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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

#Séries - Sr. Rui

 

José Raposo, interpretando Rui Nabeiro na fase adulta, vestindo um fato escuro, está posicionado no centro da imagem rodeado por sacos de café. A expressão no seu rosto reflete determinação e sabedoria, simbolizando a paixão e o legado do icónico empresário e mentor do setor cafeeiro em Portugal.

Sinopse

Senhor Rui - Um Homem do Povo conta a história de uma das figuras portuguesas mais carismáticas de sempre. Criado no Alentejo rural nos primeiros anos de ditadura, Rui Nabeiro foi o jovem habilidoso que vingou no contrabando, o visionário que expandiu internacionalmente o seu negócio de café, o político amado pelo povo, por nunca esquecer que a riqueza e o poder devem servir a comunidade. 


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Opinião 

Senhor Rui é uma série biográfica, disponível na Amazon Prime Vídeo, que mergulha na vida e na obra de Rui Nabeiro, uma das figuras mais emblemáticas e influentes do empreendedorismo em Portugal. A série retrata a trajetória profissional de Nabeiro, fundador da icónica Delta Cafés, e ainda a sua ligação com as raízes familiares e culturais em Campo Maior, que moldaram a sua visão enquanto homem de negócios e o seu compromisso com a comunidade. Com uma narrativa envolvente e atuações marcantes, Senhor Rui entrega uma mensagem de perseverança, inovação e sobre a importância das relações humanas, inspirando tanto os inúmeros admiradores do empresário quanto novos públicos que só agora vão descobrir a história daquele velhinho com ar simpático que morreu recentemente mas que transcendeu os limites da sua condição para deixar um legado duradouro na sua região e no seu país. 


Nascido em 1931, Nabeiro transformou a indústria do café em Portugal, fundando a reconhecida empresa Delta, que se tornou sinónimo de qualidade e tradição e de compromisso social e comunitário. Ao longo da sua vida, além de ter solidificado a sua influência no sector empresarial, também destacou-se como um exemplo de ética e responsabilidade social, recusando-se a sair do seu Alentejo, contribuiu e muito para o desenvolvimento económico e sustentável da sua região. A série mostra-nos as suas raízes com uma família humilde, que certamente moldou o seu espírito resiliente, e revela as vicissitudes por que teve de passar para construir o seu futuro e moldar o seu destino. Os desafios inerentes à sua condição social, mas também as condicionantes de quem vivia numa ditadura. Mas contra todas as probabilidades, torna-se fundador de uma das maiores marcas de café do país e, certamente, a mais querida por todos. 


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Ao longo da série conhecemos personagens essenciais que influenciaram a sua vida, como a mãe e o pai, os irmãos, a mulher por quem se apaixona e se torna sua mulher e companheira de vida. Todos eles contribuíram e influenciaram o seu carácter e a sua filosofia de vida. Quanto aos negócios, acompanhamos o início, com as incursões com o tio para Espanha, o que era considerado contrabando e que podia terminar mal com todos presos. Felizmente, foi assim que se iniciou e começou a entender o mundo do café, sendo capaz de reconhecer as oportunidades do mercado e apostar em práticas inovadoras, para a época, que transformaram a sua empresa num ícone da indústria. Através da sua perseverança admirável e do compromisso inabalável com a excelência, Rui Nabeiro consolidou uma marca de sucesso e inspirou várias gerações de empreendedores. 


Elenco da primeira fase da série 'Senhor Rui', durante a emocionante cena do casamento de Rui Nabeiro e sua esposa, retratando um momento de celebração rodeado por amor e tradições familiares. A mãe de Rui, presente nessa ocasião especial, simboliza a importância das raízes e dos laços familiares na trajetória do protagonista, que se destaca tanto por sua vida pessoal quanto por sua carreira empreendedora.

A narrativa mostra o que todos, mal ou bem, já sabíamos. Que Rui Nabeiro procurou sempre retribuir à sua terra e à comunidade, criando emprego, pagando melhor que o que existia ao seu redor, permitindo que todos os seus funcionários tivessem uma vida digna e possibilidade de crescer e construir uma família, promovendo a educação e a cultura. O que não sabia de todo era o seu papel enquanto Presidente da Câmara e do quanto, desse modo, ajudou também a sua comunidade, sendo aquilo que se espera dum autarca, algo que muita falta faz nos dias que correm. Acima de tudo, é uma série que fala de valores e princípios, através da vida dum homem especial e único. É a valorização do trabalho árduo, do empreendedorismo responsável, ressaltando a importância da perseverança e da determinação. Sem esquecer que nunca devemos abandonar a humildade e a generosidade. A grande lição talvez seja que o sucesso não deve ser medido apenas em termos financeiros, mas sobretudo pela capacidade de impactar positivamente a vida dos outros. 


