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quinta-feira, 8 de março de 2018

Prémio Recebido - Mrs. Margot



E depois de ter recebido um lindo livro novo no anterior prémio recebido, voltei a ser premiada com mais um fantástico exemplar para a minha biblioteca. Ainda por cima, trata-se de uma autora que me chamava à atenção há imenso tempo, só nunca tinha arriscado a comprar o primeiro livro para descobrir se gostaria também. Agora já não há desculpas, por isso vou mesmo descobrir. 

O passatempo decorreu num blog que descobri recentemente e que muito me tem agradado, o Mrs. Margot. Escrito por um rapaz que partilha muito de si neste espaço e que tenho a certeza será uma descoberta agradável para todos os que ainda não o conhecem. 

Quanto ao prémio que recebi como vencedora do passatempo, trata-se de O Regresso da Primavera, de Sveva Casati Modignani. Um livro que já se encontra na minha mesa de cabeceira e que conto, muito em breve, partilhar por estas paragens a minha opinião. Já leste este livro? Qual o teu livro favorito desta autora? 


Muito obrigada ao Mrs. Margot pelo prémio! 

quarta-feira, 7 de março de 2018

#Filmes - Barry Seal: Traficante Americano



Sinopse
Desde muito cedo que Barry Seal demonstrou uma destreza incomum para pilotar aviões. Tendo servido o exército entre 1961 e 1967, Seal foi trabalhar para a TWA (Trans World Airlines) como engenheiro de voo e, pouco depois, promovido a piloto. Depois de anos a colaborar como transportador aéreo de estupefacientes com um cartel de Medellín, uma rede colombiana de narcotráfico altamente organizada, é preso e condenado. É nessa altura que os seus serviços são recrutados pela CIA para realizar uma das mais secretas operações da história dos EUA.

Opinião
Em mais uma sessão de cinema, a escolha recaiu sobre um filme com uma excelente classificação e muito bem falado nas críticas. Depois de ter ido ver o fantástico Thor: Ragnarok, as expectativas estavam bem altas e a pessoa só tinha a intenção de continuar a maravilhar-se com mais uma excelente peça de arte cinematográfica. 

Antes de falar do filme propriamente dito, a ideia de colocar um Tom Cruise como protagonista de um filme onde aparece a pilotar aviões é uma coisa muito estranha. Porque a imagem deste homem em Top Gun ainda está muito vivida na nossa memória, uma imagem em que o homem ainda era um gato, nos idos anos 80. Em 2017 é só estranho. 

Agora falando da história, torna-se interessante perceber que esta pessoa existiu de facto e que, efectivamente, trilhou um caminho em direcção ao crime pelo desejo de obter uma vida melhor. É a prova de que, por vezes, os talentos podem ser uma maldição. Bem, para ser sincera, não acredito nada nisso. O que vemos são as consequências das más decisões de um homem, que o colocam nas posições mais inesperadas até para o próprio. 

E é assim que somos introduzidos aos cartéis sul americanos e as técnicas usadas para que as suas drogas sejam introduzidas nos Estados Unidos. O nosso protagonista começa a ter acesso a muito dinheiro e a dar nas vistas, o que culmina com a sua prisão. Poderia ter sido o fim da sua carreira no crime, só que não. A própria da CIA decide utilizar a posição de Seal para uma operação ultra secreta para a qual este continua a facturar. 

Ao mesmo tempo, continua a transportar droga nos seus aviões e a abrir empresas, atrás umas das outras, para poder lavar o dinheiro sujo que lhe salta por todos os compartimentos da casa. A história é contada pelo próprio que grava os seus relatos numa série de VHS, num tom ligeiro e que não prepara ninguém para o desfecho do filme. Confesso que estava à espera de um pouco mais, embora o filme tenha sido interessante e até divertido. 

Só esperava um pouco mais de desenvolvimento do final, que me pareceu muito pobre. É um bom filme que proporciona um bom momento, mas não penso que seja merecedor de uma ida ao Cinema e que seja favorecido pela tela gigante. Deixa o teu comentário sobre este filme. Viste? Gostaste? Ainda temos apaixonadas por Tom Cruise?  


terça-feira, 6 de março de 2018

Onde comer a melhor Francesinha do mundo?



