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domingo, 8 de outubro de 2017

#Livros - O Pavilhão Púrpura, de José Rodrigues dos Santos



Sinopse
Pode uma ideia mudar o mundo?

Nova Iorque, 1929. A bolsa entra em colapso, milhares de empresas fecham, milhões de pessoas vão para o desemprego. A crise instala-se no planeta. 
Salazar é o Ministro das Finanças em Portugal e a forma como lida com a Grande Depressão granjeia-lhe crescentes apoios. Conta com Artur Teixeira para subir a Chefe de Governo, mas primeiro terá de neutralizar a ameaça fascista. 

O desemprego lança o Japão no desespero. Satake Fukui vê o seu país embarcar numa grande aventura militarista, a invasão da Manchúria, na mesma altura em que tem de escolher entre a bela Harumi e a doce Ren. 

Lian-Hua escapa a Mao Tse-Tung e vai para Peiping. É aí que a jovem chinesa e a sua família enfrentam as terríveis consequências da invasão japonesa da Manchúria. 

A crise mundial convence os bolcheviques de que o capitalismo acabou. Estaline intensifica as colectivizações na União Soviética e o preço, em mortes e fome, é pago por milhões de pessoas. Incluindo Nadezhda. 

O mundo à beira do abismo. 

Considerado pelos portugueses o seu maior escritor, José Rodrigues dos Santos acompanha-nos numa viagem palpitante à perigosa década de 1930 na companhia de figuras históricas como Salazar e Chiang Kai-Shek. O Pavilhão Púrpura traz-nos o segundo tomo da mais ambiciosa saga da literatura portuguesa contemporânea. 

Opinião
Como prometido, aqui estou para falar do livro O Pavilhão Púrpura, segundo na mais recente saga de José Rodrigues dos Santos. A vantagem de ter os livros em casa é que, quando se termina o primeiro, corre-se a ir buscar o segundo e a aventura continua, como se nada fosse. Foi assim que parti para este novo livro e me deliciei com o que por lá se passou.

Devo dizer que está longe de ser uma leitura leve. Aliás, ainda não li nada deste autor que assim seja, mas este livro revela-nos algumas realidades que me afectaram enquanto pessoa. Na verdade, nenhum dos protagonistas teve uma história de vida fácil, contudo, desta vez, a que mais me incomodou está relacionada com os Russos. Perceber o que acontecia na União Soviética e o que se fez às pessoas é, de facto, violento e desumano.

Mais uma vez, vamos viajando entre o extremo Comunista para o extremo Fascista, quase sem perceber porque se odeiam tanto, quando têm tanto em comum. Aqui continuamos a nossa viagem pelo século XX pós Grande Guerra e com os cenários provocados pela Grande Depressão em Portugal, na China, no Japão e na União Soviética. É uma aula de História em constante movimento entre países e culturas.

É incrível como o autor nos consegue fazer um retrato, não só político destes países, mas também cultural e ideológico. As diferenças que nos separam são muito mais deste último âmbito do que económico e financeiro. É inquietante perceber o quanto os Japoneses se acham superiores aos restantes povos, e é nesse país que conhecemos pela primeira vez a polémica eugenia.

Um conceito que se tornou popular por todo o mundo, em especial na Alemanha como todos sabemos, com a discussão em torno da superioridade das raças e dos países a inflamar os governantes. Quer-me parecer que foi esse o grande impulsionador da Guerra que se seguiu no mundo. É assim que vamos acompanhando as correntes ideológicas e a sua influência nos diferentes locais.

É, definitivamente, um livro emocionante que nos revela muito sobre as reacções dos povos aos mesmos estímulos e ideias e nos apresenta um retrato desses negros anos de crise económica e social. O problema surgiu quando, terminei de ler este livro, com um capítulo do mais perturbador que já li, e percebi que teria de esperar pelo terceiro! Eu bem disse que não queria começar sem ter a colecção completa. A minha paciência já não sobrevive a estas angústias de esperar para saber como acaba uma trama, meus amigos.

No entanto, foi lançado O Reino do Meio, que já comprei e já li e que conto partilhar a opinião durante a próxima semana. Fica atento! Já andas a ler esta saga contemporânea? Qual a tua opinião? 

"Observando o santuário apinhado de gente e os símbolos escaqueirados, com a liturgia prestes a iniciar-se, e comparando tudo aquilo com o que se passava na União Soviética, pareceu-lhe difícil, apesar da sua tenra idade, não reparar nas espantosas semelhanças entre o cristianismo e o comunismo. Um era branco e o outro vermelho, um tinha o patriarca e o outro o secretário-geral do Partido Comunista, um padres e o outro comissários políticos, um missas e o outro comícios. Ambos contavam com zelotes encarregados do respeito pela ortodoxia, o texto sagrado de um era a Bíblia e o do outro O Capital, o profeta de um era Jesus e o do outro Marx, o símbolo de um era a cruz e o do outro a foice e o martelo. A imagem de Jesus crucificado estava por toda a parte e o retrato de Marx, Lenine e Estaline também. De resto num havia irmãos e no outro camaradas, as seitas de um eram ortodoxos, católicos, protestantes e coptas e as do outro socialistas, comunistas, anarquistas e fascistas. Ambos tinham crentes, um seduzia as crianças na catequese e o outro no Komsomol, um rezava o pai-nosso e o outro cantava a Internacional, um juntava as palmas das mãos e o outro erguia o punho. 
E, já agora, por que razão os crentes comunistas odiavam tanto as outras religiões? 
Porque eram rivais."

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Outros livros de José Rodrigues dos Santos com opinião publicada: 

Anjo Branco
O Homem de Constantinopla
Um Milionário em Lisboa
A Mão do Diabo
Vaticanum
As Flores de Lótus

2 comentários:

  1. tenho ali a mão do diabo para ler

    para mim ler é por fases,

    e neste momento não estou numa fase de comer livros...

    beijinho

    Mimi in the Mirror

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já li esse livro e aconselho a toda a gente, mesmo os que não gostam do autor, porque explica muito bem a crise que ainda estamos a viver.
      Quando leres, conta-me a tua opinião, ok? ;)
      Beijinhos*

      Eliminar

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