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domingo, 29 de novembro de 2020

10 Livros em Português para oferecer no Natal

 

10 Livros em Português para oferecer no Natal

Antes de terminar Novembro e depois da famosa Black Friday, estou de volta para te deixar mais algumas sugestões literárias, agora em Língua Portuguesa, para ofereceres no Natal. Fiz uma selecção de alguns dos melhores autores lusófonos para te apresentar, onde se encontram autores que aprecio muito e outros que quero muito descobrir. 


Após a sinopse de cada livro vais encontrar algumas opções de onde poderás comprar o teu exemplar e, desse modo, utilizando esses links, contribuíres para as futuras leituras deste espaço que também é teu. Aconselho-te que, antes de escolher, consultes todas as opções para encontrares o melhor preço para o livro que queres, dado que existem promoções novas a surgir todos os dias e, dependendo de quando vires este post, poderá variar com frequência o lugar com o melhor negócio. 


Não percas também os 10 Clássicos para oferecer no Natal


10 Livros em Português para oferecer no Natal

1. As 100 Melhores Crónicas, de Miguel Esteves Cardoso

Miguel Esteves Cardoso publicou mais de 13 mil crónicas. Estas são algumas daquelas que mais vezes foram fotocopiadas e coladas em cadernos ou roupeiros, as que motivaram mais telefonemas, discussões, namoros e até casamentos, as que vezes sem conta foram enviadas por e-mail e partilhadas nas redes sociais, por nos terem feito rir ou chorar - por, ao lê-las, termos sentido, como só MEC nos faz sentir, que «é mesmo isto». 

Há quatro décadas que MEC escreve sobre ele e sobre todos nós, sobre o que Portugal é ou poderia ser, pondo no papel tanto o que nunca nos passaria pela cabeça, como aquilo que sentimos mas seríamos incapazes de expressar tão bem quanto ele, o nosso melhor cronista e aquele que foi o primeiro influenciador do país, antes mesmo de se falar em influenciadores. 

Nestas páginas estão os nossos sentimentos, da angústia ao amor, do espanto à saudade; está um universo próprio, cheio de ideias, entusiasmos, certezas, inquietações, ambiguidades e até contradições (no fundo, um universo como o de cada um de nós), mas estão também, e sobretudo, o talento, a inteligência e o humor de um dos maiores escritores que a língua portuguesa já conheceu. 


Wook | Bertrand


2. Apneia, de Tânia Ganho

Quando Adriana ganha finalmente coragem para sair de casa com o filho de cinco anos, pondo fim ao casamento com Alessandro, mal pode imaginar que o marido, incapaz de aceitar o divórcio, tudo fará para a destruir - nem que para isso tenha de destruir o próprio filho. 

Apneia é uma viagem ao mundo sórdido da violência conjugal e parental, através de um labirinto negro em que os limites da resistência psicológica são postos à prova, ameaçando desabar a qualquer instante, e dos meandros tortuosos de uma Justiça por vezes incompreensível, desumana e desfasada da realidade. 

Escrito com uma sobriedade e frieza inquietantes, Apneia é um romance intenso, absorvente e perturbador, que ilustra com uma autenticidade desarmante o estado de guerra em que vivem milhares de famílias estilhaçadas, e com o qual, inevitavelmente, muitos leitores se vão identificar, encontrando nestas páginas ecos da sua própria experiência. 


Wook | Bertrand


10 Livros em Português para oferecer no Natal

3. D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei, de Isabel Stilwell

Uma história fascinante de um homem que não nasceu para ser rei, que chegou ao trono depois de ver morrer o sobrinho e ver assassinar o irmão e o cunhado. 

Isabel, viúva de Afonso, filho de D. João II, resistiu ao casamento. Mas Manuel era determinado. Desde aquele dia em que os seus olhares se cruzaram em Moura, sabia que Isabel havia de ser sua. 

Por ela faria tudo, inclusive expulsar os hereges de Portugal, e depois os judeus. Mas mais uma vez a roda da fortuna girava e a sua felicidade durou pouco. Isabel morria no parto, e o seu único filho não sobreviveria. Era preciso garantir a descendência. Maria, irmã de Isabel, esperar, apaixonada, e o seu tempo tinha chegado. Seria rainha de Portugal e mãe de dez filhos, entre eles seis varões. 

