expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Subscreve a Newsletter

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

#Filmes - Elvis

 

#Filmes - Elvis

Sinopse

A cinebiografia de Elvis Presley acompanhará décadas da vida do artista e a sua ascensão à fama, a partir do relacionamento do cantor com o seu controlador empresário "Coronel" Tom Parker. A história mergulha na dinâmica entre o cantor e o seu empresário por mais de 20 anos em parceria, usando a paisagem dos EUA em constante evolução e a perda da inocência de Elvis ao longo dos anos como cantor. No meio da sua jornada e da sua carreira, Elvis encontrará Priscilla Presley, fonte da sua inspiração e uma das pessoas mais importantes da sua vida.


Opinião

Achei que ia ver este filme ao Cinema, mas ele ficou tão pouco tempo, que foi impossível apanhá-lo em cartaz, tendo em conta a minha disponibilidade e as minhas folgas. Portanto, restou-me o streaming e, depois de ter visto, não fiquei assim com muita pena de não ter visto no grande ecrã. Isto nada tem a ver com a sua qualidade, mas com o género que não cresce com os efeitos e a atmosfera da experiência em sala, podendo perfeitamente ser vista em casa, sem grandes perdas. 


Para começar, temos a música espectacular de Elvis Presley como pano de fundo, banda sonora e cereja no cimo do bolo ao longo de todo o filme. A energia, o contexto, o percurso e crescimento profissional do artista, as suas influências, tudo consegue ser percebido pela música que fez e cantou ao longo da sua curta vida. O Elvis é o protagonista, contada a sua história pelos olhos do polémico empresário que o controlou desde cedo, mas o verdadeiro brilharete é mesmo da sua música. Os jovens terão oportunidade de descobrir a música do rei do rock e perceber o quanto influenciou e continua a influenciar artistas ao longos das décadas. Os mais velhos têm aqui a oportunidade de relembrar alguns dos maiores sucessos. 


Podes ler também a minha opinião sobre Bohemian Rhapsody


As interpretações de Austin Butler e Tom Hanks são outro factor de sucesso deste filme. Numa palavra: brilhantes! Butler encarna Elvis de uma forma estonteante, como se encarnasse o espírito do artista que deslumbrou uma geração e lhes ensinou sobre a rebeldia e a liberdade. Por outro lado, Hanks conseguiu transmitir intensamente a personalidade dúbia e pouco credível do empresário Tom Parker, que se propõe contar a sua versão da história da vida e do sucesso de Elvis. Assim, é com esta premissa que ficam protegidos de qualquer erro ou falsidade que possa ser representada, pois esta é a defesa de Parker perante todas as acusações que lhe foram feitas antes e depois da morte do cantor. 


#Filmes - Elvis

A fotografia do filme acompanha e transmite muito bem a ideia de altos e baixos, com cores fortes e alegres nos períodos de sucesso, com muita luz e brilhos; em contraste com as sombras e o ar de brilho falso das épocas decadentes. Outra analogia muito interessante é o que criaram ao colocar o encontro de Parker e Elvis na roda gigante, que mostra bem o quanto esta parceria entre os dois homens seria uma sucessão de altos e baixos, momentos explosivos de sucesso absoluto, alternados com outros de profundo desânimo, alienação e perda de oportunidades. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Rocketman


Muitos nomes conhecidos da música da época surgem ao longo do filme, sendo muito mais exploradas as alegadas amizades e influências musicais de Presley, do que a sua vida amorosa e familiar. Os pais aparecem bastante, a mãe como figura essencial na sua vida, mas que morre cedo; o pai, como gestor da empresa que criou para gerir a sua carreira e o seu património, mas que parece aproveitar-se para proveito próprio, bem como a grande maioria das figuras que circulam ao redor do músico, em busca do que este lhes pode oferecer. Apesar de terem existido outras mulheres na sua vida, a única que é retratada no filme é a que foi sua esposa e mãe da sua filha. A deterioração da relação dos dois é mostrada, revelando que Elvis só conseguia viver em cima do palco, passando a maioria do tempo fora dele na cama, alheado do mundo, encharcado de medicação. 