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As reacções que vi e ouvi foram bastante positivas entre o público em geral, e pessoalmente também gostei muito do que vi, em especial o desempenho do elenco, seja os intérpretes da fase jovem quanto da fase mais velha. A interpretação de José Raposo, só para dar um exemplo, é extraordinária pela forma como captou a figura familiar de todos nós, com os seus gestos, a sua forma de falar, até o seu sotaque. No entanto, acho que dois episódios foi pouco para contar uma vida tão rica e deduzo que muita coisa tenha ficado de fora, o que é uma pena pois gostaria de ter visto mais. Ainda assim, acredito que esta série terá um papel fundamental na preservação da memória de Rui Nabeiro, em especial para as gerações mais novas que só conhecem a Delta como uma grande empresa, mas não conhecem o seu passado e a sua origem. Estamos perante bem mais do que apenas um empresário bem sucedido. Era um pai de família, amigo dedicado, membro da sua comunidade e participante activo da mudança em que acreditava quando a Democracia chegou. 



Depois de ter passado na TVI, está agora disponível na Amazon Prime Vídeo, e é a escolha certa para quem se interessa por empreendedorismo e até pela história recente de Portugal. A série é uma excelente oportunidade para aprender sobre resiliência, inovação e a importância das raízes até no mundo dos negócios, ao mesmo tempo que mergulhamos na luta de um homem simples que construiu um império, sem esquecer de onde veio, nem de ensinar aos seus o poder da solidariedade. Em suma, é uma bela homenagem à vida e à obra de Rui Nabeiro que recomendo a toda a gente, porque acredito que qualquer pessoa pode beneficiar de conhecer mais sobre este homem extraordinário. Agora, se já assististe à série Senhor Rui, quero muito saber a tua opinião! O que achaste da vida de Rui Nabeiro? Qual a parte que mais te impactou? A infância difícil ou a vida adulta de conquistas? Gostaste da escolha do elenco? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

terça-feira, 27 de agosto de 2024

#Livros - Quincas Borba, de Machado de Assis

 

A imagem da capa do livro "Quincas Borba", publicado pela Editora Guerra e Paz, apresenta um fundo bege suave que cria uma atmosfera clássica e atemporal. Na parte superior, uma barra branca destaca o título da obra e o nome do autor, Machado de Assis, em tipografia elegante e legível. A composição é complementada por uma série de ilustrações pequenas de cabeças de cães, que adicionam um toque lúdico e simbólico à identidade visual do livro, refletindo a conexão entre o protagonista e o tema central da história. Esta capa, com seu design sofisticado e minimalista, convida o leitor a adentrar o universo complexo e irônico do renomado autor brasileiro.

Sinopse

Amor e loucura, num livro delicioso sobre a grandeza dos sonhos e a miséria da realidade humana. Rubião, modesto professor de província, herda uma fortuna do filósofo Quincas Borba. Mas com a riqueza vem igualmente a loucura do seu amigo. Dissipa a fortuna em ostentação e em ajudas à trupe de oportunistas que o rodeiam assim que chega ao Rio de Janeiro. Perdido num mundo que não entende, Rubião acaba sozinho, e os parasitas ascendem à sua custa. No fim, triunfam os fortes, dando razão ao lema de Quincas Borba: «Ao vencedor, as batatas!» Este é o grande trunfo de Machado de Assis, sugerir as coisas mais terríveis da maneira mais cândida. Um romance essencial na língua portuguesa, um autor injustamente esquecido, que ombreia com Eça e Camilo. 


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Opinião 

Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira, nasceu em 21 de Junho de 1839, no Rio de Janeiro, e destacou-se como romancista, contista, dramaturgo e poeta. Filho dum imigrante português e duma criada mulata, a sua trajetória é marcada por uma ascensão notável num período em que a elite literária era predominantemente branca e aristocrática. Machado transformou a prosa e a poesia brasileiras, ao empregar uma linguagem inovadora e abordar temas complexos como a identidade, a hipocrisia social e a condição humana. Obras como Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas consolidaram a sua reputação como mestre do realismo, sendo Quincas Borba, publicado em 1891, um exemplo claro da sua habilidade para explorar as nuances do comportamento humano, além de refletir as tensões sociais do seu tempo. Apesar de ser detestado pelos estudantes brasileiros que precisam prestar prova sobre os seus livros, o autor permanece uma figura central no cânone literário, famoso pela sua profundidade intelectual e pela sua capacidade de abordar questões filosóficas e morais com leveza e ironia. 


