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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Porque não tens namorado?



Depois da polémica instalada com um tema tabu, como a masturbação feminina, nada como regressar em força a assuntos do coração e que, certamente, deixam os cabelos em pé e a paciência no limite a todos os solteiros deste mundo. Quantas vezes, ao longo da vida adulta, ouviste a famigerada pergunta: Porque não tens namorado?, ou a sua alternativa: Quando arranjas um namorado? 

Como solteira assumida e feliz com a minha condição, já perdi a conta à quantidade de vezes que ouvi estas questões colocadas por familiares e até pseudo-amigos. No entanto, veio-me à memória novamente após ter escrito sobre o que fazer no Dia dos Namorados quando não tens namorado. Porque ainda existe um grande estigma sobre todas as pessoas que se passeiam pelo mundo sem um parceiro. Só que o estigma ainda é maior quando essas pessoas são do sexo feminino. 

Todos sabemos que as mulheres ainda são influenciadas para ter como máximo desejo o casamento e a maternidade. Desde a infância somos levadas a acreditar que esse é o propósito maior da vida de qualquer mulher que se preze. E que a possibilidade de ficarem sós, sem um homem que as proteja, é um destino muito triste, onde a alegria não tem lugar. 

Lamentavelmente, em 2018, ainda vivemos esta realidade, pois esta forma de pensar se encontra enraizada na cabeça de muito boa gente. Nos mais velhos, cujas vidas foram formatadas nesse sentido, até compreendo. Mais não seja, porque é muito complicado, em idades avançadas que não conheceram outra realidade, alterar a mentalidade. 

Agora, quando falamos de malta mais nova o caso muda de figura. Esta forma de pensar antiquada e desajustada à realidade das mulheres, aplicada em pessoas de vinte, trinta ou quarenta anos deixa-me muito confusa. É como se a sua existência servisse apenas para replicarem o que viram ou o que lhes foi ensinado como correcto. Incapazes de formular questões ou objecções próprias. Sem a menor capacidade de procurar em si as respostas e o caminho para a sua felicidade. 

Não me interpretem mal. Não estou aqui a criticar quem tem namorado ou marido e optou por ter filhos. Só não aceito que a opção contrária seja alvo de críticas e de olhares de pena. Porque é perfeitamente possível não ter namorado e, ainda assim, estar de bem com a vida, feliz e realizada. Então, afinal, porque não tens namorado? 

Se também se pode ser feliz com um companheiro, porque escolher a solidão de ser solteiro? Em alguns casos pode ser, realmente, uma opção por se sentirem melhor sem as pressões, as preocupações e os problemas inerentes a uma relação a dois. Será uma opção egoísta até, mas todos temos direito a sê-lo, desde que com isso não se prejudique ninguém. 

Por outro lado, pode ser apenas produto das circunstâncias. Ou seja, a pessoa não tem namorado porque não está disponível para relações infelizes, sem futuro ou sem amor. Está disposta a partilhar a vida com alguém, mas não a qualquer custo. Não admite baixar o grau de exigência para poder ter um espécime masculino na sua vida que lhe facilite a vida social e faça desaparecer estas questões incómodas e inoportunas. 

Pela parte que me toca, as minhas razões para não ter namorado encontra-se a meio caminho entre as duas que referi. Por um lado, sinto-me muito confortável com a vida de solteira, onde gozo a plenitude da minha liberdade, sem ter de fazer cedências ou agradar ninguém. O que não significa que não esteja disponível para o amor. Só não quero pagar o preço da aceitação social. Para abandonar a minha confortável vida de solteira, tem de valer a pena o esforço. Tem de me aquecer o coração e me dar vontade de abdicar do meu tempo pessoal em prol da companhia de alguém, efectivamente, especial. 

Se for o teu caso, porque não tens namorado? Ou pelo contrário, quais os motivos que te levam a ter um namorado a teu lado? 

6 comentários:

  1. [...]Ou seja, a pessoa não tem namorado porque não está disponível para relações infelizes, sem futuro ou sem amor. Está disposta a partilhar a vida com alguém, mas não a qualquer custo. Não admite baixar o grau de exigência para poder ter um espécime masculino na sua vida que lhe facilite a vida social e faça desaparecer estas questões incómodas e inoportunas. [...]

    Falaste e disseste... Nem imaginas o que eu tenho passado com os meus super recentes 30 anos, solteira, a viver sozinha, com dois gatos... Sou o mega cliché da trintona solteirona dos gatos... E ADORO!! :D HAHA =P

    E no entanto este destino era ALTAMENTE improvável, visto que eu fui uma pessoa de longas relações sérias (noiva e a viver junto por duas vezes!) e mais, nem sequer gostava de gatos!

    Mas a vida deu as suas mirabolantes voltas e aqui me encontro... E só eu sei do que me safei de boa por não me ter "entalado" com casamento ou filhos com pessoas que me suprimiam a felicidade e a vontade de viver... Que horror, do que me safei! :O
    Aprendi BEM o verdadeiro significado de "Antes só que mal acompanhada", acredita!

