em relações românticas e vão vivendo umas curtes aqui e ali, de resto dedicam-se só a elas mesmas, pois apesar de estar implícito na nossa sociedade que tens obrigatoriamente de estar com alguém para ser feliz, eu não concordo com isso...

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    1. Ora aí está um tema deveras interessante! Relações destrutivas causam esse tipo de traumas que deixam as suas marcas e resultam em comportamentos e atitudes que parecem estranhas a quem está de fora.

      Na verdade, tudo resulta do irritante hábito que o ser humano tem de julgar o seu semelhante. Julgar é mais fácil e dá menos trabalho do que procurar compreender.

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  3. Tenho quase 27 anos e sou virgem,pois nunca tive amores e atracções correspondidas, além de ser bastante tímida e reservada. Aliás, nem me imagino sequer ter relações sexuais de qualquer espécie, mete-me montes de impressão e tenho muito medo de me entregar a alguém, tanto que o nunca fiz, logo não posso dizer que tenho traumas de relacionamentos anteriores, pois nunca os tive. Mas não sou assexual, pois tenho desejo sexual, etc., mas nunca experimentei nada, pois tenho medo, mas também porque nunca se proporcionou. E, sinceramente, tenho medo de ficar virgem para sempre, mas tenho de aceitar que essa vai ser a minha sina, pois só me consigo envolver com alguém se tiver muita atracção por ela, o problema é que nunca foi correspondida e penso que será sempre assim. Sinto-me feia e errada, indigna de amor, pois nunca fui amada... É difícil, com a idade só piora, é mais difícil de aceitar que somos uma falhada que nunca namorou ninguém... :(

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    1. Olá Ana,

      Confesso que não estava à espera de receber um testemunho tão sincero e penso que enriqueceste muito esta conversa com a tua história de vida. Mas não penses que és estranha por teres tantos medos. Todos temos, em especial, as mulheres. Não acredito nada que te falte beleza, mas acho que te falta confiança e segurança para assumires as tuas atracções e lutares pelo que queres ou desejas.

      Se precisares de conversar, sobre este ou outro assunto, podes contar comigo. Pelo que percebi, és uma mulher interessante que ainda não descobriu o seu real potencial. :)

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