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terça-feira, 30 de agosto de 2022

#Livros - O Último Dia dum Condenado, Victor Hugo

 

#Livros - O Último Dia dum Condenado, Victor Hugo

Sinopse

O longo monólogo dum condenado à morte no seu último dia de vida, onde passam as recordações, as saudades, as emoções, os sentimentos dum homem consciente de que para ele o Sol nasceu pela última vez. 

Uma obra pungente e dramática que é simultaneamente um exemplo acabado de romantismo negro e um implacável requisitório contra a pena de morte! 


Opinião

Nem acredito que nunca tinha lido nada de Victor Hugo, um autor incontornável da Literatura francesa, contemporâneo de Alexandre Dumas e que produziu algumas das obras mais famosas do mundo. Por tudo isto, parece inacreditável que nunca antes tenha lido nada, e que seja agora, com O Último Dia dum Condenado, que me estreio com Hugo. Ainda assim, foi uma estreia e tanto, pois apesar de se tratar dum autor consagrado, não podia imaginar o quanto esta leitura seria impactante e apaixonante. 


Trata-se de um livro curto, com pouco mais de cem páginas, que seria possível ler de uma assentada, não fosse o tema pesado e sensível que retrata. Estamos perante um manifesto contra a pena de morte, onde Victor Hugo, através da sua mestria com as palavras, nos transporta para os derradeiros momentos de um homem que sabe que foi condenado e será morto em breve. Mas, ao contrário do que o título nos indica, não é apenas o último dia, mas as últimas semanas de vida de um homem que foi condenado à morte e aguarda pelo desfecho fatal. 


Podes ler também a minha opinião sobre Coração das Trevas


Cada palavra é escrita com o propósito de passar todos os sentimentos que vivem na cabeça de um condenado. O desespero, a esperança, a solidão, a saudade da vida, a ânsia de viver, a necessidade de uma segunda oportunidade. Uns sucedem-se aos outros, depois surgem todos ao mesmo tempo, como numa avalanche incontrolável. Momentos de revolta, momentos de comiseração. Isto tudo sem que em momento algum nos seja contado o verdadeiro motivo da sua condenação. 


"Não estou doente! com efeito, sou jovem, são e forte. O sangue corre-me livremente nas veias; todos os meus membros obedecem a todos os meus caprichos; sou robusto de corpo e de espírito, constituído para uma longa vida; sim, tudo isso é verdade; e, no entanto, tenho uma doença, uma doença mortal, uma doença feita pela mão dos homens." 


São lançadas algumas informações aleatórias, pequenos detalhes, que nos levam a pensar que o nosso protagonista, de quem nem o nome sabemos, matou alguém, mas as circunstâncias, quem era a vítima, quais os motivos que levaram a esse acontecimento, nada disso é revelado, porque o propósito é chamar à atenção para a pena, não para o crime. Não interessa o que pensamos ou sentimos pelos crimes cometidos, mas o que nos faz sentir a sentença desumana de tirar a vida de outra pessoa, seja qual for a sua culpa. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre O Estrangeiro


Escrito como um diário, começa a ser escrito quando o condenado recebe a sua sentença, existindo um recurso a ser pedido entretanto e que se passa durante algumas semanas, terminando com o instante antes da pena ser executada. Apesar de tudo, sabemos que, no seu passado, teve acesso a uma boa educação, as suas roupas eram cuidadas, o que nos leva a concluir que era de classe social mais elevada do que seria de esperar. Além disso, somos apresentados às figuras do seu passado que viviam na sua alçada. São elas, a mãe idosa, a esposa e a filha pequena. Mas só os seus pensamentos sobre esta filha é que nos podem enternecer, pois o desprendimento para com a esposa e com a mãe dá calafrios. 


"Fechei os olhos, pus as mãos na frente, e procurei esquecer o presente no passado. Enquanto sonho, as recordações da infância e da juventude voltam-me uma a uma doces, calmas, ridentes, como ilhas de flores neste abismo de pensamentos negros e confusos que turbilhonam no meu cérebro." 