Quincas Borba, inserido no período de transição entre o romantismo e o realismo, integra-se no contexto da literatura brasileira do final do século XIX. Neste momento histórico, o Brasil enfrenta profundas transformações sociais e políticas, como a Proclamação da República em 1889 e a crescente urbanização e industrialização. A obra de Machado de Assis reflete as inquietações e contradições desta nova realidade, apresentando uma crítica aguçada à hipocrisia da sociedade carioca daquele tempo. Na sua narrativa, o autor explora temas como a luta pela sobrevivência, a ambição, o poder e a deterioração dos valores humanos, utilizando a figura do pobre Quincas Borba e o seu famoso "humanitismo" como veículo para discutir questões existenciais e morais, voltando a provar a sua genialidade para transcender as convenções literárias da sua época. 


Podes ler também a minha opinião sobre A Mão e a Luva


Este é um romance que narra a trajetória de Rubião, um ingénuo professor de filosofia que, ao herdar a fortuna do seu amigo Quincas Borba, vê-se num mundo de relacionamentos complicados e hipocrisias sociais. A história desenrola-se em torno da interação de Rubião com uma série de personagens peculiares, que, acima de tudo, procuram beneficiar-se com a sua nova condição financeira. À medida que o protagonista enfrenta as consequências da sua fortuna repentina e as expectativas dos que o rodeiam, o romance explora temas como a inconstância da riqueza, a natureza humana e procura pela identidade própria numa sociedade marcada pelo egoísmo e pela traição. 


"Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão." 


Esta obra emblemática de Machado de Assis explora de maneira penetrante a interseção entre a loucura e a sanidade, revelando como essas condições podem ser subjetivas e interdependentes. O personagem que começa por dar nome ao livro e que vive sob a influência da sua filosofia peculiar, desencadeia uma série de reflexões sobre a natureza da realidade e da razão. À medida que a narrativa avança, a linha entre lucidez e irracionalidade torna-se cada vez mais ténue, especialmente nas relações entre os personagens e as suas motivações. A loucura de Quincas Borba, muitas vezes vista como uma forma de liberdade e como uma crítica à sociedade, contrasta com a sanidade aparente dos demais personagens, que frequentemente se mostram ainda mais insensatos nas suas ambições e comportamentos. Como nos habituou, Machado utiliza o humor e a ironia como ferramentas para a sua crítica social contra a hipocrisia da sociedade brasileira do século XIX. No fundo, a dita hipocrisia da elite é escancarada na forma como os personagens se relacionam, disfarçando interesses pessoais sob uma fachada de moralidade e civismo. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas


Rubião, o amigo que herda a fortuna e o cão de Quincas Borba, com a sua trajetória, revela como a ambição pode distorcer valores e relações interpessoais. A sua procura desenfreada por status e reconhecimento leva Rubião a envolver-se com pessoas traiçoeiras, onde as máscaras sociais tornam-se necessárias para a sobrevivência. Existe uma evolução do protagonista, que começa por ser um homem simples e ingénuo, que vive do seu pobre salário de professor, mas que entra na elite do Rio de Janeiro depois de se tornar herdeiro. À sua volta, gradualmente, aparecem supostos amigos que, com a desculpa de lhe fazer companhia, vivam à sua custa, comendo e bebendo à sua mesa, mesmo na sua ausência. O número de amigos aumenta e o dinheiro, como por artes mágicas, diminui de forma proporcional. Afinal, se gastamos sem medida, sem fazer nada para ganhar mais, um dia qualquer fortuna acaba, por maior que seja. Portanto, como seria fácil prever, esta trajetória culmina com um desfecho trágico, onde as desilusões revelam a fragilidade do ser humano diante das ilusões sociais e do próprio destino. 


"Duas blasfémias, menina; a primeira é que não se deve amar a ninguém como a Deus, a segunda é que um marido, ainda sendo mau, sempre é melhor que o melhor dos sonhos." 


A escrita de Machado de Assis é sempre marcada por uma ironia subtil e um humor refinado, e em Quincas Borba não é excepção. Através de diálogos mordazes e descrições que revelam mais do que aparentemente se vê, o autor conduz o leitor a uma reflexão crítica sobre a ambição, a loucura e as relações sociais. Não podemos esquecer nem ignorar o papel do narrador, que incorpora um tom irónico e reflexivo ao longo de toda a trama. Este narrador onisciente, flui entre os pensamentos e sentimentos dos personagens, revelando não só as suas acções, mas também as suas motivações e conflitos internos. A verdade é que esta obra permanece de enorme relevância nos dias de hoje, devido aos temas universais que aborda. Retrata a sua época, mas também leva a uma análise das dinâmicas eternas da natureza humana, com um desvio interessante que passa pela saúde mental, tema tão em voga nos dias que correm. Recomendo para os que se interessam pela literatura brasileira clássica, amantes da prosa filosófica e da crítica social. Assim, torna-se essencial tanto para quem procura prazer estético quanto para os que querem uma reflexão mais profunda sobre a vida. 


