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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A Banda Sonora da Semana #29


A Banda Sonora da Semana #29 com livro de Agustina Bessa-Luís, filme de Charlie Chaplin e música de Fernando Daniel

Isto de trabalhar e, em simultâneo, produzir conteúdo para um blog está longe de ser tarefa fácil. Quem nunca tentou ou quem desistiu quando terminou o fulgor do entusiasmo dos primeiros tempos, não pode ter real consciência do trabalho que dá e do esforço que exige. Talvez por isso, os ganhos gerados através deste tipo de plataforma, gerem tanta polémica e tantos comentários agrestes de quem apenas lê. 

Mas isso seria tema para todo um novo post que talvez conheça a luz do dia por estas paragens, mas não hoje. Com isto, queria apenas dizer que nem sempre consigo publicar o que pretendia, mas que me esforço ao máximo para sempre ter alguma coisa nova para ti. Foi o que aconteceu na semana passada e que espero não aconteça nesta que hoje começa.

Efemérides de 15 de Outubro


1582 - Primeiro dia do calendário gregoriano, introduzido pelo Papa Gregório XIII.
1815 - Napoleão Bonaparte é exilado para a ilha de Santa Helena. 
1940 - Lançamento do filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin. 
1844 - Nasceu Friedrich Nietzsche, filósofo alemão. 
1922 - Nasceu Agustina Bessa-Luís, escritora portuguesa. 
1917 - Morreu Mata Hari, dançarina holandesa executada por espionagem. 

A Banda Sonora da Semana #29 com livro de Agustina Bessa-Luís, filme de Charlie Chaplin e música de Fernando Daniel

Confesso que nunca li nada de Agustina Bessa-Luís nem tenho tido muita curiosidade para ser sincera. No entanto, nesta vontade de ler mais autores de língua portuguesa esta pode muito bem ser mais uma alternativa de qualidade para adicionar aos autores que pretendo ler. Como tal, convido-te a descobrires comigo um dos livros mais conhecidos desta autora, A Sibila. Que me dizes? Alinhas neste desafio? Ou tens outro livro de Agustina Bessa-Luís que queiras deixar como sugestão?

A Banda Sonora da Semana #29 com livro de Agustina Bessa-Luís, filme de Charlie Chaplin e música de Fernando Daniel

Já antes falei aqui de filmes de Charlie Chaplin, como foi o caso de Tempos Modernos, que está entre os meus favoritos deste brilhante artista. Mas dado que hoje se comemora o aniversário de lançamento do filme O Grande Ditador e num momento em que a extrema-direita cresce por todo o mundo, parece-me uma semana muito apropriada para voltar a ver mais este clássico do Cinema mudo. Já viste este filme? Qual o teu filme favorito de Chaplin?


Para música da semana, nada como uma acabada de sair do forno e que já está a fazer sucesso. Fernando Daniel lançou a música Voltas e o vídeo no Youtube já está entre os mais populares. Este é um dos poucos casos em que um cantor sai de um concurso de talentos, como vencedor, e consegue construir uma carreira no difícil mundo da música em Portugal. Gostas deste rapaz e das músicas que tem feito? 

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

#Livros - Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez


#Livros - Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

Sinopse

«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.»

Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido - começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. 

A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultério, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro. 

Opinião

No distante ano de 2016, decidi reunir alguns Clássicos da Literatura que me faltavam ler, com o inocente e ingénuo intuito de me motivar a ler mais desses livros incontornáveis e que todos deveríamos ler, pelo menos, uma vez na vida. Pois que a intenção foi muito boa, mas a concretização foi péssima.

Entretanto, dois anos se passaram e a pessoa (eu) ganhou vergonha na cara e começou a dedicar-se à leitura de livros intemporais e que deveriam fazer parte de toda e qualquer biblioteca pessoal. E é assim que te apresento um segundo livro que consta daquela lista de que te falei e que, após ter terminado, me deixou com a real consciência do tanto que perdi por ter demorado tanto a agarrar nele.