Estamos perante uma figura que só nos causa pena pela sua condição de condenado à morte, que sabe que, no final do dia, irá morrer. Tudo o resto, pelo contrário, existe para nos afastar dele, da sua dor, da sua personalidade, da sua experiência de vida livre e vida na prisão. É uma experiência de leitura fascinante e repleta de contradições, que nos causa sentimentos opostos, mas que nos faz pensar e reflectir. Afinal, em pleno século XXI, ainda existem sistemas judiciais que contemplam esta pena hedionda e desumana, além de outros países onde se discute a possibilidade de recuperar a pena de morte. 


No entanto, se ainda precisas de mais motivos para leres O Último Dia dum Condenado, podes ver o vídeo da fantástica Tatiana Feltrin. Infelizmente, não temos muita da vasta obra de Victor Hugo publicada em Portugal, mas, ainda assim, quero ler mais livros deste autor incrível e conhecer melhor o legado que nos deixou. Já leste alguma coisa do autor francês? Conheces este livro especial? O que achaste? Que livros mais recomendas? Conta-me tudo nos comentários! 


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quinta-feira, 25 de agosto de 2022

#Séries - Os Pilares da Terra

 

#Séries - Os Pilares da Terra

Sinopse

Baseado no bestseller mundial de Ken Follet, e com a produção executiva a cargo de Rola Bauer em associação com Tony e Ridley Scott, este mini-série é uma das grandes produções televisivas dos últimos tempos. 

Tendo como cenário a tumultuosa Inglaterra do século XII, Os Pilares da Terra conta uma história de amor, traição, intriga. mistério, violência, aventura... Estes são os ingredientes deste arrebatador épico que começa com a morte do herdeiro ao trono de Inglaterra. A luta pela sucessão começa e nobres e religiosos farão qualquer coisa tendo em vista um único objectivo: o poder. Neste ambiente cheio de invejas, estratégias e falsas acusações, um homem sonha construir uma magnífica catedral, cheia de luz e repleta de novos elementos: abre-se um novo caminho em direcção a um futuro cheio de esperança.


Opinião

Depois de ter lido o livro Os Pilares da Terra, fiquei rendida à história de Ken Follet e aos personagens incríveis que criou, bem como a fantástica Kingsbridge. Enquanto não ganho coragem para continuar os demais livros escritos pelo autor neste lugar especial, decidi ver a série que foi feita tendo como base o livro. As expectativas estavam altas, ou não fosse a história espectacular, e posso já adiantar que, mesmo com algumas alterações, umas que entendo, outras que acho só parvas, foi um prazer assistir à série Os Pilares da Terra


Claro que a base ajuda, mas acredito que o elenco de luxo também contribui em muito para esta adaptação bem sucedida. O que primeiro me chamou a atenção foi o extraordinário Eddie Redmayne numa interpretação que beira a perfeição do personagem Jack Jackson, pelo menos encaixou na perfeição no que imaginei que deveria ser este rapaz tímido, reservado mas com um talento absurdo. Depois, os meus dois personagens favoritos do livro, Tom e Philip, interpretados de forma brilhante pelos actores Rufus Sewell e Matthew Macfadyen. 


Podes ler também a minha opinião sobre Os Tudors


O cenário é deslumbrante e retrata muito bem o que lemos no livro, o que o autor nos transmite com o seu relato, bem como o guarda roupa. Não sei se historicamente é coerente, mas aos olhos de uma leiga como eu, está tudo certo. Depois, temos o enredo que é fascinante, embora tenham sido feitas alterações que, na minha opinião, não fazem justiça aos mistérios que alimentam o livro e nos fazem ler mais de mil páginas sem esforço. São revelados pormenores que só são contadas no final do livro, e outras são deslocadas para o final, existindo também outras inventadas e que não fazem realmente parte do livro. Penso que é o que se chama de adaptação, não é? São tomadas liberdades para tornar a história mais interessante, embora ache que, neste caso, só serviram para conseguirem contar toda a história em oito episódios. 


