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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

#Livros - Só Nós Dois, de Nicholas Sparks



Sinopse
Por vezes, basta um segundo para mudar a nossa vida. E nesse instante avassalador, tudo aquilo que pensamos saber - e possuir - perde o seu valor. 
Russell Green tem trinta e dois anos, é casado com Vivian, uma mulher lindíssima e dedicada; tem uma filha encantadora e uma carreira de sucesso. Dir-se-ia que a sua vida é de sonho. Mas o sonho vai dar lugar a um pesadelo... De um momento para o outro, Russ perde a mulher e o emprego e fica a sós com a filha de seis anos, London. Pela primeira vez, percebe que não pode entregar-se à sua própria dor pois London depende agora unicamente dele. Russ vai ter de se superar, de desbravar caminho, começar de novo...

Mas não é fácil cuidar de uma criança sozinho, fundar um negócio próprio, e lidar com as emoções contraditórias que ameaçam paralisá-lo. O dia a dia com a filha é uma montanha-russa de escolhas, consequências e anseios. É muito mais difícil do que alguma vez imaginara. Mas é também infinitamente mais gratificante do que a correria de outrora. 
E quando o imprevisível destino abre novamente a porta ao amor, deixa entrar algo mais. Algo para o qual Russ - mais uma vez - não está preparado. 
Só Nós Dois é um retrato da experiência simultaneamente aterradora e gratificante de ser pai solteiro: dos desafios aos riscos e, claro, às recompensas. Relembra-nos a importância dos laços de família e do amor. 

Opinião
E nem de propósito, Nicholas Sparks esteve em Portugal para divulgar este seu mais recente livro, sobre o qual deu entrevistas, dando até a entender aos mais distraídos que seria uma novidade acabada de lançar. Quando na verdade Só Nós Dois foi lançado em 2016. Tirando este pequeno pormenor introdutório, vamos passar ao que realmente interessa, o próprio do livro e da sua história.

Reparei agora que, apesar de ter quase tudo o que este homem escreveu cá em casa, apenas opinei sobre Uma vida ao teu lado e umas notas soltas sobre o meu adorado O Diário da Nossa Paixão. Portanto, se te apetece encontrar por cá obras mais antigas de Nicholas Sparks é favor de dizer, ok? Podes deixar a tua sugestão na caixa de comentários que a gerência agradece, que ideias para futuros posts nunca são demais!

Quanto ao seu mais recente êxito, tenho a dizer que, ao contrário do que geralmente me acontece, me prendeu muito mais tarde do que seria de esperar. Na verdade, a separação fica eminente durante demasiado tempo para o meu gosto e a pessoa chega ao ponto de até duvidar que tenha entendido bem a sinopse. Não vá que afinal a coisa se resolva com duas conversas da detestável Vivian e que o Russ se deixe amarrar novamente no domínio desta sua esposa.

Felizmente, foram só temores vãos porque a moça sai mesmo de casa, de forma gradual, e pede mesmo o divórcio. A parte interessante é acompanhar a forma como a relação pai e filha cresce de forma exponencial com o afastamento da mãe dominadora e que tanto gosta de impor a sua vontade aos demais. Uma criança que aprende a confiar no seu pai verdadeiramente e um pai que descobre o quanto é gratificante o tempo de qualidade que lhe dedica.

Ao longo da narrativa, o nosso ódio por esta mãe egocêntrica que pretende recuperar uma carreira de sucesso a todo o custo, sem com isso perder o seu papel de protagonista na vida da filha, mesmo depois de a deixar para trás, confortavelmente entregue ao seu pai. Atenção, que o facto de uma mãe se separar e deixar a filha com o pai, que considera capaz, para recuperar a sua estabilidade profissional e financeira não tem nada de mal! A própria da Vivian é que é intragável e nos leva a tomar nota de todas as suas atitudes e decisões como argumentos para o nosso ódio crescente.

O protagonista, apesar de demasiado brando, é fácil sentirmo-nos solidários com ele. Sobretudo, quando acompanhamos o quanto se torna um melhor pai. É claramente uma boa pessoa, que se deixa manipular pelas pessoas que gosta, moldando-se para as agradar. A família dele, muito equilibrada no seu desequilíbrio, ajuda a compor a moldura e apresenta-nos um lugar muito acolhedor e são o pilar que ajuda a sustentar este novo pai solteiro.