Podes querer ler também a opinião sobre o primeiro clássico da lista acima, 1984, de George Orwell

É que Gabriel García Márquez é um gigante e brilhante autor que deu projecção ao icónico realismo mágico e que lhe valeu um merecido Nobel da Literatura, em 1982. O primeiro aviso que faço é que existe uma constante repetição de nomes em sucessivas gerações da família Buendía, que provoca alguma confusão para os leitores mais inexperientes e cuja atenção não fique focada no enredo.

Apesar de um pouco confuso, faz parte do universo desta família peculiar e que reflecte o círculo de acontecimentos e personalidades, que surge como inevitável, e que reforça as repetições próprias do ciclo da vida e da mensagem que, embora o tempo passe e os pormenores mudem, o essencial permanece imutável.

Os saltos temporais são outra constante nesta obra, pois o narrador, contando os acontecimentos numa possível ordem cronológica, diverte-se a partilhar informação sobre o passado dos personagens e também de acontecimentos futuros. O que se traduz, não raras vezes, no facto de já sabermos o desfecho quando é chegada a hora de determinada situação.

E não é que aquilo, a que hoje chamamos de spoilers, não diminui em nada o interesse e a vontade de continuar a ler mais e mais, num ritmo que se torna frenético. Apesar do tempo passar com alguma lentidão e calma, não existem momentos mortos e tudo está interligado entre si o que torna a trama num novelo que se desenrola na frente dos nossos olhos.

Quando acompanhamos o surgimento de Macondo e os seus primeiros habitantes, percebemos como surgiu e o quanto se encontravam alheados do mundo. Depois, os acessos são facilitados e com isso chega o progresso e o que era uma pequena aldeia transforma-se numa próspera região. Toda a ascensão e queda, tanto de Macondo como da família Buendía, é temperada com o tal realismo mágico que se reflecte em detalhes fantásticos e imaginativos, que não são suportados pelo que conhecemos como verdadeiro ou possível, mas que são tratados com a mesma atenção que os acontecimentos mais banais.

Muitos foram os autores que foram beber a Gabriel García Márquez, como é o caso de uma autora que muito aprecio, Isabel Allende. De facto, este transformou-se num dos meus livros de eleição de todo o sempre e tenho a certeza que irei reler, pois quer-me parecer que é daqueles que, a cada leitura, novas perspectivas são reveladas.

Antes de terminar, quero te deixar como sugestão mais um vídeo da Tatiana Feltrin, Youtuber brasileira, onde ela faz uma excelente análise sobre esta fantástica obra da latina-americana e te mostra porque precisas de ler este livro, nem que seja uma vez na vida. Já leste algum livro de Gabriel García Márquez? Qual o teu livro favorito?

"Era como se Deus tivesse resolvido pôr à prova a capacidade de assombro e mantivesse os habitantes de Macondo num permanente vaivém entre o alvoroço e o desencanto, a dúvida e a revelação, até ao extremo de já ninguém poder saber com certeza onde se encontravam os limites da realidade." 

"Ao dizê-lo, teve consciência de estar a dar a mesma réplica que recebeu do coronel Aureliano Buendía na sua cela de condenado, e mais uma vez estremeceu com a confirmação de que o tempo não passava, como ela acabava de admitir, mas que andava às voltas."

"Não havia nenhum mistério no coração de um Buendía que fosse impenetrável para ela, porque um século de naipes e de experiências tinham-lhe ensinado que a história da família era uma engrenagem de repetições irreparáveis, uma roda giratória que teria seguido às voltas até à eternidade, não fosse o desgaste progressivo e irremediável do eixo."

