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domingo, 29 de novembro de 2020

10 Livros em Português para oferecer no Natal

 

10 Livros em Português para oferecer no Natal

Antes de terminar Novembro e depois da famosa Black Friday, estou de volta para te deixar mais algumas sugestões literárias, agora em Língua Portuguesa, para ofereceres no Natal. Fiz uma selecção de alguns dos melhores autores lusófonos para te apresentar, onde se encontram autores que aprecio muito e outros que quero muito descobrir. 


Após a sinopse de cada livro vais encontrar algumas opções de onde poderás comprar o teu exemplar e, desse modo, utilizando esses links, contribuíres para as futuras leituras deste espaço que também é teu. Aconselho-te que, antes de escolher, consultes todas as opções para encontrares o melhor preço para o livro que queres, dado que existem promoções novas a surgir todos os dias e, dependendo de quando vires este post, poderá variar com frequência o lugar com o melhor negócio. 


Não percas também os 10 Clássicos para oferecer no Natal


10 Livros em Português para oferecer no Natal

1. As 100 Melhores Crónicas, de Miguel Esteves Cardoso

Miguel Esteves Cardoso publicou mais de 13 mil crónicas. Estas são algumas daquelas que mais vezes foram fotocopiadas e coladas em cadernos ou roupeiros, as que motivaram mais telefonemas, discussões, namoros e até casamentos, as que vezes sem conta foram enviadas por e-mail e partilhadas nas redes sociais, por nos terem feito rir ou chorar - por, ao lê-las, termos sentido, como só MEC nos faz sentir, que «é mesmo isto». 

Há quatro décadas que MEC escreve sobre ele e sobre todos nós, sobre o que Portugal é ou poderia ser, pondo no papel tanto o que nunca nos passaria pela cabeça, como aquilo que sentimos mas seríamos incapazes de expressar tão bem quanto ele, o nosso melhor cronista e aquele que foi o primeiro influenciador do país, antes mesmo de se falar em influenciadores. 

Nestas páginas estão os nossos sentimentos, da angústia ao amor, do espanto à saudade; está um universo próprio, cheio de ideias, entusiasmos, certezas, inquietações, ambiguidades e até contradições (no fundo, um universo como o de cada um de nós), mas estão também, e sobretudo, o talento, a inteligência e o humor de um dos maiores escritores que a língua portuguesa já conheceu. 


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2. Apneia, de Tânia Ganho

Quando Adriana ganha finalmente coragem para sair de casa com o filho de cinco anos, pondo fim ao casamento com Alessandro, mal pode imaginar que o marido, incapaz de aceitar o divórcio, tudo fará para a destruir - nem que para isso tenha de destruir o próprio filho. 

Apneia é uma viagem ao mundo sórdido da violência conjugal e parental, através de um labirinto negro em que os limites da resistência psicológica são postos à prova, ameaçando desabar a qualquer instante, e dos meandros tortuosos de uma Justiça por vezes incompreensível, desumana e desfasada da realidade. 

Escrito com uma sobriedade e frieza inquietantes, Apneia é um romance intenso, absorvente e perturbador, que ilustra com uma autenticidade desarmante o estado de guerra em que vivem milhares de famílias estilhaçadas, e com o qual, inevitavelmente, muitos leitores se vão identificar, encontrando nestas páginas ecos da sua própria experiência. 


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10 Livros em Português para oferecer no Natal

3. D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei, de Isabel Stilwell

Uma história fascinante de um homem que não nasceu para ser rei, que chegou ao trono depois de ver morrer o sobrinho e ver assassinar o irmão e o cunhado. 

Isabel, viúva de Afonso, filho de D. João II, resistiu ao casamento. Mas Manuel era determinado. Desde aquele dia em que os seus olhares se cruzaram em Moura, sabia que Isabel havia de ser sua. 

Por ela faria tudo, inclusive expulsar os hereges de Portugal, e depois os judeus. Mas mais uma vez a roda da fortuna girava e a sua felicidade durou pouco. Isabel morria no parto, e o seu único filho não sobreviveria. Era preciso garantir a descendência. Maria, irmã de Isabel, esperar, apaixonada, e o seu tempo tinha chegado. Seria rainha de Portugal e mãe de dez filhos, entre eles seis varões. 

Um dos reis mais importantes da nossa História, construtor do império global português, numa época fascinante dos Descobrimentos, em que Lisboa se enche de espiões e especiarias. 


Opinião sobre D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei


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4. Princípio de Karenina, de Afonso Cruz

Um pai que se dirige à filha e lhe conta a sua história, que é a história de ambos, revelando distâncias e aproximando-se por causa disso, numa entrega sincera e emocional. 

Uma viagem até aos confins do mundo, até ao Vietname e Camboja, até ao território que antigamente se designava como Cochinchina, para encontrar e perceber aquilo que está mais perto de nós, aquilo que nos habita. Um pai que ergue muros de silêncio, uma mãe que faz arco-íris de música, uma criada quase tão velha como o Mundo, um amigo que veste roupas de mulher, uma amante que carrega sabores e perfumas proibidos. São estas algumas das inesquecíveis personagens que rodeiam este homem que se dirige à filha, que testemunham - ou dificultam - essa procura do amor mais incondicional. 

Uma busca que nos leva a todos a chegar tão longe, para lá de longe, para nos depararmos connosco, com as nossas relações mais próximas, com os nossos erros, com as nossas paixões, com as nossas dores e, ao somar tudo isto, entre sofrimento e júbilo, encontrar talvez felicidade.


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5. Felicidade, de João Tordo 

Lisboa, 1973

Nas vésperas da revolução, um rapaz de dezassete anos, filho de um pai conservador e de uma mãe liberal, cai de amores por Felicidade, colega de escola e uma de três gémeas idênticas. 

As irmãs Kopejka são a grande atracção do liceu: bonitas, seguras, determinadas, são fonte de desejos e fantasias inalcançáveis. 

Respira-se mudança - a Europa a libertar-se das suas ditaduras e Portugal a despedir-se da velha ordem - e vive-se a promessa da liberdade, com todos os seus riscos e encantos. É neste tempo e neste mundo, indeciso entre tradição e modernidade, que o nosso narrador cai num abismo pessoal. 