O retrato da época, com o racismo evidente e os ideais puritanos a ditarem a moral da sociedade americana, é bem colocado e mostra também como a irreverência das músicas e da dança de Elvis chocou os mais conservadores, que não aceitavam ver um rapaz branco a portar-se de uma forma que só os negros faziam nos seus círculos fechados. Depois, temos as mortes de Luther Kink e de Robert Kennedy, que marcam todos os americanos e o próprio Elvis. O chocante é perceber que este homem viveu esta montanha-russa num ápice, tendo nos deixado com apenas 42 anos, encerrado em casinos, sem nunca ter saído dos Estados Unidos para a tournée que seria esperada. 


Não será um filme extraordinário, e acredito que seja possível que, no futuro, outras propostas virão sobre a vida do ícone Elvis Presley, mas vale muito a pena pelas interpretações, pelas músicas e pelo retrato de uma época que nos apresenta. Já viste o filme Elvis? O que achaste da história? Recomendas aos amigos? Conta-me tudo nos comentários!  

terça-feira, 6 de setembro de 2022

#Livros - O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

 

#Livros - O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Sinopse

Oscar Wilde, um dos maiores nomes da literatura do século XIX, publicou inicialmente O Retrato de Dorian Gray no periódico norte-americano Lippincott's Monthly Magazine, em 20 de Junho de 1890. 

Dorian Gray é um belo e ingénuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward numa pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se a verdadeira inspiração para Basil. Devido ao facto de todo o seu íntimo estar exposto em sua obra-prima, Hallward não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência de lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata amigo de Hallward, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir o seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. 

A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera o seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva os seus sinais físicos de juventude, enquanto todos os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade. O desfecho da história é surpreendente, cujo segredo está n'O Retrato de Dorian Gray. O clássico despertou grande polémica na Inglaterra vitoriana pelo comportamento indiferente, pelo Esteticismo como principal tema e pela dualidade da personagem principal, hedonista e conservadora, que frequenta tranquilamente as reuniões da alta sociedade inglesa após cometer os seus crimes. 


Opinião

Ainda era uma miúda quando li pela primeira vez a obra mais famosa de Oscar Wilde, embora tenha lembrança das sensações e do impacto que deixou, não conseguia recordar-me de pormenores nem tão pouco do final surpreendente, que nada tem a ver com a última adaptação cinematográfica da obra. Mas confesso que, à medida que lia as últimas páginas, as memórias desse momento icónico iam regressando, provando que ninguém se esquece verdadeiramente de um desfecho desses. 


Ainda não encontrei nenhuma adaptação que faça justiça a esta história extraordinária, com todos os ingredientes necessários e que retrata na perfeição o ideal do século XIX. Tudo começa e termina e gira em torno do protagonista, Dorian Gray. Logo nas primeiras páginas o trio central é apresentado: o pintor Hallward, artista que encontrou a sua musa e está no auge artístico; Gray, um jovem cuja beleza espelha a sua inocência e pureza; e o Henry, nobre que chega e se deslumbra com a beleza de Dorian e o influencia de forma irreparável, ensinando-lhe os prazeres da vida e o valor da beleza e da juventude para a sociedade da época. 


Podes ler também a minha opinião sobre Orlando


Com a aproximação de Henry, Dorian afasta-se do pintor aos poucos, não sem antes este lhe entregar a sua obra-prima, o retrato que fez do jovem e que iria imortalizar a sua beleza para sempre. Seria de esperar que o pintor quisesse expor a sua obra para que o mundo constatasse o seu talento, mas a sua decisão é de não mostrar o quadro. Quando questionado, revela o seu maior segredo, a influência que sentiu ao ter Dorian ao seu lado e que sentiu ter exposto este seu segredo, os mistérios da sua alma e dos seus sentimentos pelo jovem na tela que pintou. 


"Meu querido amigo, nenhuma mulher é genial. A mulher é um sexo decorativo. Nunca têm nada a dizer, mas dizem-no de uma maneira encantadora. As mulheres representam o triunfo da matéria sobre o cérebro, do mesmo modo que os homens representam o triunfo do cérebro sobre a moral." 