Um dos reis mais importantes da nossa História, construtor do império global português, numa época fascinante dos Descobrimentos, em que Lisboa se enche de espiões e especiarias. 


Opinião sobre D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei


Wook | Bertrand


4. Princípio de Karenina, de Afonso Cruz

Um pai que se dirige à filha e lhe conta a sua história, que é a história de ambos, revelando distâncias e aproximando-se por causa disso, numa entrega sincera e emocional. 

Uma viagem até aos confins do mundo, até ao Vietname e Camboja, até ao território que antigamente se designava como Cochinchina, para encontrar e perceber aquilo que está mais perto de nós, aquilo que nos habita. Um pai que ergue muros de silêncio, uma mãe que faz arco-íris de música, uma criada quase tão velha como o Mundo, um amigo que veste roupas de mulher, uma amante que carrega sabores e perfumas proibidos. São estas algumas das inesquecíveis personagens que rodeiam este homem que se dirige à filha, que testemunham - ou dificultam - essa procura do amor mais incondicional. 

Uma busca que nos leva a todos a chegar tão longe, para lá de longe, para nos depararmos connosco, com as nossas relações mais próximas, com os nossos erros, com as nossas paixões, com as nossas dores e, ao somar tudo isto, entre sofrimento e júbilo, encontrar talvez felicidade.


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5. Felicidade, de João Tordo 

Lisboa, 1973

Nas vésperas da revolução, um rapaz de dezassete anos, filho de um pai conservador e de uma mãe liberal, cai de amores por Felicidade, colega de escola e uma de três gémeas idênticas. 

As irmãs Kopejka são a grande atracção do liceu: bonitas, seguras, determinadas, são fonte de desejos e fantasias inalcançáveis. 

Respira-se mudança - a Europa a libertar-se das suas ditaduras e Portugal a despedir-se da velha ordem - e vive-se a promessa da liberdade, com todos os seus riscos e encantos. É neste tempo e neste mundo, indeciso entre tradição e modernidade, que o nosso narrador cai num abismo pessoal. 

A primeira noite de amor com Felicidade acaba de forma trágica, e o jovem vê-se enredado na malha inescapável das trigémeas Kopejka, três Fúrias que não tem poderes para controlar. À semelhança de uma tragédia grega, o herói encontra-se subjugado por forças indomáveis, preso entre dois mundos.

Felicidade é uma história de amor e assombração nas décadas que transformaram Portugal. Um romance enfeitiçante, repleto de ironia e humor, de remorso e melancolia, em que João Tordo aborda os temas do amor e da morte, e das pulsões humanas que os unem.


Wook | Bertrand


10 Livros em Português para oferecer no Natal

6. O Mapeador de Ausências, de Mia Couto

Diogo Santiago é um prestigiado e respeitado intelectual moçambicano. Professor universitário em Maputo, poeta, desloca-se pela primeira vez em muitos anos à sua terra natal, a cidade da Beira, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019, para receber uma homenagem que os seus concidadãos lhe querem prestar.

Mas o regresso à Beira é também, e talvez para ele seja sobretudo, o regresso a um passado longínquo, à sua infância e juventude, quando ainda Moçambique era uma colónia portuguesa. Menino branco, é filho de um pai jornalista e sobretudo poeta, e de uma mãe toda sentido prático e completamente terra-a-terra. Do pai recorda o que viveu com ele: duas viagens ao local de terríveis massacres cometidos pela tropa colonial, a sua perseguição e prisão pela PIDE, mas sobretudo, e em tudo isto, o seu amor pela poesia. Mas recorda também, entre os vivos, o criado Benedito (agora dirigente da FRELIMO) e o seu irmão Jerónimo Fungai, morto a tiro nos braços da sua amada, a bela e infeliz Mariana Sarmento, o farmacêutico Natalino Fernandes, o inspector da PIDE Óscar Campos, a tenaz e poderosa Maniara, e muitos outros; e de entre os mortos sobressaem o régulo Capitine, que vê uma mulher a voar.