A primeira noite de amor com Felicidade acaba de forma trágica, e o jovem vê-se enredado na malha inescapável das trigémeas Kopejka, três Fúrias que não tem poderes para controlar. À semelhança de uma tragédia grega, o herói encontra-se subjugado por forças indomáveis, preso entre dois mundos.

Felicidade é uma história de amor e assombração nas décadas que transformaram Portugal. Um romance enfeitiçante, repleto de ironia e humor, de remorso e melancolia, em que João Tordo aborda os temas do amor e da morte, e das pulsões humanas que os unem.


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10 Livros em Português para oferecer no Natal

6. O Mapeador de Ausências, de Mia Couto

Diogo Santiago é um prestigiado e respeitado intelectual moçambicano. Professor universitário em Maputo, poeta, desloca-se pela primeira vez em muitos anos à sua terra natal, a cidade da Beira, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019, para receber uma homenagem que os seus concidadãos lhe querem prestar.

Mas o regresso à Beira é também, e talvez para ele seja sobretudo, o regresso a um passado longínquo, à sua infância e juventude, quando ainda Moçambique era uma colónia portuguesa. Menino branco, é filho de um pai jornalista e sobretudo poeta, e de uma mãe toda sentido prático e completamente terra-a-terra. Do pai recorda o que viveu com ele: duas viagens ao local de terríveis massacres cometidos pela tropa colonial, a sua perseguição e prisão pela PIDE, mas sobretudo, e em tudo isto, o seu amor pela poesia. Mas recorda também, entre os vivos, o criado Benedito (agora dirigente da FRELIMO) e o seu irmão Jerónimo Fungai, morto a tiro nos braços da sua amada, a bela e infeliz Mariana Sarmento, o farmacêutico Natalino Fernandes, o inspector da PIDE Óscar Campos, a tenaz e poderosa Maniara, e muitos outros; e de entre os mortos sobressaem o régulo Capitine, que vê uma mulher a voar.


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7. Os Vivos e os Outros, de José Eduardo Agualusa

José Eduardo Agualusa nunca foi tão longe no lirismo da sua prosa - nem, ao mesmo tempo, no desenho de personagens tão reais que parecem inventadas.

Para onde vamos depois do fim? Talvez para uma pequena ilha, pois, como diz uma das personagens deste romance, «depois que o mundo acabar, recomeçará nas ilhas». Daniel Benchimol, personagem de A Sociedade dos Sonhadores Involuntários e Teoria Geral do Esquecimento, regressa logo na primeira página do novo livro de Agualusa. O cenário é o da beleza única e mágica da Ilha de Moçambique - onde decorre um festival literário que reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só depois se revelará), permanecerão totalmente isolados durante sete dias. 

Mas a história leva-nos mais longe: a uma série de estranhos e misteriosos acontecimentos, que colocam em causa a fronteira entre realidade e ficção, passado e futuro, a vida e a morte, e inquietam os escritores e a população local. 


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10 Livros em Português para oferecer no Natal

8. Rio das Flores, de Miguel Sousa Tavares

Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.

Rio das Flores resulta de um minucioso e exaustivo trabalho de pesquisa histórica, que serve de pano de fundo a um enredo de amores, paixões, apego à terra e às suas tradições e, simultaneamente, à vontade de mudar a ordem estabelecida das coisas. Três gerações sucedem-se na mesma casa de família, tentando manter imutável o que a terra uniu, no meio da turbulência causada por décadas de paixões e ódios como o mundo nunca havia visto. No final sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho. 


Opinião sobre Rio das Flores 


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9. O Bisavô, de Maria João Lopo de Carvalho

Talvez por culpa da mãe, Cândida Patrício, o jovem Manoel Caroça fez-se um sonhador. A pesada e granítica cidade da Guarda já não lhe bastava, nem o vale rochoso onde o pai imperava. Ambicionava mais do que aquela terra e os seus frutos, queria conhecer mundo. E o mundo era Lisboa, era Paris, eram as Colónias onde enriqueciam os portugueses... 

O Bisavô é a história de Manoel Caroça, bisavô da autora. É ele o elo que une três gerações de uma família poderosa, que a partir da Guarda conquistou Portugal. O percurso do milionário confunde-se com o de um país em convulsão, abalado pela queda da monarquia, a eclosão da Grande Guerra, a tuberculose e a pneumónica, a grande depressão. E, numa época em que se fizeram e desfizeram grandes impérios financeiros, vemos como os antepassados da autora marcaram os rumos do país. 

Da sobrevivência ao esplendor, da espionagem à intriga nos palácios da família, dos amores improváveis aos casamentos contrariados, do riso às lágrimas, esta é a saga inédita de um espírito rebelde - rigorosamente reconstruída graças às memórias, ainda vívidas de uma descendência vasta, bem como às cartas e documentos desenterrados dos baús de família. 

Ironicamente, ao escrever a sua obra mais íntima e pessoal até à data, a autora de Marquesa de Alorna oferece-nos o seu mais conseguido fresco do nosso país - esta família é o retrato de Portugal. 


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10. Contra Mim, de Valter Hugo Mãe

«Estamos sempre à procura das nossas grandes crianças. Essas que começámos por ser e que se tornam paulatinamente inacessíveis, como irreais e até proibidas. Crianças que caducaram, partiram, tantas por ofensa, tantas apenas por esquecimento.»

Na vida de alguns escritores tudo parece conspirar para a inevitabilidade da escrita. Cada detalhe, por mais errático ou disfarçado de desimportante, já é a construção do fascínio pelo texto, algo que se confunde com a sobrevivência, com toda a dificuldade e alegria. 

Valter Hugo Mãe, num "ano introspectivo", como diz, regressa com a história da sua própria infância e a magia profunda de crescer fazendo das palavras alimento, companhia, lugar, espera ou bocados de Deus. 

Este livro é uma criança às páginas. Um escritor em menino.


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Gostaste destas ideias para oferecer no Natal? Quantos autores da lista já leste? 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

#Livros - Troubled Blood, de Robert Galbraith

 

#Livros - Troubled Blood, de Robert Galbraith

Sinopse

Private Detective Cormoran Strike is visiting his family in Cornwall when he is approached by a woman asking for help finding her mother, Margot Bamborough - who went missing in mysterious circumstances in 1974. Strike has never tackled a cold case before, let alone one forty years old. But despite the slim chance of success, he is intrigued and takes it on; adding to the long list of cases that he and his partner in the agency, Robin Ellacott, are currently working on. 

