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domingo, 22 de novembro de 2020

10 Clássicos para oferecer no Natal

 

10 Clássicos para oferecer no Natal

Não sei se já te deste conta, mas o Natal já espreita por todo o lado, como vem sendo hábito e, quando dermos por isso, é dia 24 de Dezembro e ainda nem comprámos o presente para a sogra, se não for mais grave o esquecimento. Para que isso não te aconteça e possas escolher alguns presentes sem ter de sair do conforto da tua casa, vou deixar, hoje e nas próximas semanas, algumas sugestões de presentes que podes oferecer a qualquer pessoa por quem tenhas apreço. 


No dia de hoje, irei começar por sugerir alguns dos melhores Clássicos da Literatura Universal, porque os livros são uma das melhores prendas que podes dar, seja a quem for. Alguns já li e até existe opinião publicada no blog, outros estão na minha imensa lista de desejos e que conto ler um dia destes. Não te vou sugerir, como é hábitos nestas épocas, a quem deves oferecer, porque acredito que deverás conhecer os teus e os seus gostos melhor do que eu. Assim, deixo-te uma lista de bons livros que poderás apostar como ideias vencedoras em qualquer ceia de Natal, mais ou menos tradicional. Vamos aos livros? 


10 Clássicos para oferecer no Natal

1. E Tudo o Vento Levou, de Margaret Mitchell

E Tudo o Vento Levou tem como pano de fundo a Guerra Civil Americana, que opôs o Norte industrializado ao Sul das grandes propriedades de trabalho escravo negro. 

A bela e caprichosa Scarlett O'Hara vive em Tara, no estado sulista da Geórgia, numa plantação de algodão. Estamos em 1861. Os seus amigos e, em geral, todos os jovens aguardam com entusiasmo a entrada na guerra, esperando uma vitória rápida. 

A excepção é o aventureiro Rhett Butler, que se sente atraído por Scarlett. Mas esta está apaixonada por Ashley Wilkes, que se prepara para casar com Melanie Hamilton. Depois da guerra, Scarlett procura reconstruir a propriedade familiar para onde regressa, recorrendo à obstinação, astúcia e mesmo a um casamento de conveniência. 


Wook | BertrandBook Depository


2. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Admirável Mundo Novo é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna. 


Wook | BertrandBook Depository


10 Clássicos para oferecer no Natal

3. Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

Um grande clássico Juvenil que transcende as fronteiras do tempo e da idade e faz desta obra um marco na Literatura. 

Um livro que nos dá o retrato de uma família de classe média americana do seu tempo, sublinhando os seus principais valores morais, e em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades.


Wook | BertrandBook Depository


4. O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Uma abadia medieval isolada. Uma comunidade de monges devastada por uma série de crimes. Um frade franciscano que investiga os mistérios de uma biblioteca inacessível. 

Numa edição com desenhos e apontamentos preparatórios do autor, o romance que revelou o génio narrativo de Umberto Eco: traduzido em 60 países com mais de 50 milhões de exemplares vendidos, O Nome da Rosa ganhou o prémio Strega em 1981 e inspirou um filme e  uma série de televisão com grande êxito internacional.


Wook | BertrandBook Depository


10 Clássicos para oferecer no Natal

5. O Estrangeiro, de Albert Camus

Mersault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia - até que ocorreu um homicídio. 

Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, em O Estrangeiro joga-se o destino de um homem perante o absurdo e questiona-se o sentido da existência. Publicado originalmente em 1942, este primeiro romance de Albert Camus foi traduzido em mais de quarenta línguas e adaptado para o cinema por Luchino Visconti em 1967, sendo indubitavelmente uma das obras-primas da Literatura francesa do século XX. Esta edição foi revista de acordo com o texto fixado pelo autor.

Opinião sobre O Estrangeiro


Wook | BertrandBook Depository


6. A Irmandade do Anel, de J. R. R. Tolkien

A primeira parte da aventura épica de O Senhor dos Anéis. Numa aldeia adormecida do Shire, um jovem hobbit é incumbido de uma gigantesca tarefa. Terá de fazer uma viagem recheada de perigos ao longo da Terra Média, até às Fendas da Condenação, para aí destruir o Anel de Poder Soberano, o único gesto capaz de impedir que o domínio maligno do Senhor das Trevas prevaleça. 


