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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

#Livros - The Turn of the Screw and Other Stories, de Henry James

 

A capa do livro "The Turn of the Screw and Other Stories" de Henry James apresenta uma imagem intrigante e arrepiante. No centro da foto, uma boneca sinistra é vislumbrada, com seu rosto pálido e expressão inquietante. Seus olhos sem vida parecem fixar o espectador, criando uma sensação de desconforto. A boneca está colocada em um fundo negro, que aumenta a atmosfera sombria da imagem. A combinação entre a boneca inquietante e o plano de fundo escuro deixa claro que o livro promete mergulhar o leitor em histórias carregadas de suspense, mistério e horror. Esta capa assombrosa é um convite para adentrar no universo sombrio criado por Henry James, que promete envolver e aterrorizar os leitores ao longo das páginas deste livro de contos.

Sinopse

The young governess is hired by a man who has become responsible for his young nephew and niece, Miles and Flora, after the deaths of their parents. He is not interested in raising them and he gives the governess full charge of the children. Soon thereafter, around the grounds of the estate the governess begins to see the figures of a man and woman whom she does not recognise. These figures come and go at will whitout ever being seen or challenged by other members of the household, and they seem to the governess to be supernatural. She learns from Mrs. Grose that the governess' predecessor, Miss Jessel, and another employee, Peter Quint, had had a sexual relationship. Before their deaths, Jessel and Quint spent much of their time with Flora and Miles, and this fact has grim significance for the current governess when she becomes conviced that the two children are secretly aware of the ghosts' presence. 


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Opinião 

The Turn of the Screw and Other Stories é uma colecção de contos escritos por Henry James, que sabe claramente como envolver o leitor num mistério inquietante. Esta obra começa com a história principal que dá nome ao livro, The Turn of the Screw, uma narrativa arrepiante com uma governanta assombrada pela presença de fantasmas numa antiga mansão. James, de forma muito hábil, tece uma trama obscura e intensa, deixando o leitor constantemente em suspense e a perguntar-se sobre a realidade dos eventos apresentados. As outras histórias presentes no livro também exploram temas semelhantes de medo e mistério, prometendo oferecer aos leitores uma experiencia emocionalmente cativante e profundamente intrigante. 


Henry James, nascido em 1843, foi um famoso escritor americano, cuja carreira literária estendeu-se por mais de quatro décadas. Considerado um dos grandes mestres da ficção do século XIX, James é conhecido pelo seu estilo de escrita intrincado e complexo, assim como pela sua exploração profunda da psicologia humana e das subtilezas das relações sociais. Através de títulos como The Turn of the Screw e outros contos, o autor consolidou a sua reputação como um mestre do terror psicológico, deixando um legado duradouro dentro do género. A sua habilidade para retratar personagens complexos e as suas reflexões sobre a natureza da realidade e da identidade humana tornam-no, ainda hoje, uma figura importante e influente na Literatura. 


Podes ler também a minha opinião sobre Laços de Família


Este livro apresenta uma estrutura de contos independentes, o que permite ao leitor mergulhar em diferentes universos narrativos sem a necessidade de seguir uma única história contínua. Cada conto apresenta personagens únicos e tramas distintas, explorando uma ampla gama de temas, sempre sobre a aba do mistério e do suspense. Com a sua habilidade magistral de contar histórias, envolve o leitor nas suas narrativas surpreendentes, repletas de mistério e densidade psicológica. A escrita detalhada e o estilo sofisticado de Henry James contribuem para a criação de atmosferas envolventes e tensas, capturando a imaginação do leitor desde a primeira página. A verdade é que ele, focando no conto que dá nome ao livro, é uma obra-prima da Literatura que desperta a curiosidade e mantém qualquer leitor intrigado até ao último parágrafo. 


"Forbidden ground was the question of the return of the dead in general and of whatever, in especial, might suvive, for memory, of the friends little children had lost." 


Esta obra e os contos nela reunidos, explora de forma magistral o tema central da linha ténue entre realidade e imaginação, sem nunca revelar onde exactamente essa linha se encontra. Esse trabalho é deixado ao cuidado do leitor, decidir o que é real e o que é fruto da imaginação doentia dos seus personagens. Através da narrativa habilmente construída, o autor mergulha o leitor num suspense perturbador e numa atmosfera de terror psicológico. No primeiro conto, à medida que acompanhamos o relato da protagonista, somos constantemente questionados sobre o que é verdade e o que é apenas fruto da sua mente perturbada. Somos transportados para um universo nebuloso, onde o sobrenatural se mistura com o quotidiano, deixando-nos em constante tensão e dúvida. Com tudo isto, o autor convida-nos a explorar os limites da nossa própria percepção da realidade, levando-nos a questionar até onde a mente humana é capaz de criar os seus próprios demónios. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre A Planície em Chamas