And Robin herself is also juggling a messy divorce and unwanted male attention, as well as battling her own feelings about Strike. As Strike and Robin investigate Margot's disappearance, they come up against a fiendishly complex case with leads that include tatot cards, a psychopathic serial killer and witnesses who cannot all be trusted. And they learn that even cases decades old can prove to be deadly...

A breathtaking, labyrinthine epic, Troubled Blood is the fifth Strike and Robin novel and the most gripping and satisfying yet. 

Opinião

Antes de começar a divagar sobre mais uma aventura incrível de Strike e Robin, preciso de deixar o meu desabafo e partilhar a minha surpresa por os seus livros não estarem a ser traduzidos. Desde 2018, quando foi lançado o quarto livro da série, que não chega a Portugal novas edições o que me deixou satisfeita com a decisão de comprar os últimos em inglês. No entanto, gostava muito de completar a minha colecção e ter o prazer de ler uma tradução para português. 

Depois desta partilha ou deste lamento, onde imagino que não estou sozinha, e que desejo muito que sofra alterações com a maior brevidade, vamos passar ao novo livro, Troubled Blood. Depois de ter começado um processo de divórcio, Robin está definitivamente instalada como sócia de Strike e numa posição que a obriga a tomar conta do barco muito tempo sozinha, devido à doença da tia do detective, tia essa que o ajudou a criar durante a sua infância atribulada. 

"I don't t'ink the Good Lord will mind me mentioning cocks and balls,' said Oonagh airily. 'He made 'em, didn't he?"

A equipa de trabalho cresceu e nem todos têm o devido respeito pela nova sócia nem a encaram como uma figura em pé de igualdade com Strike na agência. Em suma, Robin encontra-se num momento de viragem na sua vida onde procura o seu lugar tanto profissional como pessoal, sentindo uma certa sensação de desilusão e amargura quando pára para pensar ou quando se encontra com a família em Yorkshire. 

Por seu lado, Strike vive um momento complicado devido à doença da tia que já referi e com a perspectiva de perder uma figura essencial para a união da sua família materna restante, e que o obriga a passar mais tempo na Cornualha. É numa dessas visitas tristes que é abordado por uma mulher que lhe pede que investigue o desaparecimento da sua mãe. Até aqui parecia uma situação recorrente na vida do famoso detective e um caso banal, não fosse o pormenor do dito desaparecimento ter ocorrido há quarenta anos. 

"A corpse, however unwelcome, meant anguish could find both expression and sublimation among flowers, speeches and ritual, consolation drawn from God, alcohol and fellow mourners; an apotheosis reached, a first step taken towards grasping the awful fact that life was extinct, and life must go on."

De forma improvável, Strike aceita o caso e coloca um prazo de um ano para investigar este desaparecimento longínquo, ao mesmo tempo que continua a precisar de manter em dia os casos em andamento. É esse ano atribulado que acompanhamos ao longo destas 900 páginas que dão vontade de ler de uma assentada, não fosse o caso de ser preciso dormir e trabalhar todos os dias. 

A riqueza do estilo de Rowling e das personagens criadas no decorrer desta investigação são fascinantes, como é seu hábito, e continua a cimentar o meu amor pelos personagens principais, dirigindo a relação conturbada dos dois de forma magistral, mas lenta e demorada. Embora me sinta capaz de esperar pelo próximo com alguma tranquilidade, devo dizer que ficaria muito feliz se esse próximo chegasse em 2021. 

Já leste alguma coisa de Robert Galbraith? Acompanhas o Strike e a Robin? Já deste uma olhadela pela série? 

Encomenda o teu exemplar usando os links abaixo e contribui para as próximas leituras do blog



Outros livros de Robert Galbraith e da saga Strike com opinião publicada no blog: 


domingo, 22 de novembro de 2020

10 Clássicos para oferecer no Natal

 

10 Clássicos para oferecer no Natal

Não sei se já te deste conta, mas o Natal já espreita por todo o lado, como vem sendo hábito e, quando dermos por isso, é dia 24 de Dezembro e ainda nem comprámos o presente para a sogra, se não for mais grave o esquecimento. Para que isso não te aconteça e possas escolher alguns presentes sem ter de sair do conforto da tua casa, vou deixar, hoje e nas próximas semanas, algumas sugestões de presentes que podes oferecer a qualquer pessoa por quem tenhas apreço. 


No dia de hoje, irei começar por sugerir alguns dos melhores Clássicos da Literatura Universal, porque os livros são uma das melhores prendas que podes dar, seja a quem for. Alguns já li e até existe opinião publicada no blog, outros estão na minha imensa lista de desejos e que conto ler um dia destes. Não te vou sugerir, como é hábitos nestas épocas, a quem deves oferecer, porque acredito que deverás conhecer os teus e os seus gostos melhor do que eu. Assim, deixo-te uma lista de bons livros que poderás apostar como ideias vencedoras em qualquer ceia de Natal, mais ou menos tradicional. Vamos aos livros? 


10 Clássicos para oferecer no Natal

1. E Tudo o Vento Levou, de Margaret Mitchell

E Tudo o Vento Levou tem como pano de fundo a Guerra Civil Americana, que opôs o Norte industrializado ao Sul das grandes propriedades de trabalho escravo negro. 

A bela e caprichosa Scarlett O'Hara vive em Tara, no estado sulista da Geórgia, numa plantação de algodão. Estamos em 1861. Os seus amigos e, em geral, todos os jovens aguardam com entusiasmo a entrada na guerra, esperando uma vitória rápida. 

A excepção é o aventureiro Rhett Butler, que se sente atraído por Scarlett. Mas esta está apaixonada por Ashley Wilkes, que se prepara para casar com Melanie Hamilton. Depois da guerra, Scarlett procura reconstruir a propriedade familiar para onde regressa, recorrendo à obstinação, astúcia e mesmo a um casamento de conveniência. 


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2. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Admirável Mundo Novo é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna. 