E assim, o tempo vai-se passando, com a influência cínica de Henry sobre Dorian a crescer, e a vaidade do jovem a multiplicar-se ao ponto de formular o desejo em voz alta. O desejo de ficar para sempre jovem e belo, enquanto os sinais do tempo se fariam sentir na tela. Parece absurdo, mas a sua prece foi atendida e é isso mesmo que passa a acontecer. Ninguém se apercebe de nada no momento, nem o próprio, até que um desgosto de amor, um acto de desumanidade e de crueldade leva ao suicídio de uma mulher. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre A Idade da Inocência


Depois de saber as consequências, depois de ter abandonado Sibila Vane, olha para o seu retrato e percebe que ele mudou. O choque deixa-o transtornado, mas não quer acreditar no que os seus olhos viram. Passados alguns momentos de negação, acaba por aceitar, mesmo sem entender como seria possível, e decide esconder o quadro dos olhos dos demais. Sabendo que nada do que faça, a si ou aos outros, será visível na sua fisionomia, mergulha profundamente na vida de excessos, de prazeres, pecados e passa a corromper outros ao seu redor, isto sem nunca perder a sua aparente juventude. Os anos passam, o mistério sobre a sua aparência impossível começa a crescer, mas sem que nunca possam imaginar o abismo em que caiu. 


"Meu querido amigo, os que não amam mais do que uma vez na vida são os verdadeiros superficiais. O que eles chamam a sua lealdade ou a sua fidelidade eu chamo a letargia dos costumes ou a falta de imaginação. A fidelidade é na vida emocional o que a consciência é na vida intelectual, uma simples confissão de fracassos."


É uma viagem pelos meandros da vida de excessos, da procura de prazer, do quanto uma alma pode ser corrompida quando o castigo não é público. É uma recriação do icónico pacto fáustico pela visão de Wilde, que marcou uma viragem da época vitoriana para a época moderna, além de ter causado um escândalo enorme quando foi publicado, ainda que censurado por quem decidiu publicou. Fascinante a escrita de Oscar Wilde, a crítica que fez à sociedade londrina, e o enredo que criou onde nos coloca frente a frente com o caminho que todos poderíamos seguir, caso não existisse castigo para os nossos crimes, para as nossas faltas. 


Foi a minha segunda leitura, mas tenho a certeza que não foi a última. É sempre um prazer regressar aqui e perceber a perfeição da obra. Se ainda não estás convencida de que precisas de ler O Retrato de Dorian Gray, podes ver os vídeos da Tatiana Feltrin e da Isabella Lubrano sobre este livro extraordinário. Se ainda não entraste nesta obra, vai a fundo, não te vais arrepender! Já leste este livro? Ou alguma coisa do autor? O que achas da sua obra e da sua vida? Conta-me tudo nos comentários! 


Podes encomendar o teu exemplar, sem custos adicionais para ti, e contribuir para as próximas leituras deste blog


Wook | Bertrand | Book Depository 

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

A minha experiência com Emma

 

A minha experiência com Emma

No ano passado, depois de me ter cansado do colchão velho que andava a dar-me cabo das costas, decidi começar a procurar soluções com qualidade, mas com preços acessíveis, que a vida custa a todos. Nesta busca e pesquisa por marcas, produtos e oportunidades, descobri a Emma e os seus colchões recomendados pela Deco Proteste. Depois de continuar a minha pesquisa, percebi que a opção cuja relação custo benefício era mais positiva era o colchão Emma One. 


Para perceberes, o ponto de partida, além das opiniões que se podem encontrar pela Internet a fora, foi a sua conquista de melhor do teste na comparação entre vários colchões feita pela Deco Proteste no seu portal que ajuda os consumidores a fazer escolhas acertadas face às suas necessidades e orçamentos. Claro que o seu preço acessível e as facilidades de pagamento, sem ser preciso recorrer a créditos ou entidades externas, foram determinantes para avançar com a compra sem mais hesitações. 