Aqui estão compilados diferentes contos que exploram o universo gótico e sobrenatural. Além da história que dá nome ao livro, é possível encontrar contos igualmente fascinantes. Em The Romance of Certain Old Clothes, somos apresentados a uma narrativa envolvente que conta a trajetória macabra duma rivalidade entre irmãs. Já em The Friends of the Friends, o autor intriga-nos com uma história que envolve um casal destinado a encontrar-se por pressão dos amigos em comum, mas cujo encontro nunca acontece, até ser derradeiramente adiado pelos ciúmes da noiva do rapaz. Este talvez tenha sido o meu favorito, e iguala o clima de dúvidas e incertezas que encontramos no The Turn of the Screw. Por fim, temos The Jolly Corner, uma trama cativante que aborda a dualidade entre um homem e uma casa que acredita estar assombrada. Todos estes contos complementam de forma brilhante a narrativa principal, acrescentando suspense, mistério e reflexões profundas sobre os limites entre o real e o sobrenatural. 


"But the comfort of reflexions is thin: the only comfort that counts in life is not to have been a fool." 


A escrita de Henry James é fortemente influenciada pelo seu contexto histórico e social. Retrata a Europa vitoriana no final do século XIX, uma época em que o mundo estava a passar por transformações políticas, sociais e culturais. Estes eventos históricos e a atmosfera da sua época refletem-se nas histórias contadas pelo autor, assim como nos personagens, na ambientação e nos temas explorados. A sociedade rígida, com as suas convenções e regras, é retratada de maneira subtil e por vezes sombria, em consonância com o estilo literário e a sensibilidade de James. O legado deixado por Henry James permanece relevante até aos dias de hoje. Considerada a sua obra-prima, The Turn of the Screw exemplifica a genialidade e complexidade da sua escrita. Nas suas obras, o autor conseguiu explorar temas como a psicologia humana, a dualidade do bem e do mal e os limites do conhecimento de forma única. A sua habilidade para criar atmosferas de suspense e ambiguidade, onde o leitor é constantemente desafiado a questionar a realidade, é uma marca registada da sua escrita. Além disso, a sua capacidade de criar personagens profundamente complexos e com múltiplas camadas é um testemunho da sua maestria narrativa. 


Sabes a lista de livros para quem tem medo de Clássicos? Este é um título que podia perfeitamente constar lá. A experiência singular que ele oferece faz com que valha mesmo a pena, quer leias na versão original ou na versão traduzida. O que te espera é uma imersão intensa e inesquecível num universo complexo e perturbador. Aqui se revela a genialidade narrativa de Henry James que precisas mesmo de conhecer. Não percas a oportunidade de mergulhar na sua rica narrativa e de descobrir mais sobre este escritor brilhante. Gostas de histórias de mistério e de fantasmas? Já conheces o trabalho de Henry James? Leste algum destes contos? Deixa o teu comentário abaixo e deixa as tuas impressões sobre este género literário, sobre o autor e sobre as suas obras! 


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Wook | Bertrand

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Balanço de 2023 & Resoluções para 2024

 

Imagem da capa do artigo "Balanço de 2023 & Resoluções para 2024", apresentando duas taças de champanhe prontas para um brinde. A imagem simboliza celebração, reflexão e planejamento para o futuro, representando a transição do ano e o momento de fazer uma retrospectiva do ano anterior, bem como definir metas e resoluções para o próximo ano.

À medida que nos aproximamos a passos largos para o final de mais um ano, é hora de parar, refletir e fazer um balanço de tudo o que aconteceu em 2023 e começar a pensar seriamente nas resoluções para o próximo ano. O ano de 2023 foi cheio de altos e baixos, desafios e conquistas, e agora é o momento certo para refletir sobre esses momentos e planear como posso melhorar e crescer em 2024. Hoje, irei analisar as minhas Resoluções para 2023 para perceber o que consegui alcançar, o que ficou aquém e o que deixou de fazer sentido eventualmente. Com isto em mente, serão estabelecidas, em seguida, as metas e objectivos para fazer de 2024 um ano de sucesso e realizações pessoais e profissionais. Vamos a isto? 


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Balanço de 2023


1. Pessoal

O primeiro ponto posso considerar muito bem sucedido porque fui capaz de manter e viver as minhas melhores amizades, com momentos especiais, visitas a lugares inesquecíveis, dos clássicos e com novidades à mistura também, sempre com saúde, inclusive com a família em termos gerais e dentro dos possíveis. Os bens materiais não foram mesmo o mais importante, embora não tenha dedicado a atenção devida à minha saúde nem à educação que me pode permitir novos voos no futuro. 

