Sinopse
1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas.
A electrónica permite, pela primeira vez na história da Humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador.
O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.
Opinião
Finalmente ganhei vergonha na cara e dediquei-me a ler aquele clássico que me faltava ler que, por sinal, já se encontrava na minha estante há uma infinidade de tempo. Compilei essa lista no ido ano de 2016 e só agora, em 2018, fui capaz de pegar no livro e lhe dedicar as minhas noites de leitura. Foram quase três anos completos e, de facto, não se trata de uma leitura fácil e está longe de ser algo ligeiro para ler na praia.
Para ser sincera, a dita vergonha de que falei foi inflamada após ter sugerido a leitura deste livro numa Banda Sonora da Semana, sem que, eu própria, o tenha lido. Pareceu-me uma grande falha e desnecessária porque não implicava que fosse comprar o livro a correr, porque já o tinha em casa. Já tinha esta opinião antes, mas agora que o li posso afirmar com maior convicção que se trata de um livro que todos deveríamos ter em casa.
O início do livro é um tanto difícil porque demoramos a entrar na história e assimilar tantos conceitos e termos invulgares. Ultrapassada essa dificuldade, mergulha-se num mundo totalmente irreal e, ao mesmo tempo, tão coerente e credível.
Posso imaginar que, nos idos anos 40, tenha soado tudo surreal e impossível de acontecer algo semelhante em qualquer sociedade. Hoje, em pleno ano de 2018, a tecnologia já nos provou ser capaz de coisas ainda mais complexas do que as relatadas em 1984 e, portanto, muitas coisas que, à primeira vista, parecem impossíveis já não são assim tanto.
Apesar de ainda nos sentirmos protegidos nas nossas casas, as câmaras encontram-se por toda a parte e, com o fenómeno das redes sociais, somos os primeiros a abrir a porta de casa e a mandar a privacidade dar uma volta ao bilhar grande. Vivemos também o advento da desinformação, sempre com dúvidas se o que contam os meios de comunicação será toda a verdade dos factos.
A guerra continua a ser alimentada como um negócio que dá muito a ganhar a muito boa gente, além de manter outros povos ocupados com as matanças, quando poderiam estar a construir um país mais forte e desenvolvido que iria competir com os que já se encontram fortes e desenvolvidos.
Em suma, trata-se da distopia mais famosa de todos os tempos e que foi a inspiração para a criação do fenómeno televisivo Big Brother. Só estes já seriam motivos suficientes para valer a pena a leitura deste livro. Só que esta obra é muito mais do que isso. O amor também marca presença, embora a lição final não seja bem a que aprendemos com os filmes da Disney.
É uma obra poderosa e que nos transporta para um universo assustador e muito possível de acontecer. Mais não seja para ficar alerta para os sinais que poderão culminar com um cenário semelhante. É um livro para pensar e repensar algumas atitudes e comportamentos. É um clássico na verdadeira acepção da palavra.
Deixa o teu comentário com a tua opinião sobre este livro intemporal. Já leste a obra-prima de Orwell? Gostas ou nem tanto?
"Viver dia a dia, semana a semana, prolongando um presente que não tinha futuro, parecia um instinto tão irresistível como os nossos pulmões procurarem inspirar enquanto existe ar"
Podes encomendar o teu exemplar de 1984 na Wook, com 20% de desconto imediato e portes grátis ou na Book Depository, com 19% de desconto imediato e portes grátis para todo o mundo.
Para ser sincera, a dita vergonha de que falei foi inflamada após ter sugerido a leitura deste livro numa Banda Sonora da Semana, sem que, eu própria, o tenha lido. Pareceu-me uma grande falha e desnecessária porque não implicava que fosse comprar o livro a correr, porque já o tinha em casa. Já tinha esta opinião antes, mas agora que o li posso afirmar com maior convicção que se trata de um livro que todos deveríamos ter em casa.
O início do livro é um tanto difícil porque demoramos a entrar na história e assimilar tantos conceitos e termos invulgares. Ultrapassada essa dificuldade, mergulha-se num mundo totalmente irreal e, ao mesmo tempo, tão coerente e credível.
Posso imaginar que, nos idos anos 40, tenha soado tudo surreal e impossível de acontecer algo semelhante em qualquer sociedade. Hoje, em pleno ano de 2018, a tecnologia já nos provou ser capaz de coisas ainda mais complexas do que as relatadas em 1984 e, portanto, muitas coisas que, à primeira vista, parecem impossíveis já não são assim tanto.
Apesar de ainda nos sentirmos protegidos nas nossas casas, as câmaras encontram-se por toda a parte e, com o fenómeno das redes sociais, somos os primeiros a abrir a porta de casa e a mandar a privacidade dar uma volta ao bilhar grande. Vivemos também o advento da desinformação, sempre com dúvidas se o que contam os meios de comunicação será toda a verdade dos factos.
A guerra continua a ser alimentada como um negócio que dá muito a ganhar a muito boa gente, além de manter outros povos ocupados com as matanças, quando poderiam estar a construir um país mais forte e desenvolvido que iria competir com os que já se encontram fortes e desenvolvidos.
Em suma, trata-se da distopia mais famosa de todos os tempos e que foi a inspiração para a criação do fenómeno televisivo Big Brother. Só estes já seriam motivos suficientes para valer a pena a leitura deste livro. Só que esta obra é muito mais do que isso. O amor também marca presença, embora a lição final não seja bem a que aprendemos com os filmes da Disney.
É uma obra poderosa e que nos transporta para um universo assustador e muito possível de acontecer. Mais não seja para ficar alerta para os sinais que poderão culminar com um cenário semelhante. É um livro para pensar e repensar algumas atitudes e comportamentos. É um clássico na verdadeira acepção da palavra.
Deixa o teu comentário com a tua opinião sobre este livro intemporal. Já leste a obra-prima de Orwell? Gostas ou nem tanto?
"Viver dia a dia, semana a semana, prolongando um presente que não tinha futuro, parecia um instinto tão irresistível como os nossos pulmões procurarem inspirar enquanto existe ar"
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