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7. Os Vivos e os Outros, de José Eduardo Agualusa

José Eduardo Agualusa nunca foi tão longe no lirismo da sua prosa - nem, ao mesmo tempo, no desenho de personagens tão reais que parecem inventadas.

Para onde vamos depois do fim? Talvez para uma pequena ilha, pois, como diz uma das personagens deste romance, «depois que o mundo acabar, recomeçará nas ilhas». Daniel Benchimol, personagem de A Sociedade dos Sonhadores Involuntários e Teoria Geral do Esquecimento, regressa logo na primeira página do novo livro de Agualusa. O cenário é o da beleza única e mágica da Ilha de Moçambique - onde decorre um festival literário que reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só depois se revelará), permanecerão totalmente isolados durante sete dias. 

Mas a história leva-nos mais longe: a uma série de estranhos e misteriosos acontecimentos, que colocam em causa a fronteira entre realidade e ficção, passado e futuro, a vida e a morte, e inquietam os escritores e a população local. 


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10 Livros em Português para oferecer no Natal

8. Rio das Flores, de Miguel Sousa Tavares

Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.

Rio das Flores resulta de um minucioso e exaustivo trabalho de pesquisa histórica, que serve de pano de fundo a um enredo de amores, paixões, apego à terra e às suas tradições e, simultaneamente, à vontade de mudar a ordem estabelecida das coisas. Três gerações sucedem-se na mesma casa de família, tentando manter imutável o que a terra uniu, no meio da turbulência causada por décadas de paixões e ódios como o mundo nunca havia visto. No final sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho. 


Opinião sobre Rio das Flores 


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9. O Bisavô, de Maria João Lopo de Carvalho

Talvez por culpa da mãe, Cândida Patrício, o jovem Manoel Caroça fez-se um sonhador. A pesada e granítica cidade da Guarda já não lhe bastava, nem o vale rochoso onde o pai imperava. Ambicionava mais do que aquela terra e os seus frutos, queria conhecer mundo. E o mundo era Lisboa, era Paris, eram as Colónias onde enriqueciam os portugueses... 

O Bisavô é a história de Manoel Caroça, bisavô da autora. É ele o elo que une três gerações de uma família poderosa, que a partir da Guarda conquistou Portugal. O percurso do milionário confunde-se com o de um país em convulsão, abalado pela queda da monarquia, a eclosão da Grande Guerra, a tuberculose e a pneumónica, a grande depressão. E, numa época em que se fizeram e desfizeram grandes impérios financeiros, vemos como os antepassados da autora marcaram os rumos do país. 

Da sobrevivência ao esplendor, da espionagem à intriga nos palácios da família, dos amores improváveis aos casamentos contrariados, do riso às lágrimas, esta é a saga inédita de um espírito rebelde - rigorosamente reconstruída graças às memórias, ainda vívidas de uma descendência vasta, bem como às cartas e documentos desenterrados dos baús de família. 

Ironicamente, ao escrever a sua obra mais íntima e pessoal até à data, a autora de Marquesa de Alorna oferece-nos o seu mais conseguido fresco do nosso país - esta família é o retrato de Portugal. 


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10. Contra Mim, de Valter Hugo Mãe

«Estamos sempre à procura das nossas grandes crianças. Essas que começámos por ser e que se tornam paulatinamente inacessíveis, como irreais e até proibidas. Crianças que caducaram, partiram, tantas por ofensa, tantas apenas por esquecimento.»

Na vida de alguns escritores tudo parece conspirar para a inevitabilidade da escrita. Cada detalhe, por mais errático ou disfarçado de desimportante, já é a construção do fascínio pelo texto, algo que se confunde com a sobrevivência, com toda a dificuldade e alegria. 

Valter Hugo Mãe, num "ano introspectivo", como diz, regressa com a história da sua própria infância e a magia profunda de crescer fazendo das palavras alimento, companhia, lugar, espera ou bocados de Deus. 

Este livro é uma criança às páginas. Um escritor em menino.