No lazer, as leituras foram, na sua grande maioria, um estrondo de tão boas e inesquecíveis. Aliás, a escolha das melhores leituras de 2023 está bem difícil de fechar porque consegui ler livros muito, muito bons. Penso ter comprado menos, ainda que continue a ser mais do que deveria e do que consigo ler. Só que as oportunidades aparecem, com preços imperdíveis, e a pessoa não consegue se controlar e acaba por encomendar, mesmo quando sabe que não serão lidos nos tempos mais próximos. Não me dediquei a vender os que não quero manter na minha estante, mas consegui algum tempo para ir ao Cinema, ver Documentários incríveis e ainda terminar uma série, curta, mas foi vista e terminada. Os concertos ficaram adiados, mas não esquecidos. 


2. Finanças

A crise continua eminente, a inflação deu uma folga ao longo de 2023, mas o meu futuro no meu emprego já foi bem mais seguro do que posso prever neste momento. Assim, é com algum alívio que consigo ter algum valor como fundo de emergência, uma almofada que permite olhar com mais calma e tranquilidade para os dias incertos que poderão chegar abruptamente. Os investimentos em casa foram alcançados a 50%, ou seja, o Ar Condicionado já cá está; os estores ainda estão adiados por mais algum tempo. 2023 também foi o ano em que finalmente investi algum dinheiro. Optei pelos Certificados de Aforro, ainda com a série que melhor pagava, mas que foi descontinuada entretanto e por esse motivo não comprei mais depois disso. O meu negócio próprio ainda continua um sonho, mas falta-me decidir muita coisa para poder considerar que seja um projecto de verdade. Ainda. 


3. Blog

Apesar de não ter sentido um aumento de seguidores do blog, senti que fui mais lida e que o meu apelo por mais comentários foi, de certo modo, ouvido e foi possível encontrar mais interação por aqui. Pode ser ainda melhor, mas não posso desvalorizar os que abriram mão do seu tempo para me ler e escrever o seu comentário pertinente e enriquecedor para o tema. Quanto à monetização, ainda não encontrei a fórmula definitiva, se é que isso existe, mas disponibilizei a possibilidade de reconhecerem o meu trabalho, seja pontualmente ou de forma recorrente. Encontras todas as informações no artigo sobre o Buy me a coffee. A consistência não foi perfeita, porque a vida acontece e imprevistos surgem, mas não posso me queixar, pois acho que até consegui que corresse melhor do que habitualmente, com menos períodos de ausência total. 


12 Resoluções para 2024 


1. Apesar de não ter médico de família, como tanta gente neste país, quero fazer um check-up geral neste primeiro semestre de 2024. 

2. Gostava muito de iniciar uma Licenciatura este ano. Será difícil, mas não impossível. 

3. Quero ler mais de 50 livros em 2024. 

4. Quero ir ao Cinema, pelo menos, 5 vezes em 2024. 

5. Utilizar mais e melhor as plataformas de streaming a que tenho acesso, HBO e Prime Video. 

6. Preciso dedicar algum tempo a colocar à venda os artigos que tenho perdidos em casa e já não utilizo nem preciso. Livros, roupa, utensílios. 2024 tem de ser o ano do destralhar e encaixar algum dinheiro com isso. 

7. Vou reforçar o Fundo de Emergência e os investimentos actuais em Certificados de Aforro. Irei ainda subscrever, finalmente, um PPR. 

8. Pretendo comprar as janelas que faltam para a casa a Norte, pedir orçamento para os estores e a porta para decidir qual poderá ser a escolha ainda para 2024. 

9. Não acredito que consiga estabelecer-me por conta própria, mas quero encontrar e explorar um caminho que poderá muito bem ser o meu futuro mais feliz e realizado. 

10. Pretendo continuar a alimentar este blog com artigos sobre as minhas leituras, sobre os filmes e séries que vejo, os lugares que descubro e muitas outras reflexões que gostaria de partilhar contigo. 

11. Quero dedicar-me a tirar mais e melhores fotos para ilustrar os meus artigos e até publicações nas redes sociais. Talvez um pequeno curso ou workshop de Fotografia para amadores como eu seja o caminho. 

12. Para terminar, quero ser feliz, sem medo das minhas escolhas, das minhas vontades e desejos, na companhia da família e dos amigos verdadeiros, e conseguir encontrar, ou pelo menos vislumbrar, o caminho que me leva à realização pessoal e profissional. 


Aqui ficam, como já é tradição neste blog, registados o meu Balanço de 2023, com todos os desafios e conquistas, e as Resoluções para 2024, com todos os sonhos, projectos e desejos que consegui enumerar. Afinal de contas, é muito importante analisar o nosso percurso e procurar evoluir em todas as áreas da nossa vida. Tu já fizeste o teu balanço do ano passado? E sabes quais as resoluções para o teu 2024? Deixa o teu comentário abaixo e vamos começar este ano de 2024 juntas e com mais motivação e determinação! 