Pensei muito antes de escrever este post por razões um tanto ou quanto egoístas. Na verdade, por razões puramente egoístas, que não gosto cá de começar logo com uma tentativa de esconder os meus pecados. A questão é que te irei apresentar o lugar onde se come a melhor Francesinha do mundo e fico em pânico só de pensar que ainda mais pessoas descubram este lugar fantástico e façam as filas tornarem-se AINDA mais intermináveis. 

Só que depois cheguei à conclusão que os amigos não guardam segredos e que, se assim fosse, eu nunca teria conhecido este lugar fantástico. Então, como poderia esconder-te esta maravilha gastronómica?? A nossa amizade merece que partilhe contigo um Restaurante que vale todos os quilómetros que são necessários percorrer até lá chegar. 

Portanto, a melhor Francesinha do mundo come-se, não no Porto, mas em Braga. Malta da cidade do Porto, por favor, não me crucifiquem já. Já tive oportunidade de comer algumas na vossa cidade e são excelentes, sim senhor. Faziam-me feliz até ao momento em que descobri estas que hoje vos falo e deixei de comer Francesinha em outro lugar, sob pena de me sentir sempre desconsolada. 


É que nada se compara às Francesinhas da Taberna Belga e depois de experimentar o seu molho invulgar ou se ama ou se odeia. Se por um lado, o seu molho respeita todos os pressupostos deste tipo de prato, com o ligeiro sabor a marisco, picante e forte, por outro vai mais além e mais que um molho, é um creme que acompanha este famoso prato da gastronomia portuguesa. 

Para ser sincera, faltam-me as palavras para fazer justiça ao sabor maravilhoso desta Francesinha. Posso resumir como uma fusão, muito bem sucedida, entre a tradição com um toque de inovação que transforma a sua degustação numa experiência única. 

Como pontos a favor que podes somar a este Restaurante tens a possibilidade de pedir mais molho durante a refeição para que a tua Francesinha permaneça quente como se quer e ainda a enorme carta de cervejas artesanais que acompanham muito bem com este prato. 

Volto a referir que, desde que conheci esta Francesinha, deixei de comer noutros locais. O que significa que é com bastante frequência que a minha malta inventa desculpas para se reunir e rumar a Braga, apenas e só para ir à Taberna Belga. Aliás, neste momento em que te escrevo, já andamos a tentar encontrar mais um furo na agenda para irmos até lá. 


No entanto, tenho de te avisar que as filas de espera são grandes, tantas são as pessoas que fazem questão de jantar neste lugar. Já aconteceu jantar às 23 horas, ficando à espera umas boas duas horas, sem que ninguém arredasse pé. Contudo, o serviço é rápido e em menos de nada tens o teu prato à frente, pronto a ser devorado. 

Para tentar facilitar-te um pouco a vida (e tentar que esperes menos pelo teu jantar), vou dar-te duas dicas. A primeira é que, caso te seja possível, chegues cedo. Sobretudo, ao fim de semana. A segunda dica é algo que aprendi mais recentemente. Se forem apenas duas pessoas irão esperar muito menos tempo que os restantes grupos maiores. 

Em suma, precisas mesmo de conhecer esta iguaria! Caso sejas de perto, põe-te a caminho e conta-me tudo nos comentários. Agora se, por um acaso da vida, vives a uma grande distância da cidade de Braga, aqui está mais uma excelente razão para marcares um fim de semana em Braga para conheceres esta cidade tão bonita e com tanta coisa para ver. Pelo menos, já tens uma sugestão fantástica para o jantar e podes também inscreveres-te no Airbnb de forma a encontrar o melhor alojamento ao melhor preço e usufruir ainda de um desconto de 35€ na tua primeira compra. 