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Gostaste destas ideias para oferecer no Natal? Quantos autores da lista já leste? 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

#Livros - Troubled Blood, de Robert Galbraith

 

#Livros - Troubled Blood, de Robert Galbraith

Sinopse

Private Detective Cormoran Strike is visiting his family in Cornwall when he is approached by a woman asking for help finding her mother, Margot Bamborough - who went missing in mysterious circumstances in 1974. Strike has never tackled a cold case before, let alone one forty years old. But despite the slim chance of success, he is intrigued and takes it on; adding to the long list of cases that he and his partner in the agency, Robin Ellacott, are currently working on. 

And Robin herself is also juggling a messy divorce and unwanted male attention, as well as battling her own feelings about Strike. As Strike and Robin investigate Margot's disappearance, they come up against a fiendishly complex case with leads that include tatot cards, a psychopathic serial killer and witnesses who cannot all be trusted. And they learn that even cases decades old can prove to be deadly...

A breathtaking, labyrinthine epic, Troubled Blood is the fifth Strike and Robin novel and the most gripping and satisfying yet. 

Opinião

Antes de começar a divagar sobre mais uma aventura incrível de Strike e Robin, preciso de deixar o meu desabafo e partilhar a minha surpresa por os seus livros não estarem a ser traduzidos. Desde 2018, quando foi lançado o quarto livro da série, que não chega a Portugal novas edições o que me deixou satisfeita com a decisão de comprar os últimos em inglês. No entanto, gostava muito de completar a minha colecção e ter o prazer de ler uma tradução para português. 

Depois desta partilha ou deste lamento, onde imagino que não estou sozinha, e que desejo muito que sofra alterações com a maior brevidade, vamos passar ao novo livro, Troubled Blood. Depois de ter começado um processo de divórcio, Robin está definitivamente instalada como sócia de Strike e numa posição que a obriga a tomar conta do barco muito tempo sozinha, devido à doença da tia do detective, tia essa que o ajudou a criar durante a sua infância atribulada. 

"I don't t'ink the Good Lord will mind me mentioning cocks and balls,' said Oonagh airily. 'He made 'em, didn't he?"

A equipa de trabalho cresceu e nem todos têm o devido respeito pela nova sócia nem a encaram como uma figura em pé de igualdade com Strike na agência. Em suma, Robin encontra-se num momento de viragem na sua vida onde procura o seu lugar tanto profissional como pessoal, sentindo uma certa sensação de desilusão e amargura quando pára para pensar ou quando se encontra com a família em Yorkshire. 

Por seu lado, Strike vive um momento complicado devido à doença da tia que já referi e com a perspectiva de perder uma figura essencial para a união da sua família materna restante, e que o obriga a passar mais tempo na Cornualha. É numa dessas visitas tristes que é abordado por uma mulher que lhe pede que investigue o desaparecimento da sua mãe. Até aqui parecia uma situação recorrente na vida do famoso detective e um caso banal, não fosse o pormenor do dito desaparecimento ter ocorrido há quarenta anos. 

"A corpse, however unwelcome, meant anguish could find both expression and sublimation among flowers, speeches and ritual, consolation drawn from God, alcohol and fellow mourners; an apotheosis reached, a first step taken towards grasping the awful fact that life was extinct, and life must go on."

De forma improvável, Strike aceita o caso e coloca um prazo de um ano para investigar este desaparecimento longínquo, ao mesmo tempo que continua a precisar de manter em dia os casos em andamento. É esse ano atribulado que acompanhamos ao longo destas 900 páginas que dão vontade de ler de uma assentada, não fosse o caso de ser preciso dormir e trabalhar todos os dias. 

A riqueza do estilo de Rowling e das personagens criadas no decorrer desta investigação são fascinantes, como é seu hábito, e continua a cimentar o meu amor pelos personagens principais, dirigindo a relação conturbada dos dois de forma magistral, mas lenta e demorada. Embora me sinta capaz de esperar pelo próximo com alguma tranquilidade, devo dizer que ficaria muito feliz se esse próximo chegasse em 2021. 