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

#Livros - Os Templários, de Dan Jones

 

A capa do livro "Os Templários" de Dan Jones, publicado pela Editorial Presença, é intrigante e repleta de simbolismos. A paleta de cores escolhida pela editora Presença é predominantemente sóbria, com tons de vermelho e preto, transmitindo uma atmosfera de mistério e seriedade condizente com a temática do livro. A tipografia utilizada para o título "Os Templários" é elegante e remete à caligrafia medieval, fazendo uma alusão direta à época retratada e à importância histórica dessa ordem.  No geral, a capa do livro "Os Templários" é visualmente impactante, induzindo o leitor a mergulhar em uma fascinante viagem ao passado, repleta de conspirações, segredos e batalhas épicas.

Sinopse

Peregrinos. Guerreiros. Banqueiros. Heréticos. 

Os Templários foram a mais rica e poderosa e a mais secreta das ordens militares que floresceram na era das cruzadas, a sua história - que passa pelo maior conflito internacional da Idade Média, por uma rede financeira global, e pela ascensão veloz seguida de uma queda sangrenta e humilhante - deixou um rasto de mistério que continua a fascinar e a inspirar historiadores e romancistas e a alimentar teorias da conspiração. 

Dan Jones documenta cada fase da história de duzentos anos dos Templários, desde a sua fundação no começo do século XII como ordem de caridade para prestar apoio aos peregrinos que visitavam a Terra Santa; o seu crescimento como uma elite guerreira; a sua evolução para um sofisticada entidade financeira isenta de regulação fiscal e com acesso privilegiado a papas, imperadores e reis; até à sua extinção em 1312, a partir de então, a sua lenda gerou enorme especulação. 

Quem eram na realidade os Templários? E o que lhes terá, de facto, acontecido? 

Um livro imperdível, escrito com grande rigor sobre uma das épocas mais fascinantes e ao mesmo tempo mais dramáticas da História da Humanidade. 


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Opinião 

Os Templários, escrito por Dan Jones, é um livro fascinante que nos transporta para o mundo medieval e nos revela os segredos e mistérios envolvendo a Ordem dos Templários. Nesta obra, o autor leva-nos numa jornada histórica cativante, desvendando o papel dos Templários na expansão do Cristianismo, o seu grande poder político e económico, além das intrigas e perseguições que culminaram na sua trágica queda. Com uma narrativa fluente e uma pesquisa minuciosa, Jones permite-nos mergulhar na época e compreender de forma envolvente a influência e o legado desta Ordem tão enigmática. 


A importância histórica dos Templários e o fascínio que despertam até hoje são aspectos intrínsecos ao legado deixado por essa ordem religiosa e militar. Os Templários, fundados no século XII, desempenharam um papel crucial durante as Cruzadas, protegendo os peregrinos que viajavam para Jerusalém e consolidando o poderio militar dos reinos cristãos no Médio Oriente. Além disso, eles inovaram em questões financeiras, estabelecendo um sistema de crédito e empréstimos que influenciou o desenvolvimento do sistema bancário nas décadas seguintes. No entanto, a sua riqueza e influência acabaram por despertar a cobiça da Igreja e dos reis europeus, o que levou à sua perseguição e execução no início do século XIV. Ainda hoje, tantos séculos passados da sua extinção, existe uma grande curiosidade em torno dos Templários, seja pela aura de mistério que envolve as suas tradições secretas, seja pelas teorias da conspiração que cerca o seu fim. O seu legado continua a alimentar a imaginação popular, tornando-os numa das ordens mais emblemáticas e intrigantes da História. 


Podes ler também a minha opinião sobre Os Cruzados


A Ordem dos Templários, também conhecida como Cavaleiros Templários, teve origem durante o século XII, durante as Cruzadas. Fundada em 1119, por Hugo de Payens e outros oito cavaleiros franceses, a Ordem foi criada com o propósito de garantir a segurança dos peregrinos que se dirigiam à Terra Santa, local de grande importância religiosa para os cristãos. Além disso, os Templários também assumiram a missão de combater os infiéis e proteger os interesses cristãos no Oriente. Neste livro de Dan Jones, são explorados os principais eventos históricos relacionados com a Ordem, desde a referida fundação até ao seu trágico final. O autor destaca a influência dos Templários durante as Cruzadas, onde os cavaleiros se destacaram como uma das forças militares mais temidas e respeitadas. A sua coragem e habilidades estratégicas foram fundamentais para a conquista de diversas regiões no Médio Oriente. 


"Por vezes, todavia, a sua independência tornou-os perigosos, e tornaram-se tão suspeitos quanto admirados pelos governantes seculares com quem partilhavam o campo de batalha." 