Como sempre, Machado de Assis entrega uma história incrível, especial e que fica na nossa mente muito tempo depois de termos terminado a leitura. Comprado em Junho, na Feira do Livro de Lisboa, lido nas férias em Julho, quase a chegar a Setembro ainda dou por mim a pensar no excêntrico Quincas Borba e no ingénuo Rubião. Agora, conta-me, já leste Quincas Borba? O que achaste da ascensão do Rubião no Rio de Janeiro cosmopolita? A queda foi culpa dele ou dos que o rodeavam? És fã do trabalho de Machado de Assis? Qual o teu favorito do autor? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 


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Wook | Bertrand 

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Verão 2024 - Leituras das Férias

 

"Composição de verão, apresentando uma toalha de praia colorida, óculos de sol estilosos, uma máquina fotográfica pronta para capturar momentos e um livro aberto que convida à leitura, simbolizando a perfeita combinação entre relaxamento e boas histórias nas férias de Verão 2024."

Com a chegada do Verão, muitos de nós encontramos tempo para relaxar e nos perder entre as páginas de boas histórias. Este ano, as férias grandes foram em Julho e foram uma oportunidade perfeita para explorar novas narrativas, mergulhar em mundos fascinantes e descobrir ou revisitar autores incríveis. Hoje, vou partilhar contigo as leituras que me acompanharam durante as duas semanas de descanso, no intervalo dos jantares e saídas com os amigos de sempre. Portanto, prepara-te para inspirações literárias que podem ser a companhia ideal para os teus dias ensolarados! Vamos explorar as páginas que marcaram o meu Verão. 


Alt descrição: Pilha de livros incluindo "A minha avó pede desculpa", "Quincas Borba" e "Os Últimos Dias de Henrique VIII", simbolizando as leituras de férias de Verão 2024.

1. A minha avó pede desculpa

Começo por dizer que os livros comprados na Feira do Livro de Lisboa deste ano têm andado a furar filas e muitos ganharam prioridade nas minhas vontades. É o caso deste do sueco Fredrik Backman que comecei a ler ainda antes de ir de férias propriamente ditas. Claro que, depois de ter começado, não poderia deixá-lo na mesa de cabeceira abandonado por duas semanas e continuei a aventurar-me no mundo de fantasia e mistério duma avó e da sua neta logo nos primeiros dias de descanso. E que bela companhia. A opinião já está no blog e é só ires ler e deixares as tuas impressões nos comentários, lá ou aqui. 


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2. Quincas Borba

Depois de ler as obras mais famosas de Machado de Assis, andava a sentir lhe a falta na minha estante e nas minhas leituras. Foi o segundo livro lido nas férias e volta a comprovar-se a genialidade deste autor brasileiro que deveria ser mais conhecido por cá, para bem dos leitores. Em breve, vais encontrar a opinião por cá, que será daquelas que dão um especial prazer ao escrever porque permite revisitar uma história marcante e fantástica, repleta da ironia deliciosa de Machado. 


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3. Os Últimos Dias de Henrique VIII

O último livro não era ficção, mas sim um livro de História sobre uma das épocas mais fascinantes e que já ocupa muito espaço neste blog. Os Tudors são figuras complexas e que podem ser analisadas sobre muitos ângulos e pontos de vista. Com um olha histórico, tendo por base os documentos e relatos da época, temos aqui um retrato sobre o fim do reinado de Henrique VIII, os anos de declínio físico, o momento em que se tornou no verdadeiro tirano que lembramos. Só sairá em Setembro, mas é estares atenta que a opinião vai aparecer por cá. 


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Concluindo, as férias de Verão foram repletas de descobertas literárias que enriqueceram os meus dias e entregaram muito mais do que estava à espera. Cada livro que li trouxe uma nova perspectiva, uma aventura única e momentos especiais que certamente levarei comigo ao longo do tempo. Seja a explorar mundos distantes, a mergulhar em histórias apaixonantes ou a aprender algo novo, a literatura tem o poder de nos transportar e nos transformar. Espero que estas minhas escolhas possam te inspirar a escolheres as tuas próximas leituras, sejam ou não, para as férias. 