#Séries - Os Pilares da Terra

Os primeiros dois episódios são os que apresentam menos alterações ao original, apenas alguns detalhes pouco importantes, e outros que só mais tarde ganham importância. No primeiro de todos ficamos a conhecer as personagens mais importantes, que irão marcar a história e evolução de Kingsbridge para sempre. Falo de Tom, o pedreiro que irá começar a construção da catedral; Philip, o futuro prior que irá sonhar esse sonho com Tom e levará até ao fim esse propósito de vida; Aliena, a mulher que se tornará numa comerciante próspera da cidade e parceira de negócios de Philip; Waleran, o bispo que será inimigo do prior, de Kingsbridge e de todos os habitantes da cidade; Ellen, a misteriosa mulher que se junta a Tom com o seu filho e que muitos consideram uma perigosa bruxa; e o extraordinário Jack, filho de Ellen, sedento de conhecimento e que herda o sonho do padrasto, Tom, e quer também ele construir uma catedral magnífica, como nunca se viu na Inglaterra. 


Podes ler também a minha opinião sobre A Princesa Espanhola


Estas figuras cruzam-se ao longo dos oito episódios e transformam a história de uma localidade perdida na Inglaterra, que se opõe ao poder de gente poderosa e ambiciosa, sendo sempre um obstáculo no caminho destas pessoas perigosas. Uma verdadeira batalha entre David e Golias, onde as probabilidades estão sempre contra Kingsbridge e os seus idealistas, onde as únicas armas desta gente é a coragem, determinação e a convicção da pureza dos seus propósitos. É um romance épico, que ganha vida na tela e que nos arrebata do primeiro ao último episódio. No entanto, devido às alterações que foram feitas, aconselho a que leias primeiro o livro e só depois vejas a série, para não perderes pitada do prazer da leitura e da descoberta. 



São episódios com cerca de 50 minutos de duração e que valem cada segundo do teu tempo, vais adorar ver o que imaginaste e é um exercício de memória encontrar as diferenças, além das mais clamantes. Agora conta-me nos comentários: já viste esta série? O que achaste da adaptação? Encontraste diferenças que te incomodaram? 

terça-feira, 23 de agosto de 2022

#Livros - A Letra Escarlate, de Nathaniel Hawthorne

 

#Livros - A Letra Escarlate, de Nathaniel Hawthorne

Sinopse

Na América puritana, o peito das mulheres adúlteras era marcado com uma letra escarlate, a marca da infâmia. Nesta sociedade quase totalitária, onde a vontade individual se verga ao peso da moralidade, uma mulher, Hester, será ostracizada, perseguida e vilipendiada por um crime que não é crime - amar fora do casamento. Mas ela ergue-se em todo o seu esplendor. Resiste e persiste. Indomável. Além de Hester, duas outras personagens permanecem na memória do leitor. Arthur Dimmesdale, o amante cobarde, torturado pelo peso da culpa, incapaz de assumir a sua relação. E Roger Chillingworth, o marido traído, de espírito vingativo, atormentando a vida dos amantes. 

Psicologicamente denso, de uma simbologia complexa, este é o primeiro dos grandes romances americanos. Uma obra única. Uma obra imortal. Um verdadeiro monumento à literatura. 


Opinião

A única referência que tinha sobre este título era uma lembrança difusa de um filme dos anos 90, que nem sei bem se cheguei a assistir. Entretanto, estou a fazer a colecção de Romances Eternos e, entre tantos livros que tenho recebido, cada um mais lindo que o outro, alguns que já tenho ou já li, este saltou-me à vista e despertou a minha curiosidade, pois sempre ouvi dizer que o filme não fazia justiça ao livro de modo nenhum. E foi assim que A Letra Escarlate, também traduzido como A Letra Encarnada, furou a fila de leituras. 