Adicionalmente, o autor aborda a extensa rede de influência política e financeira que os Templários estabeleceram na Europa medieval, tornando-se numa das instituições mais poderosas e ricas da época. Com uma narrativa fascinante e repleta de detalhes e relatos dos dois lados, cristãos e infiéis, Dan Jones transporta o leitor para essa era épica, esclarecendo os principais acontecimentos históricos que envolvem os Templários. A estrutura do livro Os Templários é muito bem organizada e segue uma sequência lógica e cronológica de capítulos. O livro é dividido em quatro partes principais, cada uma abordando um aspecto essencial da história dos Templários: a criação da Ordem como apoio a peregrinos, a transição para ordem militar destacada, depois o crescimento enquanto entidade banqueira, numa época onde não existiam bancos, e terminando como hereges perseguidos e mortos. Dentro de cada uma das partes, os capítulos são divididos de forma clara, facilitando a compreensão e permitindo uma progressão fluída da narrativa. Assim, temos uma apresentação coesa e facilmente compreensível dos acontecimentos, delineando de forma eficaz o contexto histórico e os eventos relevantes relacionados com os Templários. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Conquistadores


Com esta obra cativante, mergulhamos no mundo dos cavaleiros templários, com os seus rituais e batalhas, passeando entre a sua ascensão e queda fatal. Um dos pontos fortes deste livro é a clareza na exposição dos factos históricos, facilitando o entendimento dos eventos e personagens que moldaram essa época. O autor também demonstra habilmente a contextualização dos acontecimentos, relacionando-os com o contexto político, social e religioso do período. Esta abordagem é determinante para enriquecer a compreensão do leitor sobre o impacto e significado real dos Templários na História. A relevância deste livro para um melhor entendimento deste período histórico está na sua capacidade de apresentar, de maneira imparcial, as diferentes facetas dos Templários e a sua importância na sociedade medieval. 


"A Ordem do Tempo era, na realidade, muito mais do que uma força de combate: era uma rede internacional de negócios tão útil para peregrinos que procuravam um caminho seguro para Jerusalém como para reis, rainhas e nobres que procuravam um serviço financeiro compreensível para gerir as suas contas, controlar os seus valores e fazer empréstimos quando se encontrassem com problemas. Para o bem ou para o mal, os Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão já não eram do Templo, nem pobres." 


Os Templários é uma obra fascinante sobre a Ordem dos Cavaleiros Templários que certamente conquistará o interesse de todos os leitores apaixonados por História e por mistério, e que pretendem uma abordagem real, baseada em factos, sem dar destaque às criações que foram ditadas pela imaginação de muitos ao longo dos últimos séculos. Ao longo das suas páginas, o autor transporta-nos brilhantemente para a época medieval, revelando os segredos e as controvérsias que cercam esta famosa ordem religiosa e militar. Convido-te a embarcares nesta jornada intensa e cheia de reviravoltas, a absorveres os detalhes minuciosos e as evidências históricas apresentadas e, assim, tirares as tuas próprias conclusões sobre o enigma que envolve os Templários. Prepara-te para te surpreenderes! 


Agora que já conheces a minha opinião, deixa o teu comentário abaixo com as tuas impressões sobre o livro, sobre os Templários ou as questões que gostarias de colocar e para as quais não encontraste resposta! Conto contigo? 


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Wook | Bertrand

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

#Filmes - Napoleão

 

A imagem mostra Joaquin Phoenix, em uma atuação poderosa, interpretando Napoleão Bonaparte, no filme 'Napoleão' lançado em 2023. No pôster, vemos o protagonista em primeiro plano, com expressão determinada, vestindo o icônico uniforme militar da época. Ao fundo, um vasto campo de batalha em chamas e fumaça, representando a grandiosidade e as intensas batalhas protagonizadas pelo famoso líder francês. O título do filme, em letras vermelhas arrojadas, chama a atenção e promete uma narrativa envolvente e emocionante sobre a vida e as conquistas deste icônico personagem histórico.

Sinopse

Realizado por Ridley Scott, escrito por David Scarpa e protagonizado por Joaquin Phoenix, um épico de cavalaria sobre a ascensão e queda do imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821), ainda hoje considerado um dos maiores comandantes da História. 

Alistado, bastante jovem, nas forças da Revolução Francesa como oficial de baixa patente, Napoleão foi escalando as hierarquias, liderando várias campanhas militares bem-sucedidas durante as Guerras Revolucionárias Francesas, que ocorreram entre 1792 e 1802. Revelando-se um estratega brilhante, tornou-se imperador da França entre os anos 1804 e 1814 (e, posteriormente, em 1815, durante o seu Governo dos Cem Dias), comandando grande parte da Europa continental antes do seu colapso final. A par disso, o filme acompanha a relação, algo tóxica e obsessiva, com a sua mulher, Josephine, que conheceu em 1795 e que amou até ao fim dos seus dias. 


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Opinião 

Napoleão, lançado em 2023, é um épico histórico protagonizado por Joaquin Phoenix e Vanessa Kirby e realizado por Ridley Scott. O filme narra a extraordinária trajetória do icónico líder militar e político francês, Napoleão Bonaparte, desde a sua ascensão ao poder até à sua queda. Com uma fotografia marcante, Ridley Scott transporta o público para os campos de batalha da Europa do século XIX, oferecendo uma visão do seu impacto duradouro na História mundial. Com um elenco de estrelas, Napoleão prometia ser um filme inesquecível, repleto de emoção e grandiosidade. 