Agora, conta-me o que leste nestas férias? Tens algum género preferido para a silly season? Costumas ler mais ou menos nessa altura? Qual a leitura mais incrível que fizeste? Fico à espera do teu comentário! 

terça-feira, 20 de agosto de 2024

#Livros - 21 Lições para o Século XXI, de Yuval Noah Harari

 

"Descubra as provocativas reflexões de Yuval Noah Harari em '21 Lições para o Século XXI', uma obra essencial que explora os desafios e dilemas da nossa era. A capa, com um intrigante olho humano em destaque sobre um fundo bege, convida o leitor a observar o mundo sob novas perspectivas e a ponderar sobre questões cruciais que moldam o presente e o futuro."

Sinopse

Qual o verdadeiro significado dos eventos que hoje testemunhamos e como poderemos lidar com eles à escala individual? Que desafios e escolhas se nos deparam? O que poderemos legar ou ensinar aos nossos filhos? Algumas das questões que procurarei explorar e dar resposta incluem o significado da ascensão de Trump, se Deus estará ou não de regresso ao nosso mundo, se o nacionalismo pode ser a resposta a problemas como o aquecimento global. 

O livro está dividido em 5 partes (O Desafio Tecnológico, o Desafio da Política, Desespero e Esperança, Verdade, Resiliência), cada uma delas com questões dedicadas a temas específicos, no total de 21 lições para o século XXI. 


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Opinião 

Yuval Noah Harari é um historiador e professor na Universidade Hebraica de Jerusalém, amplamente reconhecido pela sua habilidade para abordar questões complexas da trajetória humana numa linguagem acessível e instigante. Autor de best-sellers, Harari destaca-se pela sua capacidade de interligar aspectos da história, filosofia e tecnologia, convidando os leitores a refletirem sobre os desafios contemporâneos enfrentados pela sociedade. Em 21 Lições para o Século XXI, examina as principais questões do presente e do futuro, oferecendo uma análise crítica e provocativa que o posiciona como uma das vozes mais influentes e relevantes do pensamento moderno. Com uma proposta de desmistificar assuntos como a política, a economia e a tecnologia, Harari torna-se um guia essencial para navegarmos pelas incertezas do mundo actual. 


Publicado em 2018, o livro surge num momento de grande tumulto político, social e tecnológico. Harari, reconhecido pelas suas análises profundas sobre a História da humanidade em Sapiens e Homo Deus, volta o seu olhar para o presente, abordando temas como a ascensão da inteligência artificial, as crises de identidade, a globalização e a desinformação. Ao longo de 21 capítulos, o autor propõe uma série de perguntas inquietantes que nos forçam a reconsiderar o nosso lugar no mundo e o futuro da sociedade. A obra não se limita e expor problemas, ao contrário, procura estimular um diálogo crítico sobre as competições e as responsabilidades que nos cercam, sugerindo que, no meio do caos, a reflexão e o entendimento são essenciais para moldar um futuro mais consciente e sustentável. 


Podes ler também a minha opinião sobre Sapiens


No contexto contemporâneo, a discussão das lições propostas por Yuval Noah Harari é de extrema relevância, pois confronta-nos com os desafios multifacetados que a humanidade enfrenta hoje. Num mundo marcado pela rápida evolução tecnológica, crises ambientais e polarizações sociais, as reflexões do autor instigam-nos a reavaliar as nossas prioridades e a maneira como nos relacionamos com o conhecimento, o trabalho e a política. As suas lições promovem uma conscientização sobre a importância da educação e da adaptabilidade diante das incertezas, enfatizando a necessidade de diálogo aberto e fundamentado que possa guiar as nossas decisões coletivas. Ao explorar a intersecção entre História, Ciência e Ética, Harari convida-nos a imaginar cenários futuros possíveis e a preparar-nos activamente para um século que exige cidadãos mais informados e exigentes, prontos para enfrentar dilemas complexos e globais. 


"Os seres humanos foram sempre melhores a inventar ferramentas do que a usá-las de modo sensato. É mais fácil manipular um rio construindo uma barragem do que prever todos os efeitos complexos que isso terá no sistema ecológico mais vasto. De igual modo, será mais fácil redirecionar o fluxo das nossas mentes do que adivinhar o que isso fará à nossa psicologia pessoal e aos nossos sistemas sociais." 