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10 Clássicos para oferecer no Natal

3. Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

Um grande clássico Juvenil que transcende as fronteiras do tempo e da idade e faz desta obra um marco na Literatura. 

Um livro que nos dá o retrato de uma família de classe média americana do seu tempo, sublinhando os seus principais valores morais, e em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades.


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4. O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Uma abadia medieval isolada. Uma comunidade de monges devastada por uma série de crimes. Um frade franciscano que investiga os mistérios de uma biblioteca inacessível. 

Numa edição com desenhos e apontamentos preparatórios do autor, o romance que revelou o génio narrativo de Umberto Eco: traduzido em 60 países com mais de 50 milhões de exemplares vendidos, O Nome da Rosa ganhou o prémio Strega em 1981 e inspirou um filme e  uma série de televisão com grande êxito internacional.


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10 Clássicos para oferecer no Natal

5. O Estrangeiro, de Albert Camus

Mersault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia - até que ocorreu um homicídio. 

Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, em O Estrangeiro joga-se o destino de um homem perante o absurdo e questiona-se o sentido da existência. Publicado originalmente em 1942, este primeiro romance de Albert Camus foi traduzido em mais de quarenta línguas e adaptado para o cinema por Luchino Visconti em 1967, sendo indubitavelmente uma das obras-primas da Literatura francesa do século XX. Esta edição foi revista de acordo com o texto fixado pelo autor.

Opinião sobre O Estrangeiro


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6. A Irmandade do Anel, de J. R. R. Tolkien

A primeira parte da aventura épica de O Senhor dos Anéis. Numa aldeia adormecida do Shire, um jovem hobbit é incumbido de uma gigantesca tarefa. Terá de fazer uma viagem recheada de perigos ao longo da Terra Média, até às Fendas da Condenação, para aí destruir o Anel de Poder Soberano, o único gesto capaz de impedir que o domínio maligno do Senhor das Trevas prevaleça. 


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7. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

A chegada de vários jovens marca uma profunda transformação na vida de uma família de classe média rural, os Bennets, e em particular na das suas filhas. 

Um desses jovens é Darcy, membro da alta sociedade que se distingue pelo seu orgulho. Desenvolve-se uma série de desafios, de equívocos, de julgamentos apressados, que conduzem à mágoa e ao escândalo, mas também ao auto-conhecimento e amor. 

Opinião sobre Orgulho e Preconceito


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10 Clássicos para oferecer no Natal

8. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Dorian Gray é um jovem belíssimo. Basil, encantado com a sua beleza, pinta-lhe o retrato. 

Apaixonado pela sua própria imagem na tela, Dorian deseja que esses traços imutáveis de beleza fiquem para sempre no seu rosto e que seja o retrato a envelhecer. É este o parti-pris narcisista, ou fáustico, do romance de Oscar Wilde. 


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9. A História de uma Serva, de Margaret Atwood

Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. 

Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 

Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor. 


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10. Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway

Em 1937, Ernest Hemingway viajou para Madrid, com o intuito de aí realizar algumas reportagens sobre a resistência do governo legítimo de Espanha ao avanço dos revoltosos fascistas. Três anos mais tarde, concluiria a elaboração de um dos mais famosos romances sobre a Guerra Civil de Espanha, Por Quem os Sinos Dobram.

A história de Robert Jordan, um jovem americano das Brigadas Internacionais, membro de uma unidade guerrilheira que combate algures numa zona montanhosa, é um relato de coragem e lealdade, de amor e derrota, que acabou por construir um dos mais belos romances de guerra do século XX. 


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Ajudei a inspirar as tuas próximas compras de Natal? Qual o Clássico que gostarias que te oferecessem? 

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

A minha playlist para relaxar

 

A minha playlist para relaxar

O stress é o causador de muitos problemas que podem até ser de saúde e os tempos que se avizinham parecem-me ser portadores de uma carga pesada, não só pela quadra natalícia que se aproxima, mas aumentado pelas medidas que todos os dias são anunciadas que nos obrigam a alterar rotinas e comportamentos e até paira no ar que as festas de 2020 possam ser bem diferentes do que estamos habituados. 


Como tal, parece-me o momento mais acertado para partilhar contigo a minha playlist com as melhores músicas para relaxar. Aqui irás encontrar diferentes estilos e cantores, porque o que nos relaxa pode ser tão distinto e passar desde o Jazz ao Pop/Rock com uma paragem na música erudita e até popular. Conheço inclusivamente quem relaxe a ouvir Metal do mais pesado e funcione muito bem para si essa escolha. 


Portanto, o que te aconselho é utilizares a minha lista para te inspirares e, logo que possas, vás criar a tua própria lista, na aplicação que preferires e te for mais conveniente, para que a tenhas sempre à mão nos próximos tempos. Aceitas o desafio de criar a tua lista? Partilha comigo as tuas escolhas para que também me possas inspirar! 


1. Can you feel the love tonight - Elton John 

Quem consegue resistir à voz inimitável de Elton John? Eu cá não lhe resisto e ainda menos quando estamos perante a música mais bonita do clássico de animação, Rei Leão. Uma combinação perfeita que me faz relaxar e viajar para mundos perfeitos e longínquos e até impossíveis de existir. 



2. Cheek to Cheek - Frank Sinatra

Mais uma voz que, por si só, é suficiente para me relaxar e me transportar para uma América mítica com liberdade, crime, preconceito e talento, entre tantos outros ingredientes que compõe o Sonho Americano. Frank Sinatra poderia tocar no meu Spotify sem parar e isso já me faria muito feliz. 



3. Always remember us this way - Lady Gaga

Penso que o talento de Lady Gaga está mais que provado, mesmo para os que não apreciam o seu estilo musical. Depois do filme Assim Nasce uma Estrela, além de ter revelado os seus talentos para a dramaturgia, foi autora de uma das melhores bandas sonoras dos últimos tempos. Este é um bom exemplo. 



4. Too much love will kill you - Queen

Poderá o Rock relaxar? Quando se trata da melhor banda de sempre, pode sim. Pelo menos a mim, ouvir Queen provoca uma sensação de que tudo está no sítio certo. Para não aumentar os níveis de adrenalina, escolhi uma balada, mas, pela parte que me toca, poderia ser qualquer uma deles. 