Podes ler também sobre a minha experiência com De.coração


A entrega foi feita em tempos de pandemia o que significa que ainda existiam algumas limitações nos contactos e restrições naturais da época que vivíamos, mas foi bem rápida e feita de forma eficiente. Bem acondicionado e compactado, como certamente já viste nos unboxings de algum (ou vários) influenciador deste país, só precisas de abrir a embalagem e deixar o colchão recuperar a sua forma durante algumas horas, para que depois possas começar a descansar com qualidade e conforto. 


A minha experiência com Emma

Entretanto, mais de um ano se passou desde que comecei esta experiência e não podia estar mais satisfeita. O conforto e a qualidade que entrega é extraordinária e tenho a certeza que, quando necessitar de novos colchões para as outras camas cá de casa, será a Emma a escolhida, sem pensar duas vezes. Isto porque quando encontramos um produto que nos agrada e não nos leva à falência, devemos apostar nele e partilhar a dica com os demais, como aqui estou a fazer. 


Vê ainda 5 Dicas para redecorar um quarto


O tempo foi passando e percebi que a minha almofada estava a dar as últimas e já não me dava noites de sono descansado nem confortável. Andava com vontade de investir numa boa almofada, embora sem vontade de gastar dinheiro, entendes a contradição? É o que acontece quando sabes que precisas uma coisa, queres comprar algo de qualidade e que vá durar muito tempo, mas vais adiando a decisão para não gastar o dinheiro que sabes que isso custa. Depois de adiar, decidi que estava na hora de investir no meu conforto e comprar a almofada que me andava a seduzir, a Diamond. 


Para te fazer um resumo das suas imensas qualidades, adianto que regula a temperatura, proporciona um conforto premium e o suporte ideal para a tua cabeça e pescoço, além de ser personalizável ao teu gosto ou necessidade específica. Já passou mais de um mês desde que comprei a minha nova almofada Emma, e não podia estar mais satisfeita. Com a combinação perfeita entre colchão e almofada da Emma, o meu sono só ganhou qualidade e conforto. Nunca dormi tão bem como nestes últimos tempos, posso assegurar-te. 


Caso acredites em mim e queiras comprar um novo colchão para ti, podes usar o meu código SVHSY1Z9SGTW e assim ganhas um desconto imediato de 20€ nessa compra. Já conheces os produtos da Emma? Quais já experimentaste e recomendas? Conta-me tudo nos comentários! 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

#Livros - O Último Dia dum Condenado, Victor Hugo

 

#Livros - O Último Dia dum Condenado, Victor Hugo

Sinopse

O longo monólogo dum condenado à morte no seu último dia de vida, onde passam as recordações, as saudades, as emoções, os sentimentos dum homem consciente de que para ele o Sol nasceu pela última vez. 

Uma obra pungente e dramática que é simultaneamente um exemplo acabado de romantismo negro e um implacável requisitório contra a pena de morte! 


Opinião

Nem acredito que nunca tinha lido nada de Victor Hugo, um autor incontornável da Literatura francesa, contemporâneo de Alexandre Dumas e que produziu algumas das obras mais famosas do mundo. Por tudo isto, parece inacreditável que nunca antes tenha lido nada, e que seja agora, com O Último Dia dum Condenado, que me estreio com Hugo. Ainda assim, foi uma estreia e tanto, pois apesar de se tratar dum autor consagrado, não podia imaginar o quanto esta leitura seria impactante e apaixonante. 


Trata-se de um livro curto, com pouco mais de cem páginas, que seria possível ler de uma assentada, não fosse o tema pesado e sensível que retrata. Estamos perante um manifesto contra a pena de morte, onde Victor Hugo, através da sua mestria com as palavras, nos transporta para os derradeiros momentos de um homem que sabe que foi condenado e será morto em breve. Mas, ao contrário do que o título nos indica, não é apenas o último dia, mas as últimas semanas de vida de um homem que foi condenado à morte e aguarda pelo desfecho fatal. 


Podes ler também a minha opinião sobre Coração das Trevas


Cada palavra é escrita com o propósito de passar todos os sentimentos que vivem na cabeça de um condenado. O desespero, a esperança, a solidão, a saudade da vida, a ânsia de viver, a necessidade de uma segunda oportunidade. Uns sucedem-se aos outros, depois surgem todos ao mesmo tempo, como numa avalanche incontrolável. Momentos de revolta, momentos de comiseração. Isto tudo sem que em momento algum nos seja contado o verdadeiro motivo da sua condenação. 