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7. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

A chegada de vários jovens marca uma profunda transformação na vida de uma família de classe média rural, os Bennets, e em particular na das suas filhas. 

Um desses jovens é Darcy, membro da alta sociedade que se distingue pelo seu orgulho. Desenvolve-se uma série de desafios, de equívocos, de julgamentos apressados, que conduzem à mágoa e ao escândalo, mas também ao auto-conhecimento e amor. 

Opinião sobre Orgulho e Preconceito


Wook | BertrandBook Depository


10 Clássicos para oferecer no Natal

8. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Dorian Gray é um jovem belíssimo. Basil, encantado com a sua beleza, pinta-lhe o retrato. 

Apaixonado pela sua própria imagem na tela, Dorian deseja que esses traços imutáveis de beleza fiquem para sempre no seu rosto e que seja o retrato a envelhecer. É este o parti-pris narcisista, ou fáustico, do romance de Oscar Wilde. 


Wook | BertrandBook Depository


9. A História de uma Serva, de Margaret Atwood

Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. 

Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 

Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor. 


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10. Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway

Em 1937, Ernest Hemingway viajou para Madrid, com o intuito de aí realizar algumas reportagens sobre a resistência do governo legítimo de Espanha ao avanço dos revoltosos fascistas. Três anos mais tarde, concluiria a elaboração de um dos mais famosos romances sobre a Guerra Civil de Espanha, Por Quem os Sinos Dobram.

A história de Robert Jordan, um jovem americano das Brigadas Internacionais, membro de uma unidade guerrilheira que combate algures numa zona montanhosa, é um relato de coragem e lealdade, de amor e derrota, que acabou por construir um dos mais belos romances de guerra do século XX. 


Wook | BertrandBook Depository


Ajudei a inspirar as tuas próximas compras de Natal? Qual o Clássico que gostarias que te oferecessem? 

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

A minha playlist para relaxar

 

A minha playlist para relaxar

O stress é o causador de muitos problemas que podem até ser de saúde e os tempos que se avizinham parecem-me ser portadores de uma carga pesada, não só pela quadra natalícia que se aproxima, mas aumentado pelas medidas que todos os dias são anunciadas que nos obrigam a alterar rotinas e comportamentos e até paira no ar que as festas de 2020 possam ser bem diferentes do que estamos habituados. 


Como tal, parece-me o momento mais acertado para partilhar contigo a minha playlist com as melhores músicas para relaxar. Aqui irás encontrar diferentes estilos e cantores, porque o que nos relaxa pode ser tão distinto e passar desde o Jazz ao Pop/Rock com uma paragem na música erudita e até popular. Conheço inclusivamente quem relaxe a ouvir Metal do mais pesado e funcione muito bem para si essa escolha. 


Portanto, o que te aconselho é utilizares a minha lista para te inspirares e, logo que possas, vás criar a tua própria lista, na aplicação que preferires e te for mais conveniente, para que a tenhas sempre à mão nos próximos tempos. Aceitas o desafio de criar a tua lista? Partilha comigo as tuas escolhas para que também me possas inspirar! 


1. Can you feel the love tonight - Elton John 

Quem consegue resistir à voz inimitável de Elton John? Eu cá não lhe resisto e ainda menos quando estamos perante a música mais bonita do clássico de animação, Rei Leão. Uma combinação perfeita que me faz relaxar e viajar para mundos perfeitos e longínquos e até impossíveis de existir. 



2. Cheek to Cheek - Frank Sinatra

Mais uma voz que, por si só, é suficiente para me relaxar e me transportar para uma América mítica com liberdade, crime, preconceito e talento, entre tantos outros ingredientes que compõe o Sonho Americano. Frank Sinatra poderia tocar no meu Spotify sem parar e isso já me faria muito feliz. 



3. Always remember us this way - Lady Gaga

Penso que o talento de Lady Gaga está mais que provado, mesmo para os que não apreciam o seu estilo musical. Depois do filme Assim Nasce uma Estrela, além de ter revelado os seus talentos para a dramaturgia, foi autora de uma das melhores bandas sonoras dos últimos tempos. Este é um bom exemplo. 



4. Too much love will kill you - Queen

Poderá o Rock relaxar? Quando se trata da melhor banda de sempre, pode sim. Pelo menos a mim, ouvir Queen provoca uma sensação de que tudo está no sítio certo. Para não aumentar os níveis de adrenalina, escolhi uma balada, mas, pela parte que me toca, poderia ser qualquer uma deles. 