Podes ver também As melhores músicas para namorar


5. Chiquinha Gonzaga, por Marcus Viana e Maria Teresa Madeira

Qualquer música composta por Chiquinha Gonzaga me aquece o coração e me transporta para um Brasil que vive apenas na minha imaginação e nos livros de História - com mas rigor por lá, presumo eu. O álbum que partilho contigo é tão bem executado que até me custa que poucas pessoas conheçam a sua obra e ela se vá perdendo ao longo do tempo. Dá-lhe uma oportunidade e depois conta-me o que achaste, pode ser? 



6. My Immortal - Evanescence

Uma banda que marcou a minha adolescência e algumas desilusões amorosas típicas da época e que sucedem em todas as idades. Claro que na adolescência tudo bate mais fundo mas estas músicas, sobretudo o primeiro álbum dos Evanescence, são perfeitas para me transportarem a recantos de mim mesma que nem sempre visito nem revelo. Qual a banda sonora da tua adolescência? 



7. Feeling Good - Michael Bublé

Esta é daquelas músicas que, quando o cantor é bom e respeita o tema, não tem como errar. Adoro a versão da Nina Simone, mas não consigo resistir à interpretação do Michael Bublé, e é essa a que escolho para partilhar contigo. Caso não conheças ou as outras intérpretes do tema, aconselho-te a procurares no Youtube e delicia-te. Relaxante e com boas vibrações. 



8. Zorro - António Zambujo

Tudo o que o Zambujo toca para mim está bom e poderia fazer uma playlist só com músicas cantadas por ele e seria a banda sonora perfeita para qualquer momento relaxante e inspirador. Hoje, deixo-te com o seu Zorro. Também és fã do António? 




Podes ver ainda a minha Playlist para corações partidos


9. City of Stars - Emma Stone e Ryan Gosling

Mais uma música vinda do Cinema e vencedora de um Óscar, que deixa um calor no coração. Claro que depois de ter visto La La Land, a sensação ficou mais amarga, mas ainda assim é das músicas mais bonitas e melodicamente suave, capaz de nos transportar para o mundo dos sonhos em segurança. Melhor só se o próprio do Ryan a viesse cantar ao meu ouvido... 



10. Será - Pedro Abrunhosa

Não existirá, em Portugal, ninguém que se compare à qualidade poética de Pedro Abrunhosa que escreve letras que poderiam, facilmente, ser poemas para declamar. Ao musicá-los, apenas aumenta a probabilidade de nos emocionar e transforma-os em mais nossos. Esta é uma letra difícil, mas de uma beleza sublime que não deixou ninguém indiferente, embora pudesse ter escolhido qualquer um dos seus inúmeros sucessos. 



Que me dizes desta minha playlist? Gostas das escolhas? Conhecias todas as músicas? Que outras aconselhas e usas para relaxar? Conta-me tudo nos comentários e não te esqueças de partilhar esta lista com todos os teus amigos stressados. 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

#Livros - Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

 

#Livros - Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

Sinopse

O Livro do Desassossego é um dos maiores feitos literários do século XX. Obra-prima póstuma,  retrato da cidade de Lisboa e do seu retratista, compõe-se de centenas de fragmentos, oscilando entre diário íntimo, prosa poética e narrativa, num conjunto fundamental para compreender o lugar de Fernando Pessoa na criação da consciência do mundo moderno. 

Nesta nova edição, Jerónimo Pizarro, reconhecido estudioso pessoano, regressa às fontes dos textos que Fernando Pessoa pretendia incorporar no Livro do Desassossego. Com uma nova organização, melhorando a decifração de quase todos os fragmentos, este livro reúne os atributos para se tornar na edição de referência. 

Opinião

Devo dizer que este livro me fez companhia na mesa de cabeceira por mais de um ano e, desde que terminei, só deixou saudades. Nem acredito que demorei tanto tempo a dedicar-me à leitura da obra inacreditável de Fernando Pessoa e de todos os seus heterónimos, conceito elevado ao expoente máximo pelo português cuja vida está envolva em grande mistério onde os factos se confundem com a ficção e tudo ajudou à criação do mito que o colocou a par dos gigantes como o próprio pretendia e almejava. 

Neste Livro do Desassossego encontramos um exercício gigantesco de escrita criativa, onde se misturam reflexões filosóficas, devaneios aparentemente sem sentido, banalidades triviais, descrições poéticas e até pensamentos sobre o propósito da Literatura. E estou apenas a dar alguns exemplos que me ocorrem só de memória, sem ter de voltar a folhear o livro nem regressar às inúmeras marcações que deixei no meu exemplar. 

Podes ler também a minha opinião sobre Mensagem

Não estamos perante uma história de ficção pura, embora se possa encontrar muita ao longo das suas páginas, por isso é a escolha perfeita para ter sempre por perto e agarrar de forma aleatória, ler, pensar sobre o assunto e, por vezes, ficar com uma ideia na cabeça a martelar incessantemente. Não será um livro para ler de fio a pavio de uma assentada. Tem entradas curtas e longa, que podem ser lidas da forma que se preferir. No entanto, é muito difícil continuar a ler após reter certas passagens que nos vão incomodar ou perturbar ou simplesmente espantar e deslumbrar. 

"Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a acção, que a minha sensibilidade repugna; ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu. 
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei-de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra."

Não tem a ver com o tamanho dos textos nem tão pouco do próprio livro. Tem a ver com a profundidade que se vai encontrar que nos vai obrigar a pensar em assuntos que nem queríamos. O impacto tem mais a ver connosco e com a nossa experiência de vida e até com o momento que estamos a viver quando o lermos e por isso é tão diferente quantas pessoas existem no mundo. 

Podes ler ainda sobre O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Para os que apreciam a Língua Portuguesa e para todos os que sonham ser escritores, esta é uma leitura fascinante porque mostra onde nos pode levar a criatividade, a beleza da nossa língua e o que distingue o génio dos restantes mortais, que até podem ser muito bons e escrever muito bem, mas não são Pessoa. Camões terá fundado as bases do Português ao criar a nossa Epopeia, enquanto Fernando Pessoa parece ter pegado em tudo o que nos vai na alma e colocado no papel, sob todas as formas literárias, assumindo as diferentes personalidades nacionais com uma sensibilidade ímpar, e elevou-nos, portugueses, a Património da Humanidade. 

"Conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu. Reclamei, espaço a pequeno espaço, o pântano em que me quedara nulo. Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferros de mim mesmo."

Hoje que comemoramos o Dia Mundial da Criatividade este parece ser o livro certo para começares a ler já, porque te vai inspirar, incomodar, incentivar e estimular como poucos seriam capazes de fazer. Para isso, podes encomendar o teu exemplar - e contribuir para as próximas leituras no blog - na Wook, com 10% de desconto em cartão e portes grátis. Se ainda tens dúvidas, aconselho-te o vídeo da Tatiana, que é só a melhor Booktuber entre todas. 

"Nada disso me interessa, nada disso desejo. Mas amo o Tejo porque há uma cidade grande à beira dele. Gozo o céu porque o vejo de um quarto andar de rua da Baixa. Nada o campo ou a natureza me pode dar que valha a majestade irregular da cidade tranquila, sob o luar, vista da Graça ou de São Pedro de Alcântara. Não há para mim flores como, sob o sol, o colorido variadíssimo de Lisboa." 
Já leste Fernando Pessoa fora da escola? Qual o teu heterónimo preferido? 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Top 7 Provas Cegas -The Voice Portugal | Season 7

 

Top 7 Provas Cegas -The Voice Portugal | Season 7

Vamos percorrer as ruas da memória da última edição concluída do The Voice Portugal que foi a sétima e que marcou a entrada de novos mentores que, na minha opinião, vieram trazer uma qualidade musical e uma diversidade que só enriqueceu o programa e a experiência dos próprios concorrentes. Tenho uma preferência especial pelo António Zambujo, embora também aprecie o talento do Diogo Piçarra e valorize a sua experiência enquanto vencedor de outro programa de talentos que foi capaz de construir uma carreira na música. 

Antes de passarmos para os meus favoritos da sétima temporada, quero só deixar o meu comentário sobre a que se encontra a decorrer, mais particularmente no que diz respeito às Batalhas. Eu percebo as razões de saúde e coisas que tal, mas lamento esta alteração que, a meu ver, desvirtua o conceito e retira o encanto que existia nos duetos promovidos pelos mentores. Mais uma vez, a culpa é do Covid, não é? 

Posto isto, vem comigo descobrir os favoritos. Vamos? 

1. Vânia Bluebird - Equipa Marisa

Assim começou este The Voice com uma primeira Prova Cega arrebatadora. A voz desta rapariga é um caso sério e a sua técnica deixou-me de queixo caído. Curiosamente, quando fala, parece outra pessoa. Mas quando canta torna-se gigante e ainda não consigo perceber como é que ainda não tinha aparecido em lado nenhum. 


2. Gabriel Silva - Equipa Diogo

Mais um miúdo que nos vem mostrar como o talento brota por todo o lado em Portugal. Fez uma Prova Cega muito especial revelando as suas qualidades musicais e também uma sensibilidade e uma maturidade inesperada. Claro que vejo muita margem para evoluir, ou não estivéssemos a falar de um jovem com uma vida pela frente, mas vou estar atenta porque acredito que ainda vai dar que falar. 


3. Carolina Pinto - Equipa Zambujo

Esta miúda começou por chamar a atenção pelas suas escolhas musicais, pouco comuns em jovens da sua idade, e revelando um bom gosto inacreditável e que nos mostra a educação de excelência que teve. O seu talento enquanto cantora também me parece indiscutível e o seu carisma também. Esta veio para ficar, era capaz de apostar... 


4. Francisco Sequeira - Equipa Marisa

A voz deste jovem informático é um caso sério de tão icónica e invulgar que é. Os seus graves parecem impossíveis e, junto com a Marisa, teve um percurso incrível, sendo o meu finalista de eleição na sua equipa. Sei que não ganharia, mas tive pena que não chegasse à final para cantar com a mentora novamente e como deve de ser, depois do brilharete que fez na Prova Cega. 


5. Gabriel de Rose - Equipa Aurea

Aqui temos um homem grande de tamanho e de talento, com todos os ingredientes para conseguir construir uma carreira de sucesso no mundo da música. Desde que tenha perseverança e continue a trabalhar como fez com a sua mentora, acredito que poderá tornar-se em mais um caso de sucesso superior ao dos vencedores do programa. Também acreditas?


6. Margarida Andrade - Equipa Zambujo

Fiquei viciada na voz rouca desta menina e na versão incrível que fez de uma das minhas músicas favoritas de Rui Veloso. Devia ser gravado! No entanto, a concorrência era forte na sua equipa e não foi capaz de revelar mais talento para além do seu timbre especial. Quem sabe um dia. 


7. Rita Rice - Equipa Marisa

O timbre da Rita é uma coisa do outro mundo que torna suas todas as músicas que interpreta. Recentemente, nesta nova edição, uma concorrente foi cantar esta mesma canção da Prova Cega e dei por mim a sentir falta da voz e da interpretação da Rita Rice. Penso que seja prova suficiente do seu valor e da sua singularidade. 


A vencedora da sétima temporada, Rita Sanches, veio permitir que o novo mentor, António Zambujo, chegasse, visse e vencesse. Confesso que estava longe de ser uma das minhas favoritas mas... não vou negar o seu talento nem isso diminuiu o meu contentamento pelo sucesso do "Pica do Sete". Foi renhido e diversificado e, como nunca, a música portuguesa teve um protagonismo espectacular. Em suma, só coisas boas que acredito que irão ser replicadas e melhoradas na temporada que agora estamos a ver. 

Top 7 Provas Cegas -The Voice Portugal | Season 7 | Rita Sanches

Também fazias parte da claque da Rita? Ou, tal como eu, terias preferido outro vencedor? Qual o teu concorrente favorito? Conta-me tudo nos comentários e vamos começar aqui uma troca de ideias interessante e saudável. Alinhas? 

Vê também o Top das outras temporadas: 


terça-feira, 10 de novembro de 2020

#Livros - 1822, de Laurentino Gomes

 

#Livros - 1822, de Laurentino Gomes

Sinopse

Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar da sua viabilidade como nação independente e soberana. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O medo de uma rebelião dos cativos tirava o sono à minoria branca. O analfabetismo era geral. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil e, para piorar a situação, ao voltar para Portugal, D. João VI deixara os cofres nacionais vazios. 