"Não estou doente! com efeito, sou jovem, são e forte. O sangue corre-me livremente nas veias; todos os meus membros obedecem a todos os meus caprichos; sou robusto de corpo e de espírito, constituído para uma longa vida; sim, tudo isso é verdade; e, no entanto, tenho uma doença, uma doença mortal, uma doença feita pela mão dos homens." 


São lançadas algumas informações aleatórias, pequenos detalhes, que nos levam a pensar que o nosso protagonista, de quem nem o nome sabemos, matou alguém, mas as circunstâncias, quem era a vítima, quais os motivos que levaram a esse acontecimento, nada disso é revelado, porque o propósito é chamar à atenção para a pena, não para o crime. Não interessa o que pensamos ou sentimos pelos crimes cometidos, mas o que nos faz sentir a sentença desumana de tirar a vida de outra pessoa, seja qual for a sua culpa. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre O Estrangeiro


Escrito como um diário, começa a ser escrito quando o condenado recebe a sua sentença, existindo um recurso a ser pedido entretanto e que se passa durante algumas semanas, terminando com o instante antes da pena ser executada. Apesar de tudo, sabemos que, no seu passado, teve acesso a uma boa educação, as suas roupas eram cuidadas, o que nos leva a concluir que era de classe social mais elevada do que seria de esperar. Além disso, somos apresentados às figuras do seu passado que viviam na sua alçada. São elas, a mãe idosa, a esposa e a filha pequena. Mas só os seus pensamentos sobre esta filha é que nos podem enternecer, pois o desprendimento para com a esposa e com a mãe dá calafrios. 


"Fechei os olhos, pus as mãos na frente, e procurei esquecer o presente no passado. Enquanto sonho, as recordações da infância e da juventude voltam-me uma a uma doces, calmas, ridentes, como ilhas de flores neste abismo de pensamentos negros e confusos que turbilhonam no meu cérebro." 


Estamos perante uma figura que só nos causa pena pela sua condição de condenado à morte, que sabe que, no final do dia, irá morrer. Tudo o resto, pelo contrário, existe para nos afastar dele, da sua dor, da sua personalidade, da sua experiência de vida livre e vida na prisão. É uma experiência de leitura fascinante e repleta de contradições, que nos causa sentimentos opostos, mas que nos faz pensar e reflectir. Afinal, em pleno século XXI, ainda existem sistemas judiciais que contemplam esta pena hedionda e desumana, além de outros países onde se discute a possibilidade de recuperar a pena de morte. 


No entanto, se ainda precisas de mais motivos para leres O Último Dia dum Condenado, podes ver o vídeo da fantástica Tatiana Feltrin. Infelizmente, não temos muita da vasta obra de Victor Hugo publicada em Portugal, mas, ainda assim, quero ler mais livros deste autor incrível e conhecer melhor o legado que nos deixou. Já leste alguma coisa do autor francês? Conheces este livro especial? O que achaste? Que livros mais recomendas? Conta-me tudo nos comentários! 


Podes encomendar o teu exemplar através dos links abaixo, sem custos adicionais para ti, e contribuir para as próximas leituras deste blog


Wook | Bertrand | Book Depository

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

#Séries - Os Pilares da Terra

 

#Séries - Os Pilares da Terra

Sinopse

Baseado no bestseller mundial de Ken Follet, e com a produção executiva a cargo de Rola Bauer em associação com Tony e Ridley Scott, este mini-série é uma das grandes produções televisivas dos últimos tempos. 

Tendo como cenário a tumultuosa Inglaterra do século XII, Os Pilares da Terra conta uma história de amor, traição, intriga. mistério, violência, aventura... Estes são os ingredientes deste arrebatador épico que começa com a morte do herdeiro ao trono de Inglaterra. A luta pela sucessão começa e nobres e religiosos farão qualquer coisa tendo em vista um único objectivo: o poder. Neste ambiente cheio de invejas, estratégias e falsas acusações, um homem sonha construir uma magnífica catedral, cheia de luz e repleta de novos elementos: abre-se um novo caminho em direcção a um futuro cheio de esperança.


