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quinta-feira, 7 de julho de 2016

#Livros - Duas Irmãs, Um Rei, de Philippa Gregory



Sinopse
Um magnífico romance histórico passado na corte de Henrique VIII. Amor, sexo, ambição e intriga.
"Duas Irmãs, Um Rei" apresenta uma mulher com uma determinação e um desejo extraordinários que viveu no coração da corte mais excitante e gloriosa da Europa e que sobreviveu ao seguir o seu próprio coração.
Quando Maria Bolena, uma rapariga inocente de catorze anos, vai para a corte, chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei, Maria Bolena apaixona-se por ele e pelo seu papel crescente como rainha não oficial.  Contudo, rapidamente se apercebe de que não passa de um peão nas jogadas ambiciosas da sua própria família. À medida que o interesse do rei começa a desvanecer-se, ela vê-se forçada a afastar-se e a dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua família e o seu rei, e abraçar o seu destino.

Opinião
Este é um dos casos raros em que primeiro assisti ao filme, e só depois tive acesso ao livro. Como amante de História que sou, adorei quando vi o filme, e não descansei até ter o livro nas mãos. Até porque considero a época dos Tudor uma das fases mais fascinantes da História de Inglaterra. 

Através da escrita brilhante de Philippa Gregory, entramos na corte faustosa e elaborada do jovem rei Henrique VIII. Vamos seguindo o desenrolar dos acontecimentos e a forma como este jovem rei se transforma num homem caprichoso até ser só um homem de meia-idade doente e frustrado pela falta de um herdeiro varão e legítimo. 

É pelos olhos da Bolena mais nova, Maria, que nos é dado a conhecer o desenrolar da história. Aliás, ela é o primeiro peão a ser colocado em posição para obter os favores do rei e, com isso, beneficiar a sua ambiciosa família. No entanto, apesar de se tornar amante do rei por alguns anos, acaba por ser posta de parte, como tantas outras, e acaba a servir a sua eterna rival e irmã, Ana. 

O amor fraternal entre as duas é algo muito particular. Afinal, ao mesmo tempo que se amam incondicionalmente, também se odeiam. Mesmo querendo o melhor, sempre desejam o declínio da outra. Quanto mais alto uma sobe, mais a outra se sente humilhada e menosprezada. Um sentimento que é perceptível até à última página. 

É nessa dualidade de sentimentos que a trama se adensa e onde somos confrontados com as diferenças abismais que as separam. Uma loira, a outra morena. Uma doce e meiga, obediente e que só pratica o mal pressionada pela família à qual se sente obrigada a servir. A outra ambiciosa, inteligente, calculista e com uma capacidade para discutir temas sobre os quais as mulheres, na época, não recebiam educação. 

É a sua sagacidade e poder de sedução que lhe permitem captar a atenção do rei e mantê-la durante mais de seis anos, até ao ponto de ele constatar que para a fazer sua, terá de a tornar rainha. São as influências intelectuais desta mulher que alimentam o ego do rei e que abrem caminho para todas as mudanças políticas e religiosas que se iniciam neste período. 

É um romance intenso e que nos prende a respiração até ao final e que conta como adorno com um ambiente histórico imensamente rico e diversificado pelas questões culturais e políticas inglesas, francesas e espanholas. Conta-nos a História de uma forma simples e de fácil compreensão, sem perder o fôlego do romance e da intriga.

"Havia longos anos de rivalidade e depois uma união forçada e sempre, na base do amor que tínhamos uma pela outra, a nossa sensação de que a outra tinha de ser suplantada. Como podia enviar-lhe uma palavra que englobasse tudo isso, e que ainda assim lhe dissesse que continuava a amá-la, que estava contente por ser irmã dela(...)? Que, embora nunca lhe fosse perdoar pelo que fizera a todos nós, ao mesmo tempo, compreendia, de uma forma completa e absoluta?"

Acho que foi uma excelente escolha e pretendo descobrir outras obras desta autora fantástica. Já conhecias? Que outros livros recomendas?  

Dado que o livro, em Portugal, encontra-se esgotado e ainda não foi lançada uma nova edição, podes sempre encomendar o teu exemplar, em inglês, na Book Depository, com 19% de desconto imediato e portes grátis para todo o mundo.

