expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Subscreve a Newsletter

terça-feira, 12 de novembro de 2019

#Livros - As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino


#Livros - As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino

Sinopse

«As Cidades Invisíveis apresenta-se como uma série de relatos de viagem que Marco Polo faz a Kublai Kan, imperador dos tártaros. [...] A este imperador melancólico, que percebeu que o seu poder ilimitado conta pouco num mundo que caminha em direcção à ruína, um viajante visionário fala de cidades impossíveis, por exemplo, uma cidade microscópica que se expande, se expande até que termina formada por muitas cidades concêntricas em expansão, uma cidade teia de aranha suspensa sobre um abismo, ou uma cidade bidimensional como Moriana. [...] Creio que o livro não evoca apenas uma ideia atemporal de cidade, mas que desenvolve, ora implícita ora explicitamente, uma discussão sobre a cidade moderna. [...] Penso ter escrito algo como um último poema de amor às cidades, quando é cada vez mais difícil vivê-las como cidades.»

Italo Calvino

Opinião

Este ano está a ser o ano dos Clássicos e tem sido um investimento de tempo muito bem empregue. Existem livros intemporais e que nunca irão passar de moda, por muito que os anos passem. É certamente o caso deste livro de Italo Calvino que fiquei a conhecer através da talentosa Tatiana Feltrin, embora seja inegável que as edições brasileiras são um caso sério de qualidade. Eu sei que também existem em Portugal, mas são bem mais raras.

Estamos perante um livro peculiar porque não nos conta nenhuma história comum, como as que estamos habituados. Acompanhamos uma conversa entre os famosos Marco Polo e Kublai Kan, onde as cidades tomam o protagonismo como verdadeiras personagens. Os relatos das suas viagens fazem Marco Polo contar com detalhes sobre as cidades por onde passou.

Podes ver também a lista de 20 Clássicos que me faltam ler

Cada cidade tem a sua descrição repleta de fantasia e poesia, embora seja escrito em prosa. Tudo se passa muito mais perto da imaginação do que dos objectos reais que vemos com os olhos nas cidades que conhecemos. No fundo, está mais perto da crítica social dos comportamentos que se encontram nos lugares e que se concretizam em consequências para quem por lá passa.

"As cidades como os sonhos são construídas de desejos e de medos, embora o fio do seu discurso seja secreto, as suas regras absurdas, as perspectivas enganosas, e todas as coisas escondam outra."

Não é um livro fácil nem de compreensão óbvia. É preciso encarar esta leitura com abertura de espírito e ser capaz de viajar pelos caminhos que o autor nos propõe. É um exercício muito agradável mas para o qual temos pouca prática. Tudo isto nos obriga a sair das nossas zonas de conforto e procurar pensar fora da norma.

Podes ler também a minha opinião sobre Orgulho e Preconceito

É importante não esquecer que estamos perante um diálogo entre duas pessoas que, no início, apenas se comunicavam por gestos e através dos objectos. Talvez isso mesmo potencie as descrições fantásticas e ao mesmo tempo vagas sobre as cidades. Porque a cada leitura tenho a certeza de que irei perceber esses textos de forma diferente, tal como cada pessoa o fará.

Para uma análise do autor, da obra e deste livro em particular podes ver o vídeo Literatura Fundamental da UNIVESP

Não fiquei imediatamente apaixonada por este livro, mas adorei o desafio de o ler e tenho a certeza de que voltarei a pegar neste livro e outras perspectivas serão encontradas. E tu? Já leste algum livro de Italo Calvino? O que pensas sobre este autor italiano? 

"O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá."

Podes encomendar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto em cartão. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A Banda Sonora da Semana #71


A Banda Sonora da Semana #71 com castanhas, Dostoiévski e Michael Bublé

Como é, pessoas? Já comeram muitas castanhas? E esse Verão de São Martinho está a fazer-se sentir? Aqui nem por isso, antes pelo contrário. Mas confesso que acho muito mais agradável deliciar-me com as castanhas assadas com um pouco de frio do que num calor tremendo. E tu? Como preferes as tuas castanhas? 