Partilha com os teus amigos esta dica de excelência para que, também eles, descubram esta maravilha ultra-mega-super calórica. Deixa o teu comentário em seguida para saber se gostas de Francesinha tanto quanto eu e onde comes a tua favorita, ok? 

segunda-feira, 5 de março de 2018

Desafio de Cinema (51/52) - Género Inusitado



Cá estamos de volta com o penúltimo tema do Desafio de Cinema. E antes de passar ao filme propriamente dito, quero voltar a questionar-te sobre o que gostarias de encontrar à Segunda-feira neste blog num futuro próximo. Tens alguma ideia? Boas sugestões são MUITO bem vindas e de grande utilidade! 

Para esta semana, a escolha de um filme que se enquadrasse num género inusitado foi coisa que me deu que pensar. Primeiro que tudo, no que consiste um género inusitado?? Pois que considero algo difícil de entender. Afinal de contas, géneros cinematográficos são inúmeros e existem para todos os gostos. Assim, optei por escolher um filme que começa por parecer um policial e revela-se um thriller psicológico do mais perturbador de que tenho memória. 

Estou a falar do filme Shutter Island, que conta com mais uma interpretação brilhante de Leonardo Dicaprio. Quem haveria de dizer que o menino bonito de Titanic se iria transformar num actor tão complexo e denso? Eu confesso que nunca imaginei tal possibilidade, mas fico muito agradada com o seu crescimento e com a quantidade de bons filmes que tem feito ao longo dos últimos anos. 

No que toca a Shutter Island, devo dizer que é um filme muito perturbador. Não seria de estranhar dado que estamos a falar de um filme que junta pessoas com problemas mentais que cometeram crimes graves, reunidos numa espécie de clínica misturada com prisão de alta segurança, onde ninguém quer permanecer muito tempo, pelas razões óbvias e pelas menos óbvias também. 

As motivações do protagonista para aceitar uma investigação num local tão pouco convidativo vão sendo reveladas durante a trama, bem como os seus fantasmas e demónios interiores. Só que quanto mais Teddy procura desvendar os mistérios da ilha e quanto mais descobre, toma consciência do tanto que ainda está escondido. 

É um filme magistralmente realizado por Scorsese, que nos consegue prender até ao último segundo, envolvendo-nos num cenário de suspense e terror psicológico inacreditável. Já viste Shutter Island? O que pensas sobre este filme? E não te esqueças de partilhar esta excelente sugestão com os teus amigos, ok? 


Sinopse
O realizador galardoado com o Óscar, Martin Scorsese, junta-se mais uma vez a Leonardo Dicaprio neste arrepiante thriller cuja crítica afirma que "crepita com tanto suspense que até se sente o calor". 

Quando o agente federal Teddy Daniels chega ao asilo de criminosos enlouquecidos em Shutter Island, o que começa por ser uma investigação de rotina, depressa toma uma sinistra reviravolta. À medida que a investigação se desenrola e Teddy descobre mais chocantes e aterrorizantes verdades a respeito da ilha, aprende que existem locais que nunca nos deixam partir. 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê todos os temas. 

sexta-feira, 2 de março de 2018

#Livros - Origem, de Dan Brown



Sinopse
Bilbau, Espanha.
Robert Langdon, professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbau para assistir a um grandioso anúncio: a revelação da descoberta que «mudará para sempre o rosto da ciência.» O anfitrião dessa noite é Edmond Kirsch, bilionário e futurista de quarenta e dois anos cujas espantosas invenções de alta tecnologia e audazes previsões fizeram dele uma figura de renome a nível global.

Kirsch, um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, duas décadas atrás, está prestes a revelar um incrível avanço científico... que irá responder a duas das perguntas mais fundamentais da existência humana. No início da noite, Langdon e várias centenas de outros convidados ficam fascinados com a apresentação tão original de Kirsch, e Langdon percebe que o anúncio do amigo será muito mais controverso do que ele imaginava. Mas aquela noite tão meticulosamente orquestrada não tardará a transformar-se num caos e a preciosa descoberta do futurista pode muito bem estar em vias de se perder para sempre. 

Em pleno turbilhão de emoções e em perigo iminente, Langdon tenta desesperadamente fugir de Bilbau. Tem ao seu lado Ambra Vidal, a elegante directora do Guggenheim que trabalhou com Kirsch na organização daquele provocador evento. Juntos, fogem para Barcelona, com a perigosa missão de localizarem a palavra-passe que os ajudará a desvendar o segredo de Kirsch. 

