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quinta-feira, 9 de março de 2017

Playlist para corações partidos



A música dá cor, textura e sabor a todos os momentos da vida. Serve para nos acordar e dar mais energia. Para celebrar com as amigas numa noite louca de dança desenfreada. Para nos animar e puxar para cima quando estamos mais tristes. Para matar saudades. Para namorar muito e bem

Foi precisamente nessa altura, quando andava à procura das melhores músicas para namorar em português, que percebi da quantidade absurda de músicas que existem, e que gosto muito, sobre corações partidos e desgostos de amor. 

Ao contrário do que muita gente defende, eu acredito que é necessário e de grande ajuda mergulhar de cabeça nos desgostos de amor, chorar tudo o que há para chorar, tecer todas as teorias mirabolantes que nos passarem pela mente e só depois disso, emergir da fossa, pronta para superar e ultrapassar o mau momento. 

E que melhor companhia existe para esses momentos, com uma intensidade proporcional, por vezes até superior, à sentida durante a própria relação, senão a música certa? Quanto mais deprimente, melhor. E para que não percas tempo, vou aqui reunir uma bela playlist para carpires as tuas mágoas em grande estilo. Vamos a elas?

"Quem de nós dois", por Ana Carolina

"Falando Sério", por Maurício Manieri

"Mentira", por João Pedro Pais

"Não me ame", por Alexandre Pires e Tânia Mara

"Convite de Casamento", por Gian e Giovani

"Sol de Inverno", por Simone de Oliveira

"Ouvi Dizer", por Ornatos Violeta

"Telepatia", por Lara Li

"Chuva", por Mariza

"E depois do adeus", por Paulo de Carvalho

"Primavera", por The Gift

"Amar pelos dois", por Salvador Sobral

Como viste, também é possível criar toda uma playlist para corações partidos apenas com músicas em português. Não foi planeado, desta vez. Mas, de facto, na nossa língua materna as dores tornam-se mais claras e as músicas mais nossas. Será que ainda existe, desse lado, alguém que duvide da qualidade da nossa música? 

quarta-feira, 8 de março de 2017

O Dia da Mulher ainda faz sentido?



A efeméride está plenamente divulgada e é do conhecimento de todos. Hoje, dia 8 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Uma data que, como tantas outras, tornou-se um fenómeno comercial.

Nas últimas semanas só se fala em presentes para oferecer às mulheres lá de casa, jantares para reunir as amigas ou colegas, noites de farra para atrair as mulheres aos bares da moda. Uma noite que promete a loucura e que muitos homens adoram, pois encontra-se muitos exemplares femininos que só saem de casa nesta altura e que tiram a barriga de misérias. De divertimento e, por vezes, de álcool. 

É a loucura e, pela parte que me toca, já tenho jantar marcado com as amigas mais malucas da história da amizade. No entanto, não me esqueço que este dia não existe para celebrarmos a nossa condição de mulheres. Pelo contrário, existe para nos lembrarmos que a liberdade e a igualdade de direitos não existe para todas nós. 

Este dia só faz sentido, em pleno século XXI, porque existem mulheres tratadas como objectos, como propriedade dos seus homens, agredidas, mutiladas, humilhadas. É certo que muitas destas coisas acontecem a muitos quilómetros de distância das nossas vidinhas pacatas e civilizadas. Contudo, todos os dias ouvimos casos de violência doméstica, do aumento da violência por parte de namorados cada vez mais jovens, entre tantas outras coisas.

Estes casos acontecem no nosso mundo civilizado e evoluído. Por vezes, mesmo debaixo do teu nariz. Recentemente, muito se falou nas diferenças salariais entre homens e mulheres que desempenham as mesmas funções. Já para não falar nos preconceitos de que ainda somos vítimas. Até eu, neste meu/nosso blog, já referi algumas situações onde isso acontece, como aqui ou aqui.

Para mim, continua a fazer sentido celebrar este dia e todas as vitórias que já conquistámos no decorrer de séculos infinitos. Mas te esqueças que ainda existe um longo caminho a percorrer até que chegue o dia em que o Dia da Mulher seja uma lembrança do passado e não exista necessidade de defender direitos que já adquirimos para todas as mulheres deste mundo. 

É um caminho longo e que levará, certamente, muitos anos. Mudar mentalidades é das coisas mais difíceis e penosas, mas acredito que iremos lá chegar. No entretanto, desejo-te um feliz dia e que o possas gozar em liberdade e em total plenitude de direitos e desejos. Vamos beber um copo esta noite? 


terça-feira, 7 de março de 2017

A inteligência dos Doutores



Já não é segredo para ninguém, até porque gosto muito de espalhar aos quatro ventos esta minha predilecção por pessoas inteligentes e interessantes. Inclusivamente, já aqui deixei algumas dicas para ficar mais inteligente. 

