Hoje é dia de voltar a um tema que todos gostam, ou seja, sexo. Os que ainda pensam que não gostam, podem sempre ir ler
este post primeiro, pensar no assunto e só depois voltar ao actual e explorar outros relacionados.
Não será difícil de encontrar, até porque defendo que o sexo faz parte integrante e determinante de qualquer relação amorosa. O que se traduz no casamento frequente entre esses dois temas por estas paragens. Outra temática sempre presente, e que hoje não será excepção, são os preconceitos que giram em torno do amor e/ou do sexo.
Já tive oportunidade de
aqui partilhar a minha opinião acerca do sexo no primeiro encontro e do quanto acho ridículas as conclusões que se tiram acerca disso. Assim, agora que sabes que ter sexo no primeiro encontro deve ser uma vontade e não um receio ou preocupação, imagino que sejas mais capaz de encontrar um parceiro à altura.
E quando me refiro a "estar à altura" falo de performance sexual, claro, mas não só. Falo em algo ainda mais difícil de encontrar, que é alguém que não se deixe condicionar por preconceitos da idade da pedra ou pelos julgamentos de uma sociedade que se diz moderna e evoluída, mas que vive amarrada a influências judaico-cristãs.
Desta forma, vamos encontrar uma das questões incontornáveis na esmagadora maioria das relações: com quantos parceiros sexuais já estiveste? Não penses que vou agora abrir um manifesto pelo fim desta questão entre namorados. Aliás, pessoa curiosa que sou, é algo que gosto de saber. A diferença é que não quero saber para fazer julgamentos de valor ou morais.
O que não invalida que retire algumas conclusões, por vezes certas, por vezes erradas. Tenho algumas dúvidas nesta coisa de que encontrar gente inexperiente na cama é algo muito bom. Ensinar pode ser interessante, mas a pessoa também gosta de aprender alguma coisinha. Nesta troca de prazer que se pressupõe que é o sexo, a experiência não é tudo, mas ajuda bastante.
No fundo, o que me incomoda nesta questão, e em qualquer outra, é quando as pessoas fazem perguntas sem estarem verdadeiramente preparados para lidar com a resposta. Se sentes que o número que vais ouvir vai condicionar ou incomodar-te de alguma forma, para quê perguntar?? Afinal, que diferença faz um número que faz parte do passado?
Já para não falar em algo que me toca a mim particularmente, não fosse eu uma mulher. Até aposto que já adivinhaste do que estou a falar. Um homem que já teve relações sexuais com 100 mulheres é um garanhão que está a cumprir bem o seu papel de macho. Uma mulher que teve relações sexuais com mais de dez homens já é catalogada como uma rodada, uma mulher fácil e outros adjectivos semelhantes e ainda mais simpáticos.
Como sempre, as dualidades de critério são coisa que mexe com os meus nervos de uma forma particularmente severa. Não tenho pachorra para este pensamento patrocinado por António Salazar, num país onde tanto se lutou por Liberdade. Respondendo à pergunta que dá título a este post, quantos parceiros sexuais são demais?, a minha resposta é óbvia. Não existe um número certo ou errado. Existe o número de cada pessoa, que só a ela diz respeito.
Portanto, se a pessoa que dorme contigo demonstra a sua confiança em ti partilhando o seu número de parceiros, respeita e deixa-te de juízos de valor. Se preferes não saber, não perguntes. É simples, não é? Agora podes manifestar a tua opinião na caixa de comentários em baixo e juntar-te à minha indignação (ou não).