Já leste alguma coisa de Robert Galbraith? Acompanhas o Strike e a Robin? Já deste uma olhadela pela série? 

Encomenda o teu exemplar usando os links abaixo e contribui para as próximas leituras do blog



Outros livros de Robert Galbraith e da saga Strike com opinião publicada no blog: 


domingo, 22 de novembro de 2020

10 Clássicos para oferecer no Natal

 

10 Clássicos para oferecer no Natal

Não sei se já te deste conta, mas o Natal já espreita por todo o lado, como vem sendo hábito e, quando dermos por isso, é dia 24 de Dezembro e ainda nem comprámos o presente para a sogra, se não for mais grave o esquecimento. Para que isso não te aconteça e possas escolher alguns presentes sem ter de sair do conforto da tua casa, vou deixar, hoje e nas próximas semanas, algumas sugestões de presentes que podes oferecer a qualquer pessoa por quem tenhas apreço. 


No dia de hoje, irei começar por sugerir alguns dos melhores Clássicos da Literatura Universal, porque os livros são uma das melhores prendas que podes dar, seja a quem for. Alguns já li e até existe opinião publicada no blog, outros estão na minha imensa lista de desejos e que conto ler um dia destes. Não te vou sugerir, como é hábitos nestas épocas, a quem deves oferecer, porque acredito que deverás conhecer os teus e os seus gostos melhor do que eu. Assim, deixo-te uma lista de bons livros que poderás apostar como ideias vencedoras em qualquer ceia de Natal, mais ou menos tradicional. Vamos aos livros? 


10 Clássicos para oferecer no Natal

1. E Tudo o Vento Levou, de Margaret Mitchell

E Tudo o Vento Levou tem como pano de fundo a Guerra Civil Americana, que opôs o Norte industrializado ao Sul das grandes propriedades de trabalho escravo negro. 

A bela e caprichosa Scarlett O'Hara vive em Tara, no estado sulista da Geórgia, numa plantação de algodão. Estamos em 1861. Os seus amigos e, em geral, todos os jovens aguardam com entusiasmo a entrada na guerra, esperando uma vitória rápida. 

A excepção é o aventureiro Rhett Butler, que se sente atraído por Scarlett. Mas esta está apaixonada por Ashley Wilkes, que se prepara para casar com Melanie Hamilton. Depois da guerra, Scarlett procura reconstruir a propriedade familiar para onde regressa, recorrendo à obstinação, astúcia e mesmo a um casamento de conveniência. 


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2. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Admirável Mundo Novo é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna. 


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10 Clássicos para oferecer no Natal

3. Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

Um grande clássico Juvenil que transcende as fronteiras do tempo e da idade e faz desta obra um marco na Literatura. 

Um livro que nos dá o retrato de uma família de classe média americana do seu tempo, sublinhando os seus principais valores morais, e em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades.


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4. O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Uma abadia medieval isolada. Uma comunidade de monges devastada por uma série de crimes. Um frade franciscano que investiga os mistérios de uma biblioteca inacessível. 

Numa edição com desenhos e apontamentos preparatórios do autor, o romance que revelou o génio narrativo de Umberto Eco: traduzido em 60 países com mais de 50 milhões de exemplares vendidos, O Nome da Rosa ganhou o prémio Strega em 1981 e inspirou um filme e  uma série de televisão com grande êxito internacional.


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10 Clássicos para oferecer no Natal

5. O Estrangeiro, de Albert Camus

Mersault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia - até que ocorreu um homicídio. 

Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, em O Estrangeiro joga-se o destino de um homem perante o absurdo e questiona-se o sentido da existência. Publicado originalmente em 1942, este primeiro romance de Albert Camus foi traduzido em mais de quarenta línguas e adaptado para o cinema por Luchino Visconti em 1967, sendo indubitavelmente uma das obras-primas da Literatura francesa do século XX. Esta edição foi revista de acordo com o texto fixado pelo autor.