Se ao início a leitura vai-se fazendo, a dada altura o enredo agarra-nos e torna-se impossível parar de ler. A carga dramática, um pouco previsível, vai crescendo e segue caminhos que nos colocam nas mãos do autor, tal o modo como nos sentimos próximos das dores que estão a ser vividas. Não quero aprofundar o tema, pois não quero dar spoilers, mas vai chegar o momento em que irás calçar os sapatos de quem vê alguém que se ama passar por uma doença grave, com sérios riscos como todos já conhecemos.

Enfim, mais uma vez Nicholas Sparks nos surpreende com mais uma história sobre amor, relações e pessoas iguais a todos nós. Um romance diferente, com todo um novo ângulo apresentado e que nos coloca um homem como protagonista e principal foco. Para quem só agora está a pensar iniciar-se neste autor, este pode muito bem ser uma boa porta de entrada.

"Uma coisa é certa: com cada uma delas fui uma pessoa diferente. Fui um irmão, um pai e um pretendente, e penso que estas distinções reflectem uma das verdades universais da vida. Nunca sou todo o meu eu num determinado momento; sou apenas uma versão parcial de mim mesmo e cada versão é um pouco diferente das outras."

Aproveita para oferecer este livro no Natal, que podes encomendar aqui, com um desconto imediato de 20% e portes grátis. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

#TAG - O que eu mais gosto!



Ultimamente, tenho encontrado algumas TAG's muito interessantes e que estão guardadas nos meus rascunhos para quando encontrar o momento oportuno para me debruçar sobre elas e as partilhar contigo. Como tenho andado em velocidade de cruzeiro nos últimos dias aqui pelo blog devido à preparação dos passatempos de Natal (que em breve estarão aí!), pareceu-me um bom momento para uma TAG simples e onde me podes ficar a conhecer um pouco melhor. 

Esta, roubei no blog My Super Sweet Twenty e terei de responder a quinze perguntas, onde me serão dadas duas opções. Caso pretendas levar para o teu estaminé, sente-te à vontade. Apenas te peço que partilhes o link com as tuas respostas nos comentários para que possa ir espreitar e ficar a conhecer-te melhor. 

1. Carnaval ou ficar em casa?
Fico muito bem em casa que dispenso essas coisas do Carnaval. A menos que me convidem para assistir ao Carnaval no Brasil! 

2. Beber refrigerante ou beber água?
Tudo tem o seu momento, mas a escolher prefiro água. 

3. Jogar Playstation ou no telemóvel?
Telemóvel que está sempre à mão num momento de necessidade. 

4. Apanhar sol ou fugir dele?
Não é que fuja, mas também não me vão encontrar estendida a apanhar banhos de sol! 

5. Calças jeans ou bermudas?
Jeans sempre!

6. Som alto ou fones?
Prefiro sempre fones porque não tenho por hábito obrigar o resto do mundo a ouvir a mesma música que eu.  

7. Lavar o cabelo todos os dias ou de vez em quando? 
Dia sim, dia não.

8. Pintar o cabelo ou deixar natural?
Por enquanto, ao natural. No futuro, quem sabe??

9. Acampar ou ir a concerto? 
Concertos. Muitos. 

10. Comer à mesa ou no sofá?
À mesa. 

11. Computador fixo ou móvel?
Portátil, até porque cada vez se usam menos os computadores fixos. 

12. Falar muito ou escutar muito?
Ouvir sempre o dobro do que falo. 

13. Óculos de sol ou boné?
Óculos de sol.

14. Comer em casa ou na rua?
Mas alguém consegue escolher?? Depende, como é óbvio! Se bem que uma pessoa normal não pode comer sempre na rua que a conta bancária não ia sobreviver. 

15. Ver um filme em casa ou no cinema?
Gosto de ambas as hipóteses. Há filmes que merecem mesmo uma ida ao Cinema, outros a televisão de casa chega perfeitamente. 

Gostaste das minhas respostas? Alguma que te tenha surpreendido? 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Licor 35 - Creme de Pastel de Nata



Existirá maneira melhor de dar o pontapé de saída para o fim de semana do que com uma sugestão para mais logo, no final da refeição que se quer alegre. Alegre porque para muitos, senão a maioria, é início do tão esperado e desejado fim de semana. Eu lá terei que trabalhar nos próximos dias, mas nada que impeça as alegrias e o convívio. 

Para esta quadra que se avizinha, com tantos presentes e jantares e pretextos vários para reunir com quem gostamos, nada como ficares a conhecer o reputado Licor 35. Uma ideia brilhante de algumas mentes criativas e que decidiram colocar num licor um dos sabores mais emblemáticos de Portugal, o Pastel de Nata. Quer-me parecer que este talvez seja dos doces mais consensuais de que tenho memória e até os estrangeiros a ele ficam rendidos quando provam tal iguaria da gastronomia portuguesa. 

Eu, me confesso, uma absoluta fã deste sabor ao qual raras vezes resisto. Então podes imaginar a minha alegria quando recebo uma caixa, entregue em mãos, que continha a imagem que se segue. 


Pois é, dei pulos de contentamento e fiquei em pulgas para experimentar uma iguaria sobre a qual tanto tinha ouvido falar, mas que nunca tinha encontrado antes. Assim, quando a marca, gentilmente, me fez chegar uma garrafa só para mim só pensava na hora de partilhar aqui contigo o que tinha passado a saber sobre este Licor made in Portugal. 

Sabes de onde surgiu o nome deste licor? A título de curiosidade, foram desenvolvidas 21 amostras na concepção do licor e as mais apreciadas foram a terceira e a quinta. Logo, a junção das duas amostras eleitas deu origem ao Licor 35. Invulgar, não é mesmo? 


E a melhor parte é que sabe mesmo a pastel de nata, meus amigos! Deve ser bebido fresco ou com gelo e é perfeito para qualquer ocasião, muito embora eu aconselhe que seja degustado depois de jantar, em substituição ou acompanhamento da sobremesa ou com o incontornável café, melhor amigo de todos os pastéis de nata. 

Eu fiquei super fã e recomendo vivamente para todos os que gostam de licores e de pastéis de nata. Certamente não se sentirão defraudados! Eu provei com gelo, no final do jantar, com o belo do meu café expresso e soube-me pela vida. Tanto que, esta noite, quero crer que irei repetir a experiência. Existe também quem coloque canela, mas não me lembrei disso a tempo por isso não sei se ficará bom. Mas caso experimentes, conta-me tudo, ok??


Fica a conhecer melhor a marca no seu site, onde podes também comprar ou saber onde se encontram os pontos de venda em Portugal e no estrangeiro. Contudo, as novidades não se vão ficar por aqui e muito em breve terás oportunidade de ganhar a tua própria garrafa e experimentar o Licor 35. Temos interessados neste prémio??

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Advogado do Diabo



Não se animem que a hora do Cinema foi ontem e não é do filme com o mesmo nome que iremos falar hoje nem da interpretação espectacular do gato do Keanu Reeves enquanto filho do diabo. Na verdade, pretendo falar de um assunto mais sério e real e que incluí a própria profissão de advogado. Quer-me parecer que todas as pessoas que enveredaram pela área das Letras, tiveram o seu momento de encantamento com a advocacia. Eu própria vivi essa sensação, em parte pelas séries que retratavam a vida divertida dos advogados em Nova Iorque, por outro lado pela vontade de perseguir a Justiça e ser uma ferramenta na sua concretização. 

Perdi a conta às vezes em que brinquei a fingir que era uma advogada, prazeres solitários de quem é filha única e não tem ninguém que guarde na memória as nossas figuras tristes na infância. Depois, os anos passaram e percebi que era um caminho que implicava empinar demasiadas matérias e artigos e coisas que tal, tarefa essencialmente inútil dado que nenhum advogado recita de cor e salteado artigos e decretos-lei. Resumindo, descobri que esta não era, de todo, a minha vocação e que a advocacia ficaria muito melhor sem mim.

Infelizmente, a nossa classe de Advogados está com uma reputação muito má, em termos gerais. Contudo, acredito sinceramente que ainda existam profissionais que são motivo de orgulho para quem aprecia esta área e a esperança de quem ainda consegue acreditar na Justiça. Eu devo dizer, para assumir a minha posição, que já acreditei bem mais no sistema judicial português e nem quero explorar as razões, pois englobam casos pessoais e muito próximos sobre os quais sinto ainda não ser o momento certo para falar.

