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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Actos Eleitorais - Porque querem vencer?



Sabes que isto de estar a gozar os últimos dias de férias deste ano de 2017 tem sido avassalador. É que a pessoa sente-se na obrigação de aproveitar ao máximo todos dias e noites, o que se agravou com o aniversário da melhor amiga calhar precisamente nesta semana, e quando damos por ela já avisto o dia em que terei de voltar ao trabalho e na tortura de pensar se ainda me lembro de alguma coisa do pouco que tinha aprendido entretanto. 

Enfim, são os problemas da classe trabalhadora, não é verdade? Tanto que no meu último dia de férias será também o dia que o nosso Presidente da República escolheu para irmos às urnas dizer de nossa justiça. São muitas responsabilidades para uma pessoa só, é o que tenho a dizer. Para perceberes a gravidade da coisa, este post era para ter sido escrito no início da semana. Foi impossível. Aliás, se for analisar bem a coisa seria impossível até ao ano de 2034. 

No entanto, se quero mesmo falar sobre estas eleições convém que me apresse. E tendo em conta ao dia em que estamos, achei por bem que o melhor seria mesmo apressar-me e tratar disto hoje porque, segundo ouvi dizer, na véspera da multa falar de política. Não sei se a regra se aplica aos blogs mas, como sou tesa, achei por bem não pagar para ver, que é como quem diz, descobrir da pior forma, pagando a dita multa.

Já não é novidade que gosto dos temas políticos, afinal é algo que nos afecta de uma forma incontrolável. Basta pensar no tema Trump, que se encontra lá do outro lado do Atlântico e que, ainda assim, pode nos colocar a todos no epicentro de uma Guerra Mundial. Mas não vamos dispersar que não é de egos inflamados que vamos falar hoje. Ou talvez seja...

Não deve existir nada de mais deprimente do que ver as campanhas autárquicas que se fazem por este Portugal a fora. Parece quase aquelas disputas que a malta fazia pela presidência da Associação de Estudantes do Liceu, que não servia para rigorosamente coisa nenhuma. Não é à toa que se multiplicam os programas para gozar com os cartazes de políticos de Norte a Sul. 

Contudo, não é disso que quero falar, até porque os meios financeiros não são iguais, como todos bem sabemos. A minha dúvida prende-se com os motivos que levam um candidato a querem vencer uma eleição. É uma dúvida que me assola, porque olhando ao redor não consigo descortinar o que os faz guerrear, por vezes de forma feroz, pelo tacho ambicionado. 

Estou longe de ter uma cor política. Tenho o péssimo hábito (na óptica dos partidos, claro) de pensar pela minha cabeça e tirar as minhas próprias conclusões sobre os assuntos. O que, neste país, é coisa muito mal vista. Quando analiso candidatos em que tenho de votar, mais do que o seu partido, interessa-me perceber qual o mais capaz de servir o cargo a que se propõe. E é em alturas como esta, que percebo o que leva a que os portugueses estejam tão fartos da classe política. 

É extremamente difícil encontrar pessoas que, de facto, procurem fazer algo pelos outros. Pela sua comunidade, pelos seus pares. Representá-los devidamente. Honrar os votos que receberam. É como procurar uma agulha no palheiro. Eu, por exemplo, vivo numa aldeia deste país, onde só conheço um candidato à minha Junta de Freguesia que é o actual Presidente. 

Será dele o meu voto, até porque acredito no seu trabalho e quero acreditar que irá fazer um ainda melhor trabalho num próximo mandato. Porém, a verdade é que não me foi apresentado mais nenhum outro, embora existam. Não me chegou às mãos os seus projectos para a Freguesia nem nada que se assemelhe. É assim que se faz Campanha Eleitoral? Como podem as pessoas se sentir impelidas a cumprir um dever cívico se não  as procuram interessar nem nos assuntos locais, mais próximos de cada um, onde as propostas podem afectar e até melhorar a vida dessas pessoas de forma muito mais directa?? 

Posto isto, volto a afirmar, faz-se muito mal política em Portugal, sem qualquer margem para dúvida. Só que a abstenção não é a solução, minha gente! Como aqui disse, é preciso honrar um direito que nos foi dado, e que custou tanto a ser conquistado, e ir votar. Nem que não seja em ninguém. Mas ir! Vais votar no Domingo? Ou tens outros planos? 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

#Livros - As Flores de Lótus, de José Rodrigues dos Santos



Sinopse
Pode uma ideia mudar o mundo?

O século XX nasce, e com ele germinam as sementes do autoritarismo. Da Europa à Ásia, as ondas de choque irão abalar a humanidade e atingir em cheio quatro famílias.

Inspirando-se em figuras históricas como Salazar e Mao Tse-Tung, o novo romance de José Rodrigues dos Santos conduz o leitor numa viagem arrebatadora que nos leva de Lisboa a Tóquio, de Irkutsk a Changsha, do comunismo ao fascismo o que faz de As Flores de Lótus uma das mais ambiciosas obras da literatura portuguesa contemporânea. 

Opinião
Passou cerca de uma semana desde o lançamento do livro O Reino do Meio e, portanto, parece-me a altura perfeita para começar a falar do início desta trilogia que me veio parar às mãos quando fui, em Julho, passar férias a casa do paizinho. Eles ainda não leram os livros e, como sabia que ainda tinha de esperar pelo livro final, nem queria trazer já porque sabia que se lhes pegasse me ia ficar a roer à espera de saber o desfecho da história. 

Pois que foi isso mesmo que aconteceu, meus amigos. Tentei evitar pegar neles, mas foi impossível e, quando dei por ela, já estava mergulhada nas aventuras das quatro personagens principais, colocados em quatro pontos geográficos diferentes mas estratégicos, porque irá chegar o momento em que as suas vidas se cruzam. Desta forma, viajamos entre Portugal, Rússia, China e Japão, e pelo que acontecia em cada um destes países desde o final do século XIX. 

É muito interessante tomar consciência do caminho que levou ao final da Monarquia em Portugal e o início conturbado da República, que levou ao descontentamento geral que conduziu aos militares ocuparem o poder com a pretensão de resolver os problemas do país. Nesta narrativa, terminamos com o pós Primeira Guerra Mundial e com Salazar a dar os primeiros passos como Ministro das Finanças. 

Quanto ao que se passa nos restantes países não irei desvendar porque apenas pretendo partilhar o espaço temporal em que esta narrativa acontece e não me pôr aqui a dar spoilers. Como seria de esperar, quando terminei o livro a história estava numa encruzilhada de tal forma empolgante em todas as frentes, que fui a correr à estante para continuar a acompanhar e descobrir o que ia acontecer a estas pessoas que nos absorvem e nos empolgam. 

Por isso, se queres conhecer um pouco do que aconteceu no mundo ao longo de todo o século XX, aconselho-te a começares por este livro e perderes-te nas malhas desta trama tão bem escrita, aliás como é hábito de José Rodrigues dos Santos. 

"O senhor está a pensar como um político!", devolveu o ministro das Finanças indigitado num tom mordaz. "Quer agradar às pessoas para recolher a aprovação delas, mas já lhe expliquei que é essa justamente a raiz do problema. Há certos momentos em que um governante tem de aplicar medidas desagradáveis para salvar o país. Se fosse possível recuperar Portugal com medidas fáceis, senhor general, pode ter a certeza de que a pátria já tinha sido salva há muito tempo. Não existe coisa de que um político mais goste que uma medida fácil e popular. Se o país ainda não foi salvo é porque não existem soluções fáceis, apenas medidas duras e difíceis. Numa democracia, em que os governantes precisam dos votos do povo para subirem ao poder e se manterem lá, não é possível aplicar tais medidas. Como deve calcular, ninguém ganha eleições a prometer rigor, por mais necessário que ele seja."

Podes encomendar o teu exemplar aqui, com 10% de desconto em cartão e portes grátis. 

Mais opiniões sobre livros de José Rodrigues dos Santos:

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Desafio de Cinema (40/52) - Filme Épico



Esta semana, estamos de volta ao dia que corresponde ao Desafio de Cinema para escolher um filme épico, daqueles que nos enchem a vista e nos insuflam os sentimentos. Apesar de, neste exacto momento em que estou a escrever já ter escolhido o filme, só ao escrever esta pequena e singela introdução me ocorreu um outro filme épico que poderia muito bem aqui figurar. 

Mas não vamos dispersar as nossas atenções para outras opções, muito embora, esteja totalmente receptiva às tuas sugestões. Só que só depois de conheceres a minha escolha que é... o inesquecível Gladiador. Uma história inspiradora sobre um homem que perde tudo e acaba no final da hierarquia social, sendo obrigado a tornar-se um Gladiador para entreter as massas em Roma. 

Uma força da Natureza que nos dá uma imensidão de lições e nos fazem sentir nas suas dores as nossas. A prova de que o Homem pode ser maior do que si próprio e as suas acções mais poderosas quando não buscam o proveito próprio. 

Já conhecias o Gladiador, certo? Que outro filme épico me recomendas?


Sinopse
O General que se tornou escravo. O escrava que se tornou Gladiador. O Gladiador que desafiou um Império. Vencedor de cinco Óscares da Academia, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Actor, Gladiador é uma combinação deslumbrante de acção vívida e uma história épica emocionante. Descobre o poder sem igual de Gladiador, extraordinariamente realizado por Ridley Scott e apresentando uma excelente interpretação de Russel Crowe, aclamado pela crítica como "um épico de escala monumental". 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

sábado, 23 de setembro de 2017

#Livros - A Herança de Judas, de James Rollins


#Livros - A Herança de Judas, de James Rollins

Sinopse

Uma ameaça lendária renasce para aterrorizar o mundo moderno. Um thriller de cortar a respiração!

Das profundezas do Oceano Índico surge uma horrível praga para devastar a humanidade - uma doença desconhecida, imparável... e mortal. 
A bordo de um navio convertido em Hospital improvisado, a Dr.ª Lisa Cummings e Monk Kokkalis, agentes da organização clandestina Força SIGMA, procuram respostas para a estranha calamidade quando, num golpe brutal e imprevisto, um grupo de terroristas assalta o navio, transformando uma nave de compaixão num laboratório flutuante de armas biológicas. 