Opinião sobre O Estrangeiro


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6. A Irmandade do Anel, de J. R. R. Tolkien

A primeira parte da aventura épica de O Senhor dos Anéis. Numa aldeia adormecida do Shire, um jovem hobbit é incumbido de uma gigantesca tarefa. Terá de fazer uma viagem recheada de perigos ao longo da Terra Média, até às Fendas da Condenação, para aí destruir o Anel de Poder Soberano, o único gesto capaz de impedir que o domínio maligno do Senhor das Trevas prevaleça. 


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7. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

A chegada de vários jovens marca uma profunda transformação na vida de uma família de classe média rural, os Bennets, e em particular na das suas filhas. 

Um desses jovens é Darcy, membro da alta sociedade que se distingue pelo seu orgulho. Desenvolve-se uma série de desafios, de equívocos, de julgamentos apressados, que conduzem à mágoa e ao escândalo, mas também ao auto-conhecimento e amor. 

Opinião sobre Orgulho e Preconceito


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10 Clássicos para oferecer no Natal

8. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Dorian Gray é um jovem belíssimo. Basil, encantado com a sua beleza, pinta-lhe o retrato. 

Apaixonado pela sua própria imagem na tela, Dorian deseja que esses traços imutáveis de beleza fiquem para sempre no seu rosto e que seja o retrato a envelhecer. É este o parti-pris narcisista, ou fáustico, do romance de Oscar Wilde. 


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9. A História de uma Serva, de Margaret Atwood

Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. 

Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 

Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor. 


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10. Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway

Em 1937, Ernest Hemingway viajou para Madrid, com o intuito de aí realizar algumas reportagens sobre a resistência do governo legítimo de Espanha ao avanço dos revoltosos fascistas. Três anos mais tarde, concluiria a elaboração de um dos mais famosos romances sobre a Guerra Civil de Espanha, Por Quem os Sinos Dobram.

A história de Robert Jordan, um jovem americano das Brigadas Internacionais, membro de uma unidade guerrilheira que combate algures numa zona montanhosa, é um relato de coragem e lealdade, de amor e derrota, que acabou por construir um dos mais belos romances de guerra do século XX. 


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Ajudei a inspirar as tuas próximas compras de Natal? Qual o Clássico que gostarias que te oferecessem? 

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

A minha playlist para relaxar

 

A minha playlist para relaxar

O stress é o causador de muitos problemas que podem até ser de saúde e os tempos que se avizinham parecem-me ser portadores de uma carga pesada, não só pela quadra natalícia que se aproxima, mas aumentado pelas medidas que todos os dias são anunciadas que nos obrigam a alterar rotinas e comportamentos e até paira no ar que as festas de 2020 possam ser bem diferentes do que estamos habituados. 


Como tal, parece-me o momento mais acertado para partilhar contigo a minha playlist com as melhores músicas para relaxar. Aqui irás encontrar diferentes estilos e cantores, porque o que nos relaxa pode ser tão distinto e passar desde o Jazz ao Pop/Rock com uma paragem na música erudita e até popular. Conheço inclusivamente quem relaxe a ouvir Metal do mais pesado e funcione muito bem para si essa escolha. 


Portanto, o que te aconselho é utilizares a minha lista para te inspirares e, logo que possas, vás criar a tua própria lista, na aplicação que preferires e te for mais conveniente, para que a tenhas sempre à mão nos próximos tempos. Aceitas o desafio de criar a tua lista? Partilha comigo as tuas escolhas para que também me possas inspirar! 


1. Can you feel the love tonight - Elton John 

Quem consegue resistir à voz inimitável de Elton John? Eu cá não lhe resisto e ainda menos quando estamos perante a música mais bonita do clássico de animação, Rei Leão. Uma combinação perfeita que me faz relaxar e viajar para mundos perfeitos e longínquos e até impossíveis de existir. 



2. Cheek to Cheek - Frank Sinatra

Mais uma voz que, por si só, é suficiente para me relaxar e me transportar para uma América mítica com liberdade, crime, preconceito e talento, entre tantos outros ingredientes que compõe o Sonho Americano. Frank Sinatra poderia tocar no meu Spotify sem parar e isso já me faria muito feliz. 