Podes ver também As melhores músicas para namorar


5. Chiquinha Gonzaga, por Marcus Viana e Maria Teresa Madeira

Qualquer música composta por Chiquinha Gonzaga me aquece o coração e me transporta para um Brasil que vive apenas na minha imaginação e nos livros de História - com mas rigor por lá, presumo eu. O álbum que partilho contigo é tão bem executado que até me custa que poucas pessoas conheçam a sua obra e ela se vá perdendo ao longo do tempo. Dá-lhe uma oportunidade e depois conta-me o que achaste, pode ser? 



6. My Immortal - Evanescence

Uma banda que marcou a minha adolescência e algumas desilusões amorosas típicas da época e que sucedem em todas as idades. Claro que na adolescência tudo bate mais fundo mas estas músicas, sobretudo o primeiro álbum dos Evanescence, são perfeitas para me transportarem a recantos de mim mesma que nem sempre visito nem revelo. Qual a banda sonora da tua adolescência? 



7. Feeling Good - Michael Bublé

Esta é daquelas músicas que, quando o cantor é bom e respeita o tema, não tem como errar. Adoro a versão da Nina Simone, mas não consigo resistir à interpretação do Michael Bublé, e é essa a que escolho para partilhar contigo. Caso não conheças ou as outras intérpretes do tema, aconselho-te a procurares no Youtube e delicia-te. Relaxante e com boas vibrações. 



8. Zorro - António Zambujo

Tudo o que o Zambujo toca para mim está bom e poderia fazer uma playlist só com músicas cantadas por ele e seria a banda sonora perfeita para qualquer momento relaxante e inspirador. Hoje, deixo-te com o seu Zorro. Também és fã do António? 




Podes ver ainda a minha Playlist para corações partidos


9. City of Stars - Emma Stone e Ryan Gosling

Mais uma música vinda do Cinema e vencedora de um Óscar, que deixa um calor no coração. Claro que depois de ter visto La La Land, a sensação ficou mais amarga, mas ainda assim é das músicas mais bonitas e melodicamente suave, capaz de nos transportar para o mundo dos sonhos em segurança. Melhor só se o próprio do Ryan a viesse cantar ao meu ouvido... 



10. Será - Pedro Abrunhosa

Não existirá, em Portugal, ninguém que se compare à qualidade poética de Pedro Abrunhosa que escreve letras que poderiam, facilmente, ser poemas para declamar. Ao musicá-los, apenas aumenta a probabilidade de nos emocionar e transforma-os em mais nossos. Esta é uma letra difícil, mas de uma beleza sublime que não deixou ninguém indiferente, embora pudesse ter escolhido qualquer um dos seus inúmeros sucessos. 



Que me dizes desta minha playlist? Gostas das escolhas? Conhecias todas as músicas? Que outras aconselhas e usas para relaxar? Conta-me tudo nos comentários e não te esqueças de partilhar esta lista com todos os teus amigos stressados. 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

#Livros - Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

 

#Livros - Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

Sinopse

O Livro do Desassossego é um dos maiores feitos literários do século XX. Obra-prima póstuma,  retrato da cidade de Lisboa e do seu retratista, compõe-se de centenas de fragmentos, oscilando entre diário íntimo, prosa poética e narrativa, num conjunto fundamental para compreender o lugar de Fernando Pessoa na criação da consciência do mundo moderno. 

Nesta nova edição, Jerónimo Pizarro, reconhecido estudioso pessoano, regressa às fontes dos textos que Fernando Pessoa pretendia incorporar no Livro do Desassossego. Com uma nova organização, melhorando a decifração de quase todos os fragmentos, este livro reúne os atributos para se tornar na edição de referência. 

Opinião

Devo dizer que este livro me fez companhia na mesa de cabeceira por mais de um ano e, desde que terminei, só deixou saudades. Nem acredito que demorei tanto tempo a dedicar-me à leitura da obra inacreditável de Fernando Pessoa e de todos os seus heterónimos, conceito elevado ao expoente máximo pelo português cuja vida está envolva em grande mistério onde os factos se confundem com a ficção e tudo ajudou à criação do mito que o colocou a par dos gigantes como o próprio pretendia e almejava. 