Para começar, posso já dizer que valeu bem a pena antecipar esta leitura porque o livro é inacreditável de tão bom. Primeiro, a escrita do autor é incrível, além de cuidada, é feita com pormenores delicados, escondendo mais do que aquilo que revela nas palavras. Sinto que as palavras não são suficientes para explicar o que este livro entrega e a forma como o faz. A sua subtileza, os subterfúgios que o autor utiliza para nos contar alguma coisa, ao mesmo tempo que esconde o essencial, a crítica a vários sectores da sociedade puritana, esta combinação faz com que este seja mesmo um livro extraordinário. 


Podes ler também a minha opinião sobre Jane Eyre 


O primeiro capítulo parece fora do contexto, pois estamos à espera de saber da história de uma mulher adúltera, e somos brindados com um relato da vida na alfândega, lugar onde o autor trabalhou e, portanto, revela-se uma descrição do que teria sido a sua experiência profissional, mas também serve para nos contar que foi desse modo que tomou conhecimento desta história que é contada como um relato verídico do que aconteceu muitos anos antes da data em que é escrito A Letra Escarlate


"Esta longa ligação de uma família com um lugar, o seu lugar de nascença e morte, cria uma espécie de parentesco entre o homem e o lugar, independentemente de qualquer encanto da paisagem ou da gente que o cerca. Não é amor, mas instinto." 


Passado este preâmbulo, somos apresentados à invulgar Hester, que se encontra em praça pública, com a filha recém nascida nos braços, a cumprir parte da pena que lhe foi dada pelo tribunal por ter pecado ao ter um filho que não é do seu marido ausente. Inicialmente, não nos são dados muitos detalhes sobre esta mulher, a sua vida ou o seu passado, o que me fez questionar porque estava aquela mulher sozinha, dado que ninguém faz filhos sozinho; e onde estava o marido traído, que não se via referência em parte alguma. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre A Idade da Inocência


Aos poucos vamos entendendo melhor o que se está, de facto, a passar e como foi que Hester chegou àquele lugar de humilhação pública. Vinda de Inglaterra, foi enviada para Salem pelo seu marido que iria juntar-se-lhe em seguida, só que os anos se passaram e ele nunca chegou. A comunidade começou a comentar a situação inusitada e todos já imaginavam que o pobre homem teria morrido no caminho, ainda que não fosse possível provar que esta mulher era viúva pela ausência de notícias sobre este homem misterioso. Tudo se adensa quando, no momento em que se encontra no palanque, para ser observada por todos e servir de exemplo para todas as mulheres, apercebe-se da presença, entre a multidão que a cerca, do seu marido a fitá-la. 


"Os dias do futuro longínquo seguir-se-iam, sempre com o mesmo fardo para ela erguer e transportar, mas nunca depor; pois os dias acumulados e os anos juntos não fariam mais que amontoar a sua angústia sobre o monte antigo da vergonha. Por todos eles fora, abandonando a sua individualidade, ela se tornaria o símbolo geral, para que apontassem o pregador e o moralista, e no qual pudessem encarnar e tornar vivida a imagem da fraqueza feminina e da paixão pecaminosa." 


Ficamos a saber ainda que Hester recusou-se a contar quem era o pai da criança e, por esse motivo, a sua pena foi ligeiramente mais pesada do que seria, dado que todos acreditavam que o marido teria morrido. Depois de ser recolhida à sua cela, passado o suplício público, recebe a visita do homem que se apresentou como médico, Chillingworth, mas que na verdade era o seu marido ausente. Este mostra-se compreensivo para com a esposa adúltera, mas pede-lhe explicações sobre o responsável pela sua infâmia, o que a nossa protagonista continua a manter segredo, recusando-se a partilhar a identidade do homem por quem se apaixonou. Assim, o novo habitante da cidade pede-lhe segredo da sua verdadeira identidade para fugir à vergonha e ao escândalo, e partilha que vai se dedicar a descobrir a verdade sobre esse homem e procurar a sua vingança. 


