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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Perdão


Estou, de forma oficial e formal, a pedir desculpas a todos que por aqui têm passado e sentido a minha ausência.
Estes últimos dias têm sido um caos, como já devem imaginar pelos últimos posts.
Amanhã é o meu último dia de trabalho e também será dia de receber. (uffa, finalmente!)
Amanhã será também reservado para jantar com os amigos do coração - e esperar que a louca da melhor amiga não se tenha lembrado de fazer uma despedida, coisa que não suporto.
Depois os restantes dias que sobram - que já serão poucos - serão ocupados a arrumar a restante tralha e afins e constatar o quanto de espaço me vai faltar para levar tudo o que me apetece.
Para, por fim, dizer efectivamente adeus a esta terra. Não será assim um adeus daqueles dramáticos, de quem não pensa voltar. Pelo contrário, com as profundas raízes que me ligam a este lugar, será com certeza um até já. Mas não deixa de ser um fim de um ciclo. E, claro, o início de um outro. Novo. Renovado. Com novos projectos e novas perspectivas. E novas pessoas.
Agora vou ali descansar um bocado para ganhar forças para estas emoções todas que me esperam.
Até amanhã, meus amores!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Que fique escrito


Mudar de casa é coisa para dar cabo de uma pessoa.
Entre arrumar as tralhas para levar, deixar a casa com um mínimo de bom aspecto, preparar à distância a chegada à nova morada, recolher a documentação necessária para apresentar no curso, rescindir, renovar e transferir contractos, alterar moradas e informar as pessoas da iminente partida - de certeza que me esqueci de alguma coisa - ainda tenho de trabalhar e socializar e ir despedindo aos poucos das pessoas e dos lugares e, claro, descansar alguma coisa.

Se isto não der comigo em doida, não sei o que dará.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ter 15 anos outra vez


Por vezes dou por mim a pensar que me sinto uma adolescente a lançar-se de olhos quase fechados para uma piscina. Sem saber se terei água à minha espera ou apenas o fundo da piscina onde aterrarei.

Com 15 anos cheguei a esta terriola. Na época, ia iniciar o ano lectivo numa escola onde não conhecia ninguém. Os poucos amigos de infância eram mais novos e frequentavam uma escola que não era secundária. Assim aterrei na sala de aula no primeiro dia. É verdade que tive a vida facilitada pelo facto de ser recém chegada da capital. No ido ano de 2001 havia colegas que nunca tinham entrado num shopping. Que nunca tinham provado um hambúrguer da McDonald's. Que desconheciam as Bershkas, Stradivarius e Zaras deste mundo. Para mim eram conceitos básicos, para eles era todo um mundo por conhecer.
O que é certo é que era quase uma atracção da escola. Assim que tocou para o intervalo fui apresentada a metade da escola. Todos me queriam dar a conhecer aos amigos. Integrar a lisboeta no seu grupo.
Confesso que teve a sua piada inicial. Mas assim que encontrei as pessoas certas, escolhi o núcleo duro que me acompanharia durante os anos que por lá andei.

Hoje, com 27 anos, preparo-me para voltar ao estudo. Completar o 12º ano com uma vertente profissional como eu queria. Mas, para isso, mais uma vez, irei entrar numa escola onde não conheço ninguém. Sem amigos, conhecidos ou pontos de referência. Nem sequer conheço minimamente a cidade onde fica.
Será mais uma aventura, agora sem a vantagem que me conferiu a capital há 12 anos atrás. Um tiro no escuro. Com adultos, que conseguem ser bem piores que adolescentes.

O frio na barriga acompanha-me desde que tomei esta decisão. É o temor e a preocupação de quem não sabe se tomou a decisão certa. De quem não sabe se era este o momento apropriado.
As incertezas são mais que muitas mas, por outro lado, dão-me a sensação de que estou viva. Porque arriscar com 15 anos não é assim tão difícil. Nessa fase achamos que somos os donos do mundo e que tudo nos é permitido. Tudo nos é devido. O universo tem a obrigação de conspirar a nosso favor.
Na idade adulta é bem mais difícil cortar as amarras e seguir rumo ao desconhecido. Até porque as raízes estão mais fortes e profundas. E a vida já nos ensinou que não basta a nossa força de vontade para alcançar os nossos sonhos. Ensinou também que o universo, tantas vezes, conspira contra nós.

Isto para dizer que me sinto com 15 anos e que a contagem decrescente para a despedida já começou.
E logo eu que detesto despedidas. Essa talvez seja a parte mais dolorosa desta nova fase. Talvez não. É sem margem para dúvidas. O mais difícil de tudo o que me espera.

domingo, 25 de agosto de 2013

Os meus novos amigos


Ontem, enquanto passeava, deparei-me com os meus novos amigos. Foi uma empatia imediata. Ao primeiro olhar. Sem margem para dúvidas. E depois de lhes tocar, ficou comprovada a nossa ligação. Assim que encaixamos de forma perfeita, o amor falou mais alto e trouxe-os comigo para minha casa.
A minha mãe bem resmungou. Deu todos os motivos e mais algum para os mandar embora. Mas não consegui. Simplesmente não fui capaz.
Vocês seriam?


Digam lá se não são lindos de morrer?
Para as interessadas, vieram da Pull & Bear pela módica quantia de 9.90€.
Para as cinderelas deste país aproveitem porque ainda havia pares 36.

sábado, 24 de agosto de 2013

Roupas e malas


Com uma única excepção.
Quando se tem de empacotar tudo e meter dentro de um carro.
Nessa altura, pensamos que TALVEZ existam coisas a mais no nosso armário.
Mas é um pensamento momentâneo e que passa assim que nos ocorre que afinal o problema é a falta de malas e sacos de viagem que temos.
Quando chegar a hora de enfiar tudo no carro, logo se procura outra desculpa.

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