Neste Livro do Desassossego encontramos um exercício gigantesco de escrita criativa, onde se misturam reflexões filosóficas, devaneios aparentemente sem sentido, banalidades triviais, descrições poéticas e até pensamentos sobre o propósito da Literatura. E estou apenas a dar alguns exemplos que me ocorrem só de memória, sem ter de voltar a folhear o livro nem regressar às inúmeras marcações que deixei no meu exemplar. 

Podes ler também a minha opinião sobre Mensagem

Não estamos perante uma história de ficção pura, embora se possa encontrar muita ao longo das suas páginas, por isso é a escolha perfeita para ter sempre por perto e agarrar de forma aleatória, ler, pensar sobre o assunto e, por vezes, ficar com uma ideia na cabeça a martelar incessantemente. Não será um livro para ler de fio a pavio de uma assentada. Tem entradas curtas e longa, que podem ser lidas da forma que se preferir. No entanto, é muito difícil continuar a ler após reter certas passagens que nos vão incomodar ou perturbar ou simplesmente espantar e deslumbrar. 

"Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a acção, que a minha sensibilidade repugna; ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu. 
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei-de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra."

Não tem a ver com o tamanho dos textos nem tão pouco do próprio livro. Tem a ver com a profundidade que se vai encontrar que nos vai obrigar a pensar em assuntos que nem queríamos. O impacto tem mais a ver connosco e com a nossa experiência de vida e até com o momento que estamos a viver quando o lermos e por isso é tão diferente quantas pessoas existem no mundo. 

Podes ler ainda sobre O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Para os que apreciam a Língua Portuguesa e para todos os que sonham ser escritores, esta é uma leitura fascinante porque mostra onde nos pode levar a criatividade, a beleza da nossa língua e o que distingue o génio dos restantes mortais, que até podem ser muito bons e escrever muito bem, mas não são Pessoa. Camões terá fundado as bases do Português ao criar a nossa Epopeia, enquanto Fernando Pessoa parece ter pegado em tudo o que nos vai na alma e colocado no papel, sob todas as formas literárias, assumindo as diferentes personalidades nacionais com uma sensibilidade ímpar, e elevou-nos, portugueses, a Património da Humanidade. 

"Conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu. Reclamei, espaço a pequeno espaço, o pântano em que me quedara nulo. Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferros de mim mesmo."

Hoje que comemoramos o Dia Mundial da Criatividade este parece ser o livro certo para começares a ler já, porque te vai inspirar, incomodar, incentivar e estimular como poucos seriam capazes de fazer. Para isso, podes encomendar o teu exemplar - e contribuir para as próximas leituras no blog - na Wook, com 10% de desconto em cartão e portes grátis. Se ainda tens dúvidas, aconselho-te o vídeo da Tatiana, que é só a melhor Booktuber entre todas. 

"Nada disso me interessa, nada disso desejo. Mas amo o Tejo porque há uma cidade grande à beira dele. Gozo o céu porque o vejo de um quarto andar de rua da Baixa. Nada o campo ou a natureza me pode dar que valha a majestade irregular da cidade tranquila, sob o luar, vista da Graça ou de São Pedro de Alcântara. Não há para mim flores como, sob o sol, o colorido variadíssimo de Lisboa." 
Já leste Fernando Pessoa fora da escola? Qual o teu heterónimo preferido? 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Top 7 Provas Cegas -The Voice Portugal | Season 7

 

Top 7 Provas Cegas -The Voice Portugal | Season 7

Vamos percorrer as ruas da memória da última edição concluída do The Voice Portugal que foi a sétima e que marcou a entrada de novos mentores que, na minha opinião, vieram trazer uma qualidade musical e uma diversidade que só enriqueceu o programa e a experiência dos próprios concorrentes. Tenho uma preferência especial pelo António Zambujo, embora também aprecie o talento do Diogo Piçarra e valorize a sua experiência enquanto vencedor de outro programa de talentos que foi capaz de construir uma carreira na música. 

Antes de passarmos para os meus favoritos da sétima temporada, quero só deixar o meu comentário sobre a que se encontra a decorrer, mais particularmente no que diz respeito às Batalhas. Eu percebo as razões de saúde e coisas que tal, mas lamento esta alteração que, a meu ver, desvirtua o conceito e retira o encanto que existia nos duetos promovidos pelos mentores. Mais uma vez, a culpa é do Covid, não é? 