O novo país nascia falido. 

As perspetivas de fracasso pareciam bem maiores do que as de sucesso. 

Nesta nova obra, o autor de 1808 - sobre a fuga da família real para o Rio de Janeiro -, mostra como o Brasil, que tinha tudo para não resultar, até resultou, numa notável combinação de sorte, improviso, acasos e também de sabedoria das lideranças responsáveis pela condução dos destinos do novo país, naquele momento de grandes sonhos e muitos perigos.

Opinião

Andava de olho neste livro desde o seu lançamento, em 2010, sem nunca ter-me decidido a comprá-lo e sem nunca ter encontrado um exemplar usado que acabasse com as minhas hesitações. Dez anos depois, chegou o momento de isso finalmente acontecer e terminei a leitura com a sensação que quem perdeu fui eu pela demora. 

Já é do conhecimento geral a minha paixão por História e por livros, sejam de ficção ou não-ficção, que abordem estes temas tão interessantes e que nos permitem conhecer épocas que não vivemos. Em 1822Laurentino Gomes apresenta-nos uma História do Brasil que acompanha o que antecedeu à Independência e os acontecimentos mais marcantes que se seguiram, tendo como linha condutora o nosso D. Pedro, que se tornou numa personagem controversa nas duas margens do Atlântico. 

Podes ler também sobre D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei

Primeiro, quero destacar a beleza desta edição que além de ter uma capa muito bonita e elegante, tem também uma série de fotos alusivas a todos os acontecimentos retratados e a muitos dos principais protagonistas deste período histórico que implicou uma reviravolta que alterou o curso dos acontecimentos tanto no continente americano como no europeu. 

"De forma irónica e imprevista, Portugal completou o ciclo da sua criação nos trópicos: descoberto em 1500 graças ao espírito de aventura do povo lusitano, o Brasil foi transformado em 1808 em razão das fragilidades da Coroa Portuguesa, obrigada a abandonar a sua metrópole para não cair refém de Napoleão Bonaparte; e, finalmente, tornado independente em 1822 pelas divergências entre os próprios portugueses."

Ao longo do livro são desmitificados alguns acontecimentos e revelados o que de facto aconteceu, separando a verdade histórica do mito criado em torno da independência. Afinal de contas, este foi um processo que demorou algum tempo a ser consolidado e não foi recebido de igual forma em todo o território extenso do Brasil. O incrível foi que tenha conseguido manter a sua unidade territorial, resistindo à fragmentação como aconteceu com os territórios espanhóis na América. 

Podes ler ainda sobre Teresa, A Condessa-Rainha

Depois de ter lido a biografia da primeira esposa do Imperador D. Pedro, D. Leopoldina de Habsburgo, foi com agrado que encontrei neste livro uma abordagem bastante interessante sobre o próprio D. Pedro. Afinal de contas, a sua participação na Independência foi determinante e tornou-se o homem que colocou as engrenagens do novo Império a girar com sucesso. Os seus filhos seriam os monarcas reinantes tanto do Brasil como de Portugal e para isso não hesitou em abrir mão de ambas as coroas quando chegou o momento. 

"Primeiro imperador do Brasil e 29.º rei de Portugal, D. Pedro de  Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon foi um meteoro que cruzou os céus da História numa noite turbulenta. Deixou para trás um rasto de luz que ainda hoje os estudiosos se esforçam por decifrar."

Este foi um livro fascinante e que me deixou rendida a esta época e com uma vontade imensa de ler os restantes que compõe esta trilogia. São eles 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Brasil e os impactos em ambos os lados do Atlântico, e 1889, que aborda o fim da Monarquia e o início da República no Brasil. Em suma, se gostas deste tipo de livro, que sendo de não-ficção, aborda temas históricos com rigor mas com uma linguagem acessível e com um estilo prático e simples, aqui tens uma sugestão que acredito que será do teu agrado. 

Já leste alguma coisa do autor Laurentino Gomes? Que outros livros históricos aconselhas? 

"Não poderia haver ambiente mais adequado para o começo e o fim da existência deste rei que lutou contra tudo e contra todos, fez a independência de um país, reconquistou outro nos campos de batalha, esforçou-se por modernizar as leis e as sociedades que governou, amou muitas mulheres, dedicou-se à política com paixão, foi bom soldado e chefe carismático, viveu à frente do seu tempo e morreu cedo."

Podes encomendar o teu exemplar - e contribuir para as futuras leituras do blog - na Wook, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Vamos falar sobre Depressão

 

Vamos falar sobre Depressão

Parece-me que 2020 ficará para sempre marcado como um ano para esquecer e com poucas coisas relevantes e ainda menos coisas positivas que o tenham pontuado. Talvez por essa razão e por tantos termos estado isolados ou confinados entre quatro paredes, com poucas saídas que não fossem por motivos absolutamente necessários, se tenha falado mais sobre saúde mental. Ainda assim, penso que se fala pouco sobre esses temas existindo ainda um grande estigma e muitos terem vergonha de pedir ajuda em situações desse âmbito. 

Portanto, seguindo este movimento de interesse maior sobre o assunto, irei aproveitar para também deixar aqui registadas algumas considerações sobre aquele que pode ser considerado o mal do século XXI, a Depressão. Está longe de ser algo recente na nossa sociedade, até porque quando observamos a biografia de algumas personalidades percebemos que esse mal já lá estava mas não existia um diagnóstico nem tão pouco tratamento. 


Podes ler também o Vamos falar sobre Abstenção


No entanto, ainda continuamos a considerar quem sofre de depressão como loucos ou fracos e falta empatia e vontade de compreender os problemas dos outros, que por serem diferentes dos nossos não são necessariamente menores. E muito por causa das reacções dos outros e até devido aos próprios preconceitos sobre estas doenças, ainda são muitas as pessoas que escondem a sua condição e não procuram ajuda chegando, por vezes, a becos sem saída. 