Percorrendo os escuros corredores de história oculta e religião extremista, Langdon e Vidal têm de fugir de um inimigo atormentado que parece tudo saber e que parece até de alguma forma relacionado com o Palácio Real de Espanha... e que fará qualquer coisa para silenciar para sempre Edmond Kirsch.

Numa viagem marcada pela arte moderna e por símbolos enigmáticos, Langdon e Vidal vão descobrindo as pistas que acabarão por conduzi-los à chocante descoberta de Kirsch... e a uma verdade que até então nos tem escapado e que nos deixará sem fôlego. 

Opinião
Cá estamos de volta, com um dos meus autores de eleição, nesta coisa do Literatura Comercial, seja lá isso o que for. Para mim só existem autores que me agradam e os que não me aquecem o coração. Dan Brown aguça-me o engenho com os seus mistérios e ainda me leva a passear por algumas das mais belas cidades do mundo e me apresenta às mais icónicas obras de arte e artistas mais aclamados.

Reparo agora que, apesar de ter lido tudo o que foi publicado por Dan Brown, apenas escrevi opinião sobre A Fortaleza Digital. Até parece mentira, não é mesmo? Quem gostava de encontrar os restantes títulos e a minha respectiva opinião?

Nesta aventura, enquanto nos questionamos com as questões mais existenciais e fulcrais da existência humana, somos convidados a conhecer um pouco melhor a Arte Moderna, que está longe de ser a especialidade do nosso herói, Robert Langdon. Mais apreciador de Arte Clássica, é através do seu olhar que nos vai sendo apresentada uma colecção de peças especiais, como as que se encontram no Museu Guggenheim, de Bilbao.

De seguida, a aventura prossegue em Barcelona, uma cidade-museu do grande Antonio Gaudí. Só posso dizer que, após ler sobre a Casa Milà e a incontornável Sagrada Família, a minha vontade era fazer as malas e apanhar o próximo avião para a cosmopolita Barcelona. Como resistir aos encantos de uma cidade moderna, onde se encontra uma obra de arte em cada esquina?

No centro da trama encontra-se uma descoberta científica que promete exterminar com as religiões e com a necessidade do Homem por Deus e um brutal assassinato em directo que parece ter como objectivo impedir que a verdade seja divulgado ao público. Sente-se um regresso ao passado, onde livros eram queimados em fogueiras e cientistas impedidos de defender as suas descobertas por um Tribunal que defendia os interesses da Igreja Católica.

Neste regresso à Idade das Trevas, a questão central nunca sai de cena. De onde vimos? Para onde vamos? Existe um Criador? Qual o propósito da nossa existência? A questão vai sendo debatida ao longo de todo o enredo, sempre sobre vários pontos de vista, o que só contribuí para espicaçar a curiosidade de quem está a ler. Só que nada te podia preparar para a descoberta revelada e ainda menos para a resolução do mistério sobre quem foi o autor do crime contra Edmond.

Uma aventura empolgante, como é hábito nas obras de Dan Brown, que nos prende da primeira à última página, sempre à espera de descobrir as respostas ou, pelo menos, tentar adivinhar alguma coisa. A única coisa que me encanita é que o homem demora muito tempo para publicar um livro e a pessoa fica em ânsias à espera da próxima aventura e do próximo mistério. Enfim, é a minha sina... Esperar pelos livros que os meus autores favoritos demoram a escrever e publicar.

Comenta para me dizeres o que achaste do último bestseller de Dan Brown e aproveita para me contares qual o teu livro favorito do autor, pode ser? 

"O termo «ateu» nem sequer devia existir. Nunca ninguém tem de se identificar a si próprio como «não astrólogo» ou «não alquimista». Não temos palavras para definir as pessoas que duvidam de que Elvis continue vivo, ou para as pessoas que duvidam de que os alienígenas atravessem o espaço para molestar o gado bovino. O ateísmo não é mais do que os sons que as pessoas razoáveis fazem na presença de crenças religiosas injustificadas."

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