3. Always remember us this way - Lady Gaga

Penso que o talento de Lady Gaga está mais que provado, mesmo para os que não apreciam o seu estilo musical. Depois do filme Assim Nasce uma Estrela, além de ter revelado os seus talentos para a dramaturgia, foi autora de uma das melhores bandas sonoras dos últimos tempos. Este é um bom exemplo. 



4. Too much love will kill you - Queen

Poderá o Rock relaxar? Quando se trata da melhor banda de sempre, pode sim. Pelo menos a mim, ouvir Queen provoca uma sensação de que tudo está no sítio certo. Para não aumentar os níveis de adrenalina, escolhi uma balada, mas, pela parte que me toca, poderia ser qualquer uma deles. 



Podes ver também As melhores músicas para namorar


5. Chiquinha Gonzaga, por Marcus Viana e Maria Teresa Madeira

Qualquer música composta por Chiquinha Gonzaga me aquece o coração e me transporta para um Brasil que vive apenas na minha imaginação e nos livros de História - com mas rigor por lá, presumo eu. O álbum que partilho contigo é tão bem executado que até me custa que poucas pessoas conheçam a sua obra e ela se vá perdendo ao longo do tempo. Dá-lhe uma oportunidade e depois conta-me o que achaste, pode ser? 



6. My Immortal - Evanescence

Uma banda que marcou a minha adolescência e algumas desilusões amorosas típicas da época e que sucedem em todas as idades. Claro que na adolescência tudo bate mais fundo mas estas músicas, sobretudo o primeiro álbum dos Evanescence, são perfeitas para me transportarem a recantos de mim mesma que nem sempre visito nem revelo. Qual a banda sonora da tua adolescência? 



7. Feeling Good - Michael Bublé

Esta é daquelas músicas que, quando o cantor é bom e respeita o tema, não tem como errar. Adoro a versão da Nina Simone, mas não consigo resistir à interpretação do Michael Bublé, e é essa a que escolho para partilhar contigo. Caso não conheças ou as outras intérpretes do tema, aconselho-te a procurares no Youtube e delicia-te. Relaxante e com boas vibrações. 



8. Zorro - António Zambujo

Tudo o que o Zambujo toca para mim está bom e poderia fazer uma playlist só com músicas cantadas por ele e seria a banda sonora perfeita para qualquer momento relaxante e inspirador. Hoje, deixo-te com o seu Zorro. Também és fã do António? 




Podes ver ainda a minha Playlist para corações partidos


9. City of Stars - Emma Stone e Ryan Gosling

Mais uma música vinda do Cinema e vencedora de um Óscar, que deixa um calor no coração. Claro que depois de ter visto La La Land, a sensação ficou mais amarga, mas ainda assim é das músicas mais bonitas e melodicamente suave, capaz de nos transportar para o mundo dos sonhos em segurança. Melhor só se o próprio do Ryan a viesse cantar ao meu ouvido... 



10. Será - Pedro Abrunhosa

Não existirá, em Portugal, ninguém que se compare à qualidade poética de Pedro Abrunhosa que escreve letras que poderiam, facilmente, ser poemas para declamar. Ao musicá-los, apenas aumenta a probabilidade de nos emocionar e transforma-os em mais nossos. Esta é uma letra difícil, mas de uma beleza sublime que não deixou ninguém indiferente, embora pudesse ter escolhido qualquer um dos seus inúmeros sucessos. 



Que me dizes desta minha playlist? Gostas das escolhas? Conhecias todas as músicas? Que outras aconselhas e usas para relaxar? Conta-me tudo nos comentários e não te esqueças de partilhar esta lista com todos os teus amigos stressados. 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

#Livros - Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

 

#Livros - Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

Sinopse

O Livro do Desassossego é um dos maiores feitos literários do século XX. Obra-prima póstuma,  retrato da cidade de Lisboa e do seu retratista, compõe-se de centenas de fragmentos, oscilando entre diário íntimo, prosa poética e narrativa, num conjunto fundamental para compreender o lugar de Fernando Pessoa na criação da consciência do mundo moderno. 