Chegados aqui, o perigo é entrar por um caminho sem volta onde se procura aliviar a dor a qualquer custo e com prejuízo da própria vida. Os mais próximos nem sempre são capazes de perceber essa dor e, mesmo quando percebem, nem sempre conseguem ajudar a ultrapassar a situação. É por isso que considero essencial quebrar com os preconceitos associados à depressão e doenças do género e mostrar a importância vital de pedir ajuda a alguém especializado que poderá guiar o caminho de regresso à saúde mental. 


Podes ler ainda o Ainda somos homofóbicos?


Esta sensibilização deveria ser incluída nas escolas porque as crianças e jovens de hoje serão os adultos de amanhã e são a nossa melhor hipótese de começar efectivamente a mudar as mentalidades e alcançar um crescimento civilizacional no que toca a estes assuntos fundamentais nos dias que correm. Afinal, nunca vivemos uma vida tão stressante, repleta de solicitações várias e a toda a hora, com um grau de exigência absurdo e voltados para dentro, sem olhar quem nos rodeia, distraídos que estamos com todos os ecrãs que nos colocam na frente dos olhos. 


Posto isto, quero aqui dizer-te que, se estás a passar por um momento depressivo, procura ajuda agora e recupera a esperança no futuro e redescobre o prazer que é viver no presente! Não tenhas vergonha, porque ninguém sabe o que é calçar os teus sapatos e sentir as tuas dores. Acredita em ti, como os que te amam acreditam! 


Se tens experiências que queiras partilhar podes utilizar a caixa de comentários que terei todo o prazer em te responder e iniciar uma conversa interessante. Caso prefiras alguma privacidade, podes também enviar por e-mail ou pelo Formulário de Contacto. 


terça-feira, 3 de novembro de 2020

#Livros - A Última Odisseia, de James Rollins

 

#Livros - A Última Odisseia, de James Rollins

Sinopse

No solo gelado da Gronelândia, um grupo de modernos cientistas depara-se com uma descoberta chocante: um navio árabe enterrado 800 metros abaixo do gelo. O porão do navio contém uma colecção de artefactos ainda mais antigos, instrumentos de guerra que remontam à Idade do Bronze. Dentro da cabina do capitão há um mapa de ouro e um intrincado astrolábio de prata. 

Uma vez activado, um pequeno barco em movimento traça o caminho do famoso navio de Odisseu a afastar-se de Tróia. Mas a rota desvia-se quando o mapa se fractura para revelar um rio de chamas sob o mar Mediterrâneo que conduz a um reino há muito perdido. O mapa indica que este mundo subterrâneo se chama Tártaro, um mundo que seria o equivalente ao «Inferno» cristão.

Quando se espalha a notícia do Tártaro e do esconderijo de terríveis armas que se diz estarem lá, as tensões explodem nessa região volátil onde turcos combatem curdos, terroristas fazem guerra e civis sofrem horrores incontáveis. Os horrores encontrados nas histórias de Homero são demasiado reais e podem reinar de novo sobre o mundo, pondo em risco o futuro da Humanidade. 

Opinião

Gentilmente enviado pela Bertrand Editora, no âmbito do lançamento deste livro e da sua divulgação durante a Feira do Livro de Lisboa, recebi o mais recente episódio da Força Sigma de James Rollins. O meu projecto relativo a esta saga era ler por ordem cronológica, mas não fui capaz de resistir a este desafio que me foi lançado e decidi antecipar-me e passar à leitura de A Última Odisseia. 

Como ponto prévio, tenho de confessar que, ao ler este novo livro, foram-me aparecendo alguns spoilers relativos a desenvolvimentos que ainda não tinham acontecido até ao último livro que tinha lido. Mais uma vez relembro, que não é obrigatório ter lido os anteriores para se compreender a narrativa, apenas gosto de acompanhar com detalhe a evolução dos personagens e das suas relações intrapessoais. 

Podes ler também a minha opinião sobre A Célula Adormecida

Outra particularidade deste novo livro é que me deixou com uma vontade imensa de ler Odisseia de Homero. Sei que li, durante o período escolar, aquelas adaptações para jovens, mas acredito que será tão interessante descobrir todos os mistérios que se escondem nos livros da Antiguidade Clássica e estou convencida de que essa leitura tem tudo para enriquecer a experiência com este novo livro de Rollins. 

"Ao meu lado, o tiquetaque do Atlas da Tempestade marca a passagem do tempo, acompanhando o pulsar do meu coração, assinalando a contagem decrescente para a inevitável condenação. Tenho noção de que devia destruir este mecanismo infernal, mas não sou capaz." 

O mistério marca presença ao longo de toda esta aventura que nos leva na pegada de Odisseu pelo Mar Mediterrâneo de forma a desvendar a origem de uma ameaça que regressa para assombrar no presente e que parece dar a entender que as figuras que consideramos mitologia poderão ter um fundo de verdade que poderá não ser tão ténue como se poderia imaginar. O perigo também se encontra à espreita e as qualidades da Força Sigma serão necessárias para ganhar esta corrida contra os que pretendem usar esta descoberta para ganho próprio. 

Podes ler ainda a minha opinião sobre Madrugada Suja

Que aventura incrível e perfeitamente adequada a este grupo invulgar que combate o crime de uma forma muito particular. Quando pensamos que este formato estará esgotado, temos a confirmação do génio do autor e da sua capacidade de cada vez escrever mais e melhor e transformando as suas personagens mais icónicas em amigos que queremos muito rever a cada nova aventura. 

"Apesar da minha idade, continuo sem compreender a depravação no coração de alguns homens. Nasci em plena guerra, na sequência de outra que disseram ser a guerra que terminaria com todas. Que tamanha ingenuidade. Veja-se o que continuamos a fazer uns aos outros."

Para quem ainda não entrou neste mundo e gosta de mitologia e Literatura Clássica, esta parece-me uma excelente forma de ficar a descobrir o talento de James Rollins. Também acompanhas o trabalho do autor? Qual o teu livro favorito da Força Sigma? 

Podes encomendar o teu exemplar, e contribuir para as futuras leituras deste blog, na Wook, com 10% de desconto imediato e portes grátis, ou na Book Depository, em inglês e numa edição de capa dura, com 21% de desconto imediato e portes grátis para todo o mundo. 

Outros livros de James Rollins com opinião publicada no blog: