Sinopse
Dois anos depois de desaparecer no deserto do Sudão, o professor Harold McCabe aparece a cambalear saído das areias do deserto, mas morre antes de contar o que aconteceu. A autópsia revela que alguém tinha começado a mumificar o professor em vida. Não tarda que todos os médicos envolvidos na autópsia adoeçam e morram, e uma estranha doença arrasa o Cairo. Painter Crowe, diretor da Força Sigma, é chamado a agir. O professor McCabe desapareceu enquanto procurava vestígios das dez pragas de Moisés. Será que as pragas estão a ganhar vida de novo? A filha do arqueólogo, Jane McCabe, ajudará a desvendar o mistério que remonta a milénios atrás. A Força Sigma terá de enfrentar uma ameaça do passado tornada possível pela ciência moderna, e que poderá causar uma vaga de pragas que pode matar todos os seres humanos.
Opinião
Famoso autor americano, James Rollins é conhecido pelas suas fascinantes obras de ficção que combinam aventura, História e ciência. Formado em Medicina Veterinária e com um profundo interesse por arqueologia e história antiga, Rollins utiliza o seu vasto conhecimento para criar enredos intrigantes e repletos de pesquisa meticulosa. Os seus livros, frequentemente centrados num grupo de protagonistas que enfrentam desafios extraordinários, são marcados por reviravoltas surpreendentes e uma narrativa eletrizante. Com uma carreira consolidada, o autor conquistou uma base de fãs leal, também em Portugal, e tem solidificado a sua posição com um dos autores mais vendidos de ficção de aventura contemporânea. A Sétima Praga traz de volta a Força Sigma e todos os personagens que já conhecemos, com as suas valências profissionais e os seus problemas pessoais, que voltam a ser desenvolvidos neste novo episódio da série.
O livro gira em torno do episódio bíblico relacionado com as pragas do Egipto, que, ao serem reexaminadas à luz das descobertas arqueológicas e científicas, revelam um perigo iminente para a humanidade. No meio de mistérios arqueológicos e segredos antigos, a história divide-se entre o rio Nilo e uma ilha glaciar do Canadá. O mistério começa com o aparecimento de Harold McCabe, saído do deserto, num estado lastimável, depois de ter estado dois anos desaparecido com toda a sua equipa. Antes de conseguir dar respostas sobre o sucedido, acaba por falecer e o seu corpo é devolvido a Londres, onde a sua colega fica a par de algo misterioso no corpo do homem e decide procurar a ajuda dum amigo de longa data, Painter Crowe, o director da Força Sigma. Mas durante a conversa online, Crowe acaba por assistir ao rapto da amiga, sem que possa fazer nada para impedir.
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É nesse momento, na ânsia de ajudar Safia que decide investigar e colocar a Força Sigma a colaborar em duas frentes. Assim, regressam os principais personagens que já conhecemos, que carregam as suas motivações próprias e que impulsionam a trama e o desenrolar do mistério que entrelaça elementos históricos e científicos de forma intrigante, explorando a conexão entre as pragas bíblicas do Egipto e questões naturais contemporâneas. A narrativa foca-se nas dez pragas que, segundo o Antigo Testamento, assolaram o Egipto como um castigo divino, embora os cientistas defendam que se trata duma metáfora, dado que nunca encontraram provas da sua existência no território. Mas o professor McCabe defendia que essas pragas tinham de facto acontecido e a sua investigação procurava provar isso mesmo, quando todos desapareceram no Sudão, e o seu reaparecimento permite vislumbrar um fundo de verdade nessa teoria, levando a Força Sigma a reproduzir o seu percurso no Sudão, enquanto o director procura encontrar Safia numa base de investigação no Canadá, financiada pela mesma entidade que comanda a sua equipa, a DARPA.
"Ali estava um homem que nunca fazia concessões e sempre retaliara contra o mundo, contra qualquer hipotética falta de respeito, e até contra o próprio filho, tão casmurro quanto ele."
Além dos que já conhecemos, como Gray e Seichan, Monk e Kowalski ou Painter e Kat, junta-se nesta aventura a filha de McCabe, Jane, e o jovem que trabalhava de perto com Harold e Safia, Derek, que seguem rumo ao Sudão, para ajudar na investigação e conseguirem melhor compreender que mensagem estava a tentar passar no seu regresso, para além da doença que trouxe consigo e que parece estar a causar o caos por onde o seu corpo passou, desde o Cairo até Londres. Deste modo, acompanhamos a intensa evolução que os personagens passam ao longo da narrativa, com as suas lutas internas e a adaptação a situações extremas. A tensão entre os personagens é exacerbada pelas adversidades que enfrentam, como o bando criminoso que os tenta impedir de descobrir o que aconteceu e a corrida contra o tempo para impedir uma catástrofe global.
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A Sétima Praga mergulha ainda nas tensões entre ciência e religião, apresentando uma narrativa onde a busca pelo conhecimento se torna tanto uma fonte de poder quanto um catalisador para a destruição. O autor explora como as crenças religiosas podem ser desafiadas ou reforçadas à medida que as descobertas científicas revelam verdades inquietantes sobre a natureza da realidade e da história humana. Com esta trama repleta de reviravoltas, Rollins destaca as consequências imprevisíveis das acções humanas, sugerindo que o avanço do conhecimento não é isento de riscos, especialmente quando se trata de manipular forças que estão além do controlo humano. É neste ponto que entra no livro a visão futurista de Nikola Tesla, que muito me fascina e sobre quem quero saber mais, que conseguiu concretizar muito pouco do que imaginou, especialmente pela falta de recursos da sua época. Em suma, o livro instiga reflexões sobre a responsabilidade moral que acompanha a busca incessante por respostas, questionando até onde a humanidade está disposta a ir em nome da ciência e quais limites devem ser respeitados para evitar a ruína coletiva.
"É por isso que o nome de Thomas Edison é conhecido por toda a gente, ao passo que o de Nikola Tesla não passa de uma curiosidade obscura. Edison era um homem do seu tempo... Tesla vivia no futuro."
James Rollins é conhecido pelo seu estilo de escrita dinâmico e envolvente, que combina elementos de ficção científica, aventura e thriller. Neste novo volume, ele volta a utilizar uma prosa ágil, repleta de descrições vívidas e diálogos rápidos que mantém o leitor preso, sem conseguir parar de ler. Ao entrelaçar informações científicas e históricas com uma narrativa emocionante, cria um ritmo frenético que impulsiona a trama. A sua habilidade para construir cenas de acção intensas e momentos de suspense é complementada por um desenvolvimento cuidados dos personagens que, apesar de estarem inseridos em cenários fantásticos, apresentam motivações e dilemas humanos palpáveis. Assim, a escrita de Rollins destaca-se por equilibrar entretenimento e erudição, proporcionando uma experiência literária rica e multifacetada.
Um dos momentos mais espectaculares foi o encontro com os elefantes, onde ficamos a conhecer mais sobre estes animais inteligentes e fica explicada a sua importância para o desvendar do mistério em torno das pragas e também da cura que tanto precisam. Adoro a forma como este livro desafia a lógica e estimula a nossa curiosidade, deixando já pontas soltas que tenho a certeza que irão marcar presença nos próximos volumes desta saga. No fundo, além de termos um livro emocionante, temos aqui também uma obra instigante, que nos leva a refletir sobre a fragilidade da civilização e sobre as consequências dos nossos actos. Portanto, se és amante de thrillers repletos de acção e suspense, especialmente aqueles que gostam também duma boa dose de mistério histórico e de ciência, e ainda não conhecem James Rollins, estão a vacilar, porque este autor tem tudo para te encher as medidas.
Agora, quero muito saber a tua opinião! Já leste A Sétima Praga? Conheces a Força Sigma? O que achaste deste enredo bíblico? Qual o momento que mais te marcou? Tens algum personagem favorito? Conta-me tudo nos comentários!
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