É aqui que o enredo realmente começa e onde a capacidade do autor se revela para nos mostrar e ocultar ao mesmo tempo informação relevante ou acessória. Quero ainda destacar que estamos perante uma tradução do extraordinário Fernando Pessoa, que é tão boa que continua a ser usada nos dias de hoje, não só em Portugal. Outro aspecto que quero salientar é a qualidade destas edições requintadas. Sim, o exterior conquistou muitos leitores, mas nunca esperei que o interior acompanhasse, confesso. Papel de excelente qualidade, letra confortável de ser lida mesmo para míopes, fonte e cor do papel, tudo claramente pensado para que seja lido e não apenas um objecto decorativo. 


Depois de tudo isto, não entendo o que esperas para ler este livro incrível de Hawthorne. No entanto, se ainda precisas de mais incentivos ou queres saber mais sobre a obra, aconselho-te a veres o vídeo da Tatiana Feltrin, que faz um trabalho incrível no Youtube. Seja qual for a versão que tenhas ou que venhas a comprar, lê A Letra Escarlate e mergulha neste mundo dúbio e misterioso, complexo e rico. Não te vais arrepender! 


Conheces esta obra da Literatura americana? O que sentiste ao ler A Letra Escarlate? Leste mais alguma coisa do autor? Conta-me tudo nos comentários! 


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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

A minha experiência com Castelbel

 

A minha experiência com Castelbel

Existem tantos produtos e marcas no mercado que, por vezes, fica difícil reconhecer quais as melhores, as que valem a pena, as que compensam o investimento mais elevado pela qualidade que entregam. Só que existem tantos estímulos, tantas referências e recomendações que nem sempre somos capazes de distinguir entre tantas opções. É por todos estes motivos que dou tanto destaque a todas as recomendações da Maçã de Eva, pois nunca me falhou, até hoje. Foi assim que descobri a Castelbel, em diversas publicações da Ana. 


Confesso que nas minhas primeiras pesquisas achei os valores dos produtos absurdamente caros, a um nível que achei que nunca iria pagar por velas ou ambientadores. Só que ela tanto falou, tanto recomendou, que acabei por aproveitar uma promoção de 20% de desconto para encomendar o meu primeiro produto Castelbel e ver com os meus olhos se as promessas se cumpriam. Primeiro, comecei por encomendar umas saquetas perfumadas, produto mais acessível e que me permitia descobrir os aromas e eleger o favorito. 


Podes ler também a minha experiência com a Beauty Box da Look Fantastic


Os eleitos foram o Jasmim Branco e o Ruby Red, sendo os dois deliciosos e duraram imenso tempo no meu armário. No entanto, o aroma que ganhou o meu coração foi o Ruby Red, que pertence à colecção Portus Cale, uma linha ainda mais elegante, com frascos lindos de morrer, que se tornam verdadeiras peças de decoração. Assim, em Abril do ano passado, encomendei o meu difusor de 250ml, em conjunto com uma vela, também Portus Cale, com o aroma Rosé Blush. 


A minha experiência com Castelbel

Já se passou bem mais de um ano e o meu difusor ainda tem líquido e continua a perfumar a minha sala. Portanto, o facto de ter custado 36€ está mais do que ultrapassado, pois muito mais teria gasto durante todo este tempo com outras marcas que não teriam a mesma qualidade, o mesmo aroma e muito menos a mesma duração. Foi um verdadeiro investimento, pois nunca pensei que fosse durar tanto tempo. Entretanto, comprei uma recarga para reabastecer a embalagem linda que será mantida mesmo quando terminar, mas, até agora, ainda não foi de todo necessário. Esta recarga, que trouxe 250 ml e novos pauzinhos, custo pouco mais de 20€, por isso, após o investimento inicial, em seguida torna-se ainda mais apelativo comprar estes produtos aromatizantes. 