Efemérides de 11 de Novembro


Dia de São Martinho
1918 - É assinado o Armistício de Compiègne, dando fim à Primeira Guerra Mundial. 
1975 - Angola torna-se independente de Portugal. 
1821 - Nasceu Fiódor Dostoiévski, escritor russo. 
1855 - Nasceu Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, militar e político português. 
1861 - Morreu D. Pedro V de Portugal. 

A Banda Sonora da Semana #71 com castanhas, Dostoiévski e Michael Bublé

Nada como um belo calhamaço e um clássico da Literatura para começar a semana, não achas? Deixo-te com Os Irmãos Karamázov, obra-prima russa e que quero muito ler assim que seja possível acrescentá-lo à minha estante. Já leste algum livro de Dostoiévski? Qual o teu favorito? 


Esta semana quero me sentir inspirada por esta música, muito bem interpretada pela voz de Michael Bublé, que me faz querer viver da melhor forma possível. Que me dizes? Feeling Good? 

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Desafio de Escrita dos Pássaros #9 - Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta


Desafio de Escrita dos Pássaros #9 - Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta

Abri os olhos lentamente, ainda confusa e sem saber onde estava nem tão pouco como ali fui parar. Sento-me e olho ao redor. Só vejo árvores exóticas e um mar incrível à minha frente. Quando me observo com mais atenção, reparo que estou nua e não faço a menor ideia do que me aconteceu. A única coisa que me resta é uma Natureza em estado bruto e a total ausência de memórias passadas. Sinto-me como uma folha em branco. Perdi a noção de passado, presente e futuro. Perdi até a noção de mim própria.

Como terei ido parar neste lugar? Quando me disponho a explorar o meio envolvente, descubro que me encontro numa ilha, aparentemente deserta, e sinto a solidão como um peso nos ombros. Não sinto falta de ninguém em particular, vantagem de não ter recordações na bagagem. Mas sinto falta da companhia que só um ser vivo te pode proporcionar. O que fazer nestas condições?

Será que existe alguém à minha procura? Serei lembrada por alguém? Estarão pessoas preocupadas com o que me aconteceu e desejosas de saber o meu paradeiro? Irá alguém encontrar-me nesta ilha deserta e paradisíaca? Tantas perguntas sem resposta à vista e que me invadem a mente sem que as possa evitar.


Assim se passou uma semana e quando já estava habituada à minha nudez e à ausência de memórias, eis que acordo sobressaltada e tomo consciência que se tratou apenas de um sonho dos muitos que daqui a umas horas não guardarei qualquer lembrança…

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

#Livros - D. Teresa, de Isabel Stilwell


#Livros - D. Teresa, de Isabel Stilwell

Sinopse

Esta é a história de Teresa, uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo d homens e de conspirações. 

Filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Viúva aos 25 anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconheci-a como Rainha. 

Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história. 

Isabel Stilwell é a autora de romances históricos mais lida em Portugal. D. Teresa - Uma Mulher que Não Abriu Mão do Poder é um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história - mãe de D. Afonso Henriques, amante de Fernão Trava e Rainha de Portugal. 

Opinião

A minha paixão pelo romance histórico levou-me a descobrir esta autora portuguesa e a render-me ao seu talento, especialmente porque retrata figuras da nossa História que estudamos na escola e que nem sempre compreendemos devidamente. Sobretudo, quando se tratam de mulheres que não se submeteram ao papel secundário a que os homens achavam ser o que lhes era devido.

Comprei este livro em Julho e mal podia esperar para me dedicar à leitura sobre esta personagem tão mal-amada da nossa História. Em D. Teresa, fazemos uma viagem até ao reinado de Afonso VI e ficamos a conhecer o envolvimento amoroso dos seus pais, o afastamento da sua mãe após ter dado à luz duas filhas, os primeiros anos no campo e a chegada das filhas bastardas à corte do seu pai e o início da rivalidade com a irmã legítima, D. Urraca.

Lê ainda a minha opinião sobre o livro Filipa de Lencastre

Fiquei muito intrigada com a fase complexa que se vivia nesse reinado aqui ao lado, num tempo em que ainda éramos vassalos dessas paragens, onde um rei tratou de afastar os seus irmãos, de forma a unificar o território até se auto-intitular Imperador. São sempre fascinantes os mistérios que se escondem e que nunca serão totalmente respondidos.