Posto isto, vem comigo descobrir os favoritos. Vamos? 

1. Vânia Bluebird - Equipa Marisa

Assim começou este The Voice com uma primeira Prova Cega arrebatadora. A voz desta rapariga é um caso sério e a sua técnica deixou-me de queixo caído. Curiosamente, quando fala, parece outra pessoa. Mas quando canta torna-se gigante e ainda não consigo perceber como é que ainda não tinha aparecido em lado nenhum. 


2. Gabriel Silva - Equipa Diogo

Mais um miúdo que nos vem mostrar como o talento brota por todo o lado em Portugal. Fez uma Prova Cega muito especial revelando as suas qualidades musicais e também uma sensibilidade e uma maturidade inesperada. Claro que vejo muita margem para evoluir, ou não estivéssemos a falar de um jovem com uma vida pela frente, mas vou estar atenta porque acredito que ainda vai dar que falar. 


3. Carolina Pinto - Equipa Zambujo

Esta miúda começou por chamar a atenção pelas suas escolhas musicais, pouco comuns em jovens da sua idade, e revelando um bom gosto inacreditável e que nos mostra a educação de excelência que teve. O seu talento enquanto cantora também me parece indiscutível e o seu carisma também. Esta veio para ficar, era capaz de apostar... 


4. Francisco Sequeira - Equipa Marisa

A voz deste jovem informático é um caso sério de tão icónica e invulgar que é. Os seus graves parecem impossíveis e, junto com a Marisa, teve um percurso incrível, sendo o meu finalista de eleição na sua equipa. Sei que não ganharia, mas tive pena que não chegasse à final para cantar com a mentora novamente e como deve de ser, depois do brilharete que fez na Prova Cega. 


5. Gabriel de Rose - Equipa Aurea

Aqui temos um homem grande de tamanho e de talento, com todos os ingredientes para conseguir construir uma carreira de sucesso no mundo da música. Desde que tenha perseverança e continue a trabalhar como fez com a sua mentora, acredito que poderá tornar-se em mais um caso de sucesso superior ao dos vencedores do programa. Também acreditas?


6. Margarida Andrade - Equipa Zambujo

Fiquei viciada na voz rouca desta menina e na versão incrível que fez de uma das minhas músicas favoritas de Rui Veloso. Devia ser gravado! No entanto, a concorrência era forte na sua equipa e não foi capaz de revelar mais talento para além do seu timbre especial. Quem sabe um dia. 


7. Rita Rice - Equipa Marisa

O timbre da Rita é uma coisa do outro mundo que torna suas todas as músicas que interpreta. Recentemente, nesta nova edição, uma concorrente foi cantar esta mesma canção da Prova Cega e dei por mim a sentir falta da voz e da interpretação da Rita Rice. Penso que seja prova suficiente do seu valor e da sua singularidade. 


A vencedora da sétima temporada, Rita Sanches, veio permitir que o novo mentor, António Zambujo, chegasse, visse e vencesse. Confesso que estava longe de ser uma das minhas favoritas mas... não vou negar o seu talento nem isso diminuiu o meu contentamento pelo sucesso do "Pica do Sete". Foi renhido e diversificado e, como nunca, a música portuguesa teve um protagonismo espectacular. Em suma, só coisas boas que acredito que irão ser replicadas e melhoradas na temporada que agora estamos a ver. 

Top 7 Provas Cegas -The Voice Portugal | Season 7 | Rita Sanches

Também fazias parte da claque da Rita? Ou, tal como eu, terias preferido outro vencedor? Qual o teu concorrente favorito? Conta-me tudo nos comentários e vamos começar aqui uma troca de ideias interessante e saudável. Alinhas? 

Vê também o Top das outras temporadas: 


terça-feira, 10 de novembro de 2020

#Livros - 1822, de Laurentino Gomes

 

#Livros - 1822, de Laurentino Gomes

Sinopse

Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar da sua viabilidade como nação independente e soberana. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O medo de uma rebelião dos cativos tirava o sono à minoria branca. O analfabetismo era geral. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil e, para piorar a situação, ao voltar para Portugal, D. João VI deixara os cofres nacionais vazios. 

O novo país nascia falido. 

As perspetivas de fracasso pareciam bem maiores do que as de sucesso. 