Adenda: Entretanto, foi lançada uma nova edição em português que podes comprar na Wook, com 10% de desconto em cartão. 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ser Portugal - Agora ou Nunca II




Nunca fui uma pessoa dada à prática desportiva. É coisa que não me assiste, desde sempre e até hoje. Em competições internacionais, fico sempre contente quando equipas ou jogadores portugueses vencem e torço sinceramente por eles. Mas salvo a excepção do Futebol e do Hóquei em Patins, não vibro com mais nenhum desporto, seja individual ou colectivo. 

Existe apenas um momento em que gostava de poder ser eu a pisar o relvado. Antes do pontapé de saída dum jogo que pode ser decisivo, como estes têm sido, só gostava de ter o privilégio de estar em campo para ouvir o nosso hino ser cantado. Especialmente, quando estamos num país que não o nosso e, ainda assim, os portugueses são tantos que se consegue ouvir os adeptos cantar a plenos pulmões esta música que nos une ainda mais e nos leva até casa, independentemente dos quilómetros que nos separem dela, a nossa pátria.

Depois temos o que nos apaixona no Futebol, e que já referi no post anterior, que é esta imprevisibilidade. Por muito grandes que as equipas sejam, nada garante que não vão para casa antes da final. Por mais pequena que a equipa seja, não é impossível que fique até ao fim e que até vença a competição. 

Como não vibrar, quando selecções como a de Inglaterra é eliminada por uma singela Islândia? Quando uma selecção como a de Gales, que não marcava presença neste tipo de competição há mais de 50 anos, chega a uma meia-final? Isto é a magia do futebol a dar um ar de sua graça e a mostrar que todos podem sonhar com a vitória final.


Lamento muito pelos senhores do País de Gales, mas este jogo vai ser nosso. Ainda que seja com um empate nos 90 minutos. Ainda que o nosso futebol seja nojento para uns quantos invejosos. Mesmo que seja preciso ir a penaltis e o nosso Rui Patrício seja obrigado a defender e que os nossos meninos não falhem.

Porque, no final, o que importa é a vitória que nos leva à grande final e nos aproxima do sonho de ver este troféu ser nosso. Finalmente, nosso. Depois de tantos anos a jogar, seja a vencer ou a perder, de forma brilhante e quase sem mácula, está na hora de vencer e não nos importa como. Desde que seja uma vitória limpa e seja nossa! 

Eu acredito, cada vez mais! E vocês?
FORÇA PORTUGAL!!! 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Prémio Recebido - Pharma Nord e Entre Biberons e Batons




E não é que já se passaram mais de dois meses desde o último prémio recebido? Até parece impossível, gente! No fundo, a falta de tempo que por vezes se sente pelas minhas ausências (curtas), também se reflecte na minha disponibilidade - e paciência - para participar em passatempos. 

Posto isto, está na hora de falar do prémio que veio morar cá para casa. O passatempo decorreu no blog Entre Biberons e Batons, em parceria com a Pharma Nord e o prémio consistia numa embalagem do suplemento nutricional BioActivo Caroteno. 



Para quem não sabe, aqui ficam duas informações. A primeira é que a minha pessoa é assim de uma brancura que até mete impressão. Uma coisa que não há praia que resolva, porque depois de tentar torrar ao sol, limito-me a ficar de um tom semelhante ao da lagosta. No entanto, o sol diário, sempre com protecção, claro está, ajuda a que, pelo menos, ganhe uma cor e deixe de parecer uma pessoa doente. 

A segunda é que este suplemento ajuda a manter o bronzeado por mais tempo. Quem gosta de chegar ali a Outubro e parecer a Branca de Neve? Ninguém, eu sei. Assim, é aconselhado a ingestão de uma cápsula por dia, um mês antes da exposição solar até ao final do Verão. 

Deixo ainda a dica, para quem quer prolongar o bronzeado para além dos meses curtos de Verão, de que a ingestão de alimentos como a cenoura, a abóbora, o pimentão, damascos, batata-doce e melão são excelentes para esse efeito. 

Aqui ficam os meus agradecimentos ao blog Entre Biberons e Batons e à Pharma Nord por este fantástico prémio! 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

#Desafio 52 Semanas - As minhas piores compras foram...