Podes ler ainda sobre a Lima Electrónica Velvet Smooth da Scholl


Como já referi, o difusor encontra-se na minha sala, e a vela foi a escolhida para habitar o meu escritório. A verdade é que não a acendo muitas vezes ou durante muito tempo, mas a verdade é que ela ainda está para durar e o cheiro que liberta é delicioso e dura por muitas horas. Outro dos produtos da marca Castelbel que experimentei foi o sabonete Sardinha, que é excelente para ter na cozinha pois ajuda a eliminar o odor de alimentos das mãos. Ao início, achei que seria exagero o que diziam, mas posso assegurar que é tudo verdade, e só faltam palavras para descrevermos devidamente tudo o que esta marca portuguesa entrega. 


A minha experiência com Castelbel

Resumindo, só posso recomendar a Castelbel, sejam quais forem os produtos que escolham, a minha experiência diz-me que não vão ficar desiludidos. Eu percebo as hesitações, eu própria as senti pelos preços praticados, mas podes ter a certeza que o investimento é totalmente compensado pela duração e pela qualidade dos aromas, sem álcool, que é o que faz com que os difusores normais terminem em menos de nada. Se tens medo de escolher um aroma que não vais gostar, podes fazer como eu e começar por comprar um produto mais acessível para conhecer e escolher os que mais te agradam, ou procurar lojas físicas onde se vende a marca e experimentar. Pelas minhas pesquisas, as lojas online compensam na hora de comprar Castelbel, mas nada como procurares alternativas e comparares preços. 


Entretanto, enquanto escrevia este post, reparei que novos aromas foram lançados pela marca e devo dizer que fiquei muito curiosa para os descobrir. Até porque pretendo comprar um novo difusor para o meu quarto, só ainda não consegui escolher qual o que mais combina com esse ambiente relaxante e que ajude na hora de adormecer. Se queres ver estes e outros produtos, podes ver o que temos disponível na Sweetcare


Já conheces esta marca nacional e de qualidade? O que pensas da Castelbel? Qual o teu produto favorito ou a tua gama favorita? Conta-me tudo nos comentários! 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

#Livros - Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway

 

#Livros - Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway

Sinopse

Em 1921, um jovem Ernest Hemingway chega a Paris decidido a abandonar o jornalismo e a iniciar carreira como escritor. De bolsos vazios e com a cabeça povoada de sonhos, percorre as ruas de uma cidade vibrante nos dias de pós-Primeira Guerra Mundial, senta-se nos seus cafés para escrever, recolhe-se em retiros apaixonados com a sua primeira mulher, Hadley, e partilha aprendizagens e aventuras com algumas das mais fulgurantes figuras do panorama literário da época, como Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald ou a madrinha desta - por si apelidada - «geração perdida», Gertrud Stein. Situada entre a crónica e o romance, Paris é uma Festa é a memória destes anos e a obra mais pessoal e reveladora de Hemingway. Deixada inacabada pelo autor, seria publicada postumamente, em 1964. 


Opinião

Depois de ter lido o meu primeiro Hemingway no ano passado e logo com um dos seus livros mais icónicos, fiquei com muita vontade de ler mais livros deste autor norte americano. Para esta escolha, em especial do título, também contribuiu ser o penúltimo livro que me faltava ler da remessa que comprei na última Feira do Livro de Lisboa. Agora, fica só a faltar pegar no livro que comprei com a consciência de que não seria uma leitura para breve, ou seja, Dom Quixote de la Mancha. 