Assim, o autor explora questões cruciais, como a democracia, o terrorismo, a imigração e a importância da verdade num tempo de incertezas. Por exemplo, aborda o impacto da revolução digital na forma como processamos a realidade, ressaltando o papel das tecnologias de informação na manipulação da verdade e na disseminação de notícias falsas. Harari argumenta que a sobrecarga informativa, aliada ao poder das plataformas digitais, transforma a opinião pública num campo de batalha onde dados são utilizados como armas de persuasão e controlo. O autor também discute as consequências éticas e sociais da inteligência artificial, levantando questões sobre a privacidade, a autonomia do indivíduo e o futuro do trabalho num mundo onde máquinas e algoritmos desempenham papéis cada vez mais centrais. Outra reflexão abordada está relacionada com a necessidade de repensar a coesão social num mundo cada vez mais fragmentado por diferenças culturais, ideológicas e económicas. O autor argumenta que, diante dos desafios globais, como as mudanças climáticas, a desinformação e as crises migratórias, o papel das comunidades torna-se crucial para a construção de identidades coletivas que transcendem divisões. Deste modo, faz uma crítica à política tradicional, que muitas vezes se baseia em narrativas simplistas, propondo que soluções coletivas e colaborativas são essenciais para enfrentar problemas complexos. 


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Pessoalmente, fiquei impressionada com a clareza e a relevância das ideias de Harari, que nos convidam a adoptar uma postura crítica e proativa diante das incertezas do futuro. Tal como aconteceu com as leituras anteriores que fiz deste autor, senti-me impactada pelas suas lições, agora para o presente. A forma como articula a interconexão entre os problemas globais que todos vemos nas notícias e as nossas vida quotidianas é perfeitamente compreensível, despertando uma sensação de urgência na busca de soluções coletivas e a necessidade dum novo entendimento sobre o que significa ser humano num mundo em rápida transformação. Estamos perante uma leitura que ao se limita a informar, mas que também inspira a acção e a reflexão sobre o papel que podemos desempenhar na construção dum futuro mais sustentável e justo, sem cair nas armadilhas dos populismos e afins. 


"Estando nós perante as decisões mais importantes da história da vida, pessoalmente não confio mais nos que reconhecem a sua ignorância do que nos que afirmam a sua infabilidade." 


Uma das lições que mais me marcaram é a reflexão sobre a importância da educação e do pensamento crítico. Harari enfatiza que, diante da incessante avalanche de dados provenientes da tecnologia, é fundamental que os indivíduos desenvolvam habilidades para discernir informações relevantes e questionar as narrativas que nos são apresentadas. Esta ideia fez-me pensar no meu papel como cidadã numa sociedade cada vez mais polarizada, onde a desinformação pode prevalecer. Além disso, a abordagem do autor sobre o futuro do trabalho, em que muitas profissões estão em risco devido à automação, fez-me perceber a necessidade de adaptação e aprendizagem contínua como ferramentas essenciais para a sobrevivência num cenário de mudanças súbitas e abruptas. Assim, com estas lições senti-me motivada a adoptar uma postura mais proativa em relação ao meu desenvolvimento pessoal e ao papel que posso desempenhar na sociedade. 


Comprado na última visita à Feira do Livro de Lisboa, mal tive oportunidade passou à frente para ser lido logo e não desiludiu, aliás, como sempre acontece com este filósofo moderno. Recapitulando a importância destas lições, podemos entender que elas servem como um guia essencial para navegarmos neste mundo cada vez mais complexo e interconectado. Harari destaca a necessidade de compreendermos questões urgentes como a tecnologia, a ética e a política, ressaltando que, ao enfrentar temas como a inteligência artificial, a desigualdade e o populismo, devemos cultivar a capacidade crítica e a resiliência. As lições oferecidas não são meras constatações, mas catalisadoras duma consciência coletiva que nos capacita a agir de forma consciente e responsável, preparando-nos para que possamos moldar um futuro que reflita os nossos valores e aspirações enquanto lidamos com as incertezas do amanhã. 


Estamos perante mais uma obra essencial para todos os que desejam compreender os desafios contemporâneos que irão moldar o nosso futuro. A profundidade e a clareza com que aborda estes temas tornam o livro numa leitura envolvente e provocativa, capaz de estimular discussões saudáveis entre amigos, familiares e colegas. Em suma, mais um livro de Harari que devia estar em todas as estantes e servir para estimular todas as pessoas a pensarem por si mesmas em vez de seguir o rebanho. Agora, quero saber a tua opinião! Já leste o livro? O que achaste das 21 lições de Harari? Qual a que mais te marcou? Já estás de olho nas novidades deste autor com um novo livro a sair? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 


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Wook | Bertrand 

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

#Documentário - I Am Celine Dion

 

"Retrato emocional de Celine Dion em tons de preto e branco, capturando a essência de uma artista icônica e resiliente. Seu olhar expressa a força e a vulnerabilidade que permeiam sua trajetória, refletindo os desafios enfrentados nos últimos anos, incluindo sua luta contra o Síndrome da Pessoa Rígida, enquanto a artista reconta sua extraordinária jornada no documentário 'I Am Celine Dion'."

