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segunda-feira, 7 de maio de 2018

A Banda Sonora da Semana #7



Depois de uma versão abreviada, na semana passada, devido à pessoa estar de férias e de viagem preparada para o regresso à rotina, iremos voltar às versões regulares e devidamente fundamentadas. Ou pelo menos, assim espero. Let's begin?

Efemérides de 7 de Maio

1910 - O cometa Halley passa pela Terra.
1919 - Nasceu Eva Perón, actriz e política argentina.
1963 - Morreu Aquilino Ribeiro, escritor português.

Esta semana voltamos a reunir o Festival da Eurovisão, que se realiza em Lisboa após a vitória de Salvador Sobral, com as celebrações em Fátima da aparição aos pastorinhos. Será este um bom sinal e ditará mais uma vitória nacional? Quanto a isso só nos resta sonhar, pois só no dia 12 saberemos o veredicto final. No entanto, temos de aproveitar as críticas que nos colocam num lugar de destaque e que começam a associar, de forma mais definitiva, Portugal como um país que defende a boa música. 

É tão agradável receber este tipo de elogios, quando nunca fomos tidos em linha de conta neste festival tão antigo e onde sempre se destacou demasiado a política e relações estratégicas entre países, menosprezando a qualidade musical apresentada em palco. Portugal está na moda como nunca aconteceu antes, e parece que a música portuguesa também começa a dar nas vistas. 

No ano passado, a canção escrita por Luísa Sobral e brilhantemente defendida por Salvador Sobral, em Kiev, arrebatou-me de tal forma que teve direito a destaque em nome próprio no blog. A canção de Isaura, interpretada pela Cláudia Pascoal, também tem o seu encanto, é certo, mas não me fez ter tanta vontade para escrever sobre ela antes. Agora que estamos prestes a apresentá-la em Lisboa, apetece-me fazer figas e torcer para renovarmos o título. É que a malta habitua-se a vencer e depois já não quer outra coisa, não é? 

Posto isto, quero dizer que acredito termos mais uma canção forte e que pode alcançar um bom resultado e até a vitória. E volto a dizer que, ainda que o resultado fique aquém das expectativas, levamos à Eurovisão uma canção que não nos envergonha, que nos dignifica e representa devidamente a qualidade da música que se faz no nosso país. 

  
Deixa o teu comentário e conta-me o que pensas da música O Jardim. Iremos ganhar outra vez a Eurovisão? Ou vamos levar um valente banho de água fria? 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Ainda somos homofóbicos?



Depois das dúvidas gigantes em torno do tumultuoso casal César e Gabriela, apetece-me falar sobre o casal oposto. Oposto não pela orientação sexual ser diferente. Oposto pelo tipo de relação ser tão diferente. Se no caso de César e Gabriela falávamos em relação doentia, hoje pretendo falar da saudável relação de Tiago e Luan, na Casa dos Segredos 7. 

É muito interessante a escolha de casais feita pela produção. Um casal heterossexual com problemas internos, que não se respeitam e não aceitam o que o outro é e quer. Um casal homossexual, casado e bem resolvido na sua vida a dois, mas com problemas de aceitação no exterior, com a família a não compreender muito bem esta nova situação e sem saber como lidar com tudo isso. 

Fazem mesmo o contraste um com o outro, quando colocamos lado a lado estes dois casais. E acredito que a comparação tenha sido determinante para que a família do Tiago tenha entendido que a escolha do seu filho não tem nada de condenável nem é motivo para ter vergonha. Afinal, vivem um relacionamento como qualquer outro, com discussões que logo são resolvidas, com gestos de carinho e de amor, com cumplicidade e companheirismo. Enfim, tudo o que se espera de uma relação feliz. 

Depois, não se pode esquecer a forma brilhante como ambos têm defendido o seu segredo. A forma como ninguém se aproximou sequer da verdade e a reacção de todos os concorrentes na noite em que saem da casa e descobrem são a prova factual de que estamos perante os mais inteligentes concorrentes que Portugal já conheceu. 


No entanto, não é bem dos pormenores do jogo que iremos falar aqui hoje. O que importa saber é até que ponto a sociedade portuguesa ainda é homofóbica. Será que os portugueses encaram a homossexualidade com normalidade hoje em dia? Ou ainda torcem o nariz, disfarçando o preconceito até que uma situação destas lhes bate à porta? 

Acredito que, para pessoas mais velhas, ainda seja uma situação difícil de entender e até de aceitar. Contudo, também me parece que a participação do Tiago e do Luan na Casa dos Segredos foi uma excelente forma de mostrar a essas pessoas o quanto são normais as relações homossexuais. E os resultados dos votos para expulsão de ambos os concorrentes parecem-me um bom indicativo de que a estratégia está a funcionar e que caminhamos para uma sociedade mais moderna e evoluída. 

Outro indicativo muito positivo são as reacções dos próprios companheiros de casa, que têm visto o "surgir" desta relação na casa de uma forma perfeitamente natural. Tal como as reacções dos que têm sido expulsos se mostram surpresos com o segredo mas nunca se revela na sua atitude qualquer traço de preconceito escondido ou camuflado. 