Bem longe dali, o comandante da SIGMA, Gray Pierce, frustra os planos criminosos de uma bela mulher - uma candidata a assassina que tem em seu poder a primeira pista para a descoberta de uma possível cura. Com o destino de cada ser humano a pesar na balança, Pierce junta forças com a mulher que o queria matar e, em conjunto, iniciam uma espantosa demanda - cujos meandros envolvem túmulos venezianos, catedrais bizantinas e ruínas incrustadas na selva, seguindo o rasto do mais lendário explorador da História: Marco Polo.

Enquanto um implacável louco segue cada um dos seus passos, Gray e a inesperada aliada são arrastados para um surpreendente mistério bem enterrado na Antiguidade. E à medida que o ponteiro do relógio os aproxima do dia do Juízo Final, Gray Pierce percebe que não pode confiar em ninguém - nem na enigmática criatura que actua ao seu lado, nem mesmo naqueles que estão lhe mais próximos - porque cada um deles pode ser... um Judas.

Opinião

Tal como aconteceu com A Carta Proibida, este foi mais um livro que chegou da colecção de casa do meu pai e me deixou presa até à última página e com uma vontade imensa de ler mais deste autor e, particularmente, da sua extensa lista de livros escritos com esta Força SIGMA. Até aqui só coisas positivas, que a pessoa gosta sempre de descobrir novos autores para descobrir livros interessantes e que não me teriam chamada à atenção de outra forma. O problema é que a minha conta bancária não fica propriamente feliz com a despesa que este meu vício literário significa, até porque este senhor tem mesmo muitos livros publicados que quero muito ler.

Voltando ao livro de hoje, A Herança de Judas, confesso que comecei a ler enquanto esperava pela chegada às minhas mãos de outros desejos literários mais urgentes, sem grandes expectativas e total desconhecimento do que me esperava. O início é logo inquietante e deixa no ar uma série de perguntas que só serão totalmente entendidas ao longo da trama. É esta dose certa de mistério e suspense que nos agarra e que dificulta a tarefa de encostar o livro para dormir umas horas como tem de ser.

Foi o que me aconteceu e me fez ir trabalhar com umas valentes olheiras, mas valeu bem a pena porque a história é mesmo das que eu gosto. Um mistério que envolve uma grande dose de História e personagens facilmente identificáveis, através de uma lenda relacionada com o célebre Marco Polo, que teve oportunidade de conhecer a Ásia do seu tempo.

No entanto, ao mesmo tempo que nos transporta aos mistérios de um passado distante, coloca-nos também frente a frente com dilemas dos mais actuais que existem, onde as armas químicas são uma realidade e tudo se faz para as encontrar e vender ao melhor preço. A Ciência e a História cruzam-se para nos contar uma aventura passada em diversos locais e sob diferentes pontos de vista, o que só enriquece a narrativa.

Não vou continuar a escrever, porque tenho a sensação de que me vou entusiasmar e vou acabar a falar de mais e dizer coisas que tu, que estás a pensar seriamente em ler o livro, não vais crer ler para não perder o efeito surpresa delicioso que poderás ter ao longo da história. Contudo, tenho de recomendar este livro, porque vale mesmo a pena e prometo, assim que me seja possível, voltar a trazer este autor para que possas verificar comigo se a minha opinião positiva se mantém ou se desvanece após esta obra.

Já conhecias este livro? Que outros livros de James Rollins me recomendas para próxima leitura?

"Gray tinha ficado calado durante esta troca de palavras, observando, de olhos semicerrados. Vigor podia quase ver as engrenagens a girar, as ganchetas a entrarem em novas ranhuras. Tal como Alberto, Gray tinha uma mente única, uma maneira especial de fazer malabarismos com fragmentos díspares e descobrir novas configurações."

Este era um livro que se encontrava esgotado, mas a boa notícia é que será lançada uma nova edição a partir de 16 de Novembro, que poderás encomendar na Wook, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Passatempo - Oriflame by Orineves



Como ontem prometi, aqui está o passatempo com os produtos que recebi e irei partilhar contigo, para que também possas a ficar a conhecer e experimentar o que de bom a Oriflame tem para oferecer. Conto contigo?


Os prémios que podes ganhar são:

1. Recipientes de Viagem para Cosméticos
2. Lápis de Olhos Kohl Dual Drama The ONE, no tom Canary Teal

Para te habilitares a estes prémios só precisas de:



Alguma regras: 
  • Só é permitida uma participação por pessoa. 
  • Passatempo válido para Portugal Continental e Ilhas. 
  • O nome do vencedor será divulgado aqui e será contactado por e-mail, ao qual terá de responder em 48 horas. Se o prémio não for reclamado nesse prazo, será realizado novo sorteio.
  • Termina em 1 de Outubro.
Agora que já estás a participar e enquanto esperas pelo resultado, dá uma vista de olhos pelo novo Catálogo e vê as inúmeras oportunidades que por lá encontras. 

Boa sorte a todos!!! 

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