Nesta nova obra, o autor de 1808 - sobre a fuga da família real para o Rio de Janeiro -, mostra como o Brasil, que tinha tudo para não resultar, até resultou, numa notável combinação de sorte, improviso, acasos e também de sabedoria das lideranças responsáveis pela condução dos destinos do novo país, naquele momento de grandes sonhos e muitos perigos.

Opinião

Andava de olho neste livro desde o seu lançamento, em 2010, sem nunca ter-me decidido a comprá-lo e sem nunca ter encontrado um exemplar usado que acabasse com as minhas hesitações. Dez anos depois, chegou o momento de isso finalmente acontecer e terminei a leitura com a sensação que quem perdeu fui eu pela demora. 

Já é do conhecimento geral a minha paixão por História e por livros, sejam de ficção ou não-ficção, que abordem estes temas tão interessantes e que nos permitem conhecer épocas que não vivemos. Em 1822Laurentino Gomes apresenta-nos uma História do Brasil que acompanha o que antecedeu à Independência e os acontecimentos mais marcantes que se seguiram, tendo como linha condutora o nosso D. Pedro, que se tornou numa personagem controversa nas duas margens do Atlântico. 

Podes ler também sobre D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei

Primeiro, quero destacar a beleza desta edição que além de ter uma capa muito bonita e elegante, tem também uma série de fotos alusivas a todos os acontecimentos retratados e a muitos dos principais protagonistas deste período histórico que implicou uma reviravolta que alterou o curso dos acontecimentos tanto no continente americano como no europeu. 

"De forma irónica e imprevista, Portugal completou o ciclo da sua criação nos trópicos: descoberto em 1500 graças ao espírito de aventura do povo lusitano, o Brasil foi transformado em 1808 em razão das fragilidades da Coroa Portuguesa, obrigada a abandonar a sua metrópole para não cair refém de Napoleão Bonaparte; e, finalmente, tornado independente em 1822 pelas divergências entre os próprios portugueses."

Ao longo do livro são desmitificados alguns acontecimentos e revelados o que de facto aconteceu, separando a verdade histórica do mito criado em torno da independência. Afinal de contas, este foi um processo que demorou algum tempo a ser consolidado e não foi recebido de igual forma em todo o território extenso do Brasil. O incrível foi que tenha conseguido manter a sua unidade territorial, resistindo à fragmentação como aconteceu com os territórios espanhóis na América. 

Podes ler ainda sobre Teresa, A Condessa-Rainha

Depois de ter lido a biografia da primeira esposa do Imperador D. Pedro, D. Leopoldina de Habsburgo, foi com agrado que encontrei neste livro uma abordagem bastante interessante sobre o próprio D. Pedro. Afinal de contas, a sua participação na Independência foi determinante e tornou-se o homem que colocou as engrenagens do novo Império a girar com sucesso. Os seus filhos seriam os monarcas reinantes tanto do Brasil como de Portugal e para isso não hesitou em abrir mão de ambas as coroas quando chegou o momento. 

"Primeiro imperador do Brasil e 29.º rei de Portugal, D. Pedro de  Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon foi um meteoro que cruzou os céus da História numa noite turbulenta. Deixou para trás um rasto de luz que ainda hoje os estudiosos se esforçam por decifrar."

Este foi um livro fascinante e que me deixou rendida a esta época e com uma vontade imensa de ler os restantes que compõe esta trilogia. São eles 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Brasil e os impactos em ambos os lados do Atlântico, e 1889, que aborda o fim da Monarquia e o início da República no Brasil. Em suma, se gostas deste tipo de livro, que sendo de não-ficção, aborda temas históricos com rigor mas com uma linguagem acessível e com um estilo prático e simples, aqui tens uma sugestão que acredito que será do teu agrado. 

Já leste alguma coisa do autor Laurentino Gomes? Que outros livros históricos aconselhas? 

"Não poderia haver ambiente mais adequado para o começo e o fim da existência deste rei que lutou contra tudo e contra todos, fez a independência de um país, reconquistou outro nos campos de batalha, esforçou-se por modernizar as leis e as sociedades que governou, amou muitas mulheres, dedicou-se à política com paixão, foi bom soldado e chefe carismático, viveu à frente do seu tempo e morreu cedo."

Podes encomendar o teu exemplar - e contribuir para as futuras leituras do blog - na Wook, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

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