Podes encomendar o teu exemplar, numa edição de capa dura, na Wook, com 10% de desconto em cartão. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A Banda Sonora da Semana #28


A Banda Sonora da Semana #28 com livros de Saramago, filmes de Matt Damon e música de Bob Dylan

Passaram-se dois doces inícios de semana no idílico paraíso proporcionado pelas férias mas, como tudo o que é bom, acabou depressa e a rotina de ter de trabalhar já está a decorrer. E, para que vejas a minha sorte, o primeiro dia de trabalho coincidiu com o próprio do feriado que celebra a Implantação da República. Diz lá se não é maravilhoso regressar ao trabalho de atender pessoas precisamente num feriado, seguido de fim de semana? Enfim, é o que temos e a pessoa ainda precisa de trabalhar para ter dinheiro para pagar as contas. Imagino que sabes do que falo, certo? 

Efemérides de 8 de Outubro


Dia da Independência da Croácia
1998 - José Saramago torna-se o primeiro autor de língua portuguesa laureado com o Nobel da Literatura.
1895 - Nasceu Juan Domingo Péron, presidente da Argentina. 
1970 - Nasceu Matt Damon, actor norte-americano. 

Já aqui falámos de José Saramago, no aniversário da sua morte, onde enumerei alguns dos livros que mais curiosidade me suscitam e que fazem parte da minha wishlist deste autor. No entanto, quando se comemora o primeiro e único Nobel da Literatura, não apenas português, mas de língua portuguesa, parece-me essencial recomendar a leitura do livro que foi considerado para o prémio. 

A Banda Sonora da Semana #28 com livros de Saramago, filmes de Matt Damon e música de Bob Dylan

Assim, irei recomendar o único livro de Saramago que li, Memorial do Convento, e que faz parte do Plano Nacional de Leitura. Aliás, pretendo mesmo aproveitar o facto de o ter cá em casa e terem-se passado longos anos para reler esta obra e poder aqui deixar uma opinião mais fundamentada no blog. Afinal, muitos são os miúdos que têm de estudar esta obra na escola e parece-me que os adultos que ainda não leram devem aproveitar a oportunidade e deixarem-se inundar pelas propostas absurdas mas coerentes deste autor invulgar. Parece-te bem publicar aqui a minha opinião sobre este livro? 

A Banda Sonora da Semana #28 com livros de Saramago, filmes de Matt Damon e música de Bob Dylan

Deixo ainda uma sugestão cinematográfica, apoiada por ser o dia de aniversário do gato do Matt Damon, onde te apresento o melhor filme - ou pelo menos o meu favorito - da carreira deste actor. Refiro-me ao O Bom Rebelde, onde contracena com o gigante Robin Williams, e nos conta uma história repleta de lições profundas e cenas memoráveis. Lembraste deste filme? 


E já que falamos sobre o Nobel da Literatura e tendo em conta que este ano não iremos ter premiados, acho que a música da semana teria de ser a de Bob Dylan, um dos prémios mais controversos e que deu que falar nesta categoria. Concordaste com a atribuição deste prémio a Bob Dylan? 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Uma noite com... #153


Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Uma noite com... #153  Rúben Gomes

Rúben Gomes
O novo protagonista da nova novela da TVI, Valor da Vida.

Podes ver os gatos das semanas anteriores aqui.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Ser professor é inspirar e motivar


Ser professor é inspirar e motivar

Eu sei que as aulas já começaram e para quem não tem filhos, como eu, esta seja uma época de saudosismo puro, pois não temos as preocupações nem as despesas de quem tem crianças para sustentar e levar à escola. Para mim, mesmo quando já não sou estudante, Setembro é o mês de recomeços e que marca o início do ano escolar. 

Uma das coisas que mais gosto nesta altura, é a diversidade de material de papelaria que se encontra por toda a parte, bem como as apetecíveis promoções que me fazem perder a cabeça e até desejar voltar para a escola para poder comprar tantas coisas bonitas e variadas que na minha altura eram um tanto ou quando escassas. 

Dado que isso é algo pouco provável de acontecer, lá vou tirando a barriga de misérias comprando canetas bonitas, cadernos e blocos de notas ou dossiers. Só que esta é apenas a primeira fase do regresso às aulas, a compra de livros e material escolar. Recordo-me de me sentir sempre com muita vontade de voltar à escola, rever os amigos, mostrar o que tinha de novo e começar a escrever em cadernos novos e ler livros a cheirar a papel.