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  2. No entanto, nos meus dois empregos, e mesmo a minha própria família, especialmente a minha mãe, que é super feminista e me diz que quer ser avó e que para isso eu não preciso de ter namorado, basta me "servir" de um gajo e pronto (Ya, ela disse isso!), mas até ela volta e meia vem-me com cenas tipo: "então... e já encontraste algum rapaz jeitoso?...E tal..." até a minha avó volta e meia pergunta quando arranjo namorado, e no meu emprego(s), certos colegas também a perguntar ou então a fazer brincadeiras parvas tipo a tentarem arranjar-me namorado (o que lhes tem corrido mal, pois dou as respostas necessárias para terminar a brincadeira), mas mesmo assim tem sido uma pressão estúpida e desnecessária...

    Não era pior quando eu andava miserável da vida, quando comprometida? Mas a justificação deles é: "mas agora arranjas um como deve de ser"...
    Ok. E arranjar? E arranjar porque sim, porque nos apaixonamos, ou porque tem de ser, quase por obrigação?

    Se "ele" andar por ai, logo se verá, agora não é pela força da pressão ou do pensamento que vai acontecer...
    Neste momento ainda me encontro tão traumatizada que mesmo que quisesse não conseguia, pois estou mesmo esgotada a todos os níveis e não consigo encontrar vontade, tempo e paciência, mas se tiver de acontecer, e se tiver de ser que efectivamente que seja para melhor, que aconteça naturalmente, quase sem me dar conta, e caso aconteça lá terei de modificar a minha vida tal como já a moldei para me adaptar, mas terá de ser algo em grande, e gradual, muito gradual, pois eu agora estou mesmo habituada à minha total independência e liberdade, e mais, eu NUNCA me sinto sozinha, por vezes é o contrário, sinto uma enorme necessidade de estar sozinha, ainda mais sendo os meus empregos num shopping, estou constantemente rodeada de centenas de pessoas e sinto todos os dias um alívio enorme quando chego a casa e fico só na companhia dos meus gatos, no meu rico isolamento de viver sozinha...

    Já tive pessoas que me disseram que não aguentariam viver sozinhas, pois eu estou habituada desde miúda a estar sozinha em casa várias horas por dia, e estou habituada há solidão, há quem não esteja habituado e depois se incomoda com a solidão dos outros... Até a palavra "solidão" tem uma conotação negativa, quando há solidão involuntária e voluntária... A minha é voluntária, pois mesmo quando eu estava comprometida, e estive vários anos, eu tinha de ter sempre as minhas alturas de solidão por necessidade.
    Na minha opinião, o problema não é quando nos habituamos à solidão, é quando não conseguimos viver com ela... E mais problemático ainda é quem vive na profunda miséria e infelicidade só porque já se habituou de tal maneira a uma pessoa que já não se vê a viver sem ela... E prefere a miséria... Isso, para mim, é que é triste...

    Se nos importamos realmente com uma pessoa, só temos de lhe perguntar: "Diz-me honestamente, és feliz?", se a resposta for SIM! então só temos é de ficar felizes e deixar a pessoa em paz, se a resposta for não, ajudarmos no que podermos.

    Uma coisa posso dizer com toda a certeza: Já me senti mais sozinha acompanhada, do que completamente sem ninguém.

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    1. De todas as pessoas, eu sabia que tu serias a que melhor compreenderia as minhas palavras! Lamento que ainda te sintas traumatizada com o que te aconteceu e só desejo que isso não te impeça de manteres a porta do teu coração entreaberta, porque existem homens que vale a pena amar e tu mereces MUITO encontrar um exemplar desses para ti!

      E não digo isto por causa de convenções ou porque ache que estarás melhor acompanhada de um homem ao teu lado, mas porque sinceramente acredito que mereces ser amada como todas as mulheres deveriam ser.

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    2. Obrigada pelas palavras ´miga <3

      Se tiver de acontecer acontece, mas não vou andar desesperada à procura, isso de certeza absoluta. Mas outra certeza é não vou deixar que quem me traumatizou me "estrague" de tal modo que altere totalmente a minha vida, forma de pensar, de sentir, etc... Tenho de ver como uma lição aprendida e seguir em frente...

      Sabemos bem que é mais fácil falar do que fazer, e que apesar de eu ter essa certeza presente sei bem que fui "danificada", mas daí o facto de estarmos sozinhas ser tão importante, pois é mesmo disso que eu preciso para recuperar, estar sozinha, ser auto-suficiente, e saber que se aparecer alguém será um complemento, e não um suporte, e também preciso deste tempo sozinha para me descobrir, perdoar, e ganhar certezas do que quero da vida e realizar os meus sonhos e objectivos ...

      Sendo um desses objectivos nos encontrarmos cá em Leiria como estamos a combinar há tanto tempo (à anos!), e fazermos estragos sérios nesta cidade!!! xD

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    3. Ai, esse encontro tão esperado! Estou a tentar que se concretize mesmo este ano! Só preciso de confirmar como serão as minhas férias e depois falo contigo :D

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