Felizmente, tenho tido a sorte de encontrar bastantes espécies humanas que utilizam o cérebro e o estimulam por forma a não ficarem estagnados e parados no tempo. Essa é uma das grandes vantagens deste requisito: não está sujeita à passagem do tempo. Pelo contrário, se bem trabalhada, só aumenta com a idade, experiência e conhecimentos adquiridos. 

Porém, também tenho de admitir que, essas ditas pessoas inteligentes de que falo, não são tantas quanto gostaria. Ainda por cima, conheço algumas que nem sequer se preocupam com isso. Não tentam aumentar os seus conhecimentos, alimentar a sua cultura, no fundo, não estão interessadas em ser interessantes. 

O que é uma grande chatice, porque não sabem o que perdem nem o quanto se perdem e desperdiçam. O quanto poderiam ganhar em termos pessoais, interpessoais e sociais. Então e onde entram os doutores?, perguntas tu. Passo a explicar.

Existe nesta nossa província, chamada de Portugal, um culto em torno dos nossos licenciados. Do meu ponto de vista, associo isso a muita gente humilde, que trabalhou no duro para proporcionar aos seus filhos a educação que não tiveram, e que colocaram esses filhos num altar, ao ponto dessas pessoas se considerarem acima das restantes e chegarem ao cúmulo de terem vergonha dos que lhe permitiram serem gente e agarrar as oportunidades na vida. 

Isto não serve para todos, como é óbvio, mas consigo visualizar alguns casos particulares, da geração anterior à minha, em que isto estava a olhos vistos. No fundo, continua a existir em Portugal um certo provincianismo que nos faz olhar para pessoas que estudaram e tiraram um curso universitário, como obrigatoriamente inteligentes e detentores de saberes sobre tudo e mais um par de botas. 

Como está bom de ver, algumas das pessoas mais inteligentes que conheço não são detentores de um canudo e isso não lhes retira ou diminui a própria da inteligência. Provavelmente, perderam ou nunca tiveram essa oportunidade. Ao passo que, quando penso em alguns senhores doutores deste país que se cruzam, por lapso, nas nossas vidas, sinto uma espécie de vergonha alheia. 

Porque teria muita vergonha de ter andado tantos anos a foder estourar o dinheiro dos paizinhos, para sair de lá, passados três, quatro ou cinco anos sem o mínimo de conteúdo. Porque teria uma vergonha imensa de ter um filho "doutor" que nem português básico soubesse escrever e que nem falar em modos sabe. 

Estás a perceber o flagelo de que falo? É que é uma coisa que me inquieta. Será que esta geração de licenciados é mesmo do pior que temos - salvo as merecidas e reconhecidas excepções, que terminam a emigrar pelo mundo -, ou são as nossas Universidades tão más que permitem que pessoas assim alcancem um grau académico que, provavelmente, não seria merecido? 

Agora, conta-me dos teus amigos inteligentes! Licenciados broncos? Escolaridade obrigatória com interesse? Ou andarei eu a conhecer os licenciados errados? 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Desafio de Cinema (14/52) - Dramático



O Desafio de Cinema continua de vento em popa e já vamos entrar na décima quarta semana. O tema proposto para hoje será escolher um filme dramático para que possas ver ou rever comigo. E como existem filmes dramáticos, minha gente. 

Fartei-me de pensar em filmes, uns atrás dos outros. Escolher um, e só um, é que estava difícil. São tantos e sobre tantos assuntos, que se torna uma missão impossível eleger só um filme para aqui partilhar. 

Depois de passar as vistas pelos títulos mais conhecidos e reconhecidos do Cinema, lá os meus olhos pararam num filme não tão famoso e que me falou ao coração como poucos. Refiro-me ao filme "À procura da Terra do Nunca", com a linda Kate Winslet e o mais louco dos gatos, Johnny Depp. 

O filme está ligado à criação do personagem icónico, Peter Pan. Aqui conhecemos quatro crianças que perderam o pai e que vivem com a mãe, que está muito doente. São estas crianças e a sua energia que inspira o autor a criar o universo mágico da Terra do Nunca, como uma forma de as distrair do mal que as rodeia. 

É uma história triste, mas com uma mensagem de esperança e um toque de magia, como só os olhos de uma crianças conseguem ver. No fundo, é esse olhar de criança que é tão importante, e ao mesmo tempo tão difícil, não perder. A inocência e o deslumbramento com que se olha para o mundo e que nos permite manter viva a criança que vive dentro de cada um de nós. 