Estaremos perante uma mudança real e efectiva nas mentalidades dos portugueses? Ainda somos homofóbicos? Aprendemos a esconder o nosso preconceito ou evoluímos ao ponto de perceber e aceitar as diferenças sem julgamentos de valor? E tu? Ainda tens algum preconceito relativo à orientação sexual das pessoas ou de qualquer outro tipo? Conta-me tudo nos comentários! 

terça-feira, 1 de maio de 2018

#Review - Delta Q versus Dolce Gusto



Depois de falarmos de pão de forma e de chá, está na hora de trocarmos algumas impressões sobre um dos meus maiores prazeres, o café. Aliás, quer-me parecer que também tu deverás partilhar comigo este prazer dos céus. Como sobreviver às manhãs intermináveis desta vida sem um belo café para ajudar a acordar e pôr o cérebro a funcionar? Eu por mim falo, sou incapaz! 

A cafeína será sempre das melhores substâncias que a Natureza nos oferece e o que o Homem foi capaz de fazer com ela é, de facto, de um valor inestimável. No entanto, um café de qualidade nem sempre é um dado adquirido, não é mesmo? Quantas vezes pedimos um café, ansiando pelo néctar dos deuses, e nos é servido uma água de lavar pratos, deslavada e sem um sabor decente? Demasiadas, infelizmente. 

É por isso que me rendi às máquinas de café de cápsulas nos últimos anos. O meu pai, um amor como sempre, ofereceu-me a minha primeira máquina, da Delta Q. Foi amor ao primeiro gole, meus amigos! Desde então, temos sido as melhores amigas, a minha máquina da Delta e eu. De manhã, a seguir ao almoço ou ao jantar e de todas as vezes que, estando em casa, me apetece um delicioso café. Nunca falha e nunca desilude. 


Mais satisfeita fiquei quando novas cápsulas foram lançadas, com uma intensidade mais forte e que muito me agradaram. Passaram a ser a minha primeira opção na hora de reabastecer o stock. Entretanto, foram lançadas também uma nova cápsula com sabor a canela que passou a fazer parte integrante da lista de compras sempre que se encontram em promoção. Portanto, no que toca a café estou plenamente satisfeita com a Delta Q. 

O problema desta máquina é a impossibilidade de fazer outras bebidas, relacionadas com café. Esta é a única falha que me fez procurar uma alternativa que colmatasse essa falha. Isto porque sou uma grande apreciadora de Cappuccino e Latte Macchiato e coisas boas do género. Assim, comecei a piscar o olho à Dolce Gusto, uma máquina que, além de várias marcas de café, permite ter todas estas bebidas no conforto do lar. 

Hesitei muito antes de concretizar a compra da nova máquina até que, no meu aniversário, em Janeiro, a minha querida mãe me ofereceu uma nova Dolce Gusto. Melhor que isso, ela veio acompanhada com uma linda lata cheia de cápsulas para experimentar que eu me apressei a utilizar para desvendar todas as potencialidades da minha máquina nova. 


Quanto ao café, a máquina cumpre mas não ultrapassa o café da Delta Q, tenho de te avisar. Todas as cápsulas que experimentei revelaram um bom café, mas continuo a considerar o da Delta melhor, mais saboroso e mais intenso. Já no que diz respeito às outras bebidas, estou totalmente satisfeita! Tenho acesso ao meu Latte Macchiato de caramelo ao lanche e ao meu Cappuccino antes de dormir. O que pode uma pessoa pedir mais da vida e das máquinas de café? 

Para ambas as máquinas existem cápsulas de chá, muito embora eu esteja longe de as considerar uma opção. Fazem um chá aceitável para desenrascar e são bastante práticas, mas estão longe de satisfazer um verdadeiro amante do sabor que se espera de um chá de excelência. Contudo, ficas a saber que estão ambas preparadas para essa possibilidade. 

Devido aos motivos que te expliquei acima, irei ficar com ambas as máquinas. A Delta Q está inteiramente dedicada para os cafés expresso, enquanto que a Dolce Gusto serve o propósito de ter acesso às outras bebidas que aprecio. O resultado final desta "batalha", Delta Q contra Dolce Gusto, é um empate. 

Quanto a ti, deixa nos comentários qual a máquina que preferes. Delta Q ou Dolce Gusto? Qual a melhor na tua opinião? 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A Banda Sonora da Semana #6



Tenho de começar por avisar que ainda estou de férias, embora já a caminho de casa, que isto de andar a passear tinha de acabar. Agora, é hora de voltar à casa de partida e aproveitar os últimos dias de dolce fare niente que restam antes de ter de voltar à rotina laboral e aos horários loucos de quem trabalha num shopping. Mas ainda não é hoje...

Efemérides de 30 de Abril

313 - O Imperador Licínio unifica todo o Império Romano do Oriente.
1949 - Nasceu António Guterres, político português.
1945 - Morreu Adolf Hitler, ditador nazista alemão. 

Nem parece meu, mas este ano não foi possível deixar a minha homenagem ao meu feriado favorito de sempre, como aconteceu no ano passado, o Dia da Liberdade, quando se comemora a Revolução dos Cravos. A Ditadura conheceu o seu fim, muito embora, o caminho em direcção à verdadeira Liberdade seja ainda longo e deverá demorar muito tempo até lá chegarmos de forma plena e transversal a todos. 

Enquanto esse dia não chega, só nos resta continuar a perseguir esse objectivo e procurar construir uma sociedade mais justa, mais equilibrada e com direitos iguais para todos. A sociedade que gostaríamos de deixar como legado para as gerações futuras. Como tal, a música partilhada hoje é a primeira senha da revolução, uma canção de amor lindíssima e pode ser também uma homenagem ao Festival da Canção que irá acontecer durante o mês de Maio, em Lisboa.


Conta-me nos comentários qual a música da Liberdade para ti.
Entretanto, tenho de ir andando. Tenho malas para fechar e um carro para carregar para o regresso a casa daqui por umas horas! 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

#Livros - As Cinquenta Sombras Mais Negras, de E. L. James



Sinopse
Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle. 
Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer - ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir. Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominante amante. 
Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida. 
Uma escolha que só ela pode fazer...

Opinião
Cá estamos com o segundo volume da trilogia erótica mais vendida em todo o mundo. Depois de partilhar contigo a opinião sobre As Cinquenta Sombras de Grey, é preciso prosseguir e desvendar o que irá acontecer aos nossos imprevisíveis protagonistas como, aliás, foi prometido no início da semana.

Este livro é de facto mais negro e convida-nos a mergulhar nos segredos mais profundos e a conhecer a faceta mais negra de Christian e da Anastasia. É uma viagem tumultuosa e que decorre a uma velocidade vertiginosa, mal dando tempo para que se recupere o fôlego entre uma cena e outra. Por vezes, devido à intensidade dos sentimentos que unem e arrebatam o nosso casal. Outras pelas aventuras constantes que vivem. E, por fim, devido às intensas e intermináveis cenas de sexo que, neste segundo livro, se multiplicam como se não houvesse amanhã.

Vamos começar mesmo por aí, o sexo longo e interminável. Todos sabemos que no início de uma relação se pratica muito a arte do amor, primeiro para se conhecer, depois para explorar o prazer do parceiro, depois porque a tesão assim manda. Com o passar dos meses a coisa vai diminuindo, sendo necessário injectar algum incentivo para que o desejo sexual não passe para segundo plano.

Com estes dois tudo atinge umas proporções inesperadas para qualquer pessoa normal. O apetite sexual desta gente é qualquer coisa do outro mundo. Já para não falar, outra vez, da velocidade a que se passam os acontecimentos. Tudo lhes acontece numa base diária. É esgotante tentar acompanhar este ritmo, o que diria viver uma coisa do género.

É interessante ver como o Christian aprende a fazer amor em oposição ao que antes fazia, foder. E faz sentido para o desenrolar da história que se perceba a evolução do personagem, bem como o facto de que continua a ter prazer em fazer coisas diferentes e em ensinar a Anastasia o prazer que se encontra no limiar dos nossos limites. No entanto, são demasiadas cenas que se tornam aborrecidas e despropositadas em certos momentos e não acrescentam nada à narrativa.

Anastasia continua igual a si própria, ou seja, obstinada, teimosa, engraçada e com uma insegurança que não dá para perceber muito bem de onde vem. Ela, efectivamente, não tem real consciência da sua beleza nem da forma como os homens que a rodeiam se sentem atraídos por ela. No entanto, mesmo insegura, enfrenta o estranho e perturbador homem por quem se apaixonou sempre que acha necessário defender aquilo em que acredita.

São um paradigma daqueles, o nosso casal de protagonistas. Ele aparenta ser forte e seguro de si, mas não passa de uma criança assustada que se esconde por trás da máscara de empresário bem sucedido e podre de rico. Ela tem uma constituição frágil e ar de menina, mas é uma mulher de espírito forte, decidido e com capacidade para enfrentar o pior sem se deixar vencer.

A dúvida, agora que ambos se conhecem melhor e aceitaram os sentimentos que nutrem um pelo outro, reside em saber se terão força para prosseguirem a sua história de amor e alcançarem a felicidade juntos. Mal posso esperar, mas o terceiro volume já se encontra na minha mesa de cabeceira, pronto a ser devorado!

O que achaste d'As Cinquenta Sombras Mais Negras? Igualmente bom que o anterior ou ainda melhor? Concordas com as minhas críticas? Deixa o teu comentário e conta-me tudo! 

"Naquele momento não me sentia com capacidade para conversa fiada. Não, não queria nada disso. Transformara-me no meu próprio estado insular. Uma terra devastada, assolada pela guerra, onde nada crescia e os horizontes eram sombrios."

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