Sinopse

Dirigido pela nomeada ao Oscar Irene Taylor, I am Celine Dion oferece uma perspectiva sincera e reveladora dos desafios enfrentados pela icónica cantora, conhecida pela música My Heart Will Go On, banda sonora do famoso filme Titanic, de James Cameron. Enquanto a cantora enfrenta uma doença que redefine a sua vida, esta obra é uma expressão de amor aos seus admiradores, destaca a banda sonora que moldou a sua jornada, enquanto ilustra a resiliência inabalável do espírito humano. A difícil batalha da famosa cantora Celine Dion contra uma condição de saúde torna-se no tema central neste documentário dedicado também à sua trajetória. 


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Opinião 

I Am Celine Dion, lançado em 2024, é um documentário comovente que oferece uma visão abrangente da vida e da carreira duma das vozes mais icónicas da música mundial. Começa por celebrar a trajetória impressionante da artista, desde os seus primeiros passos nos palcos familiares no Canadá até ao estrelato internacional, mas essencialmente revela os desafios pessoais que a cantora tem enfrentado nos últimos anos, com a sua luta contra a Síndrome da Pessoa Rígida. Esta doença neurológica rara tem impactado a sua saúde e a sua capacidade de se apresentar em público, obrigando a que cancelasse concertos e tournées, sempre com desculpas inventadas que foram sendo difundidas. Mas Celine não quer mentir mais e decidiu usar este documentário para revelar a verdade mais triste e assustadora da sua vida, esperando com isso que os fãs a entendessem, continuassem a amá-la e a esperar pelo seu regresso. Transcendendo o mero relato biográfico, o documentário é uma reflexão profunda sobre o amor pela música, a vulnerabilidade e a força que reside em cada um de nós. 


O documentário oferece uma retrospectiva muito interessante da vida e da carreira da cantora, sem esquecer s suas origens humildes em Quebec. Desde muito jovem, Celine Dion demonstrou um talento excepcional para a música, numa família numerosa onde os estímulos musicais eram uma constante. Esse apoio incondicional da sua família foi fundamental para que perseguisse o sonho e acreditasse nele. Através duma combinação de determinação, paixão e uma capacidade vocal impressionante, Celine conquistou o seu espaço e ascendeu ao estrelato. Vemos a artista fenomenal, mas também a mulher que desafiou inúmeras adversidades. Fazendo uso de entrevistas íntimas e imagens de arquivo raras, o documentário entrelaça a sua trajetória musical com a vida pessoal, culminando com a exposição da mulher doente, frágil e incapaz de fazer o que mais gosta. 


Podes ler também a minha opinião sobre o documentário Tina


Ao mesmo tempo que nos faz revisitar a sua ilustre carreira, até com a visita a um armazém inacreditável onde estão guardados todos os objectos artísticos e até pessoais, com roupas e sapatos icónicos que nos remetem imediatamente para os momentos mais marcantes, também se expõe, os desafios e as fragilidades, revelando-se ao mundo como poucas vezes vemos um artista mostrar-se. Entramos na sua casa, vemos a sua vida familiar com os filhos, os empregados e os médicos e fisioterapeutas, e encontramos uma mulher envelhecida, sem maquilhagem, sem grandes vaidades, e com uma fragilidade física angustiante por causa da Síndrome da Pessoa Rígida. Esta condição rara e debilitante, que provoca tensão muscular extrema e limita a mobilidade, transformou a vida de Celine Dion num verdadeiro campo de batalha. Através de depoimentos emotivos e sinceros, é revelado como esta Síndrome afectou não só a sua capacidade de se apresentar no palco, mas também a sua própria rotina diária e as suas interações pessoais. 


Celine Dion, sem maquilhagem e com o cabelo preso em um coque simples, é vista em seu íntimo lar, tentando cantar novamente. O ambiente transmite uma atmosfera de vulnerabilidade e autenticidade, refletindo a luta da artista com sua saúde. Seu olhar expressa determinação, enquanto as luzes suaves do ambiente ressaltam a serenidade do momento. Essa imagem poderosa captura não apenas a paixão inabalável de Celine pela música, mas também os desafios que ela enfrenta, revelando um lado mais humano e sensível da cantora.