Portanto, vamos imaginar o tipo de Advogado, assim mesmo, com maiúscula, que tem sentido de honra, que sabe o que significa ética, cuja ambição seja ajudar a que seja feita Justiça. Eu sei que é um pouco difícil mas és capaz, certo? Agora imagina alguém com estas características ter de defender um criminoso. Sim, porque os culpados também têm direito a defesa e precisam de quem os defenda. Como será defender num Tribunal alguém que sabemos com convicção que é mesmo culpado e de um crime grave?

Como tentar desacreditar testemunhas, desvalorizar provas, quando sabemos que a pessoa que se está a defender realmente matou uma pessoa? Ou violou uma mulher? Ou abusou de uma criança? Como se consegue dormir descansado quando ajudamos a libertar um predador sexual ou uma pessoa violenta e que constituí um perigo para os outros? Mais uma vez, compreendo perfeitamente e acho justo que todos tenham direito a uma defesa. Estas questões não pretendem colocar nunca isso em causa. Apenas me questiona como um advogado com sentido de ética lida com uma situação dessas.

Depois, também não podemos esquecer que os senhores advogados podem e dever ser muito justos e correctos, mas são como todos nós, ou seja, têm contas para pagar, famílias para sustentar e outras tantas despesas. Agora, pela parte que me toca, quer-me parecer que teria sérias dificuldades em defender de forma condigna alguém cuja inocência eu não acreditasse. Aposto que seria medíocre a apresentar a dita defesa e não iria cumprir realmente a minha tarefa. E tu? Serias capaz de defender um criminoso? Qual seria o teu limite? 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Desafio de Cinema (47/52) - Premiado



Apesar de no dia de hoje se comemorar o Dia Nacional do Pijama, o assunto já foi tratado com o devido destaque ontem (se não viste o post, podes ver aqui). O que significa que este dia está reservado para mais um dos derradeiros temas do Desafio de Cinema, projecto incrível e que muito bem tem feito aos meus conhecimentos de cinéfila amadora e aspirante a crítica de Cinema.

Pronto, estava a brincar. Mas só no que diz respeito à crítica, ok? Posto isto, o tópico/tema que me era pedido tratava-se de eleger um filme premiado. Coisa difícil, pois pressupõe-se que filmes muito premiados são de grande qualidade, logo complicados de eleger apenas um no meio de tantos. Como continuo a procurar escolhas menos recentes, por acreditar serem menos conhecidas de muitas pessoas, fui puxar pela memória em busca do filme perfeito para se considerar um Premiado. 

Curiosamente, encontrei a resposta ao visitar um blog - peço imensa desculpa mas não consegui encontrá-lo - onde a menina contava que, depois de tanto lhe falarem neste filme, decidiu ver e ficou rendida. Depois disso, ficou claro que esta categoria seria preenchida com O Silêncio dos Inocentes. Além de contar com um actor brilhante, Anthony Hopkins, tem um enredo tão bom e fascinante que é impossível assistir a este filme e não ficar totalmente seduzido por Hannibal Lecter. 

É um filme icónico, que ganhou inúmeros prémios, dos mais óbvios aos menos conhecidos do grande público, e que marcou toda uma geração que colocou a fasquia do terror psicológico num outro nível. Tão boa era a história e tão rico era este personagem principal, que outros três filmes foram lançados. Uma sequela e dois prelúdios. Todos igualmente interessantes e bem feitos. No entanto, apesar de existirem filmes que contam como surgiu este vilão, acredito sinceramente que os estreantes devem começar por O Silêncio dos Inocentes para só depois descobrir onde se encaixam as restantes peças. 

E tu, já conhecias este filme? Qual a tua opinião sobre ele?


Sinopse
Um psicopata está a raptar e a assustar jovens mulheres por todo o Midwest. Com o intuito de tentar perceber a mente do assassino, o FBI manda a agente Clarice Starling entrevistar um prisioneiro demente que poderá fornecer informações psicológicas, bem como pistas para o comportamento do homicida. Este prisioneiro, o psiquiatra Hannibal Lecter, é um canibal assassino e extremamente inteligente, que só concordará em ajudar Starling se esta saciar a mórbida curiosidade de Lecter com detalhes da sua complicada vida. Esta relação deturpada obriga Starling não só a confrontar os seus próprios demónios, mas também a encarar, face a face, um louco e horrendo homicida, uma tão poderosa encarnação do mal que ela poderá não ter a coragem ou força suficiente para o travar.


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

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