Napoleão Bonaparte, uma das figuras mais importantes e controversas da História mundial, viveu no século XIX e foi um líder militar e político francês de destaque. Nascido em 1769, na ilha da Córsega, ele ingressou no exército francês jovem e rapidamente ascendeu ao poder durante a Revolução Francesa. O seu talento estratégico e habilidades políticas levaram-no a tornar-se o Primeiro Cônsul da França em 1799 e, posteriormente, o imperador dos franceses em 1804. Napoleão embarcou numa série de conquistas militares que visavam consolidar o seu poder e expandir a influência francesa pela Europa. No entanto, sofreu uma série de derrotas, como na Rússia e na Batalha de Waterloo, o que eventualmente resultou na sua queda em 1814. 


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No filme Napoleão, somos apresentados à história do icónico líder militar e imperador francês, interpretado por Joaquin Phoenix. Era de se esperar que fosse retratado como um homem ambicioso, estrategista brilhante e um líder carismático. Não foi exactamente o que aconteceu. De facto, entende-se em parte o seu brilhantismo enquanto estratega militar, a sua liderança também pode ser verificada em alguns momentos, sobretudo junto dos seus exércitos que o seguiam com uma confiança cega, mas a sua ambição não marcou presença neste filme. Tudo o que lhe acontece, os cargos que ocupa, a sua ascensão até ao topo da França parecem ter-lhe chegado sem que tivesse feito algo para os alcançar ou que os tenha sequer desejado verdadeiramente. No fundo, parece desempenhar um papel passivo no desenvolvimento da sua vida e da sua carreira. 


Na foto, os talentosos Joaquin Phoenix e Vanessa Kirby brilham intensamente, interpretando os icônicos papéis de Napoleão Bonaparte e Josefina Bonaparte no aguardado filme "Napoleão". Com sua habilidade de mergulhar nas profundezas da psicologia de seus personagens, Phoenix personifica com maestria o líder corajoso e estrategista implacável que moldou a história mundial durante o século XIX. Enquanto isso, Kirby incorpora de maneira cativante a figura de Josefina, a esposa apaixonada e influente que cativou o coração de Napoleão com sua graça e inteligência. Com a química palpável entre esses dois talentosos atores, "Napoleão" promete ser uma jornada cinematográfica inesquecível sobre o casal que moldou o destino político e romântico da França.

Outro personagem de destaque é a incontornável Josefina Bonaparte, vivida pela Vanessa Kirby, a famosa esposa e amor da vida de Napoleão. Josefina desempenha um papel significativo na vida de Napoleão, influenciando a sua entrada nos círculos mais elegantes da sociedade, fornecendo um verniz que muita falta lhe fazia nos primeiros anos e sendo sua confidente e parceira. A sua presença na trama, apesar de algo estranha em determinados momentos, adiciona uma dimensão emocional à narrativa e ao próprio Napoleão, cujo coração parece bater apenas por ela e pela França, mostrando o seu lado mais humano e vulnerável, uma quase dependência da existência desta mulher na sua vida. Esta relação entre os dois é retratada, fazendo referência a alguns mitos, com a devida complexidade, sendo um dos aspectos mais interessantes do filme, a par com os momentos das batalhas mais famosas e épicas. 


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O filme Napoleão é uma obra cinematográfica que contou com uma equipa de produção excepcional. O realizador, famoso pela sua habilidade a retratar grandes histórias épicas, procurou colocar nesta versão condensada o máximo de elementos históricos, mas essa tarefa revelou-se bem difícil e o resultado final parece ter perdido muitos elementos que seriam importantes para melhor se compreender o que foi narrado, sobretudo para quem não domina a História dessa época. Ouvi dizer que será lançada em alguma plataforma de streaming uma versão alongada deste filme, por isso, talvez seja o caso dessa versão mais elaborada nos trazer os elementos de ligação que parecem ter faltado. O elenco é de luxo, composto por actores talentosos e com provas dadas, mas a grande falha parece ter sido a idade dos protagonistas. Todos sabemos que Napoleão chegou ao poder muito, muito jovem e não um homem maduro, que parece ter a mesma idade ao longo de todo o filme. Também é sobejamente conhecido que Josefina era mais velha que Napoleão, o que não se verifica em nenhum momento. Não existiu nenhuma tentativa de rejuvenescer ou envelhecer as personagens ao longo da narrativa, mesmo sendo óbvio que os acontecimentos levaram anos. Apesar das interpretações terem sido esplêndidas, ficaram comprometidas por este detalhe importante. 