Quanto a este livro, Paris é uma Festa, só posso dizer que é uma delícia e um privilégio conhecer Paris, a vida de um jovem escritor, o meio artístico e tantas figuras do panorama cultural da época pelos olhos e pela experiência de Ernest Hemingway. É óbvio que estamos perante um livro de memórias, contado como se estivesse a ser escrito no momento exacto dos acontecimentos, mas que sabemos que foi escrito longos anos passados dos factos que narra. Portanto, é natural que a memória falhe e alguns detalhes, muitos diálogos sejam apenas fruto de uma lembrança vaga que foi ficcionada para contar o que o autor pretendia passar para os seus leitores. 


Podes ler também a minha opinião sobre O Velho e o Mar


A sua vida em Paris está longe de ser sumptuosa, glamourosa ou sofisticada. Até porque esta época está localizada no início da sua carreira como escritor, quando o dinheiro não abunda, até porque decide abandonar o jornalismo para seguir este apelo pela escrita de ficção. Assim, vive em Paris com a sua primeira esposa e o seu primeiro filho também, vivendo num bairro modesto, em instalações com o mínimo dos confortos, e nem sempre com dinheiro no bolso para se alimentar. Aliás, os seus relatos da sensação de fome, de como essa sensação, passadas algumas horas, lhe agudizava os sentidos e lhe permitia apreciar melhor a paisagem, obras de arte e tudo em geral. 


"Mas Paris é uma cidade muito antiga; nós éramos jovens e ali nada era simples, nem sequer a pobreza, nem o dinheiro ganho de surpresa, nem o luar, nem o bem e o mal, nem a respiração de quem junto de nós dormisse ao luar" 


Conta também sobre as suas estranhas escolhas, as opções que o casal fazia e que os fazia viver ainda pior do que poderiam ter vivido. Hemingway nunca se privava de trabalhar em cafés onde consumia com frequência, ou de gastar dinheiro destinado a outros fins e depois pedir emprestado. Ou ainda, dedicar-se a apostar em corridas de cavalo. Isto só para dar alguns exemplos, porque as situações deste género são mais que muitas ao longo de todo o relato desses anos. Outro aspecto fascinante deste livro é a forma poética com que é escrito. Alterna momentos banais, descritivos de um dia a dia de trabalho artístico, com considerações que te fazem pensar ou simplesmente maravilhar com a beleza das palavras. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre O Grande Gatsby


Outro aspecto fascinante deste registo biográfico em tom de memórias da juventude, é a quantidade de gente famosa, talentosa e de várias áreas da cultura com quem se cruzou ao longo desses anos e com quem teve amizades das mais diversas, com contornos pessoais num tom de quem já nada tem a perder e de quem sabe que a maioria dessas figuras já cá não se encontravam para se defender ou rebater as suas afirmações. Figuras como Ezra Pound, Gertrud Stein ou o mais apetecível e controverso Fitzgerald, com quem teve uma amizade profunda, mas com quem se chateou a dada altura, tendo sido testemunha da relação deste com a sua perturbada mulher, não se tendo privado de partilhar connosco as suas impressões desta relação complexa e tóxica. 


"Dizem que as sementes daquilo que havemos de realizar se encontram todas já dentro de nós, mas sempre me pareceu que, naqueles que troçam da vida, as sementes se encontram cobertas de melhor terra e de uma percentagem mais alta de adubo." 


Este é um relato que fala sobre tantas coisas que fica difícil aqui incluir todos os temas ou assuntos que aborda. Para terminar, quero ainda destacar a sua importância no que toca ao acto da escrita. Acredito que qualquer aspirante a escritor pode e deve ler Paris é uma Festa e aprender com os métodos de Hemingway, inspirar-se com a sua forma de encarar a profissão, os seus métodos de trabalho e até a sua filosofia sobre o que devia fazer um bom escritor para não corromper a sua ética profissional. Mas se precisas de mais incentivos para ler este livro, aconselho-te a veres o vídeo da Tatiana Feltrin e ouvires os seus argumentos. 


Já leste este livro de Hemingway? O que achas deste autor? Qual a tua obra favorita que me aconselhas em seguida? Conta-me tudo nos comentários! 


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