E quanto tempo durava este entusiasmo, perguntam vocês. Era capaz de apostar que sabes a resposta pois não deve estar muito longe da tua realidade. Passada uma semana, a rotina invadia o ânimo e a vontade de apontar tudo e mais alguma coisa desvanecia-se nas conversas escritas que sucediam durante as aulas em todos os meus cadernos novos, bonitos e a cheirar cada vez menos a novo. 

É aqui que deveria entrar o factor professor. Porque está nas mãos deles manter a atenção dos seus alunos e não permitir que se percam com as distracções da juventude. Não é tarefa fácil, eu sei, mas conheci muito professores que se demitiam dessa responsabilidade e nem se davam ao trabalho de tentar que as suas aulas fossem mais cativantes para as turmas que tinha pela frente. 

Ser professor é inspirar e motivar

A profissão de ensinar é das mais nobres que existem e só lamento a quantidade de pessoas que enveredam por esta área profissional sem qualquer vocação, sem qualquer talento para a exercer. Com a quantidade de professores que não são colocados todos os anos, não consigo deixar de pensar quantos se encontrarão em casa e que deveriam estar a inspirar e motivar jovens estudantes. 

E com isto não pretendo insinuar que a tarefa que deles se espera seja fácil nem tão pouco simples de executar. Cada aluno é um mundo por explorar e serão diferentes os gatilhos que os prendem às disciplinas. Já para não falar nos nossos gostos pessoais enquanto indivíduos que nos fazem preferir umas em detrimento de outras. 

Pela minha parte, recordo-me de alguns professores memoráveis, que marcaram bem mais do que aqueles que nunca deveriam ter sido inseridos no sistema de ensino e dos quais conheci alguns exemplares. A memória mais antiga é a da minha professora da primária, a professora Marinela, que me acompanhou até ao quarto ano - quarta classe, como se chamava na altura. 

Esta foi a professora que me deu as bases sólidas do primeiro ciclo e que foram determinantes para o meu gosto por aprender, que mantenho até hoje, e pelo sucesso que fui obtendo nos anos seguintes. Até que, no oitavo ano, tive a sorte de encontrar uma professora de História que nos agarrou desde a primeira aula e tornava os eventos históricos em interessantes aventuras que, até os que consideravam a disciplina entediante, se renderam aos seus encantos e começaram a ter positivas merecidas.

Esta última talvez seja a professora que mais me marcou, ao ponto de ter, nessa época, desejado ser professora de História. Entretanto, percebi que, neste país, os jovens professores são uma classe muito mal tratada e fiquei-me pelo interesse académico pela História enquanto disciplina, mas sem pretensões de exercer a docência.

Por fim, recordo uma professora de Inglês, já no ensino secundário, que tinha uma forma fascinante de ensinar. As aulas eram tão divertidas que eram as únicas que tentava ao máximo não perder e evitava faltar. Para alguém que nunca chumbou com uma negativa, mas se fartou de reprovar por excesso de faltas a partir do 11.º ano, isto diz tudo, não achas?

Estas foram as professoras que marcaram o meu percurso académico e influenciaram profundamente a minha capacidade de aprender e reter informação. Outras existiram que foram igualmente profissionais e foram capazes de prender a minha atenção, mas a empatia liga-me às que referi anteriormente. Gostaria muito que a maioria dos profissionais do ensino tivessem algumas destas qualidades e fossem, efectivamente, capazes de inspirar e motivar os seus alunos para serem melhores, bem como a encontrarem o caminho profissional que os poderá realizar e fazer felizes.

Ensinar não é educar, mas é uma parte fundamental na nossa formação e que certamente dita o tipo de pessoa que seremos enquanto adultos. Tiveste sorte nos professores que encontraste ao longo do teu percurso académico? Qual o professor que mais te marcou? Conta-me tudo nos comentários! 

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