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quinta-feira, 14 de julho de 2016

20 anos de Spice Girls e Wannabe




Quando li a notícia de que o single Wannabe, das Spice Girls, comemorava 20 anos, pensei que estavam a brincar comigo. 20 anos? Não pode ser! Estão a exagerar, só pode. Então ainda ontem andava eu a cantarolar as músicas do primeiro álbum e a papar todos os videoclipes. É que isso significa que tinha apenas 10 anos, quando aconteceu este fenómeno mundial. 



Depois lembrei-me do que escrevi acerca das coisas que marcaram a minha infância, e percebi que as Spice Girls estão lá, claro. Parece que foi ontem, mas já se passaram 20 anos desde que comecei a seguir este grupo e a imaginar-me uma delas. Desde que passava o ano a ouvir as músicas e aprender as letras, mesmo quando não as entendia, para me divertir com as amigas durante o Verão a encarnar as personagens e a fazer coreografias para dançar no palco da capela. 

É em momentos como este que a passagem do tempo nos esmaga com todo o seu peso. Vinte anos não são vinte dias. Pelo meio muita coisa aconteceu. Muita vida passou, como areia por entre os dedos. Será que foi bem aproveitada? 

Não é de questões filosóficas que quero tratar aqui e agora. Mas do saudosismo que nos acomete sempre que pensamos em memórias de infância ou de adolescência. Uma época em que éramos tão felizes e nem sabíamos disso. As preocupações eram tão pequenas e a diversão tamanha que nunca voltamos a ter essa sensação de libertação. De viver sem amarras. 


Estas malucas foram grandes impulsionadoras desta coisa do "Girl Power" e levaram a que muitas meninas percebessem o seu real valor. O amor próprio não é algo fácil de ensinar, é certo, mas a música é das melhores formas de transmitir as mensagens certas. Que outra música poderia ser o hino feminista da ONU? Só o Wannabe! 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Mais de mim...



Gosto da noite e da madrugada. Detesto as manhãs e acordar cedo. Gosto de ver o mar em noite de lua cheia. Não contem comigo para fazer praia. Gosto de pessoas francas e inteligentes. Não tenho pachorra para gente ignorante, prepotente e falsa. Gosto de ser curiosa e de saber tudo. Gosto de segredos, os meus e os dos outros. Gosto das minhas qualidades mas gosto ainda mais dos meus defeitos. Gosto de vinho branco, de sangria e de Martini Bianco. Ainda não gosto de vinho tinto. Gosto de saladas, mas não gosto de legumes. Adoro comida italiana e de comer, especialmente quando a mesa está cheia de amigos e as conversas são o acompanhamento perfeito. Gosto de viajar e conhecer o mundo e as suas inúmeras culturas. Sonho com Nova Iorque e com Lourenço Marques. Sonho com uma road trip pela Itália. Sonho com o euromilhões para viver a viajar e dar aos meus o que merecem. Gosto do meu trabalho, mas não de para quem trabalho ou da forma como nos tratam. Gosto de literatura, de cinema, de séries, de música. Gosto de arte e de artistas. Não gosto de catalogar os meus gostos por géneros. Gosto de gostar de tudo que tenha qualidade. Gosto da sensação de estar apaixonada. Ainda não sei se gosto de estar apaixonada, ou dos riscos que corremos quando nos entregamos a outro alguém. Gosto de sexo e de prazer. Não gosto dos tabus e preconceitos que a maioria das pessoas têm na hora de falar de sexo. Gosto de uma boa conversa, seja qual for o tema. Gosto dos meus amigos, os verdadeiros, os loucos. Gosto da minha família, com todos os momentos de paz e de guerra. Gosto das pessoas do Norte e da minha Lisboa. Gosto de mim e de quem me ama. Gosto do que não tenho. Gosto do que não posso ter. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Ser Portugal - Somos Campeões!!!



Até parece mentira, mas desta vez o fado foi nosso e ditou a nosso favor. A Taça veio morar para Portugal, como tantos esperavam há tantos e tantos anos e como já merecíamos. Depois da desdita de 2004, sinto-me uma privilegiada por ter assistido a este momento em que uma nação tornou-se maior e se agigantou perante o mundo que a menosprezava. 

Quem segue pelo Facebook já sabe que este foi um fim de semana complicado em termos de tempo útil dedicado ao blog. Mas tenho a certeza que todos compreendem. Afinal, não é todos os dias que se joga uma final. A sensação que todos tivemos foi de que o país parou para apoiar a selecção e assistir ao jogo decisivo. O jogo que todos diziam não estar ao nosso alcance. Que não éramos suficientemente bons para lá estar.

A minha paixão pela selecção de todos nós começou no Euro 2000 e desde então que me apaixona, ainda mais que os clubismos, a forma como nos unimos em torno deste símbolo e procuramos a glória que nos escapa por entre os dedos. 

Fazendo contas, assisto aos jogos de Portugal à 16 anos e este foi o mais estranho e inesperado de sempre. Já assisti em casa, no café, em casas de amigos, em ecrãs gigantes. Já estive sozinha, em família, com amigos. 

No entanto, desta vez, além dos amigos, tivemos a companhia de um grupo de espanhóis. Conheciam-nos fazia poucas horas e, ao perceberem que íamos assistir ao jogo que todos falavam, perguntam se podem ver connosco. A malta alinhou um pouco a contra gosto, já antevendo as bocas foleiras que poderiam surgir. 