"Era dura a sina das mulheres, desprezadas desde o momento do nascimento, sem posses ou poder, filhas, depois esposas, de quem se esperava apenas que engravidassem e dessem à luz rapazes."

Essa primeira fase mostra bem o que precedeu a formação do nosso reino e as motivações para o desejo de independência. Depois de passearmos pela corte de Leão e Castela, o casamento de Teresa com D. Henrique tem como dote o Condado Portucalense onde ambos se estabelecem e criam a sua família e lançam as raízes para a ambição de se tornar rainha e suplantar a irmã.

Vê as sugestões para oferecer livros no Natal

Ao ficar viúva aos 25 anos de idade, agarra o seu destino nas mãos e decide lutar pelo que lhe pertence e que será a herança do seu filho, Afonso Henriques. O que mais me fascinou foi perceber a forma como nos é apresentada D. Teresa nos livros da escola, como uma mulher ambiciosa que lutou contra o filho, como se fosse uma usurpadora ou como não tivesse interesse na independência do Condado. Na verdade, já se intitulava rainha de Portugal e era assim tratada até por papas.

"À tia Elvira choraram-na genuinamente, era a princesa dos pobres, mas o que os fascinava na tia Urraca era o facto de ser uma mulher de poder, rainha como o meu pai, tão poderosa, dizem, como ele. Não gostavam dela, ninguém gosta de mulheres poderosas."

Claro que este livro é fruto de muita suposição, tendo em conta a distância temporal dos factos relatados e os relatos tendenciosos da época. Cada cronista respondia ao seu rei e, portanto, relatava os acontecimentos de forma a agradar a quem lhe pagava. A independência é uma coisa moderna e talvez até hipócrita. O olhar dos homens para com mulheres que estavam à frente do seu tempo seria sempre de censura e reprovação.

Apesar do romance, fiquei com uma imagem muito mais positiva acerca de D. Teresa e do seu legado como filha e mãe de reis, sempre com o objectivo de assumir o poder para si própria, por se considerar legítima herdeira de seu pai e perfeitamente capaz de ser mulher e rainha. Que leitura espectacular, fluída e cativante, num livro muito bem cuidado e com imensas imagens ilustrativas dos factos relatados.

"Fugia, trinta e três anos depois de ter chegado ao Condado Portucalense, com tanta esperança, tantos projectos, tantos sonhos. Ao lado de Henrique, entrara aos 15 anos na posse do reino que o pai lhe dera, num reino que seria seu para sempre."

Podes encomendar o teu exemplar na Wook, com 10% de desconto em cartão e portes grátis.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

#Compras & Recebidos - Outubro/2019


#Compras & Recebidos - Outubro/2019

Este mês de Outubro que já terminou foi muito curto em termos de itens comprados e recebidos. A verdade é que até ao final do ano estarei em contenção de custos e as compras serão reduzidas apenas ao que não conseguirei resistir. Foi o caso dos objectos que hoje te vou apresentar. Vens comigo? 

#Compras & Recebidos - Outubro/2019 - Boneca Halloween

Esta foi A compra do mês, sem qualquer margem para dúvida. Esta obra de arte vem directamente d'O cantinho da Silvana, especialmente para o Halloween. Já te apresentei outros trabalhos desta página incrível e posso adiantar que já se encontram peças especiais para o Natal. Visita a página e rende-te ao talento da artista. 

#Compras & Recebidos - Outubro/2019 - Imortal de José Rodrigues dos Santos

Tenho de dizer que a foto usada é a do site da Wook, apenas porque este novo livro não se encontra em minha casa, mas na do meu pai. Trata-se do mais recente livro de José Rodrigues dos Santos, Imortal, e mal posso esperar para lhe pôr as mãos em cima em Dezembro. Já tens este livro na tua estante? 

Vê também as minhas Compras & Recebidos de Setembro

O que achaste das minhas compras deste mês? 

Subscreve a Newsletter