Semana 35 - As minhas piores compras foram...

Como toda e qualquer mulher que se preze, adoro compras. Existem excepções, é verdade, mas não me encontro entre elas. Adoro uma boa pechincha, e até das compras de supermercado e da busca pelo melhor preço retiro prazer. 

Contudo, não sou muito dada a compras por impulsos. Gosto de pensar e avaliar bem o que vou comprar, antes de tomar uma decisão. Portanto, é muito raro ter grandes desilusões com o que compro. 

No entanto, não me livro das más experiências. Acontece a todos, não é mesmo? Não consigo encontrar cinco situações, como seria de esperar para esta TAG, mas lembro-me perfeitamente da que aconteceu quando tentei comprar um presente de Natal para o meu pai e as coisas foram de mal a pior. 

Foi uma situação tão desagradável que tive de a relatar aqui no blog e por isso podem ver este post, para perceberem como tudo começou, e este outro, onde relato o desenvolvimento deste grande problema que arranjei, quando só queria dar o melhor presente de Natal de sempre ao meu pai. 

Podem consultar o Desafio 52 Semanas - Apresentação para ficarem a saber o que já saiu e o que ainda está para vir. 

domingo, 3 de julho de 2016

Os Domingos de uns e outros



A vida, por estes lados como em tantos outros, tem dados muitas voltas e reviravoltas. Por vezes, sinto que a vida gosta de me tirar o tapete e deixar-me sem chão. No entanto, tudo se compõe, de uma forma ou de outra. Regra geral, não como sonhamos ou gostaríamos, mas da forma que é possível dar a volta por cima.

Com isto refiro-me aos longos meses de desemprego que me levaram a voltar a uma área já sobejamente conhecida. No fundo, fui comercial a maior parte da minha vida profissional e talvez seja o que faço melhor. Aliás, o meu primeiro emprego foi a vender aspiradores, portanto é natural voltar a uma área que sempre precisa de gente para trabalhar.

Quando voltei às vendas, regressei ao mercado das telecomunicações e a esta coisa do porta-a-porta. Gostava de ter oportunidade de fazer outras coisas, é certo. De experimentar algo novo e desafiante. Só que quando penso nisso, existe algo mais desafiador do que lutar todos os dias pelo objectivo mensal que nos permite ganhar mais dinheiro?

Todos as portas são diferentes e os dias nunca se repetem. Cada cliente é um desafio para conseguir servi-lo bem, da melhor forma possível, sem esquecer que é preciso que as vendas surjam no final do mês. E não basta captar o cliente e levá-lo a assinar um contrato. É essencial, nos dias de hoje, fazer o acompanhamento desse cliente. Não só até ao dia da instalação, mas também no pós-venda. 

Tenho tido a sorte de encontrar pessoas espectaculares. Daquelas que nos convidam para jantar ou que, mesmo após terem o serviço instalado e a funcionar, nos ligam a perguntar quando passamos por lá para tomar um café e fumar um cigarro à janela. Sem precisarem de mais nada. Sem cobrarem nem reclamarem de coisa nenhuma. 

A única coisa que me causa algum incómodo é esta mania que certas pessoas têm de que lá porque nos deram a ganhar uma comissão, comissão essa fruto de um serviço que lhe prestámos, temos de estar disponíveis a toda a hora. 

Claro que nesta sociedade em que vivemos, os dias de descanso cada vez são mais aleatórios e são muitas as pessoas que têm de trabalhar aos fins de semana para que outros possam ter acesso aos serviços essenciais ou simplesmente para que possam se divertir.

Agora, será assim tão estranho que um comercial, que trabalha de Segunda a Sábado, esteja incontactável a um Domingo? Que possa estar ocupado com actividades de quem tem uma vida e que, por isso, não atenda uma chamada? É que esta raça, conhecida como vendedores, também tem família e amigos e relações amorosas e vida social e momentos em que precisam de descansar, de desligar a ficha, recarregar as baterias para mais uma semana de trabalho e pressões várias. 

A propósito, bom Domingo a quem tem pachorra para aturar os meus devaneios hoje, que é Domingo! 

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