Esta novidade cinematográfica mostra alguma lentidão na narrativa, mostrando dificuldade em prender o interesse do público ao longo do seu desenvolvimento. Os melhores momentos são, sem margem para dúvidas, as batalhas meticulosamente coreografadas, envolvendo tanto os combates em campo como as intrigas políticas nos bastidores. Ainda que contenham algumas liberdades criativas, revelam estar muito próximas da realidade e fascinantes de assistir numa tela gigante de Cinema. Os cenários meticulosamente criados transportam o espectador directamente para a França do século XIX, recriando com fidelidade os palácios elaborados, os campos de batalha e o ambiente nas ruas da época. Os figurinos são igualmente impressionantes, com roupas e acessórios detalhados que refletem o estilo e a elegância da aristocracia francesa. Não posso esquecer a espectacular banda sonora do filme, que desempenha um papel fundamental na amplificação da experiência emocional. Afinal, nem tudo merece críticas negativas neste filme. 


Se a ideia era criar uma peça de arte épica, acredito que teria sido mais interessante terem criado uma série onde o tempo não fosse um problema, onde pudessem retratar todos os episódios e detalhes fundamentais para se entender melhor a figura complexa de Napoleão Bonaparte. Apesar de todas as críticas que fiz ao longo desta resenha, ainda assim, considero que estamos perante um filme que vale a pena ver e que vale a pena discutir, onde podemos refletir sobre um dos personagens mais fascinantes da História e que moldou para sempre a Europa que conhecemos hoje. Agora, convido-te a partilhar as tuas próprias impressões sobre este filme notável nos comentários! Vamos falar sobre Napoleão? 

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

#Livros - Florbela Apeles e Eu, de Vicente Alves do Ó

 

A foto da capa retrata a atriz Dalila Carmo, que interpretou a figura da protagonista Florbela Espanca no filme baseado no livro "Florbela Apeles e eu" de Vicente Alves do Ó. Com um olhar triste e pensativo, Dalila Carmo está envolta em um xaile florido, simbolizando a essência romântica e ao mesmo tempo delicada da escritora. Sua expressão facial transmite a melancolia presente na vida da própria Florbela, revelando sua profunda sensibilidade e intensidade emocional. A combinação do xaile florido com a expressão nostálgica de Dalila Carmo cria uma imagem visualmente poética que representa a atmosfera do livro e do filme, carregados de beleza, introspecção e sentimentalismo.

Sinopse

"Eu não sei viver"

Florbela Espanca casa pela terceira vez. É mulher, nora, irmã, filha, amiga. É tudo, menos poeta. Vive entre a realidade de Matosinhos e a ficção de uma outra existência que abandonou no papel. E todos os dias se questiona, todos os dias é real na sua guerra privada entre aquilo que os outros querem e aquilo que ela ambiciona. É neste intervalo mágico e possível que o autor se revela. É neste período entre o casamento com o Doutor Lage e a morte do irmão Apeles que tudo acontece, numa viagem ao mais íntimo poema de uma mulher que viveu fora do corpo, fora do género, acima do chão, rasgando a condição e tentando sempre encontrar uma verdade que nunca chegou. Ou será que chegou? Nesta viagem iniciática, Florbela, Apeles e o autor questionam tudo ou questionam a existência pura do sonho e da vida - como se todos nós fossemos feitos do desejo, da dor e dessa constatação trágica de não saber viver. 


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Opinião 

Vicente Alves do Ó é um conhecido cineasta e escritor português que se tem destacado pela sua versatilidade e criatividade nas suas produções artísticas. Nascido em Lisboa, Alves do Ó construiu uma trajetória marcante tanto no Cinema como na Literatura, conquistando prémios e reconhecimento internacional. Com uma abordagem sensível e provocativa, ele explora nas suas obras questões sociais, amorosas e existenciais, mergulhando fundo na alma humana. Os seus outros trabalhos incluem filmes como Al Berto (2017) e Quinze Pontos na Alma (2011), nos quais apresenta uma estética cinematográfica singular e uma narrativa envolvente. Sem dúvida, este autor é um artista completo e talentoso, capaz de nos transportar para universos paralelos através das suas palavras e imagens. 


Florbela Apeles e Eu apresenta uma envolvente história que mistura ficção e realidade ao retratar a peculiar relação entre o narrador/autor e a personagem Florbela Espanca. Não seria nada de estranho, não fosse o caso de Florbela ter falecido muitos anos antes do nascimento do autor e o livro defender que, nessas circunstâncias, ainda se conseguem ver e falar. A interação entre estes dois personagens, a quem se junta o irmão da escritora, Apeles, é marcada por um intenso jogo de sedução intelectual e emocional, repleto de tensões e conflitos que dão vida à narrativa. Além disso, Alves do Ó utiliza uma linguagem poética e sensível para descrever as emoções e os dilemas da protagonista, o que por vezes se torna um tanto ou quanto confuso de acompanhar e entender. Muito bonito, mas pouco capaz de prender todos os leitores. 