A tua criança continua viva dentro de ti? Gostas deste filme ou ainda não conhecias?


Sinopse
A imaginação prodigiosa de um homem e sua pungente jornada, entrelaçam-se numa emocionante história inspirada em acontecimentos da vida do escritor escocês James Mathew Barrie.

Após o insucesso da sua última peça, e com uma vida amorosa algo decepcionante, J. M. Barrie, desafiando as convenções de uma Londres eduardiana, torna-se acompanhante de uma viúva solitária e pai substituto para os seus quatro jovens filhos.

Na companhia dessa nova família, Barrie encontrará a grande inspiração para criar o ficcional herói Peter Pan, o famoso clássico da literatura infantil que fala directamente com a criança que existe em todos nós.


Podes acompanhar o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e ver os próximos temas. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Best of Óscares 2017



A tradição ainda é o que era - pelo menos em algumas pequenas coisas - e, portanto, não podia deixar passar a maior cerimónia do Cinema em branco. É certo que estou um pouco atrasada, mas a culpa não é toda minha. 

É verdade que andei a viver em off, mas a minha Internet também não ajudou nadinha. O que resultou neste atraso descomunal para a eleição do que de melhor e pior se viu na passadeira vermelha dos Óscares em 2017. 

Este ano a coisa foi um pouco morna e não me aqueceu demasiado o coração. As escolhas foram a modos que monótonas, as que acertaram não surpreenderam. E depois temos os eternos casos pavorosos, de bradar aos céus. 

Assim sendo, decidi dividir os vestidos desta cerimónia em três categorias. Serão elas: os bons, os maus e os péssimos. Parece-te bem? Que bom, porque agora vamos passar aos vestidos que é o que interessa agora. 

Os bons

Chrissy Teige

Charlize Theron
Não a favorece mas, ainda assim, gosto do vestido. 

Emma Stone
Só lhe acrescentava um pouco de sol na pele para ficar perfeita.

Halle Berry
O cabelo está pavoroso, agora o vestido podia vir morar para minha casa, já hoje!

Olivia Culpo

Viola Davis
Para mim, a mulher mais bem vestida da noite. 

Os maus

Brie Hamilton
Aquele decote é muito mau e compete seriamente com aquela cauda pavorosa.

Felicity Jones
Querida, eu sei que estávamos em época de Carnaval, mas não era necessário vires fantasiada de bailarina clássica...

Jessica Biel
A moça está em grande forma e quem me dera a mim enfiar-me num vestido destes e fazer a boa figura que ela faz. O que não invalida que o mesmo seja horrível!

Kirsten Dunst
O vestido não é mau de todo, mas não consigo gostar dele.

Naomi Harris
O tecido acabou e ficou mesmo assim.

Priyanka Chopra
Aquele decote é tão mau que nem consigo encontrar adjectivos que qualifiquem o suficiente. Ocorre-te algum?

Salma Hayek
Tão viúva negra que até dói.

Sofia Boutella
Começou tão bem e estragou tudo com esta espécie de espanador branco para confirmar que a passadeira estava mesmo imaculada. Tipo, "algodão não engana", percebes?

Os péssimos

Alicia Vikander
Mais uma que veio para o Carnaval, mascarada de Dama Antiga Dark, e acabou, sabe Deus como, a assistir aos Óscares.

Blanca Blanco
A moça que foi aos Óscares para mostrar o pipi ao mundo. Ainda por cima, mal vestida!

Cynthia Erivo
A MINHA MARCHA É LINDAAAAAAAAA!!!!

Dakota Johnson
A moça já tem um ar sem sal em modo normal e manteve o registo.

Ginnifer Goodwin
Aqui, só a cor é que se safa!

Janelle Monae
Este vestido tem tanta informação e toda tão má, que os meus olhos se perdem e fogem para não confundir ainda mais o meu cérebro.

Leslie Mann
Eu já não sou pessoa que gosta de amarelo, mas esta coisa assemelha-se tanto a um bolo cheio de babados que não o imagino a ficar melhor, fosse qual fosse a cor dele.

Nicole Kidman
Longe vão os tempos em que esta mulher sabia escolher e estava sempre na lista das melhores...

Raphaela Neihausen
Esta menina também podia desfilar pela Avenida da Liberdade, em Junho próximo.

Ruth Negga
Medo. Muito medo...

Scarlett Johanson
Tenho para mim que alguém ficou sem cortinados em casa.

Que tal? Gostaste deste pequeno best of dos Óscares de 2017? Qual o teu vestido favorito? Ou, se quiseres, qual o pior?

Podes também ver os vestidos das edições anteriores, comentadas aqui no blog:

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