expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Subscreve a Newsletter

quinta-feira, 28 de maio de 2026

#Filmes - O Diabo Veste Prada 2

 

Poster do filme O Diabo Veste Prada 2 (2026). Miranda Priestly veste um elegante traje vermelho e está posicionada no topo de uma escadaria branca. Andy Sachs usa um sofisticado vestido branco. Emily e Nigel vestem ternos pretos. Os quatro personagens estão posicionados na escadaria, com iluminação que realça os contrastes de cores entre os figurinos.

Sinopse

Agora com provas dadas e um percurso próprio, Andrea Sachs volta a cruzar-se com Miranda Priestly, a icónica editora da revista "Runway", cujo prestígio permanece intacto num meio onde a aparência dita regras e o poder raramente se vê questionado. E como seria de esperar, o reencontro entre elas vai ser tudo menos pacífico. 

Tal como o primeiro filme, que adaptou o romance escrito em 2003 por Lauren Weisberger, este segundo filme continua a olhar para os bastidores do mundo da moda, onde qualquer semelhança com personagens reais volta a não ser coincidência. 

A realização torna a ser da responsabilidade de David Frankel, com argumento de Aline Brosh McKenna. Anne Hathaway, Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci retomam as suas personagens; Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lucy Liu surgem em novos papéis. 


Buy Me a Coffee

Opinião 

O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas em 2026 como um dos lançamentos mais aguardados do ano, trazendo de volta o universo sofisticado e glamouroso da indústria da moda. O filme retoma a história que conquistou milhões de espectadores em todo o mundo e oferece novas perspectivas sobre os personagens icónicos que marcaram gerações. Em 2006, o filme original, baseado no romance de Lauren Weisberger, estabeleceu um padrão de excelência, tendo consolidado Meryl Streep como a encarnação definitiva da implacável Miranda Priestly e apresentado ao mundo a transformação de Andy Sachs. Portanto, como todos podem imaginar, as expectativas estavam altíssimas, para regressar à redação da Runway e descobrir tudo o que mudou nestas duas décadas. 


Encontrei uma abordagem contemporânea que dialoga com os desafios do mundo digital e da sustentabilidade na indústria da moda, mantendo a sofisticação e o humor afiado que definiram o primeiro filme. O filme começa com um grande escândalo a atingir a revista e a figura de Miranda, ao mesmo tempo que Andy e todos os seus colegas de trabalho são despedidos por mensagem, no momento em que ela está prestes a receber um prémio jornalístico. Estes dois eventos parecem distantes, mas são os gatilhos que permitem o reencontro entre as personagens num contexto profissional renovado, onde novas dinâmicas e desafios emergem. Entre encontros inesperados, dilemas de carreira e reflexões sobre amizade e lealdade, o filme explora como estas personagens evoluíram ao longo dos anos e como lidam com todas as transformações à sua volta. 


Podes ler também a minha opinião sobre Cinderela 


O filme mantém como núcleo narrativo a relação complexa entre Andy e Miranda, agora reconfigurada pela passagem do tempo e pelas transformações que ambas sofreram. A trama explora como a indústria da moda e o jornalismo evoluíram na era digital, mostrando o contraste entre o glamour tradicional e as novas dinâmicas das redes sociais e dos influenciadores. O regresso de Andy à Runway marca um ponto de inflexão crucial, onde questões de identidade profissional, lealdade e ambição ressurgem com ainda maior intensidade. A presença de Miranda continua a ser o eixo central, com o seu carisma incontestável a servir de força motriz que desafia Andy a confrontar as suas próprias escolhas. A progressão dramática é bem equilibrada, com pontos de viragem que surpreendem sem abandonar a essência do universo que conhecemos. 


Andy Sachs e Nigel posam juntos vestidos inteiramente de preto em cena do filme O Diabo Veste Prada 2

Agora que Andy regressa como uma profissional estabelecida, uma jornalista premiada, não é mais uma simples assistente, o que a faz questionar mais activamente os valores que absorveu. Miranda, por sua vez, revela vulnerabilidades que humanizam a sua figura icónica. A sequela também introduz uma nova galeria de personagens que revitalizam a narrativa sem ofuscar os pilares. Entre eles destaco a nova assistente de Miranda, que está longe do papel submisso que conhecíamos, sendo capaz de corrigir e colocar limites no que pode dizer, sem acabar por ser processada. Por outro lado, o novo interesse amoroso de Andy e todo este romance me pareceu um tanto sem graça, não acrescentou nada à história e serviu apenas para cumprir uma obrigação neste tipo de filme, mas que, na minha opinião, poderia bem ter sido dispensado. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre The Idea of You


No que diz respeito ao elenco, Meryl Streep regressa como Miranda, refinando ainda mais a complexidade da editora-chefe da Runway. A sua presença magnética continua a dominar cada cena, alternando entre frieza cortante e revelações inesperadas de vulnerabilidade. Anne Hathaway regressa como Andy, com uma química com Streep que atinge novos patamares, com diálogos carregados de tensão e um entendimento mútuo que transcende a relação profissional, ainda que não pareça. A dinâmica só fica completa quando reunimos a verdadeira Emily, agora a trabalhar directamente com as marcas de luxo, e o Nigel, interpretado brilhantemente pelo Stanley Tucci, a pedra basilar da publicação e responsável pela estética duma forma que se encaixa perfeitamente na visão da Miranda. Este quarteto é a força motriz que faz girar as engrenagens deste novo enredo e que nos fazem torcer pela sobrevivência da revista numa época em que as publicações físicas estão a desaparecer. 



A realização mantém-se com David Frankel, que nos entrega a elegância visual que caracterizou o primeiro filme, equilibrando perfeitamente cenas de humor sofisticado com momentos de reflexão pessoal. A fotografia, assinada por Florian Balhaus, captura os ambientes do mundo da moda com uma paleta de cores vibrante e contrastante, que explora os bastidores caóticos desta indústria na moderna Milão. Mas o que nos enche o olho é o guarda-roupa, pilar visual de O Diabo Veste Prada 2, ao elevar a experiência estética a patamares ainda mais sofisticados que o original. As cenas em que todos aparecem em diferentes situações com sucessivos looks é um deleite e tenho muita dificuldade para eleger o favorito. Cada frame é uma obra de arte que celebra a indústria que o filme tanto reverencia. 


Pessoalmente, foi um prazer ir ao cinema assistir esta sequela, que consegue manter a elegância da narrativa, com figurinos de nos deixar verdes de inveja e que continuam a ditar as tendências da moda. A química entre os actores é indiscutível, a fotografia é sofisticada e a banda sonora complementa perfeitamente as cenas de tensão e de humor. Além disso, o roteiro consegue equilibrar bem a nostalgia com a modernidade, ao abordar temas contemporâneos do mundo da moda sem perder a acidez e o sarcasmo que tornaram o filme original tão amado. Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já foste ao cinema ver este filme? O que achaste da evolução dos personagens? Qual o look que mais gostaste? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

Sem comentários:

Obrigada pela visita e pelo comentário. Terei todo o gosto em responder muito em breve.
*Não esquecer de marcar a caixinha para receber notificação quando a resposta ficar disponível.
Até breve!

Subscreve a Newsletter