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A fluidez da escrita do autor é um dos atributos mais marcantes no seu livro. O estilo poético transparece por meio duma linguagem delicada e envolvente, que cria uma atmosfera poética ao longo da narrativa, criando imagens mentais de grande beleza. Adicionalmente, o autor utiliza recursos como metáforas e imagens poéticas, enriquecendo mais a sua escrita e o seu estilo peculiar. Fica evidente que Vicente domina a arte da palavra, transformando cada página num verdadeiro poema, capaz de emocionar os seus leitores. 


"Sem nome de pai, sem nome de família, sem nome, filha do vento, do ar, de uma promessa, de um homem fantasma e vingativo, filha de uma mulher medrosa e desiquilibrada, irmã de um anjo, criada por um desgosto. Florbela, na sua liberdade de bastarda, era tão livre como são os elementos e por isso, talvez por isso, diante do papel ou do mundo, ela não precisasse de qualquer outra coisa senão ela própria." 


Em Florbela Apeles e Eu, Vicente Alves do Ó apresenta uma narrativa que envolve diversos temas e questões que permeiam a vida de Florbela. O amor surge como um elemento central, explorando as suas diferentes manifestações e nuances, desde o amor romântico até o amor próprio e autodescoberta, sem esquecer o fatal amor fraternal. A arte também desempenha um papel importante, como uma forma de expressão e busca por um sentido na vida. Além disso, o questionamento sobre a identidade e a busca interior são abordados de forma profunda, levando-nos numa viagem turbulenta pelas emoções, medos e desejos mais íntimos de Florbela. Mergulhando na intimidade da misteriosa escritora, tece uma trama em cima do que se sabe, do que imagina e do que gostaria que tivesse sido, trama enriquecida com as reflexões sobre a existência humana e os caminhos que percorremos em busca de sentido e de felicidade. 


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Este é um livro que já saiu de catálogo e que comprei na última Feira do Livro de Lisboa e que esperava que fosse um romance biográfico. Até pode ser considerado, mas está longe, muito longe das minhas expectativas. Inicia-se no momento em que Florbela se separa do segundo marido e corre para os braços do que será o terceiro e último marido, num momento de violência e de profunda tristeza. Os acontecimentos são narrados de forma confusa para quem agarra no livro e encontra a sua protagonista num momento tão avançado da sua vida e que, fica claro, não se trata de um prólogo antes de voltar atrás no tempo. Depois, acompanhamos a sua viagem para o Porto com este homem que parece salvar a sua vida, mas não a sua alma. O pai e o irmão cortam relações devido a mais um escândalo e a escritora fica isolada e distante do seu Alentejo e da sua Lisboa. Entretanto, fica mais fácil entender o que o autor pretende nos contar, mas não é um processo simples, fácil ou acessível e que demora ainda alguns capítulos. 


"A escrita é uma doença. Uma febre. Conquista o mundo quando alguém lhe nega a escravidão. Florbela, recusando-se ou escusando-se na escrita, obrigava-se a vivê-la num inferno ainda maior - como miragem ou inferno, pouco importa." 


Por outro lado, a profundidade e a relevância de Florbela Espanca são de extrema importância. Foi uma das maiores poetisas portuguesas do século XX, trazendo à tona temáticas como o amor, a solidão, a liberdade e a sexualidade feminina de forma intensa e visceral. A sua poesia, que estou a ler neste momento, marcada pela paixão e pela dor, permite uma reflexão profunda sobre as emoções humanas, despertando nos leitores de todas as épocas uma conexão emocional e introspectiva. Sem esquecer a vida de Florbela, marcada por tragédias pessoais e pela luta contra os estereótipos e tabus da sua época, que proporciona uma melhor compreensão das dificuldades enfrentadas pelas mulheres artistas e a necessidade de se expressarem num mundo patriarcal. Assim, tanto a profundidade poética quanto a força da trajetória de Florbela Espanca continuam a ressoar nos dias de hoje, inspirando e desafiando a sociedade a refletir sobre questões de género, amor e liberdade individual. Essa inspiração, claramente, marcou este nosso autor. 


Na minha opinião, o livro Florbela Apeles e Eu deixou a desejar e não conseguiu cativar-me tanto como esperava. Ao longo da leitura, a trama mostrou-se confusa e pouco envolvente, fazendo com que me sentisse meio perdida por vezes e com pouca ligação à mensagem que se pretendia passar. Percebi ainda uma falta de desenvolvimento de alguns temas abordados e da própria vida da escritora. Ainda assim, estamos perante uma obra singular, com uma protagonista fascinante e uma beleza poética estarrecedora. Portanto, deixo-te o convite para tirares o livro da estante ou procurares um exemplar usado para comprar e tirares as tuas próprias conclusões. Afinal, estamos perante um autor português, que não é assim tão reconhecido pelo seu trabalho literário e que merece que lhe dês uma oportunidade. Já conheces o trabalho do autor? Leste o livro? Viste o filme que se baseou nesta obra? O que pensas da figura de Florbela Espanca? Conta-me tudo nos comentários e vamos conversar! 

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