Opinião

Depois de ter lido o livro Os Pilares da Terra, fiquei rendida à história de Ken Follet e aos personagens incríveis que criou, bem como a fantástica Kingsbridge. Enquanto não ganho coragem para continuar os demais livros escritos pelo autor neste lugar especial, decidi ver a série que foi feita tendo como base o livro. As expectativas estavam altas, ou não fosse a história espectacular, e posso já adiantar que, mesmo com algumas alterações, umas que entendo, outras que acho só parvas, foi um prazer assistir à série Os Pilares da Terra. 


Claro que a base ajuda, mas acredito que o elenco de luxo também contribui em muito para esta adaptação bem sucedida. O que primeiro me chamou a atenção foi o extraordinário Eddie Redmayne numa interpretação que beira a perfeição do personagem Jack Jackson, pelo menos encaixou na perfeição no que imaginei que deveria ser este rapaz tímido, reservado mas com um talento absurdo. Depois, os meus dois personagens favoritos do livro, Tom e Philip, interpretados de forma brilhante pelos actores Rufus Sewell e Matthew Macfadyen. 


Podes ler também a minha opinião sobre Os Tudors


O cenário é deslumbrante e retrata muito bem o que lemos no livro, o que o autor nos transmite com o seu relato, bem como o guarda roupa. Não sei se historicamente é coerente, mas aos olhos de uma leiga como eu, está tudo certo. Depois, temos o enredo que é fascinante, embora tenham sido feitas alterações que, na minha opinião, não fazem justiça aos mistérios que alimentam o livro e nos fazem ler mais de mil páginas sem esforço. São revelados pormenores que só são contadas no final do livro, e outras são deslocadas para o final, existindo também outras inventadas e que não fazem realmente parte do livro. Penso que é o que se chama de adaptação, não é? São tomadas liberdades para tornar a história mais interessante, embora ache que, neste caso, só serviram para conseguirem contar toda a história em oito episódios. 


#Séries - Os Pilares da Terra

Os primeiros dois episódios são os que apresentam menos alterações ao original, apenas alguns detalhes pouco importantes, e outros que só mais tarde ganham importância. No primeiro de todos ficamos a conhecer as personagens mais importantes, que irão marcar a história e evolução de Kingsbridge para sempre. Falo de Tom, o pedreiro que irá começar a construção da catedral; Philip, o futuro prior que irá sonhar esse sonho com Tom e levará até ao fim esse propósito de vida; Aliena, a mulher que se tornará numa comerciante próspera da cidade e parceira de negócios de Philip; Waleran, o bispo que será inimigo do prior, de Kingsbridge e de todos os habitantes da cidade; Ellen, a misteriosa mulher que se junta a Tom com o seu filho e que muitos consideram uma perigosa bruxa; e o extraordinário Jack, filho de Ellen, sedento de conhecimento e que herda o sonho do padrasto, Tom, e quer também ele construir uma catedral magnífica, como nunca se viu na Inglaterra. 


Podes ler também a minha opinião sobre A Princesa Espanhola


Estas figuras cruzam-se ao longo dos oito episódios e transformam a história de uma localidade perdida na Inglaterra, que se opõe ao poder de gente poderosa e ambiciosa, sendo sempre um obstáculo no caminho destas pessoas perigosas. Uma verdadeira batalha entre David e Golias, onde as probabilidades estão sempre contra Kingsbridge e os seus idealistas, onde as únicas armas desta gente é a coragem, determinação e a convicção da pureza dos seus propósitos. É um romance épico, que ganha vida na tela e que nos arrebata do primeiro ao último episódio. No entanto, devido às alterações que foram feitas, aconselho a que leias primeiro o livro e só depois vejas a série, para não perderes pitada do prazer da leitura e da descoberta. 



São episódios com cerca de 50 minutos de duração e que valem cada segundo do teu tempo, vais adorar ver o que imaginaste e é um exercício de memória encontrar as diferenças, além das mais clamantes. Agora conta-me nos comentários: já viste esta série? O que achaste da adaptação? Encontraste diferenças que te incomodaram? 

Subscreve a Newsletter