Enquanto a artista luta para manter a sua identidade e a paixão pela música, o documentário pinta um retrato tocante de resiliência e vulnerabilidade, mostrando a jornada de Celine Dion em busca de tratamento e a sua luta interna para reconciliar a sua imagem pública de ícone pop com a realidade das suas limitações físicas, sem com isto perder a esperança de conseguir regressar aos palcos e ao público que tanto ama. É um convite à empatia e à compreensão sobre como as adversidades podem moldar, mas não definem o espírito de alguém que se tornou sinónimo de força e talento inigualáveis. Uma Celine debilitada conta como, após o diagnóstico da doença, começou a mentir sobre os motivos para abandonar ou cancelar espectáculos, até ter chegado um momento em que os medicamentos que lhe permitiam subir ao palco estavam com doses tão altas que a iriam matar. Por causa disso, tem estado isolada nos últimos anos e só agora é revelado pela própria o verdadeiro motivo, cansada que está de mentir e esconder, sem conseguir explicar aos fãs o que realmente se passava com a sua saúde. A sua voz, que sempre guiou a sua vida, parece estar-lhe a fugir e todo o seu esforço é para encontrar uma forma de recuperar e conseguir regressar, o que, depois de tudo o que é mostrado, fica difícil de acreditar que fosse possível, pelo menos da forma como sempre a conhecemos. 


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Apesar de ser uma doença rara, não deixa de acontecer a outras pessoas, pessoas essas com menos recursos financeiros que a nossa Celine e dei por mim a pensar como poderiam essas pessoas alcançar uma vida normal com um problema de saúde destes tão incapacitante emocional e fisicamente. Claro que isto não diminui a luta da cantora, que procurou rodear-se de pessoas capazes de a ajudarem a recuperar e encontrar o caminho de regresso aos palcos do mundo. Talvez o momento mais angustiante seja a crise a que assistimos no final do documentário. Depois de ter conseguido ir para estúdio gravar uma música, ao chegar junto do seu fisioterapeuta ele percebe um espasmo num pé, que seria o sinal de que poderia ter um episódio. Apesar de todos os esforços para manter Celine calma e reverter este cenário, a verdade é que a artista acaba prostrada, com dores dilacerantes e incapaz de falar. No final, é explicado que a crise foi desencadeada pelas fortes emoções que a cantora sentiu por ter voltado ao estúdio e ter sido capaz de gravar a música. Ou seja, não são só emoções negativas que ativam a doença, mas qualquer emoção forte, como a que ela precisa sentir para estar em palco ao vivo. As dúvidas sobre o seu futuro são mais que muitas, mas fica claro que desistir não está nos seus planos. 



Ao longo da narrativa, Celine transmite mensagens de resiliência e força, mostrando que, apesar das adversidades físicas e emocionais, é possível encontrar luz e esperança. A sua determinação em continuar a lutar pelos seus sonhos serve de inspiração, lembrando-nos a todos que a verdadeira paixão e amor pela arte podem prevalecer mesmo nos momentos mais difíceis. Além de humanizar a figura de Celine Dion, o documentário também destaca a importância de discutir questões de saúde e bem-estar num mundo que frequentemente coloca os artistas num pedestal. Lançado em Junho de 2024, o impacto foi gigante e alterou significativamente a maneira como o público a vê e entende. Parece-me evidente que as imagens que vimos foram gravadas bem antes, mas não deixou de ser chocante, para todos os milhares que viram o documentário, a apresentação de Celine Dion na Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, no cimo da Torre Eiffel, com uma imagem deslumbrante repleta de beleza e elegância, a cantar uma canção icónica da gigante Edith Piaf. O momento já seria lindo, mas devido ao que agora sabemos da sua saúde, parecia um milagre. Foi épico e uma alegria para todos os que torciam para que os sonhos da cantora se realizassem e fosse possível voltar a assistir ao vivo ao seu talento. 


Portanto, I Am Celine Dion é um poderoso testemunho de resiliência e de paixão duma das vozes mais icónicas da música, e que faz parte das divas dos anos 90 e 2000. Ao refletir sobre o futuro da cantora, a saudade da sua voz única torna-se mais palpável, tendo criado um misto de esperança e apreensão, que culminou com a concretização em Paris. Apesar das dificuldades, a força de Celine Dion e o seu inegável talento continuam a inspirar milhões ao redor do mundo. Obra emocionalmente reveladora, oferece uma visão íntima da vida e da carreira de Celine, e uma discussão importante sobre doenças neurológicas e a forma como podem ser incapacitantes para os seus portadores. É uma oportunidade única para conhecer a mulher por trás da diva e de refletir sobre a força que se encontra na adversidade. Se tens andado escondido do mundo e ainda não viste este documentário, que podes encontrar na Amazon Prime Video, só te posso dizer que estás a perder a oportunidade de te emocionares e te inspirares com esta história tocante, com uma experiência que certamente ficará na tua memória muito depois dos créditos finais. 


Agora, conta-me tudo! Já viste o documentário? O que achaste da vulnerabilidade de Celine Dion? E o que tens a dizer do seu regresso apoteótico? Deixa a tua opinião nos comentários abaixo! 

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