Não podíamos estar mais enganados. Posso dizer que faziam mais barulho que nós, que torceram e vibraram com cada jogada, que insultaram ainda mais os franceses mafiosos e os árbitros incompetentes. E ainda se mostraram genuinamente curiosos sobre uma série de pormenores sobre os jogadores e sobre o nosso futebol. 

Foi uma sensação terrível ver o nosso capitão sair lesionado, depois de uma jogada muito baixa dos franceses, que pensaram que arrumar o melhor do mundo era a melhor técnica para nos vencer facilmente. Não podiam estar mais enganados. A gana de vencer já era gigante depois da forma como fomos tratados pela imprensa francesa. Ainda ficou maior depois da injustiça e das lágrimas de frustração e impotência de quem queria tanto poder ajudar e se sentia impedido porque o corpo não deixava. 

Quando entrou o Éder também me senti céptica e pouco confiante na sua capacidade de ajudar ao jogo. Nunca me passou pela cabeça que seria decisivo. Não perco tempo a fazer críticas. Acho que enquanto portuguesa tenho de acreditar até ao fim e apoiar incondicionalmente. Porque ainda que tivessem perdido, estes são os melhores jogadores e mostraram a sua fibra. 

Aquele golo e a forma como foi festejado ali, portugueses e espanhóis, a uma só voz foi algo indescritível. E irrepetível, penso eu. Os minutos que se seguiram foram de ansiedade imensa. A Taça estava a roçar-nos os dedos e sentíamos que nos poderia fugir num segundo. O grande Patrício não deixou. E a festa que se seguiu foi História a ser escrita em frente dos nossos olhos. 

Do primeiro ao último jogo, a minha crença foi sempre a mesma. Este tinha tudo para ser o Europeu da nossa consagração. Depois de deixarmos fugir, em 2004, naquele que se jogou em nossa casa, só fazia sentido vencermos na casa da maior comunidade de emigrantes portugueses, em França. É a nossa segunda casa e por sermos sempre olhados com sobranceria pelos franceses, imagino o sabor redobrado de vitória que sentiram essas pessoas.

Aliás, quando terminou o jogo o único lugar onde gostaria de estar era em Paris. Lembrei-me dos meus tios, dos meus primos que lá vivem e da forma como se iria comemorar nas ruas, mesmo na cara dos franceses. 

Confesso que ainda me sinto embriagada pela conquista, mas os meus olhos já estão postos no Mundial de 2018 e só imagino o que ainda podemos fazer, as glórias que ainda podemos alcançar, o quanto ainda podemos surpreender o mundo. 

Parabéns a todos e obrigada. Muito obrigada! 

domingo, 10 de julho de 2016

Ser Portugal - Vamos trazer a Taça!




Se todos fomos ficando cada vez mais apreensivos quanto à possibilidade de vencermos alguma coisa neste Europeu a cada novo empate, não é menos verdade que cada final que fomos ultrapassando - com um mérito em crescendo - nos alimentou a esperança e a convicção de que iríamos repetir a proeza que só alcançámos em 2004. 

Depois de tanto apoiar a nossa selecção, como foi o caso contra o País de Gales, não poderia ficar calada hoje. É mais forte do que eu. O sentimento que trago no peito precisa de sair cá para fora de alguma forma. Esta é a única que conheço. 

É um orgulho imenso pelo trabalho de 23 jogadores que inflamam a alma de uma nação. É a alegria que sinto quando vejo a nossa bandeira ser erguida nos lugares mais inesperados do mundo. É a solidariedade que sinto para com os nossos emigrantes que se sentem vingados nos países que os acolhem com alguma sobranceria. Esses mesmos emigrantes que se sentem mais perto de casa, quando torcem pela sua, nossa selecção e levam para as ruas as comemorações. 

Tendo em atenção todas as coisas que a imprensa francesa escreveu sobre nós, deve ter um sabor bem amargo irem nos defrontar nesta final. Para nós, sabe a justiça poética ou divina, como preferirem. Terá um sabor redobrado esta vitória, sobre os que tantas vezes nos tentaram humilhar. 



Não duvido por um segundo da vitória desta noite. Será nossa, com toda a legitimidade e será merecida. Tenho a certeza que quem entrar em campo irá deixar lá tudo e que, no final, irão erguer a Taça por todos nós. Pelos portugueses que enchem as praças deste país. Pelos portugueses que ficam em casa e pelos que vão para a rua festejar. E por todos os portugueses espalhados pelo mundo e que tanto nos honram. 

Este será um Domingo diferente do último, e será um dia de festa imensa. Uma festa maior que nós, que nos ultrapassa e nos tira a racionalidade. Quem não gosta de futebol e não entende esta euforia não imagina o que anda a perder! 

Vamos trazer a Taça, rapazes? 
Eu acredito, e tu?

FORÇA PORTUGAL!!! 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Uma noite com... #106 - Especial Euro 2016


Ainda há dúvidas de que este será o nosso Europeu?? Mas enquanto o Domingo da grande final não chega, temos de ir alimentando as vistas e, para isso, nada como jogadores nacionais. Dado que o Cristiano Ronaldo já foi protagonista e o Quaresma, bem como o André Gomes, deram o ar de sua graça nas semanas anteriores, escolhi uma peça fundamental neste nosso caminho - acidentado - até à final. Falo do nosso guarda-redes, Rui Patrício. Aprovam a escolha? 










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