Nesta nova edição, Jerónimo Pizarro, reconhecido estudioso pessoano, regressa às fontes dos textos que Fernando Pessoa pretendia incorporar no Livro do Desassossego. Com uma nova organização, melhorando a decifração de quase todos os fragmentos, este livro reúne os atributos para se tornar na edição de referência. 

Opinião

Devo dizer que este livro me fez companhia na mesa de cabeceira por mais de um ano e, desde que terminei, só deixou saudades. Nem acredito que demorei tanto tempo a dedicar-me à leitura da obra inacreditável de Fernando Pessoa e de todos os seus heterónimos, conceito elevado ao expoente máximo pelo português cuja vida está envolva em grande mistério onde os factos se confundem com a ficção e tudo ajudou à criação do mito que o colocou a par dos gigantes como o próprio pretendia e almejava. 

Neste Livro do Desassossego encontramos um exercício gigantesco de escrita criativa, onde se misturam reflexões filosóficas, devaneios aparentemente sem sentido, banalidades triviais, descrições poéticas e até pensamentos sobre o propósito da Literatura. E estou apenas a dar alguns exemplos que me ocorrem só de memória, sem ter de voltar a folhear o livro nem regressar às inúmeras marcações que deixei no meu exemplar. 

Podes ler também a minha opinião sobre Mensagem

Não estamos perante uma história de ficção pura, embora se possa encontrar muita ao longo das suas páginas, por isso é a escolha perfeita para ter sempre por perto e agarrar de forma aleatória, ler, pensar sobre o assunto e, por vezes, ficar com uma ideia na cabeça a martelar incessantemente. Não será um livro para ler de fio a pavio de uma assentada. Tem entradas curtas e longa, que podem ser lidas da forma que se preferir. No entanto, é muito difícil continuar a ler após reter certas passagens que nos vão incomodar ou perturbar ou simplesmente espantar e deslumbrar. 

"Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a acção, que a minha sensibilidade repugna; ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu. 
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei-de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra."

Não tem a ver com o tamanho dos textos nem tão pouco do próprio livro. Tem a ver com a profundidade que se vai encontrar que nos vai obrigar a pensar em assuntos que nem queríamos. O impacto tem mais a ver connosco e com a nossa experiência de vida e até com o momento que estamos a viver quando o lermos e por isso é tão diferente quantas pessoas existem no mundo. 

Podes ler ainda sobre O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Para os que apreciam a Língua Portuguesa e para todos os que sonham ser escritores, esta é uma leitura fascinante porque mostra onde nos pode levar a criatividade, a beleza da nossa língua e o que distingue o génio dos restantes mortais, que até podem ser muito bons e escrever muito bem, mas não são Pessoa. Camões terá fundado as bases do Português ao criar a nossa Epopeia, enquanto Fernando Pessoa parece ter pegado em tudo o que nos vai na alma e colocado no papel, sob todas as formas literárias, assumindo as diferentes personalidades nacionais com uma sensibilidade ímpar, e elevou-nos, portugueses, a Património da Humanidade. 

"Conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu. Reclamei, espaço a pequeno espaço, o pântano em que me quedara nulo. Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferros de mim mesmo."

Hoje que comemoramos o Dia Mundial da Criatividade este parece ser o livro certo para começares a ler já, porque te vai inspirar, incomodar, incentivar e estimular como poucos seriam capazes de fazer. Para isso, podes encomendar o teu exemplar - e contribuir para as próximas leituras no blog - na Wook, com 10% de desconto em cartão e portes grátis. Se ainda tens dúvidas, aconselho-te o vídeo da Tatiana, que é só a melhor Booktuber entre todas. 

"Nada disso me interessa, nada disso desejo. Mas amo o Tejo porque há uma cidade grande à beira dele. Gozo o céu porque o vejo de um quarto andar de rua da Baixa. Nada o campo ou a natureza me pode dar que valha a majestade irregular da cidade tranquila, sob o luar, vista da Graça ou de São Pedro de Alcântara. Não há para mim flores como, sob o sol, o colorido variadíssimo de Lisboa." 
Já leste Fernando Pessoa fora da escola? Qual o teu heterónimo preferido? 

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